De cabeça pra baixo é mais gostoso.

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Desde que entrei na faculdade, já sabia muito bem que estava ingressando numa área difícil. Eu simplesmente sabia. Ou, por um acaso, você já viu muitos diretores jovens arrasando na Globo ou em qualquer outro canal? O fato é que eu resolvi confiar no meu taco e deixar pra lá as intrigas da oposição, pois sempre acreditei que o mais importante é fazer o que se gosta. Aliás, Rádio e TV  foi o menor dos males. Minhas segundas opções de faculdade eram artes cênicas ou música e, people, vamos combinar: geralmente só rendem o suficiente para pagar as contas (e quando rendem). Sem contar que são áreas em que você pode se profissionalizar de outras formas, que foi o que fiz para me formar atriz.

Voltando ao assunto, entrei na faculdade feliz e contente. Tudo o que eu queria era estagiar. Era toda uma sede de trabalhar logo pra fazer contatos, pra finalmente experimentar tudo na prática, pra todo o resto e mais um pouco. Antes de começarem as aulas do meu 3º semestre, já estava eu trabalhando na Capricho, o emprego dos sonhos de muitas meninas e, realmente, foi incrível trabalhar lá. Tive uma experiência com produção absurda e aprendi sobre moda de um jeito que nem uma pilha de Vogues de todos os continentes poderia me ensinar. Aí eu saí. Saí porque eu sempre quis televisão, saí porque foi a hora de ver a vida por trás das câmeras.

Playtv. Não era o sonho, né? Meu “estágio dos sonhos” quando entrei na faculdade era a boa e velha MTV, mas era uma experiência totalmente nova: roteirista. Escrevia um programa diário sobre cinema, falava sobre quadrinhos e games (é, podem pasmar, meus caros) e mandava a família ver meu nome nos créditos no final dos programas.

Eu adorava escrever sobre cinema (acho que vocês percebem, né?) e escreveria muito mais, uma pena que os roteiros eram curtos. Aliás, eu tinha o maior orgulho besta do meu trabalho, porque eu sempre sabia todas  as sinopses de filmes e datas de estréia de cabeça, além de poder pegar dvd’s de graça no acervo da TV.  Mas, tinha a parte dos games. A parte dos games dava no saco. Sério. Principalmente porque de games novos eu só manjo Guitar Hero (manjo e manjo bem, tá? Sou melhor que meu primo aborrescente que passa o dia na guitarrinha). Resumo da ópera: eu já estava considerando ir pra outro lugar. Voltar para a boa e velha produção enlouquecida, ou quem sabe produção de arte, apresentar, locutar ou mesmo continuar escrevendo,  mas em outros ares. Bem, eis que numa bela segunda-feira monótoma, quando eu matutava sobre as estréias da semana, tcharam! A emissora encerra as transmissões em São Paulo.

Apesar das relações entre empresas de telecomunicações no Brasil não serem absolutamente nada transparentes e muito menos éticas, fazer o que?, let’s keep on (não, não vou dar detalhes), o fim das transmissões foi totalmente inesperado. Em segundos começou o clima de “que cabeça vai rolar hoje?” e fomos seguindo assim até o final da semana. A minha cabeça rolou na sexta-feira. Saí de lá meio sem saber se ria (porque já queria sair do emprego) ou se chorava. Meu mundo virou de cabeça pra baixo. Afinal, tá bom… Eu queria sair, mas queria ter outra coisa na manga, é lógico! Entrei no ônibus pra casa me sentindo uma inútil. Lembrei-me dos comentários ridiculamente infelizes dos meus “colegas” do ensino médio: “vai fazer Rádio e tv? Vai passar fome!” ou “Putz, isso não ajuda ninguém” ou “Que coisa mais INÚTIL!”.

Bem, o inútil realmente não me afetava, porque mal sabem eles o quanto o maldito “Corujão” ajuda quem passa as noites sozinho, ou quanto a porcaria do “Zorra Total” alegra o sábado à noite de quem está numa cama de hospital. Quanto à importância, eu não quero nem entrar em detalhes: sempre me pareceu muito óbvio e ululante que eles estavam absurdamente errados. O fato é que eu pensava “tá, se eu fizesse qualquer outro cursinho meia-boca tradicional, eu já teria outro estágio na porta amanhã”. Dissipadas as nuvens negras, pensei que seria bom, já que fazia mais de um ano e meio que eu trabalhava direto junto com a faculdade, sem férias nem intervalos.

Chego em casa naquele misto de “não chora” com “pense pelo lado positivo” e com o tédio à espreita, faço o de sempre: ligo o computador. Ligo o computador e de lá começam a brotar oportunidades. Brotar, assim… No mesmo dia. Em uma semana, fiz uma entrevista e recebi mais duas propostas extras. Seguiu-se um freelancer de dois meses, com responsabilidade alta, muito stress e mais uma área nova para eu experimentar: edição. Aprendi horrores, fiz a grana, botei no portfolio e voltei pra casa orgulhosa, sem me preocupar com o que faria profissionalmente amanhã. Em menos de uma semana, outra proposta e mais trabalho (que eu contarei aqui em breve). E tudo lindo. Tudo tão lindo a ponto de eu ter que recusar trabalho, pois já estou com o tempo devidamente ocupado.

Nessas horas eu lembro que meu horóscopo previu um ano para ganhar dinheiro e evoluir profissionalmente. E não é que a previsão bateu? Sorte ou não, o que eu quero dizer é que nem sempre as coisas são tão ruins como parecem. Tudo é tão imprevisível que o ruim de hoje torna-se excelente amanhã e só nos resta ousar e tentar ficar de peito aberto para todas as possibilidades. Não importa se é no campo profissional ou na vida amorosa, o jeito é se soltar e virar de ponta cabeça junto com a vida. Uma hora o looping acaba, você solta os cintos e curte a sensação boa das pernas bambas. :)

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Apesar do post ser um desabafo (que na época da demissão eu preferi omitir), eu escrevi tudo isso para convidá-los a conhecer a última novidade da Rexona: o novo Rexona roll-on, de cabeça para baixo! Sim, sim.

Pequeno, cheiroso, bom de carregar na bolsa e, melhor ainda, sem desperdício de líquido preso no fundinho da embalagem (isso é realmente chato!). Entrando no site, você ainda concorre a um kit da rexona se responder criativamente “Quando sua vida ficou melhor de cabeça pra baixo?”. Moleza, não? Eu já ganhei um kit da rexona e recomendo! Só para dar mais inspiração, vejam aqui o comercial da campanha:

…Porque tem coisas que ficam melhor de cabeça para baixo. Inclusive os nossos peitos. Adorei a piada, srs. publicitários! 8)

PS: Este post é um publieditorial. Mas não é que ficou bom? :)

Pódium de gafes – parte 1

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Não sou uma pessoa que paga muitos micos/fala bobagens por aí, mas a maior parte das minhas gafes foram no trabalho – acho que um dos piores ambientes pra falar bobagem. :P

Vamos aos três melhores momentos… (ou não!)

1) Medalha de Ouro

Participei de um piloto aqui na tv com o novo apresentador (que não posso revelar quem é, mas estréia semana que vem no Combo Fala + Joga e já é conhecido! :D). A idéia era que eu fosse a “entrevistada” do programa e ele foi perguntando sobre a minha vida, enquanto jogávamos Wii.

O apresentador sabia que eu era atiz e eu contei que queria fazer musicais. Em seguida, ele me perguntou:

– Você já participou de algum reality show?
– Não e você?
– Eu já.
– Ah é? Qual?!!
– Casa dos Artistas. (Silêncio constrangedor por alguns segundos)

Mas, segundo os presentes do estúdio o ponto alto foi quando ele lançou:

– E você posaria nua?
– Ah! (super simpática) Depende do cachê :D

(bola de feno voa por todo lugar)

2) Medalha de Prata

Quando trabalhei na Capricho, como era de se supor, quase toda a redação era mulher. Quem não era mulher, gostava de homem (quase sempre). Me chamaram pra dar opinião sobre uns modelos para o editorial de moda…

– Fê, o que você acha desse?
– Esse é boniton.
– E esse?
– Aff! Cara de viadinho!

Olho pro lado e o maior exemplar de “gosto de homem” está ali me olhando com cara de padre da Inquisição olhando pra Bruxa de Salém.

(grilos cantam uma ópera praticamente)

3) Medalha de bronze

Na festa de fim de ano da firrrrma, aqui na Play TV, rolou uma entrega de prêmios. Uma espécie de “Framboesa de Ouro” com as categorias: “cala a boca, deixa eu trabalhar”, “gatão de meia idade”, “amigo bêbado” e etc. Eu tinha entrado na empresa há dois meses e era super desconhecida (e também ném sabia o nome das pessoas!). Logo, ganhei por unanimidade de votos o prêmio “vem cá, te conheço?”.

A “hostess” da premiação me chamou a frente e uma horda de homens dos estúdios começou a gritar “uhu”. Cheguei ao microfone:

– E aí fê! Se apresenta aí pra galera.
– Oi gente. Eu sou a Fernanda (timidaçaaa). Cheguei na empresa há dois meses, tô achando muito legal. É isso, obrigada. (saindo)
– Nãoo! Espera aí! Passa seu curriculum pra gente! (risos) Você fala inglês?
– Faaaalo. (com cara de “posso ir agora?”)
– Tá namorando?
– Nããooo, tô solteira! (toda sorridente)

(homens berram enlouquecidos, eu viro um pimentão, o feno voa na minha mente e acho que estou ouvindo grilos ao longe…)

Já votaram em mim pra ganhar o prêmio da Rexona hoje? Não?! Então clica aqui e dá a nota máxima pra titia! :D

PS: ah! Parte 1 porque pretendo voltar a isso num futuro próximo! :)
PS2: o rapaz da Capricho não trabalha mais lá, portanto nem adianta tentar descobrir quem é! hehe