Que queimem os nudes!

sex

branquinho básico.

Final de semana passado mergulhei numa busca quase espiritual por um sutiã branco. Sim, um básico e sem graça sutiã branco, porque simplesmente não dá pra ficar sem, por melhores e mais duráveis que sejam os pretos, os chocolates e os beges da vida (que não, não são nada sensuais, mas são excelentes para o dia-a-dia).

Em minha jornada passei por simplesmente três lojas diferentes até encontrar um querido e cândido pra chamar de meu. Foi um processo complicado. Apesar da lindinha Loungerie, nova grife/rede de lingerie, trazer um conceito de loja de roupa de baixo totalmente inédita no Brasil, acho que os estilistas de lá acreditam piamente que toda brasileira tem peitão – ou já se siliconou.

Na loja inteira, inúmeros modelinhos de renda sem um pingo de sustentação, ou então sutiãs incríveis (e baratos!), com bojo simples, sem uma espuminha, um araminho, nada. Tá, também são ótimos para o dia-a-dia e eu mesma comprei alguns de lá antes, mas cadê aquele UP que, até onde me consta, as brasileiras, sim, precisam? Hein?!

Fui na Micena, outra rede de lojas de lingerie, daquelas mais tradicionaizonas. Pedi por sutiã branco com “moral” e ela me traz um mísero filho único da Liz. Porra, meu! Valisére me decepcionou, até porque o único modelo mais clarinho da loja (um bege claro, quase branco), já tenho na minha gaveta.

Antes de recusar um outro modelo rosa bebê, a vendedora ainda me pergunta: “tem certeza que não quer ver um chocolate ou essa nova cor lilás discreta lançada pela…?” “Tenho!”. O que raios aconteceu com o bom e velho sutiã branco com a sustentaçãozinha de *ego* wonderbra? Cadê?!

Fui parar na Hope desesperada. Entrei no recinto olhando pros malditos peitos de Gisele no anúncio, ela que provavelmente não deve pensar em levantamento de bolas de tênis ao comprar um maldito sutiã. Pedi uma peça BRANCA para a vendedora já sem a menor esperança, já que não havia um mísero sutiã branco exposto. Nenhunzinho. Preconceito!

Dali uns cinco minutos ela me volta com duas (digo, duas!) opções apenas. Escolho, provo, apaixono-me por um. Compro e fim do sufoco.

Agora, me contem porque, me digam qual motivo, razão ou circunstância fez os queridos desenhistas de roupa íntima abandonarem o santo básico em prol do boring nude? Me respondam onde foi parar a democracia da cor básica, do up pra quem quer e da alça normal para quem precisa???

Afinal, não é todo dia que queremos uma tela florescente embaixo da camiseta.

“Satisfaction”: modos de usar

qua

Podem dizer que é farinha do mesmo saco, mas a farinha que veio antes, mesmo que desagrade alguns, ainda é melhor. 8)

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BRITNEY SPEARS:

Num passado muito, muito distante, os tons de nude não eram moda e Britney nos brindou com um figurino brilhante e cor de pele lindíssimo no VMA do ano 2000. Com um corpinho incrível (a melhor fase dela, na minha humilde opinião), a loira simulou um strip no palco e cantou um trecho da sua versão de “Satisfaction”, dos Rolling Stones. Para quem não lembra, um leve refresco:

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HEIDI MONTAG:

Daí uma ex-participante de “The Hills” virou cantora pop, já era loira e foi cantar no Miss Universo deste ano. Bonita ela pode até ser, agora original é outra história:

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Posso falar? Agora nude não é novidade, Britney já fez (e melhor), Kylie Minogue tem uma música com o mesmo nome  dessa aí, “Body Language”, e prefiro não opinar sobre a beleza do figurino. Deixo pra vocês.