Cult de boutique

seg

criadora e criaturinhas

De longe, enganam, de perto  – e no tapete vermelho -, encantam.  As clutchs que imitam livros criadas por Olympia Le-Tan tem tudo para virar artigo de desejo entre as famosas que queiram melhorar sua cara de conteúdo, e muitas já até desfilam as suas:
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Clémence Poésy e Natalie Portman

Feitas à mão por esta francesa que reside em Paris, as bolsas tomam três dias de trabalho para ficarem prontas e reproduzem capas de obras que entraram para a história, ou que simplesmente estão na seção de favoritos da artista. O precinho? É de it bag: na faixa de $1400 na Browns Fashion.

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Lindas, mas… Será que vale o investimento?

Nós não somos tão irracionais assim.

sáb

acho que está ficando instituído: pelo menos uma vez por semana tem filosofia de banheiro. E com este pequeno desabafinho explico minha postura com relação ao 500 days of summer.

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Closer é cheio de tiradas boas. Cheio. E por mais que você odeie este filme (eu adoro), sempre vai encontrar meia dúzia de frases geniais para colocar no nick do msn (not). Ou num about me  (not). Ou para citar aleatoriamente em conversas de bar e soar sarcástico de forma sensível quando a conversa chegar onde o diabo gosta. No sexo. Digo, nos “relacionamentos”.

Excetuando-se a frase “Mentir é o maior divertimento de uma garota sem tirar a roupa, mas fica melhor se ela tirar”, a melhor frase fica sendo quando Alice (Natalie Portman), a dona do maior número de tiradas inteligentes, vem e lança: “Existe sempre um Momento”. Ela se refere a existir sempre o momento de se jogar de cabeça num amor, ou então de fechar os olhos e fingir que aquele frio na barriga não aconteceu.

Eu concordo. Existe sempre um momento. E finalmente vejo que um sentimento cego e irracional, do tipo “à primeira vista” ou “nosso amor numa cabana” não existe. Ou que é quase lá impossível – principalmente  ao notar todas essas brincadeirinhas da vida com minha pessoa. Depois de me sentir boneco no colo de ventríloco, parei para  resolver essa equação complexa de 1+1=2, de forma a observar fria e calculisticamente as minhas próprias atitudes. Ao final, percebi que não, eu realmente não estava de todo errada. Coloquei-me num processo sério de purificação. Pode rir. Quase uma monja, fui me fechando para “Momento’s”.

Entre escolher sofrer por burrices irracionais, estou preferindo ser feliz no Tibet. Sozinha, mas no topo. Sem altos e baixos, sem montanha russa, sem descontar em quem não tem nada a ver com o telefone que não tocou. Sem expectativas infundadas. Sem emoção?

Você pode até dizer que sim. Pode dizer que estou perdendo boa parte da diversão. Que estou bloqueando meu caminho até o tal Momento (só que o certo). Você pode dizer que talvez eu esteja perdendo. Eu digo que estou. Mas estou perdendo o mais do mesmo.

Eu vi tais curvas do caminho tantas vezes que me permito achar que posso farejar quando o caminho, na verdade, não vai dar em lugar algum. E até agora não está valendo a pena correr por aí em círculos só para cair, ralar os joelhos e fingir que não aprendi nada até aqui por ter topado entrar nisso (e cair nisso) mais uma vez.

Prefiro caminhar sozinha do que me perder acompanhada em vão para me perder sozinha depois, se é que você me entende. Quem sabe sozinha o momento d’O Momento chegue sem me pedir nenhum tipo de licença, sem me deixar ignorá-lo? Obrigando-me a pensar se quero mesmo parar ou se continuo a trilha com apenas duas pegadas no chão.

Afinal, não somos tão irracionais assim. Só um pouquinho. Só quando as curvas encurvam de um jeito diferente. Então, enquanto elas encurvarem iguais, eu continuarei indo até o Tibet. Bem. E só.
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ps: e se a carapuça serve em alguém, eu recomendo. Foi a melhor coisa que fiz por mim.
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