Montados demais para meus ouvidos

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o quarteto britânico Wilder

Nunca tive problemas em admitir que muitos cantores só fazem sucesso porque tem um visual ou um corpo interessante, ou então que alguns outros artistas dependem demais de sua imagem para lançar qualquer projeto – inclusive “salvar o rock” ou ser a “nova realeza do pop”.

Em todo caso, recentemente vi um blog de música recomendando uma banda indie chamada Wilder. O nome não me incomodou, as referências deles muito menos (Friendly Fires, The Gossip, The Rapture) e  as músicas agradaram bastante, porém dei play  num clipe e pensei: não devia ter visto isso.

Não sei se há algum fã da banda por aí, mas peço aqui uma licença. A música é até bem legal, mas, me diga, que forçação visual é essa:

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Entendo que a tchurma possa ser moderninha, comprar roupa em brechó, ser hipster e bla bla bla whiskas sachê, mas não consigo achar positivo pensar que teria sido mais legal só ter escutado a música por aí ao invés de ter ido clicar no clipe para ver o conjunto da obra.

Tenho a mais absoluta certeza que existiu um esforço grande para produzir os clipes da banda, que são sim bem feitinhos, só não consigo entender porque essa insistência pesada num estereótipo visual que, além de tudo, já está gasto. Quer dizer,  eles podem até ser assim na vida real, mas a produção de figurino é tão ostensiva – e é tudo tão ensaiado para parecer melancólico durante uma música animadinha –  que o resultado final é falso.

Como  a imagem tem ganhado cada vez mais importância em relação à própria música no lançamento de um artista, acho que vamos passar muito mais por isso daqui pra frente. Alguém aí já des-gostou de um grupo pela sua imagem?

Quem é montado demais para os seus ouvidos?

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ps: usei esta banda como exemplo recente, ok? E tenho certeza que esta situação vai se tornar cada vez mais recorrente, especialmente com essa fabricação em massa de cantoras-solo-cheias-de-atitude no pop! hehe

Recordar é viver: Pummelvision

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instant video maker

Em tempos de listas de melhores do ano e clima de retrospectiva, nada como reviver alguns dos seus melhores momentos com um clipe de fotos personalizado.  E não, você não vai ter que manjar nada de edição de vídeo: o site Pummelvision acessa seu flickr, tumblr ou facebook e pega imagens variadas para formar uma linha do tempo moderninha pra você.

Basta permitir que o sistema acesse seus dados na rede social que você selecionar, colocar seu e-mail e pronto: o Pummelvision te avisa quando o seu video estiver no ar e, o melhor, já faz o upload direto para sua conta do Youtube ou do Vimeo.

Testei o serviço com minha conta do Facebook e do Flickr e recomendo demais! Como não sou do tipo que publica muita coisa no Facebook, o vídeo feito com as fotos de lá ficou curtinho, com menos de 30 segundos. Para compensar, o clipe feito a partir do flickr deu 4’30” de muito flashback!

O vídeo começa com uma parte da minha viagem pela Europa, passa por muitas baladas, duas edições de fashion week, mostra o início do meu namoro com o Rafael, nossa viagem para Machu Picchu  e vem vindo até praticamente a última foto que subi no site – e, bem, mostraria  minha viagem para Buenos Aires inteira se eu já tivesse subido todas as fotos:

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É simplesmente demais – e me fez lembrar várias fotos que eu nem sabia que tinha tirado. Super recomendo, principalmente para os newbies que sempre quiseram um videozinho com fotos e nunca viram uma timeline de edição de vídeo na vida.

via blog da Lalai

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ps: para ficar perfeito, só se eles dessem algumas opções de customização, mas aí é pedir demais, né? hehe

Cabide de Helvetica

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decoração para fashionistas-designers

Esses cabides tem tudo para virar objeto de desejo entre designers que curtem moda: a espanhola Alegre Industrial juntou um sinal de chaves, um colchete e um ponto de interrogação feitos com a fonte Helvetica para dar origem a um… Cabide!

Disponível em madeira em dois tons e em cinco cores de plástico, os cabides podem pendurar camisas, vestidos e calças e são simplesmente lindos, especialmente se você os puser num closet aberto para exibir o quanto você gosta de Helvetica.
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Por enquanto, o blog da marca não indica o precinho do item curioso, nem a data de lançamento, mas nossos guarda-roupas aguardam ansiosos! 8).

Infográficos que amamos, parte II: o ciclo das tendências

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O ciclo das tendências ou, por assim dizer… Como nasce uma modinha hipster?
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Tendências, dos mais variados tipos, vão e vem – e voltam o tempo todo: hamburgueria is the new temakeria e a vida continua. Este infográfico criado por Emily Miethner e postado no Flavorwire mostra claramente como uma certa “coisa” sai do ostracismo e cai no gosto de um excêntrico, para que este por sua vez inspire os “fashionistas”, que cumprem o papel de absorver, compreender e levar a tendência ao consumidor médio.

Após a moda se tornar bem pegajosa e enjoar, boa parte dos envolvidos começam a negar a coisa em questão, exceto por um grupo engraçadinho que se diz nem aí. A situação se mantem, até que um grupo pare e pense “ah, mas tal coisa até que era realmente legal” e então a coisa legalzinha corre o risco de se tornar um verdadeiro clássico que, vez ou outra, será redescoberto dali algumas décadas por outro excêntrico de olho clínico apurado.

Para mim, é um movimento cíclico no mínimo interessante e se aplica a praticamente qualquer coisa. No infográfico, fala-se de um chapéu, mas realmente  dá para trocá-lo por uma hamburgueria ou temakeria e olha que o mercado de restaurantes nem é tão simples de ser modificado assim.

Comidas à parte, é o velho movimento percorrido pela informação, só que somando a isso os pormenores da modinha: o nicho leva xyz para o mainstream, que consome xyz e devolve para o nicho algo ligeiramente diferente, que por sua vez já lança  abc… E, bem, resumindo: se você corre atrás das “tendencinhas”, estará sempre correndo em  círculos e jamais conseguirá parar de querer comprar – por mais clássico que seu chapéu se torne.

Dica do @bseixas.

Infográficos que amamos: Scnester, Hipster ou Hippie?

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Diante de tantos movimentos pro-nerds e de tantas formas de se vestir que demonstram até o seu estilo de vida online, o Madatoms, site que compila vários infográficos divertidos, criou um especialmente para deixar bem claro quem é o que:
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(clique para ver maior)

A descrição mais perfeita de todas é a do hipster. Visualizei várias pessoas que conheço com essa lista e o melhor é que, claro!, todas elas detestam ser chamadas de hipster. hehe 8)

via MyCool

Hot Hot, Squat, 201 Dinner, o “causo” HP, finanças pessoais, Benefit e flores! – Imagens da(s) Semana(s)

qui

Adivinha quem voltou, finalmente? Sim, o “Imagens…”. Confesso que demorei horrores, mas a preguiça me acometeu – e o esquecimento da câmera em casa também, principalmente quando andei tendo tantos problemas com pilhas recarregáveis. Se cabe aqui um conselhão, nunca compre câmeras pequenas que não tenham baterias próprias. Como eu ganhei, não posso reclamar, mas se for comprar, pense duas vezes, porque simplesmente não vale a pena!

Agora, vamos lá, rápido e rasteiro, porque é muita foto e eu tenho várias coisas pra falar de todo esse tempo! Semana que vem a tag tá de volta – e quem ler esse post até o final ganha um cookie! 8)

HOT HOT

@Hot_Hot_

Destaque para o drink gigante da casa, com um picolé Rochinha de uva mergulhado! (mais fotos no flickr)

A Hot Hot é uma balada inaugurada no final do ano passado no centro de São Paulo. Eletrônico modernete, decoração kitsch, gente elegante, sincera e clima de azaração promovido pela galera que resolveu desviar da Vila Olímpia e parar no centro mesmo. O destaque da casa, para mim, não é nem para a possibilidade de comprar seu convite antes (você compra pela internet e não pega fila!), mas sim para o fato de você carregar um cartão e ir gastando a quantia durante a noite. Ou seja, quando te dá na telha ir embora, você simplesmente vira as costas e vai. Sem fila e sem ter de aguentar dor no pé do seu salto porque o bêbado da frente esqueceu a senha do cartão.

Outro ponto mega positivo de lá é que a chapelaria é barata e são armarinhos com chave. Você dança à vonts com a chave e se quiser voltar pra retocar a maquiagem, é só ir lá, abrir, passar seu gloss de novo e voltar pra pista. Nada de encheção de saco porque não pode pedir a bolsa de volta. Finalmente uma balada que pensou no nosso bem estar e ainda tem um sistema de som sensacional. Me joguei como há muito tempo não me jogava! Recomendadíssima!

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