Mochilando até Machu Picchu – Capítulo I: “A Fronteira”

ter

eu faria um post de dicas, mas acreditei que esse é o tipo de experiência que se conta assim. Nada de tópicos, por enquanto. Quem tiver dúvidas, deixe nos comentários, quem sabe faço um FAQ sobre a viagem depois? Acho que poderia funcionar bem se vocês ainda quiserem saber mais.

.

Machu Picchu

Machu Picchu: o principal destino

Este não é realmente o tipo de rolê que eu faria como primeira opção. No entanto, surgiu a oportunidade e resolvi conhecer Machu Picchu, afinal a curiosidade de conhecer os vales sagrados dos Incas existia. A viagem era barata, meus documentos estavam em dia e pela primeira vez saí do país pagando com dindin do meu próprio bolso. Mamãe mesmo só deu  foi um beijo e um abraço no aeroporto e aquela caroninha amiga.

Viajamos em quatro pessoas, um casal de amigos do Rafa, Felipe e Renata, o Rafa e eu. O número era ideal: rachamos taxis, jantares, passeios e guias turísticos com facilidade e sem pesar pra ninguém. Um exemplo? Contratar um guia na entrada de Machu Picchu custa em média 100 peruanos – estando em quatro pessoas, apenas 25 para cada. Até porque adentrar estas ruínas sem um guia é como olhar um livro só de fotos, sem informação alguma.

Embarcamos dia 26 de dezembro para La Paz, na Bolívia, cidade em que só dormimos uma noite e, sinceramente, digo que foi o suficiente. Não o suficiente para conhecer, mas o suficiente para saber que talvez seja um lugar para o qual eu não queira mais voltar. A cultura lá é visível a cada esquina: as mulheres em trajes típicos, o artesanato, a comida feita na calçada, Evo Morales estampado em todos os muros, a pobreza e as chuvas fortes que sempre rendem enchentes todos os dias. E enchente por lá é coisa normal.

.

La Paz

Felipe, no táxi do Johnny

Só passamos uma noite, portanto, em La Paz e seguimos para mais uma cidade boliviana, Copacabana.  Tomamos um taxi com um rapaz chamado Johnny, muito do simpático, engraçado e com talento para guia turístico desperdiçado.

O caminho era lindo, a estrada beirava as margens do Titicaca, o maior lago em alta altitude do mundo. E realmente o lago é grande viu? Rolou um momento de “parece mar!” semelhante ao que tive em frente ao Rio Tejo em Lisboa, Portugal.

Chegando na cidadezinha de Copacabana encontramos um hotel baratinho com facilidade, comemos truta,  andamos um pouco e sofremos absurdos com a altitude. Passei mal – e subir três lances de escada do hotel era um horror. Me senti com uns 70 anos, no mínimo.

.

Copacabana

o primeiro lugar que eu passei mal para subir – e não era tão alto e eu não subi tudo. Maldição!

Falando nisso, preconceito é uma merda. Confesso que fiquei bem reticente para aceitar o primeiro chá e as primeiras folhas de coca. Não que eu achasse que ia me drogar, mas fiquei meio assim… Será que isso funciona mesmo? Tá com cara de ser ruim… Tá com cara de que  essas folhas secas aí tão sujas… – e etc e tal. Pois é. Quando finalmente topei tomar o chá, me senti melhor. Ainda evitei as folhinhas, que só masquei quando estava quase desmaiando, num passeio dali a duas cidades…

Em Copacabana, passamos uma noite, saímos cedo no dia seguinte e gastamos a ínfima quantia de $8 doláres por um quarto de casal com banheiro dentro. E não era ruim não, tá? Aliás, era bem melhor que o que fiquei em Paris, pagando pelo menos quatro vezes mais e suportando chão torto e carpete mofado. Glamour boliviano > glamour parisiense.

Continue lendo →

Guia de Viagem: 10 dicas para a Europa

seg

Post para ler com calma, salvar, guardar, compartilhar e enviar para os amigos que planejam viajar.

Esta é a última parte dos posts de 100 fatos sobre a Europa e espero sanar todas (ou quase) dúvidas que me foram enviadas. Se você tiver algo a perguntar, pergunte aqui nos comentários, de forma que a resposta fique disponível para quem quiser saber o mesmo.

Vai viajar para Buenos Aires? Veja 10 dicas para visitar a capital da Argentina!

.Baseando-me em meu mochilão de 23 dias pela Europa, passando por 7 países e 9 cidades, escrevi aqui as minhas principais dicas de viagem para vocês. Como já tenho um certo tipo de experiência com viagens internacionais, agreguei aqui alguns toques que também servem para qualquer lugar do mundo, principalmente no que diz respeito a dinheiro, às malas, às bebidas, a passeios culturais e equipamentos eletrônicos.

Se você procura por informações específicas de cidades ou países, veja estes posts: Lisboa e Madrid, Paris e Amsterdam, Berlim e Frankfurt, Salzburg e Veneza e, por fim, Roma. Se você estiver indo para os Estados Unidos, especificamente para Nova York ou San Francisco, leia também este meu post sobre minha viagem ano passado.

(Só não falo de “Disney” ou América Latina por aqui porque viajei para esses lugares há alguns anos, portanto torçam para eu ter verdinhas e viajar mais, assim dou conselhos fresquinhos! rs)


1. DINHEIRO

 

Roma

eu, “desperdiçando” 0,50€ na Fontana Di Trevi, em Roma

 

Vamos começar pela parte chata, já que várias coisas legais você já sabe. Depois de quebrar seu cofrinho e passar horas pesquisando hotéis ou indo até uma agência de viagens encomendar um pacote tradicional (ou um pacote mochilão, tipo o que fechei com a CI), você terá de calcular seus gastos.

Quando você viaja por diversos países europeus, a média de gastos com transporte público, museus e comida giram em torno de 50€ por dia, e pode inclusive sobrar se você não fizer questão de ir em restaurantes chiquetérrimos. Aliás, se você tiver condição pra isso, pode pular para o item 2.

Certo, você que também é gente como a gente mas quer ir pra Zoropa, faça o cálculo dos 50 por dia baseando-se em quantos lugares você irá. Digo isso porque algumas cidades são caras e outras super baratas. Por exemplo, se você for passar 20 dias apenas e exclusivamente em Paris, saiba que você irá gastar mais que 50, com certeza.

Em cidades “baratas” como Lisboa, Madrid, Amsterdam ou as alemãs que conheci, Frankfurt e Berlim, você certamente vai gastar menos de 50 e vai sobrar uma quantia razoável para equilibrar com as cidades caras que vierem pela frente, como Paris e Veneza. E, sim, Paris é a mais cara (das que visitei). Nós sentimos bem a diferença, pois ficamos lá 6 dias, enquanto que nos outros lugares ficamos no máximo 3 – minha viagem foi super frenética.

Com relação a gastos com compras: tudo depende do seu poder aquisitivo, mas souvenires geralmente são razoavelmente caros para o que são (a não ser na Itália, sei lá porque cargas d’água!). E uma observação idiota, mas importante: nunca, NUNCA, nunca compre postais, miniaturas e breguedet’s do lado do monumento/museu/etc. Aí ficam os pega-turistas e eles chegam a cobrar o dobro do preço de lojinhas em regiões centrais.

Última coisa: vai levar cartão de crédito? Calcule o limite de reais para euros antes de sair daqui, para não ter surpresas. Se vai viajar com traveller check ou com o Visa Travel Money (cartão de débito pré-pago), tenha cuidado também. O traveller check pode não ser aceito e o Visa Travel Money pode travar, dar uma falha, ou qualquer merda – aconteceu com a minha amiga.

Na dúvida? Leve dinheiro vivo, pelo menos para cobrir o básico (alimentação e transporte). Seja esperto e ande com a grana com você, dentro daquelas “bolsinhas” que vão por baixo da roupa. Não tem erro e você não precisa alugar cofre do hotel. Até porque, mizifio, você tá na Europa. Podem até bater sua carteira, mas jamais vão rasgar sua roupa e descobrir a “pochetinha” do dinheiro. ;)



2. FAZENDO AS MALAS

Tudo certo com a grana? Vamos à mala!

 

 

lisboa

esperando no terminal de trem, em Lisboa, apoiadas nas nossas mochilonas (eu sou a galocha de onça! hehe)

Primeira coisa: pense sinceramente no estilo de viagem que você fará. Mala ou mochilão? Se for mochilão, tenha consciência que sair daqui com mais da metade da mala cheia te dará prejuízo e você comprará uma mala nova.

Se você for de mala, IDEM. Por que? Porque, sim, você vai encontrar promoções incríveis lá e vai querer encher o resto da mala. Por mais duro que você esteja, alguma coisa você sempre acabará trazendo, então nessas horas é bom treinar o desapego e ser compacto.

Eu viajei com mochilão, porém lá pelo 18º dia da viagem troquei para uma mala de rodinhas de qualidade, que comprei com a certeza de que ela seria muito bem vinda e duraria mais várias outras viagens. Se possível, faça o mesmo.

Geralmente, malas boas no exterior custam muito mais barato do que aqui e você pode fazer um bom negócio. E não seja bobinho: ao comprar uma mala nova, considere se ela conseguirá comportar com folga tudo o que você já tem no momento além da própria mala que você viajou primeiramente, já que nem sempre ela poderá ser usada como bagagem de mão ou poderá ser despachada, conforme o peso da mala nova.

– Como escolher o que levar?

Outra parte difícil. Depois de checar a temperatura de seus locais de destino, comece a escolher roupas alguns dias antes de viajar. Depois disso, tire metade da pilha – principalmente se você for exagerado(a) – e capriche nos acessórios. Se o seu cachecol for rosa hoje e branco amanhã, o foco nas fotos vai pra isso, e não pra sua roupinha igual. Got it?

Se você for no inverno, leve boas blusas cacharrel (ou bem quentes, no caso dos meninos) e uma jaqueta, ou no máximo duas. Mais que isso é exagero e muitas vezes os tecidos daqui não nos protegem o suficiente, pois lá o frio é diferente. Sendo assim, se ao chegar lá a sua jaquetinha não agüentar, você só vai ter ocupado espaço na mala com ela e não com duas.

Tenha algumas camisetinhas básicas para ir trocando por baixo da “blusa quente”. Elas não irão sujar e você com certeza consegue usar por mais de um dia, pois por mais que você ande, confia em mim!, você não vai suar, já que o frio deles é seco (com exceção de Veneza, por motivos óbvios!).

Quanto aos sapatos? Keep it simple, a não ser que você já saiba que terá algum tipo de evento fino por lá. Um bom tênis quentinho e uma bota sem salto já são o suficientes. Para os homens, tênis e pronto! Sortudos.

(calcinhas, cuecas e meias vocês podem contar sozinhos né? 8) )


Continue lendo →

100 fatos sobre a Europa – Parte 1

dom

Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a primeira parte dos 5 posts que farei contando tudinho, com algumas fotos e muitos links!


LISBOA


“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu. “

Fernando Pessoa

1. Se você assistiu uma aulinha de literatura cujo tema fosse Fernando Pessoa, com certeza sabe que Lisboa não tem saída para o mar. Por isso, o Rio Tejo tornou-se extremamente importante, pois era ele que levava as naus da capital portuguesa para o mar, para os novos mundos e para o nosso Brasilzão sem dono.  Em inúmeros poemas (principalmente os de Fernando Pessoa!), o Tejo é tratado como um marzão, e qual não foi minha surpresa quando o vi pessoalmente: sim, o Tejo é um marzão. É lindo e é um horizonte sem fim. Poderia passar horas ali olhando as gaivotas e as embarcações modernas que saem minuto a minuto do porto.

2. Lisboa é definitivamente uma mistura equilibrada e perfeita do centro de São Paulo com o pelourinho de Salvador. Se alguém aqui conhecer os três lugares, por favor me corrija se eu estiver errada. 8)

3. O português de lá é lindo. É mais bonito e lembra pouco as reproduções cômicas que encontramos por aqui.

4. Eles amam o Brasil. Melissa, Maria Valentino e Morena Rosa são algumas grifes super in por lá, sem contar a 51. Para eles, importar nossa pinga é com certeza uma boa idéia.

5. Os homens portugueses são triplamente charmosos. É difícil encontrar alguém maravilindo, mas todos eles são bonitinhos e tem cara de homem (e de Orlando Bloom). Só que se você odiar homem com pêlos ou barba, esqueça.

6. Pastelarias estão espalhadas em cada esquina e eu pessoalmente recomendo que vocês experimentem os empanados e (meu preferido!) os “rissóis” de camarão. O engraçado é que lá eles comem essas frituras frias, ao contrário das nossas lanchonetes, que mantem coxinhas aquecidas, por exemplo. Mas, enfim, o recheio é
tão bom que você certamente não vai pensar nisso.

7. O metrô de Lisboa é bem singelo. Ao contrário das outras cidades que eu visitei, que, em sua maioria, tinham estações em cada esquina ou então tinham um bom motivo para não ter metrô (chegarei nisso mais tarde!), as linhas lá são restritas e não dão amplo acesso a cidade. No entanto, é possível conhecer boa parte dos pontos turísticos usando o metrô e tomando ônibus para o restante. Por esse motivo, recomendo que mesmo assim vocês procurem hotéis próximos de estações.

8. Os preços da cidade são bastante razoáveis se comparados ao resto da Europa. Geralmente gasta-se muito para comer e lá é possível comer bem gastando uma quantia ok. É possível, por exemplo, encontrar restaurantes em que você coma bem com até 10 euros. Com relação a compras em geral, os preços também são convidativos, porém não espere encontrar 934873485 lojas transadas. Aparentemente a cidade é bastante tradicional e a moda e os gostos da população refletem isso.

9. Os portugueses são silenciosos e atenciosos. Fale baixo.

10. Um sobe e desce desgraçado: use tênis.



MADRID

11. Eu achei que seria impossível usar meu espanhol (bem enferrujado e, portanto, praticamente portuñol) por lá, mas, por increça que parível, me fiz entender e entendi. Porém, se você achar que não consegue entender o espanhol deles durante a resposta, mande o inglês na lata e pronto. Melhor coisa.

12. Madrid é uma grande metrópole e, incrivelmente, foi a cidade que mais me lembrou Nova York. Muitos letreiros, muita propaganda, muito ônibus e bastante gente na rua, em todos os lugares.

13. A malha do metrô serve bem a cidade e tudo é bastante limpo e organizado, sem ter tarifas caras. As estações são bonitas e os trens vão rapidinho. Para mim, foi o melhor metrô que “pegamos”.

14. Homens estilosos. Não se espante se todos os jovens que você encontrar parecerem ter saído de um clipe new-rave. Aparentemente eles curtem essa coisa de “saí de um editorial de moda e tô aqui”. Ao contrário deles, as garotas se vestem normalmente. Com estilo, mas nada gritante. Ah, os espanhóis são feios. Sem exceções.

15. O inverno por lá não costuma ser tão rigoroso, porém este ano o frio foi mais forte e tinha neve a dar com pau, o que resultou em gelo espalhado por toda a cidade, criando oportunidade para fotos lindas. Se quiserem ver, link pro flickr já!

16. Moda: a Espanha é terra de algumas das grandes redes de lojas mais famosas na Europa. Zara, Mango (aqui MNG e etiqueta do meu sobretudo vermelho da foto, que as meninas têm comentado no flickr e no orkut), Stradivarius e Six são nomes que se vê por todas as esquinas lá. Eu já ficaria contente se tivéssemos a Six por aqui: moderna e anos luz mais barata que a Acessorize.

17. Arte: se você também teve alguma aula de arte, deve saber que grandes nomes da pintura vieram da Espanha, assim como a estética por eles criada influenciou muitos outros pintores clássicos Europa a fora durante o apogeu da coroa espanhola. O país enriqueceu com sua frota marítima imbatível e tornou-se multimilionário, permitindo que a corte acolhesse diversos artistas, como Velázques, famoso por “As Meninas”, 1657, e Goya, pintor de “Saturno devorando a un hijo”, 1823, e autor de retratos da aristocracia.

Além destes clássicos, Espanha é a pátria-mãe do gênio Dalí e do gênio Picasso. Portanto, se estiver na cidade você deve, no mínimo, visitar os dois principais museus: Museu do Prado (arte clássica) e Museu Reina Sofía (arte moderna e contemporânea), que exibem as obras citadas de todos estes artistas e muito mais. E, sim, “Güernica”, 1937, Picasso, é emocionante vista ao vivo e nenhum livro pode reproduzir a sensação que eu tive ao ver aquele quadro gigante ao vivo. Ahm, e bom, você também pode ver no Prado o safadinho “Jardim das Delícias“, 1504, do holandês Bosch e o genial-pervo “El Gran Masturbador“, 1929, de Salvador Dalí. Dalí era foda, só digo isso. Ao vivo, então…

18. Paellas! Ah, delícia. Também fizeram o crime de me dizer que as paellas de lá não são tão boas como as nossas. Peraê, né pessoal? A comida aqui no Brasil é ótima e seguramente uma das melhores do mundo, mas nem por isso nós apresentamos as melhores versões da culinária mundial (aguardem o capítulo sobre as pizzas!). Portanto, entupam-se de paellas se forem à Espanha. Eles têm diversos tipos de paellas conforme os ingredientes que acompanham e é simplesmente maravilhoso. Agora, ok, o café do Brasil é o melhor do mundo. Isso sim está fora de discussão. 8)

19. Os espanhóis falam alto. Bem alto. E são bravos. Presenciei a briga de uma mãe com seus filhos danadinhos e deu muita vergonha alheia. E, ahn, também descobri porque falo alto (família espanhola, vovó espanhola…).

20. Fiquei com muita vontade de voltar para ver Barcelona no verão.

Aguardem o próximo post do Top 100, com os top 10’s de Paris e Amsterdam.
Cidades incríveis onde vivi experiências bizarras, cômicas e (quase) românticas que eu tenho realmente de compartilhar!

ps: aparentemente, Portugal não aderiu à reforma ortográfica. Nem eu. 8)

Voltei!

seg

Depois de quase um mês sem arroz com feijão, sem beijo na boca e sem sol (é, ele apareceu bem pouco!), estou de volta. Como eu vou escrever entre esta semana e na outra uns 3 posts gigantes sobre a viagem, apareci aqui só pra avisar que estou viva e lembrá-los do meu flickr. Sim! Já coloquei algumas fotos por lá.

Por enquanto, estas são as fotos de Lisboa! Irei colocando as fotos na seqüencia das cidades que visitei, mas quem quiser ver tudo de uma vez e misturado, elas estarão também no set Europa.

Volto em breve e fiquem à vontade pra brincar nas fotos – colocar notes, comentar e etc. ;)

Sinais de neve…

sex

Esta sou eu em Paris, semana passada.

A viagem está sendo ultra-mega-demais (acho que não precisava nem dizer, né?), e agora estou em Salzburg, na Áustria. Amanhã pego o trem para Veneza, onde espero ver muitos italianos gatos em gôndolas. Como já era de se prever, minha mochila não deu conta do recado e agora eu tenho uma mala nova, grandinha e toda “diferente”.

Estou andando pra diabo e, bem, se eu não emagrecer, tenho pelo menos a certeza óbvia e ululante de que ganhei tônus muscular nas coxas (cof-cof) e perdi alguns milímetros de cintura, afinal, andar pelo menos 4 horas por dia por mais de VINTE dias, deve dar algum resultado.

O título do post, na verdade, é só uma pegadinha (tádá!), porque nós infelizmente não vimos neve. :(
Vimos neve no chão, nos telhados, nas montanhas, mas caindo do céu e emporcalhando nossos cabelos que é bom, nada. Eu e Lari chegamos à conclusão de que somos um pequeno solzinho derretendo neve e aumentando a temperatura de todos os lugares que chegamos. Pois é ¬¬.

Bom, eu já tenho mil e uma coisinhas anotadas para contar pra vocês, mas já adianto:

– Os espanhóis são os mais estilosos, porém feios;
– Os alemães são os maiores (gigantes!);
– Os portugueses são todos gatinhos (mas é difícil encontrar um gato-mara-de-fechar);
– Os franceses são a população com mais gatos-mara-de-fechar, mas eles não são nada atléticos;
– Os holandeses são um xuxu à parte, mas são baixinhos (a gente supera!);
– Recebi um abração apertado do motorista-francês-gato do bike táxi em Amsterdam. Ele era loiro e lindo e alto e… Droga! Por que eu desisti do abraço antes que ele?? (*burra*)

Tá, agora vamos fazer de conta que eu mal reparei nos homens…

– Paris é a cidade mais cara ever para se comer, portanto ou você come muuuito bem, ou você come muito mal (leia-se: fast food a rodo!);
– Lisboa definitivamente sente falta de nos ter como colônia (tem caipirinhas, Melissas e Picadillys em todo lugar);
– Por enquanto, Madrid tem os melhores museus (sorry, Louvre e Paris!). Digo “por enquanto”, pois Roma é nossa última parada;
– Salvador Dalí devia ser um puta cara bacana, com um puta senso de humor. Vou criar uma comunidade no orkut: ” Dalí era bacana”;
– O quadro que mais me emocionou até agora? Güernica, Picasso. Ao vivo é absurdamente melhor e me arrepiou de verdade!;
– As melhores cidades para compras? Madrid e Amsterdam.

Agora chega! Vou aproveitar o resto da minha uma horinha de internet por 3 euros. Sim, um assalto!, mas a mais barata por aqui.

Aliás, tô morrendo de saudade da comida brasileirinha. Ô vó, prepara aquela feijoada pra quando eu voltar, vai?? hihi

Tô com saudades de vocês também e vou precisar de muitos posts para contar tudo tintim por tintim. Tomara que vocês sejam pacientes! 8)

Beijinhos gelados!
(Aqui em Salzburg está, tipo, 2ºC.)