Conte sua noite mais quente, ganhe mimos e não estrague momentos inesquecíveis!

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Este post é um publieditorial – e serviu para explorar minhas habilidades de escrita de contos eróticos. Ou não.

Às dez da noite se encontraram. Ele de camisa, com alguns botões abertos. Ela de vestido tomara que caia e o cabelo preso no alto da cabeça com fiozinhos soltos, estrategicamente planejados. Não era como saíam costumeiramente, mas a noite seria especial, ou assim ela tinha planejado.

Vestiu um conjunto novo de lingerie comprado especialmente para a ocasião, perfumou o corpo e pediu pra depiladora fazer direitinho. Tomou um banho de espuma, relaxou e se trocou ao som de Marvin Gaye. Depois de maquiar os olhos, finalizou a produção com um batom vermelho que não duraria ali muito tempo… Mas deixaria suas marcas.

No horário combinado, ele buzinou. Ela abriu a porta e viu sua cara de deslumbramento. Aquela expressão emblemática que os homens fazem quando sabem que ganharam um presente – e que só eles poderão desembrulhá-lo. De preferência, bem devagar. Ou não.

Ao abraçá-la, os dedos dele marcaram sua pele e as bocas reagiram borrando o batom antes do tempo. Ao entrarem no carro, resolveram dispensar o jantar. Ela achou que era uma pena, estavam os dois tão bonitos… Mas uma pena válida. Já não podiam esperar.

No motel, ele fez questão de escolher a melhor suíte. Era um playground, não um quarto. É claro que não usariam nem metade daquilo, mas é claro que ela se impressionou. Subiram as escadas para o quarto e as roupas ficaram pela porta. Por um minuto, ela achou que todo seu trabalho seria disperdiçado, mas não: ele a carregou com a lingerie especial até a cama e aproveitou a vista enquanto conseguiu suportar.

Sussurros e gemidos encheram o quarto enquanto a última peça de roupa dele caiu no chão.

No escuro, uma insistência.  Uma insistência tórrida. Uma insistência grande. Uma insistência bem insistente. Uma insistência muito mais que chata. Uma insistência que não se insiste!

– Cadê a camisinha?
– …

Silêncio constrangedor. A insistência vira persistência e a lingerie no chão vira lingerie no corpo.


Certo. Esta acabou de ser a narração de uma típica noite que tinha tudo para ser inesquecível. Se você não fosse tão cabeçudo, certamente teria  uma camisinha no bolso. Ou duas. Ou três.  Ou seria menos cabeçudo ainda e não insistiria diante de tanta burrice. Afinal, mais clichê que ouvir Marvin Gaye se preparando para a “noite”, só um engraçadinho tentando dar olé nessa questão tão importante.

Nunca é demais falar que camisinha não previne apenas contra gravidez, mas contra mil e uma DST’s, desde Aids até gonorréia e, sei lá, clamídia (?). Não me pergunte sintomas de cada uma delas e espero também que você nunca tenha de perguntar ao seu médico. Portanto, nada de ficar de olhinhos brilhando quando a garota disser que toma anticoncepcional: camisinha é necessário, sim.

Para convencer os últimos cabeçudos deste país tão cheio de pré-conceitos à la “chupar bala com papel”, a Prudence está sorteando kits incríveis para quem contar a melhor história de noitada lá no site. Mas, se você é inteligente e não precisa ser convencido, sem problemas:  no final do mês, os donos das noites mais tórridas  vão ganhar um ipod nano de 8GB!

Precisa de mais um incentivo para bancar o cronista pornô por lá? Eu dou (um incentivo): hoje, dia  22 de setembro e Dia do Amante, serão premiados nada menos que treze danadinhos! Tá fácil, hein? Não me decepcionem! 8)

E aprendam, principalmente os meninos: nada de estragar noites memoráveis com cabeçudices! E tenho dito.

Quando traí meu absorvente.

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Eu nunca fui a favor de traição. Nunca traí, nunca aceitei, nunca nada. Se fui traída, fui muito bem chifrada, porque nunca descobri. Claro que hoje as coisas mudaram, e eu vejo que, dependendo do caso, nada que uma vingancinha e uma acalmada de ânimos não cure! Brincadeira. A vingança não vai levar a nada nesse caso, néam.
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imagem via Flickr

Só que com 10 anos a gente teve aquela palestra na escola sobre absorventes, menstruação e “ficar mocinha” e eu ganhei umas amostras de Always. Como achei meu pacote bonito, jovem e moderno, enfiei na cabeça que “quando for minha vez, vou usar always!”. As amostrinhas ficaram no armário por um ano e lá vai quebrada, até que um dia eu fui surpreendida com o “símbolo máximo da feminilidade” na roupa íntima e tirei-as da gaveta.

No mesmo dia, minha mãe me enviou flores, um vaso de lírios maravilhoso, me deu parabéns “você agora é mulher!”, e deve ter contado pra minha tia e pra minha avó, porque elas também começaram a me tratar ainda mais como adultinha daí em diante.

Como eu comecei a vida com always (e eles realmente são bons!), achei que eu fosse usar always para sempre. E assim foi, Fernanda usando todos os modelos disponíveis – menos os sem abas, porque me deixavam insegura. Todos ótimos, mas meu favorito era o roxinho, “noturno ultrafino”. É uma maravilha, até hoje recomendo.

Daí que faz alguns anos, eu comecei a tomar anticoncepcional e vi meus “dias de visita” caírem pela metade, assim!, como um passe de mágica! Então eu finalmente soube que poderia viajar ou sair de casa no dia DOIS, que era sempre dramático – aí sim eu me senti Sempre Livre. Logo, de olhos fechados, eu jurei fidelidade a minha pílula mágica. Ela era como um pó de pirlimpimpim que me tirava do mundo de uma menstruada em crise, que sofria de cólica, TPM, dor “nos peito”, “nas costa”, e ainda passava 8 dias olhando pra surpresinha na roupa íntima – um inferno.
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Semprelivre.

imagem via The Cobra Snake

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Só que com a mágica, adivinhem o que aconteceu? A necessidade de tantos pacotinhos de Always caiu absurdamente. Minha mãe sempre teve mania de comprar o tal do SempreLivre e eu, agora aliviada e livre, até esquecia que ficaria de chico e não comprava meus pacotinhos de ultrafino noturno. Abria o armário e, ta-da! Semprelivre estava lá, então semprelivre seria.

Leve e solta por aí, comecei a ganhar trocentas amostrinhas de absorvente: semprelivre, semprelivre teens (como se o outro fosse só pra mulheres acima de 30!), SYM e etc e tal. Guardava tudo! Depois da 21ª pílula e alguns dias, era só abrir uma embalagem de brinde, usar um, enfiar o outro na bolsa e pronto. Simples assim.

Eu traí o Always. Traí bonito, traí com todos. Traí com o mais barato, com o que tinha embalagem mais bonita, com o que prometia mundos e fundos, com todos os que tive direito e mais ainda com os que não paguei nada por eles.

Quanto à traição tradicional? Outro assunto, já que tô semprelivre faz tempo. Agora quem eu não traio mesmo é minha pílula. Homens vão, homens vêm e são anos com ela. São anos felizes com ela e este é de fato o meu relacionamento mais duradouro que envolve sexo e camisinha – um trio infalível. Hoje eu só sou fiel a ela: vida longa à Yasmin, minha querida pó de pirlimpimpim que ainda tem nome de melhor amiga.