Campanha da ONU denuncia machismo usando buscas do Google

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mordaças e sugestões de busca dão o tom de campanha da ONU

A internet é um território livre? Talvez tanto para o bem, quanto para o mal. Em sua nova campanha, a ONU Women denuncia o quanto estamos longe de conquistar a igualdade entre gêneros ao usar sugestões de pesquisa reais do Google. Como todos sabem, essas sugestões são feitas depois que os próprios usuários incluem o termo no sistema – ou seja: são as próprias pessoas expressando, livremente, seus preconceitos.

A campanha traz frases absurdas encontradas no sistema, como “woman cannot drive” (mulheres não conseguem dirigir), “women cannot be trusted” (não se pode confiar em mulheres), “women shoudn’t have rights” (mulheres não deveriam ter direitos), “women need to be put in their place” (mulheres precisam ser colocadas em seus lugares), “women need to be controlled” (mulheres precisam ser controladas), “women shouldn’t work” (mulheres não deveriam trabalhar), “women shouldn’t vote” (mulheres não deveriam votar) e “women should be slaves” (mulheres deveriam ser escravas).

Apesar de muita gente digitar absurdos em campos de busca, as mensagens extremamente negativas serviram de alerta e motivaram a campanha. Estes resultados foram encontrados no dia 9 de março de 2013 e cada anúncio traz, afinal, uma mensagem positiva para as mulheres: mulheres devem ser vistas como iguais.

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Veja os cartazes da campanha:

“Women cannot accept the way things are”: mulheres não podem aceitar as coisas como são

“Women shouldn’t suufer from discrimination anymore”: mulheres não deveriam mais sofrer discriminação

“Womenshould have the right to make their own decisions”: mulheres deveriam ter o direito de tomar suas próprias decisões

“Women need to be seen as equal”: mulheres precisam ser vistas como iguais

Fonte: site oficial da ONU

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Sem perder o foco: 20 centavos e 20 outros problemas

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Imagens lindas povoaram o noticiário ontem à noite: centenas de milhares de pessoas saíram por todo o Brasil para um grande protesto. Um protesto tão grande que sua causa inicial, o tal aumento de 20 centavos na passagem de ônibus, não comporta mais o significado do movimento.

Vi de perto os trilhões de cartazes que se espalharam pela Faria Lima em São Paulo, cantei junto o “3,20 é um assalto” e outros gritos de guerra que levavam o povo para a rua. Até mesmo porque três reais já era um assalto, não? Qualquer pessoa que discorde disso provavelmente nunca teve de usar ônibus ou metrô além da linha verde em São Paulo por mais de um mês na vida.

Agora é certo que esses 20 centavos são a ponta do iceberg. Apenas a ponta: via-se reivindicação também a respeito de absolutamente tudo (anti-PEC 37, anti-Globo, anti-corrupção, anti-Alckmin, anti-Dilma, anti-Copa…) e até recados fofos e vagos como “mais amor por favor”. É uma gracinha, mas é inútil. Ninguém quer amor dos governantes. Esperamos ação, esperamos respostas (Dilma, estou falando com você), esperamos mudanças. E para as mudanças acontecerem, precisamos ter foco e clareza, até mesmo para não deixarmos esse tipo de coisa acontecer. Aproveitadores não faltarão.

Em Porto Alegre, por exemplo, o dia já começou com uma boa notícia: o prefeito anunciou redução no preço das passagens e vai negociar com os vereadores a possibilidade da tarifa baixar ainda mais. Não dá para perder o foco. É claro que os 20 centavos são a gota d’água, mas que este seja o primeiro problema a ser resolvido. Não sei para vocês, mas para mim parece muito mais simples do que “acabar com a corrupção”. Vamos por partes.

Ao contrário do que disseram os esclarecidos representantes do Movimento Passe Livre no Roda Viva na noite de ontem (os quatro blocos do programa estão no Youtube), essa causa não é mais só sobre o transporte. Nossa insatisfação pegou o bonde andando e sentou no primeiro banco que lhe deu voz. Só que isso tudo começou com o transporte e que este seja o ponto de partida, por que não?

Não podemos só ir para rua pedindo amor, precisamos organizar as coisas para mudar algo além do transporte. Precisamos diminuir o preço da passagem para depois ir para a próxima pauta. Já mostramos que somos muitos e estamos de parabéns, agora precisamos mostrar que somos fortes – com um objetivo definido, principalmente.

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ps: acompanhei e participei de um trecho da manifestação pela Faria Lima ontem e contei o que vi aqui no Facebook.
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Imagens impressionantes de Nova York antes, durante e depois da tempestade Sandy

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Nova York é uma das cidades mais amadas do mundo e não teve como não ficar preocupado com a chegada da tempestade Sandy, especialmente assistindo os repórteres da CNN trabalhando com a água no joelho (e subindo). Quem está por lá diz que tem rolado muito exagero da imprensa e que, por mais que existam algumas vítimas, a situação já está controlada.

A verdade é que a cidade se preparou para receber a tempestade e rolaram até momentos de ruas desertas na “cidade que nunca dorme”. É claro que alguém não obedeceu o toque de recolher e saiu na rua para fazer um vídeo e o postou no dia 29 – ou pelo menos é o que parece, já que o mesmo usuário já publicou clipes de outras cidades vazias usando recursos de edição:


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Agora falando sério, quando a tempestade foi chegando, a coisa mudou de figura. As fotos que circularam pelo mundo todo eram realmente impressionantes. Por isso mesmo, separei 5 imagens que gostei muito. O My Modern Metropolitan fez uma curadoria caprichada; veja aqui e aqui.

ilha de Manhattan praticamente sem luz

água invadindo o “ground zero” onde era o antigo WTC

estacionamento alagado

ruas próximas à ponte do Brooklyn alagadas

 

blackout.

Marina and The Diamonds vira Electra

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Marina: agora Electra & radioativa

A inglesa Marina and The Diamonds ficou conhecida em meados de 2010 com o álbum “The Family Jewels”. Escolhida como a grande aposta para o ano de 2010 pela BBC britânica, a cantora emplacou hits como “Shampain” e “I Am Not a Robot”, mas ficou meio chateada de não ter ficado tão “famosa” quanto era esperado. A situação da moça, no entanto, deve estar prestes a mudar.

Desde ontem, os blogs de música não falam de outra coisa senão o novo clipe da cantora, “Radioactive”. No vídeo, Marina encarna um alter-ego peculiar que, enfim, resume-se como sendo o lado negro do american way of life. Esta personalidade nova (e loira) tem nome e sobrenome: Electra Heart. Esta mocinha não se preocupa muito em manter as convenções e, segundo a cantora, ela é do tipo que se vende se for preciso – e sai causando pela cidade, diga-se de passagem.

Depois de ler toda essa história, juntei lé com cré e, bem, talvez Electra seja uma bela estratégia de Marina para conseguir vender mais sua música, ficar enfim famosa e não precisar vender a si mesma, digamos assim.

No início deste ano, a BBC anunciou sua aposta para 2011, a cantora Jessie J. Ao ficar sabendo da notícia, Marina correu contar aos quatro ventos que estava chateada com o pouco resultado que tinha alcançado e culpou o estouro da dance music: “a dance music foi underground por muito tempo na América, mas por causa de Lady Gaga as pessoas querem isso de volta. Você precisa estar nesse meio e eu certamente não estou” (leia a notícia completa aqui).

A música nova, “Radioactive”, é realmente ótima, tem o vocal profundo de Marina, refrão sexy e muitos outros elementos para bombar nas pistas e incluir Marina no universo de cantoras que podem, sim, fazer dance music.

Se você não ouviu ainda a música, ouça agora e veja esse ótimo (e belo!) clipe-road-movie:


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Para quem não entendeu a história da cantora ganhar uma irmã gêmea do mal, há pouco tempo ela lançou outra música de seu próximo trabalho e registrou a transformação de Marina para Electra, com direito a corte de cabelo dramático e tudo mais:


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Apesar de Marina já ter anunciado no início do ano que seu próximo disco seria mais “pop, feminino e abrasivo”, está meio claro que este será um belo álbum de vingança, nem que seja do mercado fonográfico. E, ó, por essa primeira música, é bem provável que os planos de Electra e Marina dêem certo, tenham elas se vendido ou não.

Eu adorei a música nova. E vocês?

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As balelas que as celebridades contam

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Os supostos “segredos de beleza” das celebridades são pautas de ouro nesta época do ano. Corra até uma banca de jornal e encontre uma super retrospectiva de assuntos da última década inteira sendo estampados como se fossem a descoberta da cura do câncer ou algo assim.

As dicas vão desde “como emagrecer cinco kilos em dois dias” até “como pegar a cor do verão em um único dia sem torrar” e é claro que as famosas sabem endossar um conto da carochinha como ninguém, levando uma série de pessoas doidas para seguir seus conselhos de olhos fechados sem nem pensar no absurdo que são algumas coisas.
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Ashley Greene, Joe Jonas e seus pulsos enganados pela tal “power balance”

Citei dois exemplos quase suaves, mas a organização norte-americana Sense About Science (SAS) faz uma lista anual de abusos contra a ciência e, na edição de 2010,  vários absurdos que as celebridades andaram vendendo como dica valiosa.

No pronunciamento, o grupo desmentiu que aquela pulseirinha power balance faça algum tipo de efeito, questionou a eficácia da dieta maluca de Naomi Campbell, Ashton Kutcher e Demi Moore à base de maple syrup, limão e pimenta (???), e também foi contra o consumo de carvão vegetal junto aos alimentos, como já fez Sarah Harding, do Girls Aloud (!!!).

Por fim, o “segredo de beleza” mais bizarro (e o que eu achei mais absurdo do povo acreditar) desmentido pelo SAS foi do lutador de vale-tudo Alex Reid, que acreditava que seu sêmen valia por um “bifinho”.

O cara costumava dizer que era bom fazer sexo perto das lutas, desde que ele não ejaculasse, para não perder a nutrição equivalente a “bife, ovos, limões e laranjas”. Para rebater os argumentos deste *super reprodutor*, o SAS relembrou o que (muitos de) nós sabemos: o esperma morre depois de alguns dias e seu valor nutricional é muito pequeno.

Para fechar, o relatório era concluído com uma dose suave de realidade para quem acredita em qualquer balela. Não existe fórmula mágica, o corpo não precisa se desintoxicar (ele é inteligente e cuida disso sozinho) e, para emagrecer, basta usar aquele velho método conhecido: exercícios físicos e boa alimentação.

Entendidos? Então vamos todos fechar bem nossas carteiras diante de revistas que prometem uma nova dieta da sopa! hehe

Fonte: Folha de S. Paulo

Transforme seu Twitter em jornal

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o jornal baseado no meu twitter (@loverox)

Depois de passar um tempo longe do computador ou ocupados demais para checar twittadas mesmo do celular, os viciados em twitter (oi? eu!) chegam até a se perguntar: “será que perdi alguma coisa? Será que surgiu um novo hype? Alguém apareceu sem calcinha de novo? Vazou o CD tal?” e por aí vai.

Por isso eu realmente adorei o Paper.li, que transforma o conteúdo que você segue num jornal, com editorias e tudo.  Depois de  se cadastrar, o site checa os principais links enviados por quem você segue e monta uma página editada em subcategorias e até manchetes “bombásticas”.

Conforme você rola a tela, encontra também as fotos e vídeos mais relevantes que foram para o Twitter e merecem destaque. O melhor de tudo isso, é que o seu jornal é publicado somente uma vez por dia e o sistema do site te avisa por e-mail quando um novo é publicado.

Não é genial? É, sim. E sinto muito, mas nunca mais vou sair correndo pra clicar em tudo que mandarem. Quer dizer, só quando for um mega-ultra-plus-hype, afinal daqui a 24h ele já vai ser velho… 8)