Sábado no Lollapalooza: look e imagens da Semana

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Resenha dos shows do sábado e look para o festival da lama! Para ver tudo o que já contei nesta tag, clique aqui.

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Ano passado a seleção de bandas do Lollapalooza fez meus olhos brilharem. Críticos podem criticar e haters gonna hate, mas me identifiquei um tanto com o lineup de 2012 e fiquei com a sensação boa de estar assistindo as bandas que eu queria numa boa época também. É aquela sensação de ouvir o hit enquanto ele ainda é um hit, sabem? Foi o caso, por exemplo, do Foster The People. Que sentido teria trazer os caras nesta edição, por exemplo?

chegando no Jockey Club no sábado (30)

Daí, bem, falando desta edição. Bandas muito legais de uma forma geral, mas muitas novidades interessantes deste ano eu não curto muito (vide Alabama Shakes), outras novidades vieram em nome do hype (vide Madeon), outros nomes só viraram headliners por conta do timing perfeito (Black Keys!) e teve também nome bacanudo fora do timing, caso do Franz Ferdinand, que mesmo já tendo visitado o país n vezes, não tinha visto ainda. Juntando tudo isso com o preço nada amigável, optei por não adquirir um ingresso, mas acabei sendo convidada pelo Multishow para conferir de perto pelo grupo do Outros 500. Fui lá curtir e acompanhei o segundo ano do festival que tem tudo para crescer cada vez mais em São Paulo.

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OS SHOWS

Gostei de ouvir ao vivão os sucessos do Franz Ferdinand, que por muito tempo foi minha banda favorita, e puxa, que voz, hein Kapranos? E que péssima ordenação de set também, hein? rs A banda optou por mesclar os hits que os trouxeram ao Brasil tantas vezes com as músicas lado b. É claro que uma apresentação não é feita só de hits (a não ser que você seja um hitmaker à la Bon Jovi), mas alternar entre sucessão e desconhecida o tempo todo deu uma sensação de cansaço no meio do show, como se já soubéssemos o que iria acontecer. Pelo menos os hits invariavelmente levantavam o povo e o show terminou numa animação só!

A alegria de Alex Kapranos (foto: divulgação/Lollapalooza)

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Lollapalooza, dia 2 – Imagens da Semana

seg

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chegando na animação! hehe

Segundo dia de Lolla foi dia de chegar mais cedo, foi dia das bandas mais amadas por mim e foi o dia do “indie do pé sujo”, como brinquei carinhosamente no twitter, já que o público era totalmente diferente do dia anterior (contei sobre o primeiro dia aqui). rs O esquema era chegar logo para aproveitar Friendly Fires, num bom lugar e sem correria.

Adentramos o Jóquei com o fim do som e da animação do Gogol Bordello para depois darmos uma olhadinha na tenda eletrônica, onde Killer On The Dancefloor mandava fodamente bem e botava o povo pra suar e sorrir. Foi épico, foi maximal e ganhou de 10 a zero da farofada de Calvin Harris no dia anterior. E foi também difícil sair um pouco antes do final para pegar um lugarzinho para ver Friendly. A dupla brazuca está  de parabéns: quem puder ir ver os caras na noite, vá!

doidona no meio do povo e antes da chuva

O show do Friendly Fires foi energético, foi animado, foi cheio de hits e  foi marcado pelas dancinhas malucas de Ed Macfarlane. A cada rebolada do vocalista o povo ia à loucura e foram gritinhos misturados com as letras durante o show inteiro. Ele, aliás, estava louco de vontade de interagir, mas infelizmente o palco Butantã não tinha uma frisa que o deixasse lá em cima, só um corredor na grama mesmo – e ele aproveitou ainda assim.

Foi delicioso ver uma das minhas bandas favoritas ao vivo e curti sentir a percussão pesada e dançante ao vivo; taí outra banda que veio na hora certa. Podia ter vindo um pouquinho antes, é verdade, mas mesmo assim não perdeu o ponto. Mandaram bem; o final da apresentação foi especialmente “energético”.

a chuva: o bom momento para ficar parado

Daí veio a chuva – e não foi qualquer chuva, só demos a sorte de estarmos  dentro da tenda da CK descansando bem na hora que o barraco desabou. rs Vimos raios e trovões rolando do lado de fora e, mesmo com super capas de chuva na mochila (compradas na Centauro; fica a dica! hehe), resolvemos abandonar o MGMT.

Estávamos ouvindo a apresentação dos caras e, pela animação do público, acho que não perdemos nada. Apesar do primeiro álbum ser muito bom e cheio de hits, o segundo mergulha num conceitual bom de se ouvir em fones poderosos em casa, não no meio da lama. Nessa hora, quem acompanhava de casa no Multishow se deu muito melhor! hehe

Foster The People: <3! (crédito: Photo Rio News)

Aí superamos a chuva e o resto do pinga-pinga para ver um dos nomes que mais aguardamos desde que o festival foi anunciado, Foster The People. Seriam eles bons músicos? Corresponderiam ao vivo ao ótimo trabalho em “Torches”? Teriam calor humano ou seriam só uma bandinha indie olhando para seu próprio umbigo enquanto entoam suas composições “super importantes” para a humanidade? Será que teriam bom humor? rs

Com capas e gotas de leve em nossas cabeças, tomamos lugar no palco principal para ver a banda. O show começou com “Houdini” e de cara deu pra ver que ia ser todo mundo cantando tudo o tempo inteiro e a banda sorrindo o tempo inteiro. O grupo fez um show maduro e mostrou todas as nuances eletrônicas propostas por Mark Foster no palco.

A voz do cara, aliás, estava ótima e todo o corre-corre de troca de instrumentos do trio, que poderia arrastar o ritmo da apresentação, só surpreendeu a galera. Cubbie Fink ia para os sintetizadores e voltava para o baixo, Mark pegava o piano, ia para os sintetizadores, saia correndo pela frisa (para alegria do povo) e chegou até a ajudar na percussão em “Call It What You Want”

Mas, é claro que 0 povo delirou mesmo com  o super hit “Pumped Up Kicks”, canção sabiamente deixada para o final da apresentação e para deixar todo mundo com gosto de quero mais, tanto é que a banda foi embora e nem precisou dar tchau! rs

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Já tinha contado de forma breve o quanto amei o show, mas tenho que acrescentar que agora me arrependo amargamente de não ter ido na apresentação dos caras no Cine Jóia e no DJ set do Clube Yacht (embora o povo tenha saído de lá com as pernas cortadas de tanto copo de vidro que caiu na pista – insano, não?). O jeito agora é continuar ouvindo o CD e torcer para que os meninos da Califórnia façam um segundo CD tão bacana quanto esse.

Depois do show, fomos lanchar e fazer o tempo passar até os Arctic Monkeys chegarem. Confesso que não “estudei” para o show e acabei ficando perdida na vibe das músicas mais recentes, que são mais pesadas e melancólicas, daí junto com o grupo que  não é lá uma super simpatia, é tocar e pronto. Isso não é ruim, de forma alguma, mas a chuva voltou a apertar, perdemos o lugar bacana em que estávamos e o ritmo desacelerou. Resultado: acabamos abandonando o show aos 45 minutos. Conversando com as pessoas depois, achei que quem mais curtiu o show estava vendo pela TV (e o inverso aconteceu com Foster: quem viu pela TV achou um lixo! Vai entender! hehe).

Sobre o evento: O festival foi super divertido e teve um clima delicioso, mas como todo grande evento numa grande cidade, a organização ainda tem muito o que aprender. A dependência do metrô e do trem foi um transtorno para muita gente e quem ficou até o último suspiro das apresentações dos dois headliners, sofreu. Sofreu inclusive com o shutter que levava para pontos estratégicos, como o Shopping Eldorado. Eu não tive problema pois usei carro + shutter e não fiquei até o último segundo, mas ouvi relatos bem chatos. Fica a questão para que todo mundo possa aproveitar até o último segundo ano que vem!

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E O LOOK:

Domingo foi o dia do hype feat. coolness (risos!!) e do corpo já cansado do primeiro dia, por isso apostei no super sneaker roxo confortável e na minha camiseta de triângulo misterioso. O restante do look foi consequência:

Camiseta: Complot (Buenos Aires); short militar com tachas nos bolsos: Shoulder; sneaker: Puma; bolsinha cinza com franjas: loja qualquer de Barcelona;  pulseira de couro, de franja, shambala e anel: Íris Bijoux (contei aqui); o Ray Ban vocês já conhecem! ;)

 

Lollapalooza, dia 1 – Imagens da Semana

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concentração até da plateia do fundão para o Foo Fighters

O primeiro dia de Lollapalooza foi o dia do Foo Fighters. Sei que você já deve ter lido isso 30 vezes por aí antes desse post, mas é preciso ressaltar: foi o raio do dia do Foo Fighters. Isso se refletiu no público do festival, nos milhões de fãs atolando o palco horas antes, nas filas intermináveis e até no estilo *coxinha* de ser da galera. Deu pra ver que Dave Grohl e sua turma agradam mesmo a gregos e troianos.

Como não poderia deixar de ser, assistimos ao show dos caras, que começou bombando cheio de hits, mas foi ficando mais lento, especialmente depois que a banda toda foi apresentada. As duas horas e meia foram super legais para quem é fã de carteirinha e espera isso há anos, mas quem só curte ouvir (meu caso), deu uma cansada e ainda rolou pegar o finalzinho do Calvin Harris.

Saindo do palco principal para a tenda eletrônica, sentimos o cheirinho de farofa de longe: o DJ de hits deliciosos como “Acceptable in the 80’s”, “The Girls”, “Colours”, “Bounce” e “Feel So Close” estava tocando música de todo mundo, menos dele. rs Para aliviar a barra, ele tocou a farofa legítima “We Found Love” que levatou o povo, mas emendou com “Titanium” do David Guetta e “Good Feeling” do Flo Rida, aquela música que não para de tocar em todas as rádios pop. Não vou negar que foi super divertido, mas todo mundo ali esperava o Calvin tocando o Calvin e quando ele soltou “Feel So Close” a resposta foi imediata: todo mundo pulando até o céu.

Encontrei esse vídeo que mostra bem como foi! hehe

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Voltando algumas horas atrás, começamos o dia com as maluquices da Peaches também na tenda. Com uma roupa cheia de mamilos e dançarinas doidonas se pegando no palco, fazendo strip e cuspindo sangue, a gringa agitou o povo com música e bizarrice.

Quem não conhecia as músicas, acabou curtindo muito a performance! hahaha Mas o mais legal mesmo foi que ensinaram a mulher a gritar “as mina pira” e ela ficou soltando a pérola várias vezes no meio do show. Uma pena que eu não tenha filmado e também não encontrei no Youtube. Outra pena foi que não teve espaço para tocar a versão dela com o Moullinex de “Maniac”, a música era leve demais para a apresentação.

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fotos logo na primeira fila

Saindo da Peaches, pegamos um lugar interessante para ver a roqueira-mór, Joan Jett. Rafael disse que se sentiu um pouco no show da Xuxa com a quantidade de meninas estridentes na cara do palco e, realmente, o público chamou a atenção. Tinha mesmo muita menina nova e depois de cantar “I Love Rock ‘n Roll”, as gatinhas começaram a gritar “gostosa! gostosa!” para a Joan.

Aliás, tenho que falar: se o som estava ruim para o pessoal no meio da plateia, a visão da cantora estava ótima. Sabe-se lá se fez plástica e quantas foram, mas Joan Jett está linda, com um corpinho digno, cabelo bacanudo e pele boa. Em resumo: tá mandando um chupa pra Madonna (ambas tem 53 anos).

O show foi recheado de hits e ela mostrou porque continua aí desde os 14 anos (e cantando muita coisa dos tempos antigos). Ela apresentou músicas novas e foi autêntica ao colocar a letra na frente. Mas, enfim, minha perdição mesmo foi quando ela entoou “Crimson and Clover”, hino lésbico que fez muita menininha do lado chorar. Aqui dá para ver o show completo.

o estilo de Joana Jato com sombra lilás e delineador, rs (foto: Junior Lago/UOL)

Mesmo sem ter visto tudo, aposto de verdade que Joan fez o melhor show da noite – e deu dó mesmo de alguns fãs de Foo Fighters que não sabiam quem era a roqueirinha que subiu no palco para fazer uma participação e “cantar aquela música famosa”… tsc tsc

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E O LOOK:

Como era dia do rock puro e simples, sem eletrônico, sem indiezismo, sem tchananans, o look foi mais “do rock”. rs Bota, short e camiseta preta cropped junto com meu crucifixo “ao contrário”. hehe

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Camiseta cropped: The Candy Shop Flavour; short com barra xadrez: Me Move; coturno (véio de guerra!): Renner; bolsa: Siberian; colares e pulseira de couro: Iris Bijoux na 25 de Março;
óculos (que vocês já cansaram de ver): Wayfarer da Ray Ban

 

Vício em Foster The People na ressaca do Lollapalooza

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Mark Pontius, Mark Foster e Cubbie Fink

Já twitei, já facebookei, já contei para os amigos por MSN e na hora do almoço: Foster The People mexeu comigo nesse Lollapalooza e não teve pra ninguém no meu coraçãozinho. Joan Jett e seus black hearts estão dividindo o posto de show mais foda junto com o trio de californianos gatinhos que vieram na hora certa e no momento certo, com todo mundo cantando o álbum “Torches” de cabo a rabo na ponta da língua.

O CD do Foster é o que mais tem tocado no meu Itunes desde que saiu. Aliás,  a banda é a minha favorita do momento junto com os Friendly Fires, que também fizeram um showzaço maravilhoso e  sensual com as coreografias rebolativas do Ed Macfarlane, mas não dá pra negar que o grupo está num momento mais morninho em relação a Mark e seus amigos.

E, a questão agora minhas amigas, é que Mark Foster é realmente esse gato todo, foi fofinho, correu na frisa, arrancou gritinhos, cantou bem, suou e usou camisa polo provando que isso não é mais coisa de gente coxinha, ok? Por isso, deixo uns mil e um vídeos para a gente querer outro show, uma entrevista fofa com a história do megahit “Pumped Up Kicks” e a música que ele gravou com a cantora Kimbra e o A-Trak para uma campanha da Converse.
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A música nova com a Kimbra e o A-trak:

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Entrevista simpática com perguntas de fãs americanos: 

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AI, MARK FOSTER, O MAIS LINDIE DOS INDIES! <3 <3

Looks com tênis para festivais de música

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No final de 2010, fiz um super guia sobre como decidir seu visual para ir a um festival de música. Na época, as botinhas eram o grande must (e continuam sendo!), mas com a febre dos sneakers nos últimos tempos, vale um update só com looks lindos usando tênis de todos os tipos!

Eu, que sou apaixonada por sneakers, não vejo nenhuma novidade nisso, mas taí um jeito de valorizar o que já temos no armário ficando bonitas e confortáveis. Por isso, separei alguns looks lindões com tênis que cairiam muito bem para a montação do Lollapalooza neste final de semana ou para qualquer outro show!

Cabe lembrar que o meu critério envolve estar bonita, estar confortável e NÃO estar “montada para ser fotografada” a ponto de isso te atrapalhar para assistir o show (acredite, aquele monte de modelos de roupinha de crochê no Coachella não vai se jogar no meio do povo e muitas não estão lá pela música, obviamente).

Looks com tênis para o calor:

Como o Lolla, por exemplo, começa logo cedo, não rola sair encapotada de casa, mas como o festival vai até a noite e o clima em São Paulo está ameno para friozinho, o segredo é sempre ter um casaquinho e uma capa de chuva com você  dentro da bolsa ou da mochila.
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short, camiseta divertida e camisa é um trio infalível: a camisa é leve para carregar
e, como diria sua mãe, já “barra o vento”

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Looks com tênis para o friozinho:

A previsão do tempo não está certeira e de ontem para hoje já mudou. Há uma grande probabilidade do clima já estar mais ameno para friozinho leve de tarde, o que acaba ajudando na escolha: você não precisa planejar aonde vai enfiar a jaqueta já que vai ficar com ela o tempo todo! hehe

casaquinho mais comprido, casaquinho curto, black total (tirando essa bolsa phyna, tá tudo certo)
e moletom divertido

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Looks que podem ser completados com tênis:

Essas são algumas ideias “da cintura para a cima” que podem muito bem ser completadas com um belo sneaker, com um converse surrado, com um slipper confortável…

looks de calor, de meia estação e também para um dia mais friozinho,
que pode ser completado com uma meia-calça preta de guerra

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E bônus:

Já que a ideia é vestir algo confortável, os acessórios podem chamar a atenção e *brilhar muito*! Por isso, mande ver nos detalhes, capriche na maquiagem com um bom rímel e voilá!
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anel, pulseira, óculos… o céu é o limite. Só tenha cuidado com o chapeú: se não for aguentar
ficar o tempo inteiro com ele, melhor não usar

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Estarei lá no Jóquei no sábado e no domingo e quem sabe fotografo o que vou vestir! rs Vocês vão também? Quem querem ver? Minhas principais paradas obrigatórias são Joan Jett, Foster The People, Friendly Fires, Foo Fighters, Calvin Harris, Peaches, MGMT e Arctic Monkeys! <3