O metrô do “País das Maravilhas”

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o mapa do metrô da Alice

Que tal andar de metrô por Wonderland? Será que daria para confiar no sentido dos vagões? Para onde eles levariam a pobre Alice? Será que o nome das estações e o sentido importa? Será que ela finalmente descobriu onde quer ir ou está apenas vagando? Pois taí a ideia da linha Wonderland-Looking Glass com todas as paradas da jornada da personagem perdidinha mais adorada do mundo.

Para os céticos, também dá para dizer que o mapa representa bem como um novato na Big Apple se sente ao bater os olhos nas linhas de metrô que se confundem em Nova York.

A estampa maluquete está disponível em camisetas unissex no ThinkGeek por US$24,99.

Uma campanha pró-vida real

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não deixe seu gato chegar a esse ponto.

A campanha “look up, stop texting” começou em Nova York com o simples intuito de fazer as pessoas largarem seus smartphones, olharem para cima, respirarem ar puro e, por favor, se olharem nos olhos.

Criada pela blackberry-maníaca Cat Greenleaf, a campanha tem diversos slogans, como “stop texting, start real writting” e começou quando, um belo dia, a moça se deu conta de um maravilhoso prédio novo na saída do metrô. Alguma espécie de maravilha arquitetônica que ela deixou passar porque estava muito preocupada com o sinal do celular. Afinal, vai que ela perde algo importante durante o trajeto subterrâneo?

Aqui no Brasil, a coisa ainda pode soar um pouquinho exagerada, já que os planos de internet estão começando a baratear e ainda estamos em vias de observar toda a população mergulhada em seu pequeno mundinho de bolso. No entanto, já existem diversas regras de etiqueta se proliferando em revistas por aí, lembrando elementos básicos, como não mexa no celular no meio do almoço, não interrompa uma conversa para dar uma checadinha no Twitter e por aí vai.

No site do projeto nova-iorquino, existem até sessões especiais para as pessoas contarem  como conseguiram olhar para cima e o que de bom elas viram quando fizeram isso – bem no estilo alcoólicos anônimos, só faltou um “só por hoje”.

Brincadeiras à parte, gostei e muito da proposta, especialmente porque também sofro dessa ansiedade generalizada de ler todos os feeds, acompanhar todo novo vídeo bombando no youtube, zerar a caixa de e-mail a qualquer custo e por aí vai. Sabem bem o que é isso, né?

Como toda campanha americana que se preze, ainda existem mil e um produtinhos fofos para você comprar, usar e mostrar que está dando força à causa.  Os itens vão desde capinhas para os celulares até camisetas e colares, só não vale colocar uma camiseta dessas e usar o celular no meio do bar:

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Para saber mais sobre o projeto, acesse o site do Look Up Stop Texting.

Etiqueta de elevador

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esse chão… é pegadinha ou o “mesmo” tá aí?

Há algum tempo gosto de dissertar sobre metrô, ônibus e passageiros enlouquecidos por assentos, ou enlouquecidos pela falta deles.

Hoje, ando mais de carro e infelizmente o trânsito de São Paulo pode ser ainda mais surpreendente de uma forma negativa quando você está ali dentro, sozinho.

Em todo caso, opto por falar de um meio de transporte que nem deve ser tão meio de transporte assim, e aí eu levanto uma questão: elevador é meio de transporte?

Sempre lembro de uma aula do jardim de infância em que a professora pediu para abrirmos revistas e recortarmos fotos de meios de transporte. No meio da atividade, um amiguinho recortou uma escada rolante – e a tia disse que escada rolante não era meio de transporte. Não é e pronto, “por que sim, Zequinha”.

Então, como eu discordo da minha professora, vou é falar sobre o primo da escada rolante, sobre o meio de transporte que permite que cheguemos inteiros e em bom estado ao último andar do edifício do trabalho. Afinal, quem subiria feliz e contente 20 andares sem suar e sem pressa diariamente? Ninguém.

O elevador é uma espécie de metrô pra cima com estações a cada cinco metros e, geralmente, nos horários de pico, tão lotado por metro quadrado quanto.

O elevador, como toda boa aglomeração cheirosa de pessoas, também demanda um mínimo de bons modos que até engravatados educados na França parecem esquecer em casa só para sentarem em suas mesas três minutos mais rápido. (mentira, os franceses não empurram nem em horário de pico – e por pico eu me refiro ao nível estação Sé.)

Na faculdade (a Cásper fica num prédio, portanto, elevadores!), até tinha um motivo para entrar duma vez e sentar o dedo no botão. Vai que o fulano tinha prova? Respeito provas. Não respeito é empurrão com papo de elevador.

Conversinha de hall é aquela coisa: começa com a chuva, emenda com “família vai bem?” e continua dentro do cubículo móvel, mas, né? Papos de elevador nunca devem ser – nem são –  tão importantes assim.

Aí  o pobre mortal encolhido em seu quadradinho de 50 cm² acaba sendo socado por dondocos ou dondocas cujo assunto é way too important para que o olho no olho seja interrompido e assim se verifique que, puxa, há um ser humano aqui atrás!

A solução: fique em silêncio por cinco segundos, olhe para o lado antes de tropeçar no ascensorista, no motoboy, no estudante ou na mocinha do RH cujo salto você acabou de batizar.

Placas de “verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar” deveriam ser substituídas para “olhe mesmo antes de entrar”.

Flash mobs na televisão – Modos de Usar

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Flash mob é o termo utilizado para denominar as tais mobilizações relâmpago organizadas secretamente (ou não!) pela internet. Depois de fazer sucesso na gringa com gente dançando no metrô ou indo de cueca para o trabalho, os flash mobs foram parar na televisão – o que, para mim, significa perder a espontaneidade e portanto, todo o sentido.

Afinal de contas, uma coisa é cobrir um flash mob, outra é produzir tudo do começo ao fim e espalhar câmeras por todos os lados. 8)
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BLACK EYED PEAS NA OPRAH

Recentemente, Will.I.Am bancou o professor de dança e ensinou uma verdadeira multidão a dançar a coreografia de “I got a Feeling” e causou no programa da Oprah – e no Youtube também, porque o vídeo bateu recordes de acesso. De espontâneo aí, só a reação da apresentadora, que não sabia de nada. Mas ok, o cara realmente mandou bem.

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DIDI WAGNER COM O “MOB BRASIL”

É, o Multishow lançou um programa inteiro só para fazer flash mobs organizados pela produção. Faz sucesso e a galera se joga, principalmente porque eventualmente alguns participantes “ilustres” comparecem, como nesse aqui com o Lucas do Fresno.

Não assisti nenhum episódio na tv pra valer, mas confesso que me deu um pouco de preguiça! Mobilização de pijama na Av. Paulista de tarde? Ah vá! Pessoal da faculdade brincou disso no primeiro ano:

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CLAUDIA LEITTE NO “CALDEIRÃO DO HUCK”

Assim como boa parte das coisas que eu mostro nessa tag “modos de usar”, nada se cria e tudo se copia mesmo. Eis que dona Claudinha Leitte quis aí lançar uma música nova no “Caldeirão do Huck” no sábado e ensinou uma dancinha pra plateia. Pena que o Luciano estragou a surpresa. Sim, juro.

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E aí, quem mais paga esse mico? 8)

Dica da Priscila, aqui do UOL!

Speed Dating Trident Fresh – Imagens (do final) da semana

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Ok, até aconteceram coisas extras… Eu até comprei mais bobagens postáveis…. Mas nada disso importa. O que importa é que eu tive um final de semana incrível – este sim, recheado de imagens! E se você estiver com preguiça, pule direto pro vídeozão lá no final!

SPEED DATING DO TRIDENT FRESH
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speed dating do trident fresh @PoA

eu e minha drunk-pose padrão


minhas cúmplices: lu, lini e sy. eu, caruda, na frente.

Fui convidada junto com mais interneteiros (leia-se Lini, Lu Sabbag, Sy Ferrari – já linkadas! -, Felipe Gomes, Alê Formagio e Pablo), para ir até Porto Alegre conferir e participar do Speed Dating da Trident, uma ação para promover o Trident Fresh preto, super refrescante, e que, como a palavra “dating” já denota, proporciona beijos fresquinhos (e quem sabe outras coisas também…!).

Para quem não sabe o que é Speed Dating, uma explicação rápida: tratam-se de encontros coletivos às cegas, em que homens e mulheres têm pouco tempo para conversarem entre si. O objetivo é que eles conheçam o maior número de pessoas possível num tempo curto e anotem quem mais lhes interessa para continuar o papo mais tarde, aí sem hora pra acabar.

Em filmes ou seriados, é bem comum estes encontros serem realizados em restaurantes e um organizador ficar ali, de olho no relógio, pra bater um sininho avisando que os casais devem ser misturados.
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speed dating do trident fresh @PoA

janela do metrô customizada para o evento
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Numa idéia genial (de verdade!), eles colocaram um montão de meninas no metrô e os meninos iam chavecando uma a uma, tendo apenas o tempo entre uma estação e outra pra mandar o seu recado. Depois, nós tínhamos uma prancheta pra anotar se beijávamos ou pássavamos o chavequeiro em questão.

Ao todo, eram 24 meninos e 24 meninas, entre paulistas, cariocas, gaúchos e de todos os jeitos possíveis. Tinha jogador de futebol, músico, policial, segurança, hippie, ator e até ex-bbb (!!). Tá, isso não é profissão, mas o fato é que Thyrso estava entre nós:
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speed dating do trident fresh @PoA

achei gato, ok?

Depois de bater um papinho com 23 caras diferentes (gordos, magros, bonitos, feiosos) + o Thyrso, seguimos para a o bar Villa, pub de Porto Alegre que foi fechado só pra gente. Dançamos loucamente, o Formagio tomou tequila comigo (pra manter a tradição), e eu saí de lá torta e alegre com as possibilidades que só uma festinha dessas te proporciona.

Não entro em detalhes, não… Mas! Fiz um vídeo engraçadinho especialmente pra vocês, em que dá pra ver como ficaram os vagões do metrô, a entrada do nosso hotel, o pessoal que estava comigo, as dicas da trident para o chaveco funcionar e a tal prancheta do “beija ou passa” em que anotamos os nossos favoritos!

na trilha sonora: Peter Bjorn and John e The Ting Tings

Comecei a fazer videozinhos com a intenção de registrar os piores chavecos, mas na hora H acabou não rolando ficar atazanando a galera com a câmera. Mas, bah, como diriam os gaúchos, isso não importa! O que importa é que foi demais e todo mundo que estava lá amou, não tenho a menor dúvida disso!

Para finalizar, quero dar um grande parabéns a toda organização da ação por tudo – desde o casting variado até a customização incrível do metrô. Arrasaram mesmo! 8)

ps: adivinha aonde tem mais foto? É, no flickr!

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100 fatos sobre a Europa – Parte 3

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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a segunda parte dos 5 posts que farei contando tudinho. Se você perdeu as primeiras partes, veja aqui: primeira parte (Lisboa e Madri) e segunda parte (Paris e Amsterdam).

Demorei pra continuar, mas agora vamos! Com vocês, Berlim e Frankfurt.


BERLIM

Berlim

Não vi o muro, mas vi o Knut!

41. Passei menos tempo do que pretendia por lá. Tudo começou porque não conseguimos o trem que queríamos de Paris pra Amsterdam, aí perdemos um dia na terra da Heineken. Nosso próximo destino seria Berlim, que acabou ficando prejudicada com a confusão. Ficamos num hotel bacana, com um café da manhã digno, que me fez suportar pela última vez andar por aí com um mochilão com mais de 13kg nas costas.

42. Quando você pensa em Berlim, você pensa em muro e história mundial recente. Ahan. Pois saibam que não se encontra tão facilmente o que restou do “muro de Berlim” construído depois da Segunda Guerra e destruído no final dos anos 1980. Vocês já devem saber de toda essa história, mas ainda assim recomendo assistir o excelente“Adeus, Lênin!”, que trata da situação da queda do muro de uma forma asbolutamente poética.

Bom, alguns livros turísticos indicam pontos da cidade com ruínas do muro, mas pela nossa falta de tempo e pela nossa cabeça avoada que nos fez esquecer os DOIS guias no hotel, acabamos ficando sem muro. É, fui pra Berlim e não vi o muro. Shame on me e lição para você que vai pra lá: dê prioridade a isso e consulte exatamente onde estão as ruínas que você quer ver. Não posso dar essa dica, porque, só de raiva, eu nem quis mais olhar onde elas estavam.

43. Mas, nem tudo está perdido! Eu vi, eu vi, eu vi a antiga catedral de Berlim que foi destruída na guerra. Atualmente, somente um lado da igreja está restaurado e o local funciona como uma espécie de museu em homenagem ao esplendor da catedral antes de ser destruída. Ao lado, uma igreja católica moderníssima foi construída, com direito a um órgão gigante e ao Jesus Cristo mais moderno que eu já vi, feito por um artista plástico alemão. O curioso é que no museu da catedral, um dos painéis informativos diz o seguinte:

Berlim

Traduzindo, simplificando: “Políticas insanas levaram à Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945. Bombas foram atiradas sem perdão em Berlim. Durante a noite de 23 de novembro de 1943, a igreja foi atingida pela primeira vez e danificada tão severamente que teve de encerrar suas atividades. Mais tarde, ataques diretos e brigas de rua nos dias finais de hostilidade transformaram a antes esplêndida casa de Deus numa ruína triste.”

Políticas insanas? Ou políticas nazistas insanas apoiadas pelo povo alemão? … Enfim, o que importa é que a Alemanha me deixou com uma impressão bem clara: a população de mente sã repudia o que foi o nazismo. Pelo menos.

44. Outra prova clara de que os alemães repudiam essa época de terror, é que em todo o centímetro da cidade disponível para propaganda eu tive que aturar a cara do Tom Cruise nos cartazes de “Operação Valquíria”. Não vi o filme ainda, quero ver, acho o Tom um gato  e tudo mais, mas tanta publicidade me deixou desconfiada. Soou como obrigação ter de divulgar um filme que conta a história de um atentado contra Hitler.

45. Mudando de assunto, Berlim é a terra de uma das fofurinhas mais bem divulgadas dessa internet de Deus: o Knut. Knut é um ursinho polar que nasceu dentro do Zoológico (gigante) de Berlim. Rodamos horas (eu disse horas!) para encontrar o urso-pop-star e valeu a pena!

Zoo - Berlim

Ele é lindo, anda de um lado para o outro pra galera fotografar e tem uma carinha adolescente que não deixa você confundí-lo com os ursos mais velhos! Cresceu rápido e já tá todo posudo! Awn! <3

46. Berlim é barata. Quer comprar roupa? BERLIM. Comprei a jaqueta mais quente de toda a minha vida lá por 9 €. Vocês não estão entendendo. É uma jaqueta absurda de quente, toda forrada, com porta-ipod por dentro, com gorro e fofa, fofa, fofa. Tão fofa e tão quente que eu cheguei inclusive a suar usando a dita cuja. Ou seja? Quando eu quiser usá-la aqui em São Paulo, colocarei apenas um biquini por baixo. 8) hehe

47. O choque: os alemães são grandes. Nunca vi tanto homem grande em toda minha vida. E não necessariamente grande num sentido bom, mas eu com a minha altura média-ok (mais de 1,65 menos de 1,70m) me senti uma anã constantemente e tive medo de guardas do trem que não eram gordos, mas tinham que andar de lado no corredor para conseguir passar. Imaginem a cena.

48.
Sim, alguns são bonitos, mas não tanto quanto eu esperava. Decepção! E eu estudei um ano de alemão achando que ia encontrar um loiro aguado pra me amar e pff! Acabou que “loiro” não integra minha lista de preferências num homem (que dirá os com o adjetivo “aguado”) e eles não são lá tão gatos quanto eu imaginava.

49. O básico do alemão ajuda. E me ajudou. Se você não manja absolutamente nada, vale a pena ter um guiazinho de bolso com aquelas palavrinhas chaves do lugar, nem que seja pra você entender que ausgang é saída. Lá as placas do metrô não são traduzidas e obviamente você vai precisar delas.

50. Um elogio à cidade e à educação: o metrô de lá não tem catracas. Sem barreiras. Sem cobranças. Isso só pode significar que a população é tão bem educada  e com um nível tão bom que compram as passagens porque acham justo pagar pelo transporte público. Não é admirável? Sim, é.

Vou confessar que nós pegamos o metrô sem pagar por engano, porque não entendemos como funcionava! Depois é que vimos a lógica da coisa e fomos boas turistas. Seja você também. Além de ser o mínimo, o básico e o obrigatório, esse é um jeito de manter uma imagem mais simpática de nosso país lá fora, porque, acreditem, o que tem de turista brasileiro metido a bonzão, não tá no gibi! Uma pena.


FRANKFURT

Frankfurt

Eu e o pôr-do-sol da ponte do Rio Main (ou Meno)

51. Mais um café da manhã memorável, desta vez by Holiday Inn. Foi o segundo melhor de toda a viagem e só perdeu pro café da manhã de Salzburg porque lá tinha ovos mexidos todos os dias. E, sim, eu sou trash pra c$#%#$% e adoro um bom café da manhã internacional com ovos e etc., principalmente quando já sei que vou almoçar só depois das 16h. hehe

52. As pessoas perguntaram: vai fazer o que em Frankfurt? E eu lá sei, pessoal? Conhecer, mas é claro. Acho que é o mesmo tipo de pergunta besta que se faz para alguém que vem para São Paulo, já que aparentemente aqui não é uma “cidade turística”. Há controvérsias, não??

53. A “Skyline” de Frankfurt. Esta é aparentemente a grande atração da cidade, segundo o vendedor da loja de bichos de pelúcia, com quem conversamos sobre futebol e sobre o Kaká, lógico. Apesar de termos visto vários prédios, deixou a desejar e pareceu uma piada pronta. A skyline mais impressionante que eu vi foi certamente a de Paris, com seu “centrinho comercial”, o La Defense. Arrasam com Frankfurt. Perderam, arianos.

54. Abrindo o guia, descobrimos que Frankfurt abriga um museu de arte contemporânea recheado de arte pop. Lari e eu corremos de manhã cedinho direto pro museu, chegamos lá babando de ansiedade e demos com a cara na porta. Uma bela placa de CLOSED em amarelo avisava os inocentes turistas que o local estava fechado para desmontar uma exposição xis do Japão. A raiva foi grande, já que vi obra de tudo quanto é gente e voltei para os trópicos sem apreciar um Lichtenstein de perto. ¬¬

Frankfurt

Eu e um ursão gigante (óbvio, não? hehe)


55.
Frankfurt é a capital mundial do bicho de pelúcia. Ursos, avestruzes, elefantes e até ornitorrincos ganham versões fofas nas lojas de pelúcias artesanais. Se você não quer morrer enfartando de fofura ou com uma facada de euros no peito, fique longe. Eu ainda não compreendo como consegui resistir a um chaveiro de urso que custava 10 €. Acho que foi por isso. Por causa dos 10 €.

56. Para atenuar a dor de não ter entrado no museu de arte contemporânea, comprei um livro de pop art absurdo de maravilhoso pela bagatela de 10 € – o preço que eu pagaria no chaveiro de urso. Acho que fiz uma boa troca, não? Agora só tenho de voltar pra aula de alemão, porque por enquanto só consigo “ler” as figuras. 8)

57. Abandonei o mochilão. Em Frankfurt minha “Trilhas & Rumos” se tornou insustentável e eu aproveitei pra adquirir uma Samsonite vermelha com um formatinho versátil e tamanho bom, que pode ser usada tanto como carrinho como mala de mão. Foi caro, mas necessário e essas malas duram a vida toda. Recomendo!

58. Entrei num lugar mais alemão do que toda a Alemanha. Sério. Almoçamos num restaurante que parecia uma taberna germânica feudal, cheia de alemães velhinhos tomando cerveja, com direito a vitrais coloridos para iluminar a cena toda. Tudo bem que, quando os velhinhos adentraram o recinto em fila indiana, a gente tremeu em nossas cadeiras e achou que eles fossem uma espécie de máfia da terceira idade ou um grupo de poker de veteranos do exército, mas eles eram inofensivos e nos renderam bons comentários em português.

Para completar, eu, que adoro comida alemã, me deliciei com carne de porco assada e apflstrüdel com sorvete de sobremesa. Certamente foi uma das refeições mais inesquecíveis de toda a viagem!  Sim, eu ainda juro de pés juntos que emagreci mochilando.
(esse tópico me deu fome!)

59. O pôr do sol mais lindo que vimos. O céu de “Francoforte do Meno”, como diriam os portugueses, é absurdamente azul, mesmo com a poluição visível, já que todo predinho tem uma chaminé. Este céu azul nos proporcionou o mais belo sunset na Europa. Fiquei meio abobalhada em cima da ponte e perdi um tempinho olhando a paisagem de uma cidade que alguns consideram “cinza e sem atrativos”. Definitivamente, a beleza está nos olhos de quem vê.

60. Da próxima vez, irei a Münich. A Lari e eu não tínhamos nos atraído pela cidade ao escolher os destinos do nosso mochilão, mas quando o trem a caminho de Salzburg fez parada em Munique, sentimos até uma dor no coração: tinha GELO em todo lugar… Como vocês já sabem, eu não peguei neve. Ou seja? Revoltante.

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Aguardem cenas do próximo capítulo: Salzburg e Veneza.
Salzburg, a cidade austríaca onde tínhamos certeza que veríamos neve, e Veneza, um lugar muito mais encantado do que eu imaginava (e muito mais frio também).