Fiz um comentário sobre minha memória podre no post das “imagens…” e rapidinho me lembrei dos maiores absurdos de esquecimento que já cometi.
Dizem que você começa a esquecer das coisas quando tem coisas demais para lembrar. É tipo um acúmulo: se você não tem nada para lembrar, não tem nada para esquecer. Agora imagine quando são tantas coisas importantes para lembrar que você começa a se esquecer das coisas…. Hm… Básicas?

agora eu entendo o drama da Dóri.
Sim, é justamente isso que está acontecendo comigo neste exato momento. Justo eu, que sempre fui super “ligadinha”. Estou achando engraçado, pra não dizer dramático. E claro que não poderia deixar de registrar um pouco da minha tragicomédia recente de perda de memória aqui.
O curioso é que o impacto de esquecer as coisas bestas é tão grande que é impossível esquecer que eu as esqueci depois do estrago que provocam. Entenderam? Ah, esquece. Pode rir da minha cara com o best of de coisas que já esqueci.
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1. Já esqueci de colocar o sutiã pra sair (e reparei no meio da manhã que tinha alguma coisa solta dentro da blusa quentinha – era inverno, ainda bem);
2. Já fui para um primeiro encontro e esqueci de passar desodorante (e tomara que ele não tenha percebido);
3. Já saí naqueles dias e, enfim, adivinha só o que eu esqueci…? (nestas horas agradeço por ser prevenida – e por não ter esquecido a necessaire!);
4. Já esqueci chave de casa dentro da geladeira;
5. Já esqueci de comprar comida pro cachorro (quando eu tive cachorro) em plena véspera de natal. O sortudo foi alimentado com pernil;
6. Já esqueci 8947283947 vezes de levar biquíni pra praia e provavelmente mais da metade dos meus biquinis foi comprada em situações como essa. E não, não era desculpa para comprá-los, ou você acha que eu sempre estava afim de torrar dinheiro com duas peças de roupa que eu só uso vez ou nunca?!;
7. Já esqueci de um encontro. E só me toquei quando a pessoa ligou, da fila do cinema;
8. Já esqueci que uma festa era na sexta. E liguei para as amigas para perguntar com que roupa íam em pleno sábado. Ouvi o seguinte: “não acredito, Fê! Por isso que você não foi?”;
9. Esqueci toda minha documentação do DRT de atriz numa feira. Sim, numa feira. De frutas e peixe. Com feirantes gritando. Ao sair da escola de teatro, atravessei a feira que acontece na rua, paramos para comprar cerejas (adoro!) e adivinha? O envelope ficou e por sorte não foi molhado por água de peixe;
10. E, por fim, as pequenas coisas: num espaço curto de quinze dias eu consegui esquecer um trabalho, deixar em casa a minha necessaire duas vezes e ainda largar minha máquina fotográfica e meu celular com amigos. Despreendimento? Não. Desencanada? Nunca. Só falta de magnésio – se é que é isso que faz bem pra memória. É isso? Alguém lembra? …
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Só para constar: o que eu não esqueço mesmo são textos no teatro. E datas, mesmo as mais esdrúxulas. Pode me chamar de louca, mas até hoje eu confundo o dia do aniversário do meu pai com o do meu padrinho, mas lembro de cada data de aniversário/primeiro beijo/blablabla com ex-namorados. Memória mal alocada? Também acho.
Se eu fosse um pen drive, eu só teria 1GB. Certeza.