Guia de Viagem: 10 dicas para a Europa

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Post para ler com calma, salvar, guardar, compartilhar e enviar para os amigos que planejam viajar.

Esta é a última parte dos posts de 100 fatos sobre a Europa e espero sanar todas (ou quase) dúvidas que me foram enviadas. Se você tiver algo a perguntar, pergunte aqui nos comentários, de forma que a resposta fique disponível para quem quiser saber o mesmo.

Vai viajar para Buenos Aires? Veja 10 dicas para visitar a capital da Argentina!

.Baseando-me em meu mochilão de 23 dias pela Europa, passando por 7 países e 9 cidades, escrevi aqui as minhas principais dicas de viagem para vocês. Como já tenho um certo tipo de experiência com viagens internacionais, agreguei aqui alguns toques que também servem para qualquer lugar do mundo, principalmente no que diz respeito a dinheiro, às malas, às bebidas, a passeios culturais e equipamentos eletrônicos.

Se você procura por informações específicas de cidades ou países, veja estes posts: Lisboa e Madrid, Paris e Amsterdam, Berlim e Frankfurt, Salzburg e Veneza e, por fim, Roma. Se você estiver indo para os Estados Unidos, especificamente para Nova York ou San Francisco, leia também este meu post sobre minha viagem ano passado.

(Só não falo de “Disney” ou América Latina por aqui porque viajei para esses lugares há alguns anos, portanto torçam para eu ter verdinhas e viajar mais, assim dou conselhos fresquinhos! rs)


1. DINHEIRO

 

Roma

eu, “desperdiçando” 0,50€ na Fontana Di Trevi, em Roma

 

Vamos começar pela parte chata, já que várias coisas legais você já sabe. Depois de quebrar seu cofrinho e passar horas pesquisando hotéis ou indo até uma agência de viagens encomendar um pacote tradicional (ou um pacote mochilão, tipo o que fechei com a CI), você terá de calcular seus gastos.

Quando você viaja por diversos países europeus, a média de gastos com transporte público, museus e comida giram em torno de 50€ por dia, e pode inclusive sobrar se você não fizer questão de ir em restaurantes chiquetérrimos. Aliás, se você tiver condição pra isso, pode pular para o item 2.

Certo, você que também é gente como a gente mas quer ir pra Zoropa, faça o cálculo dos 50 por dia baseando-se em quantos lugares você irá. Digo isso porque algumas cidades são caras e outras super baratas. Por exemplo, se você for passar 20 dias apenas e exclusivamente em Paris, saiba que você irá gastar mais que 50, com certeza.

Em cidades “baratas” como Lisboa, Madrid, Amsterdam ou as alemãs que conheci, Frankfurt e Berlim, você certamente vai gastar menos de 50 e vai sobrar uma quantia razoável para equilibrar com as cidades caras que vierem pela frente, como Paris e Veneza. E, sim, Paris é a mais cara (das que visitei). Nós sentimos bem a diferença, pois ficamos lá 6 dias, enquanto que nos outros lugares ficamos no máximo 3 – minha viagem foi super frenética.

Com relação a gastos com compras: tudo depende do seu poder aquisitivo, mas souvenires geralmente são razoavelmente caros para o que são (a não ser na Itália, sei lá porque cargas d’água!). E uma observação idiota, mas importante: nunca, NUNCA, nunca compre postais, miniaturas e breguedet’s do lado do monumento/museu/etc. Aí ficam os pega-turistas e eles chegam a cobrar o dobro do preço de lojinhas em regiões centrais.

Última coisa: vai levar cartão de crédito? Calcule o limite de reais para euros antes de sair daqui, para não ter surpresas. Se vai viajar com traveller check ou com o Visa Travel Money (cartão de débito pré-pago), tenha cuidado também. O traveller check pode não ser aceito e o Visa Travel Money pode travar, dar uma falha, ou qualquer merda – aconteceu com a minha amiga.

Na dúvida? Leve dinheiro vivo, pelo menos para cobrir o básico (alimentação e transporte). Seja esperto e ande com a grana com você, dentro daquelas “bolsinhas” que vão por baixo da roupa. Não tem erro e você não precisa alugar cofre do hotel. Até porque, mizifio, você tá na Europa. Podem até bater sua carteira, mas jamais vão rasgar sua roupa e descobrir a “pochetinha” do dinheiro. ;)



2. FAZENDO AS MALAS

Tudo certo com a grana? Vamos à mala!

 

 

lisboa

esperando no terminal de trem, em Lisboa, apoiadas nas nossas mochilonas (eu sou a galocha de onça! hehe)

Primeira coisa: pense sinceramente no estilo de viagem que você fará. Mala ou mochilão? Se for mochilão, tenha consciência que sair daqui com mais da metade da mala cheia te dará prejuízo e você comprará uma mala nova.

Se você for de mala, IDEM. Por que? Porque, sim, você vai encontrar promoções incríveis lá e vai querer encher o resto da mala. Por mais duro que você esteja, alguma coisa você sempre acabará trazendo, então nessas horas é bom treinar o desapego e ser compacto.

Eu viajei com mochilão, porém lá pelo 18º dia da viagem troquei para uma mala de rodinhas de qualidade, que comprei com a certeza de que ela seria muito bem vinda e duraria mais várias outras viagens. Se possível, faça o mesmo.

Geralmente, malas boas no exterior custam muito mais barato do que aqui e você pode fazer um bom negócio. E não seja bobinho: ao comprar uma mala nova, considere se ela conseguirá comportar com folga tudo o que você já tem no momento além da própria mala que você viajou primeiramente, já que nem sempre ela poderá ser usada como bagagem de mão ou poderá ser despachada, conforme o peso da mala nova.

– Como escolher o que levar?

Outra parte difícil. Depois de checar a temperatura de seus locais de destino, comece a escolher roupas alguns dias antes de viajar. Depois disso, tire metade da pilha – principalmente se você for exagerado(a) – e capriche nos acessórios. Se o seu cachecol for rosa hoje e branco amanhã, o foco nas fotos vai pra isso, e não pra sua roupinha igual. Got it?

Se você for no inverno, leve boas blusas cacharrel (ou bem quentes, no caso dos meninos) e uma jaqueta, ou no máximo duas. Mais que isso é exagero e muitas vezes os tecidos daqui não nos protegem o suficiente, pois lá o frio é diferente. Sendo assim, se ao chegar lá a sua jaquetinha não agüentar, você só vai ter ocupado espaço na mala com ela e não com duas.

Tenha algumas camisetinhas básicas para ir trocando por baixo da “blusa quente”. Elas não irão sujar e você com certeza consegue usar por mais de um dia, pois por mais que você ande, confia em mim!, você não vai suar, já que o frio deles é seco (com exceção de Veneza, por motivos óbvios!).

Quanto aos sapatos? Keep it simple, a não ser que você já saiba que terá algum tipo de evento fino por lá. Um bom tênis quentinho e uma bota sem salto já são o suficientes. Para os homens, tênis e pronto! Sortudos.

(calcinhas, cuecas e meias vocês podem contar sozinhos né? 8) )


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100 fatos sobre a europa – Parte 2

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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a segunda parte dos 5 posts que farei contando tudinho. Perdeu a primeira parte? Veja aqui.

PARIS



– But what about us?
– We’ll always have Paris.
(Ingrid Bergman e Humphrey Bogart em Casablanca, 1942)

21. Paris recebeu o apelido de “Cidade luz”, pois foi uma das primeiras grandes cidades a possuir iluminação nas ruas. Tal obra de urbanização foi feita para a Exposição Universal de 1889, motivo pelo qual foi construída a torre de ferro mais famosa do mundo. A Torre Eiffel ficou pronta exatamente para a exposição, levando apenas 2 anos para ser construída.

22. Eu sempre quis, de fato, conhecer Paris. Sempre. E apesar de toda a felicidade em passar 5 dias lá (foi a cidade em que ficamos mais tempo), infelizmente o momento mais incrível da viagem toda não foi no alto da Torre Eiffel. Tudo bem. Pelo menos foi lá que eu tirei mais fotos: mais de 500 imagens para registrar a cidade de manhã, de tarde e, principalmente, a noite.

Enquanto em outros lugares você acaba guardando a câmera pela falta de luz, lá você só pensa em registrar. Acho que só estive em um lugar mais iluminado que Paris: a Times Square, em NY. Só que lá são os anúncios que brilham na sua cara, não uma iluminação bela e estrategicamente planejada para impressionar turista.

23. Esqueça tudo o que te disseram sobre os franceses serem nojentos e antipáticos. Diz a lenda por aí que eles não curtem falar inglês, que odeiam turista que fala inglês, que odeiam, enfim, turistas. Mentira. Paris foi a cidade que mais nos tratou bem, além das pessoas terem sim topado falar com a gente em inglês. A única senhora que conversou conosco em espanhol foi super simpática e disse que não falava inglês. Se era verdade, não sei. Só sei que ela nos ajudou e nos deu um sorriso. Por que iríamos reclamar disso?

24. Paris é linda ao ar livre, mas provavelmente é o subsolo com mais história para contar. Além de ter milhares de estações de metrô, elas têm passagens e corredores que parecem caminhos de rato. Corredores estreitos, muita gente, plaquinhas de direção para todos os lados. E, bem, o metrô te ajuda absurdos. Acho que nunca peguei tantos metrôs na vida quanto em Paris: a gente chegava a pegar o metrô 8 ou 9 vezes por dia. A cidade tem tantos pontos turísticos que deixar de ver algum deles é praticamente um crime, principalmente quando se tem mais tempo!

Para completar a história do subsolo, Paris tem catacumbas espalhadas por baixo da cidade inteira. Em um determinado momento há uns 300 anos, os cemitérios começaram a ficar cheios, principalmente com os guilhotinados da Revolução Francesa. A solução aí foi criar corredores de cemitérios “ao ar livre” embaixo da terra.

Apesar dos moradores da cidade afirmarem que existem várias catacumbas espalhadas pela cidade, só uma delas fica aberta a visitação “turística”. É claro que nós fomos! Andamos quase um kilômetro em baixo da terra e nos deparamos com corredores escuros, úmidos e com ossos até o teto. Certamente foi o lugar mais assustador e bizarro em que eu já estive, mas sei lá porque cargas d’água eu simplesmente não me senti mal. O lugar tem uma calmaria estranha. Vai entender…

25. O lugar em que eu comi melhor e pior foi Paris. Lá a comida é realmente cara. Você pode sentar num restaurante mediano e gastar mais de 20 € no almoço (*facada*), ou você vai num fast food e gasta menos de 7€, ou come um belo crepe por 2 ou 3€. No começo da viagem, a gente se propôs a experimentar o fast food de cada cidade, mas em Paris a overdose foi tão grande que eu estava abandonando “Royals with cheese” pela metade. Sim, quarteirão com queijo lá é “royal with cheese” por causa do sistema métrico, assim como contaram pra você nos diálogos de Pulp Fiction (1994).

É claro que uma hora nós nos cansamos de trash food (não dava mais!) e aí eu gastei 26€ num almoço com gosto. Três pratos, vinho e café espresso. Sem reclamar. Mas, considerando o estilo da viagem que fizemos, não daria pra fazer isso sempre, até porque nós duas preferimos gastar com compras, passeios e museus do que com comida, obviamente.

26. Paris tem museu pra caramba, pra não usar outra palavra começada com “ca”. Sério. Apesar do Louvre ser o Louvre, ser gigante, ter um acervo incrível, abrigar a Mona e centenas de outras obras importantes, não foi meu museu favorito de toda a viagem. Mas… Lá é permitido tirar fotos.

Dentre todos os museus que visitamos, os de Paris foram alguns dos únicos que não proibiam câmeras fotográficas. O Louvre e o D’Orsay (museu dos impressionistas)deixam o turista à vontade e eu incluo isso na lista de razões pela qual Paris é um dos principais destinos turísticos do mundo. Os viajantes querem registrar o que vêem, querem mostrar para os amigos. Portanto, os quadros são protegidos, as informações estão em três línguas diferentes e, sim, você pode tirar fotos sem flash.

Agora eu preciso fazer um parênteses para a Mona Lisa (1507): eu juro que ainda estou tentando entender qualé a do quadro. Achei bacana ver um dos maiores símbolos da cultura ocidental ao vivo, o tal sorriso enigmático, a paleta de cores harmoniosa,  a perspectiva interessante, enfim. Só que vocês têm noção de que o quadro é praticamente um porta retrato?


Onde está Wally? Digo, onde está a Mona?

Além da tela ser pequena, duas barras de proteção estão lá pra proteger a obra de Da Vinci e uma multidão de gente se aglomera para tentar ver um pouquinho mais. Bem, eu tirei foto da bagunça toda, dei zoom na Mona e decidi que qualquer imagem em alta resolução do quadro me daria uma visão melhor do que a que tive ao vivo. Uma pena: o quadro fica tão longe que não deu nem para ter aquela emoçãozinha que eu tive ao ver outros quadros de pertinho.

27. Paris tem a população mais misturada de todas as cidades que visitamos. São indianos, negros, turcos (muitos!), loirões e loironas no estilo ariano e os franceses mesmo. A diferença é clara: eles não tem porte atlético, elas têm o rosto fino e são bem magras. Eles se vestem bem. Elas andam maquiadas até o dedo do pé, mas são finas. Foi a cidade em que mais vi gente bonita e onde menos o “biotipo brasileiro” chama atenção, já que eles estão bem acostumados com tons de pele e tipo físico parecidos com os nossos.

28. A quantidade de filmes que já foi rodada em Paris é absurda e eu fiquei toda feliz ao passar pelos lugares e lembrar dos filmes. Isso inclui o trecho do Rio Sena onde o Linguini cogita jogar o Remy em Ratatouille (2007), ou então olhar para os prédios e imaginar que uma daquelas janelas pode ter feito parte de Os Sonhadores (2003).

É claro que passar em frente ao Moulin Rouge foi uma emoção à parte, já que eu sou fã maluca do filme. Tirei trocentas fotos lá, mas me recusei a assistir o show. Minha mãe assistiu quando foi à cidade e me contou o que viu: basicamente mulheres que dançam muito e usam roupas exóticas. Como os shows atualmente, portanto, nada têm a ver com o que a casa era no passado e muito menos com a história do filme, resolvi não ir.

29. A cidade é planejada em torno do Arco do Triunfo, de forma que todas as avenidas principais levem a ele e a Champs Elysées. Olhando de cima é maravilhoso, mas para os pedestres? Um inferno. Cruzamentos de seis ruas e boulevards e avenidas que mudam de nome apenas por conta de uma leve angulação. Sim, a gente se perdeu com mapa na mão e quase foi atropelada mais de uma vez.

30. A primeira sex shop que eu entrei na vida foi em Paris. A loja estava vazia e o atendente, um chinês maluco com inglês tosco, ficava perseguindo nós duas e nos oferecendo finger vibrators. Aposto que ele pensou que éramos um casal. hehehe 8)



AMSTERDAM


Quando for a Amsterdam, alugue uma bicicleta.

31. Gente feliz andando de bicicleta. Foi a maior impressão que Amsterdam me deixou, até porque os ciclistas sorriem pra você (?). Aliás, o número de bicicletas é infinitamente maior que o de carros, o que também me proporcionou experiências de “quase-atropelamento” freqüentes, já que a ciclovia é um trecho reservado na borda da calçada e eu obviamente me esquecia disso.

32. Para o resto da Europa, um parque de diversões. Para brasileiros que moram lá, uma cidade pacata sem nada pra fazer (?). Pelo fim de semana que passamos lá, cheguei à conclusão que é uma cidade pacata, com diversões controladas. Vida noturna? Não sei. Amsterdam tem cartazes de festas espalhados por toda cidade, mas não há casas noturnas no centrinho. Aos domingos, 23h já é hora de dormir e muitos pubs começam a fechar. Logo, nada lembra a agitada vida noturna paulistana. Marijuana? Só em coffee shops. Prostitutas? Só no red light district dentro de sua própria vitrine.

33. Venta muito, portanto recomendo que você tenha um guarda-chuva bom em mãos. Pagar 5€ cada vez que um guarda-chuva seu virar ao contrário ou outra garoa começar não é nada recomendável para o seu bolso.

34. Terra da Heineken. Tomei Heinekens de todos os jeitos: em lata, em garrafa e tirada na hora. Lá eles não diferenciam cerveja de chopp, então não tenho outra forma para definir. Nós visitamos a “Heineken Experience”, o tour alcóolico que eu comentei aqui. Lá é uma espécie de fábrica turística em que você acompanha o processo de fabricação da cerveja. Cheirei todos os ingredientes, vi o tal do lúpulo e e depois tive a experiência gostosa de tomar cerveja fabricada ali na hora e sentir nela pronta todos os cheiros dos ingredientes novamente. Foi bem interessante!

35. Vodka Bols. Outro tour alcóolico, mas dessa vez da Bols, marca de vodka que não é exportada para cá e também produz diversos licores. Além de tomar um drink preparado por um dos barmans do lugar, nós ainda sentimos todas as essências possíveis dos lícores deles e descobrimos que a Bols é que inventou o copo de martini e a coqueteleira. Você sabia? Nem eu.

36. Existe uma região da cidade conhecida como “Red Light District”, ou Distrito da Luz Vermelha, e para bom entendedor, meia palavra basta. Como não existe uma placa indicando ou não há nada sugerindo como chegar lá em mapas ou guias turísticos, nós tivemos que nos informar com um taxista. Achei engraçado, porque obviamente metade dos turistas vão lá pela maconha e pelas putas. É triste, mas é verdade.

Não tirei fotos das “vitrines” especificamente porque é proibido. Melhor não arriscar…

Depois de seguir as informações do taxista, chegamos a uma rua cheia de vitrinezinhas com luzes vermelhas e pinks, onde loiras, morenas, indianas, gordinhas e feias (?) se exibem com roupas mínimas para os passantes. Se o cara gosta, dá um toque na porta, abre, conversa com a moça. Se fecharem negócio, ela simplesmente fecha a cortininha e o rala-e-rola acontece ali mesmo, numa caminha de solteiro.

Vimos diveeeersos rapazes entrando e saindo, cortininhas abrindo e fechando, levamos piscadinhas das putas (preconceito zero!) e observamos toda a interação. As bonitas lembram atrizes pornôs no estilo ninfeta do leste europeu. As feias, sei lá. As feias são piores do que as piores da Rua Augusta. E a opinião é minha, da Lari e do Eddie (que quase se apaixonou por várias “vitrines”).

37. Depois de entrar no sex shop francês, eu já estava pronta para mergulhar mais nas loucurinhas. Entramos em quase todos os sex shops da rua principal do Red light district e nos divertimos a valer. Desta vez o Eddie, meu amigo que estava morando na Inglaterra e passeou conosco em Paris e Amsterdam, estava junto, o que garantiu mais a nossa desinibição.

Conferimos com calma todos os lançamentos de vibradores, vimos todo o tipo de fetiche bizonho em dvd e observamos que todo e qualquer tipo de pessoa entra nessas lojas sem pudor algum, ao contrário daqui. As lojas geralmente têm bastante gente comprando, não existe estacionamento e é comum ver casais com mais idade entrando juntos. Neste ponto, Amsterdam me conquistou profundamente: hipocrisia zero. Palmas pra eles.

38. Saindo de todos os sex shops, encaramos um puteiro light. Não fui lá colocar nota de 10€ na calcinha da profissional do sexo, porque eu tenho amor pelo meu dinheiro, mas demos uma moedinha de 1€ para assistir uma moça dançar.

Lá existem diversos tipos de live shows, com loiras, morenas, casais e girl-on-girl. Nós optamos por ver algo mais tradicional. Entramos cada um numa cabine individual e depositamos a moeda. Em seguida, o vidro tornou-se transparente para o nosso lado e pudemos assistir a loirona dançar por um minuto. Foi uma experiência bastante surreal ver uma bunda (e outras coisas) tão de perto e do jeito que os homens curtem ver, afinal a garota faz o trabalho dela sem saber quem é que está assistindo.

Passados os 60 segundos mais surreais da noite (pelo menos pra mim!), nós três saímos da cabine e vimos uns meninos com cara de ponto de interrogação olhando pra gente. Tipo, “nossa, duas garotas? Hum”.

38. Para fechar a noite sensacional, voltamos de biketaxi para o hotel, porque os ônibus já tinham parado de circular. Quase acabamos com o fôlego do motorista francês gato que odiava Paris, mas pelo menos ele nos abraçou forte e profundamente, o que rendeu assunto para as conversas antes de dormir. Ai, ai. (L) Eu devia ter tirado uma foto dele pra mostrar pra vocês. Droga.

39. Comprei meu segundo moleskine lá. Um ruled reporter notebook de capa dura, para ficar bem diferente do que eu já tinha, um pocket ruled soft. Para quem quiser conhecer todos os modelos, entre no site. Eu estava bem afim de comprar um storyboard notebook ou um music notebook, para as minhas composições, mas não encontrei em nenhuma cidade. :(

40. Para quem pensa em visitar Amsterdam pela “diversão”, um aviso: estão querendo limpar a cidade de todas as “diversões”, então sejam rápidos. hehe 8)

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Na seqüência do Top 100, os top 10’s de Berlim e Frankfurt.
A minha não-visita ao muro, o restaurante mais alemão de toda a minha vida, os melhores cafés da manhã, nossa ação “criminosa” no metrô e o meu amor platônico pelo Knut. :love:

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Eurotrip. Au revoir.

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Para muitos, as férias já terminaram. Para mim, elas nem começaram!

Quarta-feira embarco para Lisboa, onde começará minha aventura de 22 dias pela Europa. 9 cidades, 7 países, uma mochila de 60L, uma amiga, uma câmera, frio e neve. Neve a dar com pau! Meu itinerário? Olha aí!


Primeira parada: Lisboa, para ir acostumando com o frio e ouvir muitos “tudo bains?”


Madrid. Um pouco mais frio, muitos museus, mucha música buena!


Paris, Louvre – porque a Eiffel Tour todo mundo já viu.
E, bom, Paris é Paris, então acho que não preciso entrar em detalhes do que farei por lá. :)


Amsterdam. Red light district, Party 24h, barcos, Heinekens (perigon!), marijuana free pra quem gosta.


Berlim: mais homens lindos gente linda, muito mais frio, história moderna em cada esquina.


Frankfurt: modernidade, moda³, carros!, frio da porra.


Salzburg, Áustria. Terra de Mozart, ski, muito charme e tudo coberto de neve.


Veneza: visite antes que a cidade acabe.


Roma: cidade eterna, gente linda, terra nostra.

Interrompo agora as atividades por aqui para arrumar minha mochila, tirar as meias de lã do armário, encontrar as luvas de couro, desenferrujar meu alemão e aperfeiçoar minha lista de besteiras pra comprar, que já inclui o calendário dos padres do Vaticano.

Quero postar de lá, mas não garanto, afinal eu obviamente vou ter coisa melhor pra fazer – procurar casacos e aquecedores, por exemplo. Logo, quem quiser acompanhar a jornada timtim por timtim, pode seguir meu twitter ou ler as twittadas que serão agrupadas e publicadas aqui. Encontrei um plugin legal que faz isso, então rezemos para funcionar. E claro! Se possível, darei um aperitivo das fotos no flickr!

Volto dia 28 de janeiro, depois de uma overdose italiana e cheia de histórias para contar!
Hasta la vista, au revoir, auf Wiedersehen. 8)

ps: dicas e sugestões extras do que fazer nas cidades são super bem vindas!