100 fatos sobre a Europa – Parte 4

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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a quarta parte dos 5 posts que farei contando tudinho. Se você perdeu as primeiras partes, veja aqui: primeira parte (Lisboa e Madri), segunda parte (Paris e Amsterdam) e terceira parte (Berlim e Frankfurt).

Penúltimo post da série: Salzburg e Veneza.


SALZBURG

Salzburg

61. Salzburg é uma cidade pequena. Minúscula. E nós conseguimos nos perder por lá. Tipo, não se perder como em Paris, em que as ruas fazem curvas de 60º e não mudam de nome, mas se perder bonito, tipo andar 4 quarteirões à toa.

62. Apesar de parecer pequena para nós, para os austríacos, Salzburg não é coisa pouca. A cidade tem pouco mais de 150 mil habitantes e é a segunda mais importante do país, ficando atrás apenas da capital, Viena. Porém, vale lembrar que toda a Áustria abriga aproximadamente 8 milhões de pessoas, portanto tem uma população menor do que a da cidade de São Paulo. Ou seja? Seria até estranho se a vida nas “grandes” cidades por lá não funcionassem.

63. Lá é a cidade natal de Mozart e a casa onde ele passou maior parte de sua vida foi tombada. Hoje, lá funciona um museu no qual eu pude ver de pertinho todos os cravos e piano-fortes em que ele compunha, além de ver partituras originais manuscritas. Infelizmente, lá não era permitido tirar fotos, portanto ficou tudo na minha cabecinha. Foi um momento bem emocionante para mim, aliás. Além de eu já ter tocado músicas do Wolfgang, o cara de fato foi um gênio, mesmo tendo sido um dos compositores mais “vendidos” da história da música clássica.

Salzburg

64. O castelo: subimos centenas de degraus para chegar ao alto do burgo de Salzburg, já que o “bondinho” estava em manutenção.  Canseiras à parte, “Burg” quer dizer castelo ao pé da letra, porém os burgos foram espécies de micro-cidades feudais. Assim, ao chegar lá no alto eu relembrei as aulas de história de fio a pavio, pois você consegue distingüir direitinho desde as edificações para os protegidos do rei até as pequenas casinhas, onde residiam comerciantes e empregados. Isso sem contar todos os canhões que ficam apontados para pequenas janelas nas muradas do forte.

65. Quem disse que a Europa é um continente de velhinhos te enganou! Um dos lugares onde menos esperávamos ver adolescentes era a Áustria. Sabe aquela galerinha-13-anos-me-acho? Sim, sim: meia noite e todos bombando no Burger King da estação central. Praticamente uma rave no posto.

66. Esta cidade tem a catedral mais linda que eu já entrei. Nada de ouro caindo pelas paredes, nada de se sentir angustiado em meio a tanto brilho e pompa: esta igreja te acalma profundamente com a sua beleza simples. Admirei.

67. Ao mesmo tempo, nunca vi um cemitério com tantos centenários! Andamos no cemitério charmoso atrás da principal catedral da cidade e ficamos bestas com a idade das pessoas. 90 anos, pra eles, é morrer jovem! Afinal, nós não encontramos um ou dois, mas vários túmulos de pessoas com mais de 105 anos. Vida longa aos Salzburguenses!

68. Fantoches: aparentemente a cidade é bastante reconhecida por sua produção artesanal de “puppetiers”. Dentro do burgo, encontramos um museu de fantoches que exibia inclusive os bonecos usados no filme Amadeus (1984), sobre a vida do sr. Mozart.

Train


69. Momento mais emocionante da viagem:
a sensação épica de liberdade dentro do trem, vendo os alpes passarem pela janela, na fronteira com a Itália. A sensação de sorte de poder fazer uma viagem como essa. A sensação de “Deus existe” ao observar as paisagens mais lindas que eu já vi em toda minha vida. Tudo branco.

70. Tudo o que eu pensei sobre Salzburg caiu por terra quando cheguei lá. Cidade linda? Sim! Mas eu sonhei alto achando que chegaria lá e aproveitaria um “clima de lareira” gostoso e relaxaria observando a neve na janela enquanto algum loiro nórdico massageasse meus pés…. E é claro que não! Nós passamos foi frio e nada de lareira! É claro que, enfim, se pensar bem, passamos frio a viagem toda, mas lá foi com gosto:  o único lugar com temperaturas abaixo de zero. E NADA DE NEVE. Grrrr ¬¬
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VENEZA

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Veneza


71.
Você já viu em filmes, você já viu fotos, teus conhecidos que foram pra lá já comentaram, mas nada se iguala a de fato ir para esse lugar. Eu nunca fui louca pra conhecer a Itália, e Veneza parecia só uma cidadezinha bonita. Porém, ao chegar lá, me surpreendi e me apaixonei. A cidade me conquistou de tal forma que agora estou colocando nos meus planos voltar pra lá no Verão e também, obviamente, no carnaval. É simplesmente má-gi-co. E o céu na Itália é mais azul. Entendam.

72. Veneza é uma cidade cara. Nada de H&M e lojonas por lá. Ali o esquema é só Louis Vouitton, Prada, Gucci e Salvatore Ferragamo. Por essas e outras, tanto eu quanto 99% dos pobres mortais que viajam para lá, acabam ficando em Mestre, cidade vizinha e meio judiada. Uma pena, pois ela fica a apenas 20 minutos (de ônibus!) do paraíso veneziano.

73. A única coisa barata nessas mais de 100 ilhas e ilhotas é o sorvete. Sorvete que, aliás, nos conquistou: duas bolas gigantescas por apenas 1€ e que colocam Gelateria Parmalat no chinelo. Nós só não sabemos ao certo se foi a vanilla absurdamente saborosa que nos ganhou ou se foi o sorveteiro simpático com carinha de nerd-me-leva-pra-casa, só que italiano – portanto, mais sexy.

74. Veneza abriga a maior concentração de turistas por metro quadrado de todos os lugares que visitamos! Ver italianos mesmo, só se for nas lojas. Tanto é verdade que encontramos com a mesma família americana umas quatro vezes durante os dois dias que passeamos por lá. Mas, claro, lembremos que Veneza também é uma cidade puramente turística, já que nas ilhas mesmo só residem os moradores mais antigos. Até os comerciantes e lojistas costumam morar em Mestre e fazer pequenas viagens todos os dias.

Veneza


75. As gôndolas.
Sim, elas são lindas. Sim, elas existem. Sim, os gondoleiros são maravilhosos. Não, eu não andei. Por que? Porque por apenas 20 minutinhos de passeio, eu e Lari teríamos de desembolsar a bagatela de 80€, sendo que ainda por cima sentíriamos uma dupla facada no peito, já que não estaríamos aproveitando devidamente o romance do rolê. Tirei fotos e me dei por satisfeita. Virei a esquina e comprei lingeries made in Italy maravilhosas em promoção por um quarto do que eu gastaria na gôndola. Melhor, não? 8)

76. Se antes nós ficamos impressionadas com quadros gigantes, em Veneza vimos paredes inteiras pintadas a óleo no Museu São Marco. Aí sim vimos a maior pintura a óleo do mundo, só não me pergunte sobre o que era nem quem pintou: vimos tanta coisa que, na terceira sala depois da “maior pintura”, já tínhamos esquecido tudo. ¬¬

77. Como esquecer? Nos sentamos à beira de uma ponte charmosa para almoçarmos una bella pizza de mussarela, champignons, tomate e prosciutto (presunto cru delicioso!) e acabamos batendo um papo com um engenheiro espanhol que mora na Alemanha e vem constantemente ao Brasil resolver negócios com a Itaipava, Coca-cola e N outras empresas gigantes. A conversa foi longe, o rapaz senhor homem deu até um cartão para mandarmos e-mail para ele. Chaveco? Imagina… Pagou inclusive nossos capuccinos. Obrigada, viu? O papo foi ótimo, mas passei a bola pra Lari. hehe 8)
(continuo o assunto da pizza no post sobre Roma!)

78. Sem dúvida alguma, a cidade vai desaparecer. Você pensa que a situação não é tão problemática, que a cidade vem afundando apenas “alguns centímetros”, mas chega lá e vê casas e prédios com o primeiro e o segundo andar totalmente inutilizados pela invasão da água. Casas em que é possível enxergar apenas o batente superior de uma porta chique deteriorada e uma janela fina transformada em “passagem”… Portanto, se você tem vontade de conhecer a cidade, não espere mais 20 anos até ganhar na loteria. Viaje, veja, visite porque o lugar é lindo, é histórico e vai acabar. Não existem estimativas concretas de tempo para isso, mas o aviso está dado.
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Veneza

79. A famosa Piazza San Marco sofre com enchentes diariamente, devido a elevação das águas do rio que banha as ilhas da cidade. De manhã, plataformas de madeira são posicionadas por toda a praça para que os turistas possam andar. Às 11 da manhã já está tudo sequinho, mas se você for azarado, pode acabar tendo que enfrentar uma enchente nessa mesma paisagem assim.

80. Não, gente! O rio não fede, não cheira mal! Pelo menos não no inverno, né? hehe 8)

No próximo e último post sobre a viagem: Roma e as considerações finalíssimas sobre toda a viagem. Aguardem! 8)

Eurotrip. Au revoir.

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Para muitos, as férias já terminaram. Para mim, elas nem começaram!

Quarta-feira embarco para Lisboa, onde começará minha aventura de 22 dias pela Europa. 9 cidades, 7 países, uma mochila de 60L, uma amiga, uma câmera, frio e neve. Neve a dar com pau! Meu itinerário? Olha aí!


Primeira parada: Lisboa, para ir acostumando com o frio e ouvir muitos “tudo bains?”


Madrid. Um pouco mais frio, muitos museus, mucha música buena!


Paris, Louvre – porque a Eiffel Tour todo mundo já viu.
E, bom, Paris é Paris, então acho que não preciso entrar em detalhes do que farei por lá. :)


Amsterdam. Red light district, Party 24h, barcos, Heinekens (perigon!), marijuana free pra quem gosta.


Berlim: mais homens lindos gente linda, muito mais frio, história moderna em cada esquina.


Frankfurt: modernidade, moda³, carros!, frio da porra.


Salzburg, Áustria. Terra de Mozart, ski, muito charme e tudo coberto de neve.


Veneza: visite antes que a cidade acabe.


Roma: cidade eterna, gente linda, terra nostra.

Interrompo agora as atividades por aqui para arrumar minha mochila, tirar as meias de lã do armário, encontrar as luvas de couro, desenferrujar meu alemão e aperfeiçoar minha lista de besteiras pra comprar, que já inclui o calendário dos padres do Vaticano.

Quero postar de lá, mas não garanto, afinal eu obviamente vou ter coisa melhor pra fazer – procurar casacos e aquecedores, por exemplo. Logo, quem quiser acompanhar a jornada timtim por timtim, pode seguir meu twitter ou ler as twittadas que serão agrupadas e publicadas aqui. Encontrei um plugin legal que faz isso, então rezemos para funcionar. E claro! Se possível, darei um aperitivo das fotos no flickr!

Volto dia 28 de janeiro, depois de uma overdose italiana e cheia de histórias para contar!
Hasta la vista, au revoir, auf Wiedersehen. 8)

ps: dicas e sugestões extras do que fazer nas cidades são super bem vindas!