Tag: opinião


… Literalmente.

Depois de fazer a via crucis para cuidar do pescoço torto em função das minhas tensões, percebi o quanto as pessoas adoram dizer “relaxe, minha filha”. Seria fácil, porraputaqueopariu, eu acho, se eu fosse relaxada. Mas, veja só, se eu fosse relaxada não ouviria isso, confere?!

Quer dizer, eu sou do tipo que compreende totalmente as motivações do personagem de “Um Dia de Fúria”, com a diferença que não sou agressiva (geralmente) e guardo tudo pra mim, bem nas minhas articulações (!).

Voltei ao divã há uns meses e tenho livre associado minhas ideias deitada num sofá semanalmente. O assunto, claro, veio à tona, e foi assim que me toquei do quão cruéis são todos os que nos mandam relaxar. Se você aí acha inofensivo, eu explico.

Mandar uma pessoa tensa relaxar não é simplesmente dizer para ela “não se preocupar”, é aumentar isso a um grau absolutamente maior. É dizer, na cara dura, que os motivos dela são ínfimos e afirmar, subliminarmente, que ela é um ser humano inferior por se importar com isso.

Sinceramente, é um comentário do mais  preconceituoso,  já que cada um se importa realmente com o que quer e faz dos seus limões uma limonada como dá. Sendo assim prefiro o conselho da minha avó, “vai lavar uma pia de louça”.  É mais honesto.

Dizer “fica calmo” é como tornar um pequeno copo d’água um grande maremoto, a partir do momento que você invalida os argumentos do nervoso, e faz o pobre repensar tudo para relembrar realmente porque está com tanta raiva. Fazendo isso, veja só meu caro, você não só está atrapalhando, quanto está elevando o problema ao quadrado.

Quer ajudar um tenso, nervoso e estressado numa boa? Conte uma piada, indique um livro, brinque de adivinhar o formato das nuvens, faça uma massagem no indivíduo, meu Deus. Proponha qualquer atividade diferente, mas não faça de conta que essa diquinha é inocente.

Tá na dúvida? Melhor simplesmente não falar nada.

Postado por loverox

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Ooops…! Pop did it again.

Quando dona Ke$ha estourou no comecinho do ano, de cara achei sua “Tik Tok” muito parecida com “The Party”, parceria da Uffie com o Justice, fato que rendeu post por aqui. Pois bem, pouco depois começaram rumores de que ela teria realmente plagiado a outra, mas como toda boa acusaçãoo de plágio termina com discurso de “liberdade de expressão”, não deu em nada.

Capítulo dois: em julho, verão nos EUA, dona Katy Perry me lança “California Girls”, hit chiclete feito especialmente para a época, com toda uma pegadinha ligada ao verão, o que me faz pensar que o pop de lá é o “Rebolation” daqui: feito às pressas, com o único objetivo de fazer sucesso por dois meses e ser descartado em seguida. E, vejam bem, não estou pondo em cheque o trabalho da Katy, simplesmente tenho essa opinião com relação a determinados hits, e este foi um deles.

Um belo dia, comentei sobre isso com o Rafael no carro e logo em seguida ouvimos a música da Ke$ha. Ele, ouvindo com atenção, me disse: “fê, essas músicas são iguais”.  Parei para ouvir com atenção  também e comecei a cantar o refrão de uma em cima da outra e, tcharam, bem semelhantes.

Capítulo três: hoje estava lendo o Papel Pop e vejo num post que alguém descobriu a semelhança de Ke$ha com Katy Perry e ainda enfiou Miley Cyrus na história, com “Permanent December”.

Ouvi tudo e agora acho os caras do Justice ainda mais geniais. Eles ganhariam um bom dinheiro se resolvessem se aventurar produzindo meia dúzia de artistas pop, pois tudo não passa de variações em cima do tema que criaram para a Uffie em “The Party”. Duvidam? Ouçam com atenção:

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Comparação entre “The Party”, de Justice e Uffie, com “Tik Tok”, da Ke$ha

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Comparação entre “California Girls” da Katy Perry com “Tik Tok” da Ke$ha

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Comparação entre músicas de Katy Perry, Ke$ha e “Permanent December” da Miley Cyrus:

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Adoro música pop e de uma certa forma, com exceção de Miley Cyrus que não me agrada, cantarolo todas estas. A diferença é que algumas coisas são genuinamente boas, enquanto outras são simplesmente, hmm, feitas para serem consumidas à exaustão. Só precisamos é saber disso e ampliar nosso gosto musical antes de dizer que algo é  a “salvação da música” ou muito ruim.

Gostar de uma coisa não impede de entender da outra, e a graça está aí, apesar da falta de novidades ser um pouco desanimadora. A própria Lady Gaga, estouradaça, é apenas uma reinvenção de mil e um elementos que já vimos, mas faz isto muito bem. Gostando ou não do trabalho dela, é insquestionável a forma como ela consegue levar sua carreira. Por fim, pergunto: será que ainda veremos surgir um novo ícone pop que seja de fato capaz de criar? Aguardarei ansiosa.

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Postado por loverox

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Acho que a última estreia do ano a cair na boca do povo e por a galera pra pensar foi “Bastardos Inglórios”, do mestre em fazer filmes recheados e agradar cults e pops, Tarantino. Agora, o título que ouço em todas as mesas na hora do almoço, o campeão das discussões de gente que talvez só adore cinema blockbuster, é “A Origem”.

Do mesmo diretor do último “Batman…”, Chris Nolan, o longa também roteirizado por ele bebe da fonte do mistério do universo onírico, tema de tantos filmes e, aliás, de tantos clássicos.

A pergunta clichê de música sertaneja “será que foi sonho ou verdade?” vem à tona de forma pesada durante os 148 minutos de filme e por essa razão, ao meu ver, a obra tem aí uma grande chance de se tornar o novo “Matrix“, no sentido de render assunto para uma trilogia e de quebra fazer os jovens olharem para si mesmos sem precisar ser chato para isso.

Com ação, efeitos especiais e Leonardo Di Caprio sendo o tiozão da galera, “The Inception”, em português “A Origem”, conta a história de uma trupe especializada em roubar ideias e segredos das pessoas enquanto dormem.


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Um belo dia, o grupo recebe a proposta que significaria a redenção para Cobb (Di Caprio), que finalmente poderia voltar ao seu país natal, Estados Unidos, e se livraria da acusação de ter matado sua mulher, Mal (Marion Cottilard). A proposta não é nada fácil: ao invés de surrupiar um segredo, o grupo tem a difícil tarefa de inserir uma ideia forte e construída na mente de um herdeiro, para que ele tome uma decisão diferente de seu falecido pai nos negócios.

Os diálogos rápidos conduzem a trama e vamos entendendo esse mundo ilimitado da mente através de uma novata que integra o grupo,  Ariadne (Ellen Page). A jovem estudante de arquitetura é responsável pelo design do sonho e é a única corajosa o suficiente para questionar o inconsciente dos outros ladrões, que também surgem sem avisar durante os assaltos de ideias, trazendo suas culpas, seus desejos e medos.

Como a história corre sem explicações detalhadas ou explícitas, todos nós saímos do cinema com vontade de quero mais. O filme tem um poder imenso de mexer com quem já teve um sonho tão real que se confundiu (eu!) e mostra como até pessoas comuns podem conduzir e entender processos terapêuticos eficazes, uma vez que a turma de Cobb precisa lidar com a relação ‘pai e filho’ na cabeça de um estranho, sugestionando-o e induzindo-o a pensar diferente.


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Durante os mergulhos nos inconscientes, temos a clara noção de que “roubar ideias” é algo que já foi alardeado no universo do filme, a ponto de pessoas poderosas armarem seus inconscientes contra este tipo de ataque. Logo, além do ponto de interrogação deixado pelo final com cara de enigmático, ficamos com uma bela vontade de ver na telona a origem dos furtos de sonhos.

O fim já está aí, só espero que agora lancem o início e o meio. Dá pano pra manga, e Leonardo Di Caprio se tornou um belo atorzão. Vale o ingresso!

Postado por loverox

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lançamento - Pantene

mais fotos no flickr

No tal evento da Pantene, tivemos a oportunidade de ver e ouvir Gisele Bündchen por alguns sete minutos, o que obviamente não nos possibilitou perguntar coisa alguma e nos deu a certeza total que ela passa spray de baforada de Afrodite no cabelo, ou qualquer coisa divina do gênero.

Com portuguesinho gringo e uma gíria ou outra “tipo assim”, a loira explicou rapidinho o que eram os lançamentos e falou das novas embalagens da marca feitas com plástico cuja matéria prima é a cana de açúcar – ou ao menos foi isso que entendi, já que estava bastante ocupada fotografando.

Olhando bem pra mulher, vimos que é toda uma energia absurda que não se trata de cabelo, de produção ou de passarela. Talvez Gisele seja atriz por natureza e saiba concentrar sua energia toda no sorriso aberto ou no carão durante os poucos minutos que se mistura conosco, pobres mortais.

Quem sabe ela nem seja assim no dia a dia, quem sabe seja toda uma questão de concentração para dar o melhor de si nos milionários segundos em que aparece e dá o ar de sua graça. Ou, sei lá, ou a mulher é mesmo iluminada, e aí saberemos que não há Pantene – ou qualquer outra coisa – que traga tanta energia para o nosso cabelo e ilumine nosso rostinho.

Quer dizer, quem sabe Gisele, e seu movimento ondulado, sejam a tal beleza real, a tal inner beauty que só quem se ama – e se ama demais – pode ter.

Posso falar? Admirei-a como ser humano. (mas ainda não consigo imaginá-la fazendo o número 2.)

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“O que você vai ser quando crescer?
Jogador(a) de futebol, bailarina, astronauta, qualquer coisa, menos professor (a).”

Dá até para imaginar esse diálogo acontecendo de verdade. Depois de tanta overdose de gente bonita e elegante,  não é de se estranhar que toda nossa geração de 20 e poucos seja meio artista frustrado. Uns porque realmente são artistas frustrados (e quem sabe eu não me inclua nisso daqui uns anos de bateção de cabeça) e outros porque são aparecidos que não deram certo, que conheciam alguém que conhecia alguém e esse alguém furou na hora do QI.

Num país em que figurar na revista é o jeito mais fácil de ter certeza do sucesso, pega bem aquela teoria da conspiração de toda uma rede de barraquinhas de hot dog ter sido criada por engenheiros desempregados. Pega bem ou é mais confortável, ninguém sabe.

Nem todo mundo, graças a Deus, tem vocação para médico, advogado ou engenheiro, e graças ao capitalismo, ene outras profissões dão a mesma (ou uma certa) estabilidade financeira – beijo aqui para os meus amigos do colegial que achavam comunicação inútil e, não, essa é uma mágoa da qual eu nunca vou me curar -, mas hoje me deparei com este gráfico aí e não deu pra negar que é a mais pura verdade.

Quem já viu a catraca da vida rodar ao contrário para alguém fora do padrão  ou quis algo que todo mundo queria que o diga. Às vezes parece que só as peitudas de pele boa podem dominar o mundo. Sendo assim, até os mais esclarecidos vão adotar esse belo projetão de vida, só pra garantir um pouquinho de sucesso.

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Britney sem Photoshop ainda deve mandar melhor que a sua vizinha neurótica

Toda mulher neurótica gosta de pensar que não está tão neurótica. Um bom jeito para isso é enfiar seus dilemas embaixo do tapete passando seu questionamento adiante. Logo, as ciumentas conseguem enfiar minhocas na cabeça das não-tão-ciumentas, as obcecadas com o cabelo fazem brotar frizz até na mais lisa e auto-confiante, e as minhas  favoritas mesmo são as que não estão contentes com o próprio corpo e gostam é de comentar o corpo alheio.

Um dia fala-se sobre a bunda de fulana, no outro sobre silicone feio de ciclana e no dia seguinte sobre um culote, um pneuzinho, um bracinho mais avantajado. Ou seja, coisas nada anormais no mundo dos humanos com formas e tamanhos normais – mas tudo fora do tal padrão estético.

Teoricamente, padrão estético é algo bastante variável, mas todo mundo sabe que as mais cheinhas  não voltam à moda há séculos. Podem dizer que Marilyn Monroe era avantajada, mas ela era um belo 90x60x90, aproximadamente. Avantajado? Sei não. Para mim, ela era gostosa, tinha um corpo saudável e até onde eu saiba isso nunca deixou de ser bonito, ou algum homem aqui não pegaria essa loira? Ahan que não.

Apesar disso, repete-se exaustivamente que esta fase já foi, ao mesmo tempo que o império da magérrima Twiggy parece nunca ter fim. Com apenas 1,67m de altura e um peso pena que eu realmente não faço a menor questão de saber (42kg, para quem faz), esta “pequena” modelo se tornou grande nos anos 1960 justamente por representar o oposto da voluptuosidade de Marilyn.

Desde então, o “padrão” estacionou nas magrinhas, embora os homens e trocentas pesquisas científicas continuem reforçando que na esmagadora maioria dos casos eles gostam mesmo é de um belo quadril cheio (chamada da revista “Nova”, tá?).

Um dos editoriais mais legais de todos os tempos, da “V Magazine”: uma modelo “do padrão” e outra mais “girl next door”. Qual fica melhor?

Os críticos de moda dizem que o final dos anos 1990 foi marcado pela volta das “sexy curves”, tendência comprovada com a ascensão de la Bündchen e devidamente atestada pela Vogue em 1999 quando publicou que Gisele era a grande responsável pela nova tendência.  Só que aonde estas tais “sexy curves” chegam perto das de Marilyn?

Tirando Gisele da parada, manequins 36 e às vezes até 34 são os que desfilam, chegando ao ponto de modelos serem engordadas e terem seus ossos proeminentes apagados em processos de pós-produção. Hoje a moda é de “não-retocar”, e a pergunta é  onde vão esconder os ossos que aparecem até no meio dos peitos siliconados.

Se estas garotas são saudáveis, não é o meu ponto aqui: em qualquer extremo  sempre haverá gente doente. Assim como sempre existirão gordinhas “nascidas”, sempre existirão as “magras de ruim” e, olha!, está aí a diversidade. O que não é nada diverso é o tal “padrão”, que só serve à meia dúzia de manequins, alguns estilistas e alguns heróis  que se julgam capazes de acompanhar fisicamente tudo isso e se sacrificam.

Depois da tendência do não-retocar, outro grito da moda são as modelos 46, que já colocam seus pézinhos no outro extremo da balança. Quanto ao meio termo, esqueça! Também pegou chamar manequim 40 de plus-size. E por que não “normal size”? “Medium size”? (E vale incluir aqui qualquer nomenclatura que não seja puxa-saco dessa tal fábrica de cabides.)

Quando até Twiggy afirma que gostaria de ter nascido com as curvas de Marilyn Monroe, só cabe uma pergunta:  somos grandes ou elas são pequenas demais?

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ps: e este foi um mero comentário vindo de uma garota que também gostaria de perder mais 2kg e “photoshopar” algumas coisas, mas que não abandona a cerveja ou a sobremesa por isso. Não vale a pena.

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Postado por loverox

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Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
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