O que seu festival de música favorito diz sobre você

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Pelo menos quatro grandes e famosos festivais recheados vão comover o eixo São Paulo-Rio este ano. Daqui a poucos dias tem Lollapalooza, em abril tem Monsters of Rock, em maio vem o Tomorrowland e, finalmente, setembro é o mês do Rock in Rio, que comemora 30 aninhos em 2015. Uau!

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– Eu nem era nascida e agora tô aqui!

Não sei se você vai em um ou em todos (que eclético rico!), mas eis o que cada festival diz sobre seus frequentadores numa análise nada científica, bem-humorada e simplesmente tendenciosa. ;)

se você é uma criatura lollapaloza:

Das duas uma: ou você veio para assistir a um grande headliner e cairia facilmente na pegadinha das bandas falsas ou você curte várias atrações e comprou os dois dias logo que os nomes foram anunciados. E agora está sofrendo no Twitter tentando montar uma programação que faça sentido. Sou dessas, inclusive.

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Uhul, bandas incríveis que ano que vem já serão irrelevantes!

No primeiro caso, há grandes chances de você atrapalhar o show de muita gente guardando lugar na cara do palco. Não faça isso. No segundo caso, há grandes chances de você se achar o fino conhecedor da música alternativa. Não faça (façamos) isso também. Em ambos os casos, chegar e sair vai ser o inferno na Terra, porque a localização do festival é democraticamente inacessível para todos….!

Gente de todo país, e até dos países vizinhos, viaja para encarar o Lollapalooza em São Paulo, que ganhou ares mais festivalescos com o gramado verde do autódromo de Interlagos. É uma delícia estar lá, mas à noite você vai se sentir o modernete mais sortudo do ano se conseguir vazar dali no primeiro táxi que aparecer. E boa sorte tentando fazer as pessoas acreditarem nessa sua sorte pelo resto do ano!

Lollapalooza
28 e 29 de março/2015
Com Jack White, Pharrel Williams, Calvin Harris e The Smashing Pumpkins

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Vídeo: Diário de bordo do Lollapalooza 2014

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Era para a distância entre os palcos ser uma vantagem – nada de música de um invadindo o show do outro – mas acabou virando perrengue. O Lollapalooza voltou em 2014 no imenso espaço do Autódromo de Interlagos, lineup de peso & desejo (LORDE!) e novidades de dar água na boca. Como não aplaudir um festival que promove uma feira gastronômica para os visitantes? Ponto pro Lolla!

No vídeo ao melhor estilo ~vlog~, conto um pouco de como foram meus dois dias de festival, destaco pontos positivos e negativos do evento e, é claro!, escolho meus favoritos desta edição. Alguém adivinha quais foram? ;)

Como sempre, jóinhas no vídeo são bem-vindos! Quem quiser, aproveita e se inscreve também! 


Look(s) do(s) dia(s): Lollapalooza!

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Para ver mais looks, navegue pela tag.

Segunda-feira pós-Lollapalooza é dia de re$$aca e de mostrar os looks do festival, é claro! Estava difícil encontrar sapato confortável o suficiente para encarar a verdadeira maratona que foi se movimentar pelo Autódromo de Interlagos. Nada foi páreo para o sobe e desce proporcionado pela divisão dos palcos. A única coisa que deu para comemorar nisso tudo é que não choveu – ainda bem!

Para o primeiro dia, não pensei muito: fui no simples e fácil, camiseta, short e botinha. O que acho curioso é quantas combinações diferentes a gente consegue fazer quando escolhe tecidos diferentes para o short ou mesmo cores diferentes de bota. O simples definitivamente não precisa ser banal!

Já no segundo dia, ~caprichei~ um pouco e resolvi usar a jardineira de couro fake que trouxe de Orlando. Cheguei a vestí-la num dia de parque por lá, então eu tinha certeza que a peça ia aguentar bem o tranco do festival. Para quebrar o pretão absurdo, um bom batom vermelho e uma bandana colorida – melhor coisa que fiz pelo meu cabelo até hoje para um evento assim. Quero muitas, todas, de mil cores diferentes! pls tks! 

DIA 1

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camiseta: Pacsun (Orlando)
short resinado: Toli

óculos: Clubmaster, Ray Ban
bolsa: Asos
open boot: Ebay (é linda, mas não recomendo esse seller!)

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5 coisas que você precisa saber sobre o Lollapalooza 2014

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Já separou aquele tênis confortável ou aquela botinha do coração? Já decidiu o look para festival mais bacana do semestre?  Então tá na hora de falar sobre 5 outras coisas que você precisa saber sobre o Lollapalooza, que rola neste final de semana no Autódromo de Interlagos em São Paulo, nos dias 5 e 6 de abril.

1. O LOCAL

clique e veja maior

Este ano o festival ocupa o Autódromo de Interlagos e promete cansar os pés dos moderninhos com a distância entre um palco e outro e a mistura de gramado com pista. Vá preparado! O acesso estará garantido através de ônibus da SP Trans, trens e bolsões de táxi que ficarão no local para o fim da noite. Veículos que cheguem com 4 ou mais pessoas ao estacionamento oficial vão ganhar também um mimo da organização: voucher de comidinha pela boa ação de dar carona. Quem for vipão e tiver acesso ao Lolla Lounge, deverá fazê-lo através do ponto de encontro no shopping Market Place; o estacionamento para os vips vai ser gratuito.

Os portões abrem às 11h; veja todos os detalhes de locomoção assim como possíveis bloqueios na região aqui.

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2. “EU TINHA UM INGRESSO PARA O SHOW EXTRA DO MUSE”

Antes do festival, muitas bandas fazem as chamadas Lolla Parties e era esse o caso do Muse, que cancelou seu show extra no Grand Metropole, em São Paulo. Quem comprou ingresso poderá tanto pedir reembolso quanto usar seu ingresso para acessar o festival num dos dias. Caso opte por ir ao Lollapalooza, não é preciso fazer nenhum tipo de troca ou validação, basta entrar na fila e apresentar seu ingresso do Grand Metropole num dos dias do festival a sua escolha. Atenção: o ingresso vale para apenas um dia, não para os dois como alguns vêm divulgando.

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3. O QUE EU POSSO LEVAR?

A imagem de divulgação do festival já é bastante auto-explicativa, não? Em todo caso, vamos resumir: não será permitida a entrada no festival quem portar objetos de vidro, substâncias tóxicas ou inflamáveis, guarda-chuva  de qualquer tamanho, papel em rolo, bandeiras ou faixas, capacetes de motos, acessórios pontiagudos e, principalmente, câmeras fotográficas profissionais e câmeras filmadoras. Ah: se sua câmera tem lente intercambiável, ela é considerada profissional, sim.

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Sábado no Lollapalooza: look e imagens da Semana

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Resenha dos shows do sábado e look para o festival da lama! Para ver tudo o que já contei nesta tag, clique aqui.

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Ano passado a seleção de bandas do Lollapalooza fez meus olhos brilharem. Críticos podem criticar e haters gonna hate, mas me identifiquei um tanto com o lineup de 2012 e fiquei com a sensação boa de estar assistindo as bandas que eu queria numa boa época também. É aquela sensação de ouvir o hit enquanto ele ainda é um hit, sabem? Foi o caso, por exemplo, do Foster The People. Que sentido teria trazer os caras nesta edição, por exemplo?

chegando no Jockey Club no sábado (30)

Daí, bem, falando desta edição. Bandas muito legais de uma forma geral, mas muitas novidades interessantes deste ano eu não curto muito (vide Alabama Shakes), outras novidades vieram em nome do hype (vide Madeon), outros nomes só viraram headliners por conta do timing perfeito (Black Keys!) e teve também nome bacanudo fora do timing, caso do Franz Ferdinand, que mesmo já tendo visitado o país n vezes, não tinha visto ainda. Juntando tudo isso com o preço nada amigável, optei por não adquirir um ingresso, mas acabei sendo convidada pelo Multishow para conferir de perto pelo grupo do Outros 500. Fui lá curtir e acompanhei o segundo ano do festival que tem tudo para crescer cada vez mais em São Paulo.

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OS SHOWS

Gostei de ouvir ao vivão os sucessos do Franz Ferdinand, que por muito tempo foi minha banda favorita, e puxa, que voz, hein Kapranos? E que péssima ordenação de set também, hein? rs A banda optou por mesclar os hits que os trouxeram ao Brasil tantas vezes com as músicas lado b. É claro que uma apresentação não é feita só de hits (a não ser que você seja um hitmaker à la Bon Jovi), mas alternar entre sucessão e desconhecida o tempo todo deu uma sensação de cansaço no meio do show, como se já soubéssemos o que iria acontecer. Pelo menos os hits invariavelmente levantavam o povo e o show terminou numa animação só!

A alegria de Alex Kapranos (foto: divulgação/Lollapalooza)

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Lollapalooza, dia 2 – Imagens da Semana

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Para ver tudo o que já contei nesta tag, clique aqui.

 

chegando na animação! hehe

Segundo dia de Lolla foi dia de chegar mais cedo, foi dia das bandas mais amadas por mim e foi o dia do “indie do pé sujo”, como brinquei carinhosamente no twitter, já que o público era totalmente diferente do dia anterior (contei sobre o primeiro dia aqui). rs O esquema era chegar logo para aproveitar Friendly Fires, num bom lugar e sem correria.

Adentramos o Jóquei com o fim do som e da animação do Gogol Bordello para depois darmos uma olhadinha na tenda eletrônica, onde Killer On The Dancefloor mandava fodamente bem e botava o povo pra suar e sorrir. Foi épico, foi maximal e ganhou de 10 a zero da farofada de Calvin Harris no dia anterior. E foi também difícil sair um pouco antes do final para pegar um lugarzinho para ver Friendly. A dupla brazuca está  de parabéns: quem puder ir ver os caras na noite, vá!

doidona no meio do povo e antes da chuva

O show do Friendly Fires foi energético, foi animado, foi cheio de hits e  foi marcado pelas dancinhas malucas de Ed Macfarlane. A cada rebolada do vocalista o povo ia à loucura e foram gritinhos misturados com as letras durante o show inteiro. Ele, aliás, estava louco de vontade de interagir, mas infelizmente o palco Butantã não tinha uma frisa que o deixasse lá em cima, só um corredor na grama mesmo – e ele aproveitou ainda assim.

Foi delicioso ver uma das minhas bandas favoritas ao vivo e curti sentir a percussão pesada e dançante ao vivo; taí outra banda que veio na hora certa. Podia ter vindo um pouquinho antes, é verdade, mas mesmo assim não perdeu o ponto. Mandaram bem; o final da apresentação foi especialmente “energético”.

a chuva: o bom momento para ficar parado

Daí veio a chuva – e não foi qualquer chuva, só demos a sorte de estarmos  dentro da tenda da CK descansando bem na hora que o barraco desabou. rs Vimos raios e trovões rolando do lado de fora e, mesmo com super capas de chuva na mochila (compradas na Centauro; fica a dica! hehe), resolvemos abandonar o MGMT.

Estávamos ouvindo a apresentação dos caras e, pela animação do público, acho que não perdemos nada. Apesar do primeiro álbum ser muito bom e cheio de hits, o segundo mergulha num conceitual bom de se ouvir em fones poderosos em casa, não no meio da lama. Nessa hora, quem acompanhava de casa no Multishow se deu muito melhor! hehe

Foster The People: <3! (crédito: Photo Rio News)

Aí superamos a chuva e o resto do pinga-pinga para ver um dos nomes que mais aguardamos desde que o festival foi anunciado, Foster The People. Seriam eles bons músicos? Corresponderiam ao vivo ao ótimo trabalho em “Torches”? Teriam calor humano ou seriam só uma bandinha indie olhando para seu próprio umbigo enquanto entoam suas composições “super importantes” para a humanidade? Será que teriam bom humor? rs

Com capas e gotas de leve em nossas cabeças, tomamos lugar no palco principal para ver a banda. O show começou com “Houdini” e de cara deu pra ver que ia ser todo mundo cantando tudo o tempo inteiro e a banda sorrindo o tempo inteiro. O grupo fez um show maduro e mostrou todas as nuances eletrônicas propostas por Mark Foster no palco.

A voz do cara, aliás, estava ótima e todo o corre-corre de troca de instrumentos do trio, que poderia arrastar o ritmo da apresentação, só surpreendeu a galera. Cubbie Fink ia para os sintetizadores e voltava para o baixo, Mark pegava o piano, ia para os sintetizadores, saia correndo pela frisa (para alegria do povo) e chegou até a ajudar na percussão em “Call It What You Want”

Mas, é claro que 0 povo delirou mesmo com  o super hit “Pumped Up Kicks”, canção sabiamente deixada para o final da apresentação e para deixar todo mundo com gosto de quero mais, tanto é que a banda foi embora e nem precisou dar tchau! rs

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Já tinha contado de forma breve o quanto amei o show, mas tenho que acrescentar que agora me arrependo amargamente de não ter ido na apresentação dos caras no Cine Jóia e no DJ set do Clube Yacht (embora o povo tenha saído de lá com as pernas cortadas de tanto copo de vidro que caiu na pista – insano, não?). O jeito agora é continuar ouvindo o CD e torcer para que os meninos da Califórnia façam um segundo CD tão bacana quanto esse.

Depois do show, fomos lanchar e fazer o tempo passar até os Arctic Monkeys chegarem. Confesso que não “estudei” para o show e acabei ficando perdida na vibe das músicas mais recentes, que são mais pesadas e melancólicas, daí junto com o grupo que  não é lá uma super simpatia, é tocar e pronto. Isso não é ruim, de forma alguma, mas a chuva voltou a apertar, perdemos o lugar bacana em que estávamos e o ritmo desacelerou. Resultado: acabamos abandonando o show aos 45 minutos. Conversando com as pessoas depois, achei que quem mais curtiu o show estava vendo pela TV (e o inverso aconteceu com Foster: quem viu pela TV achou um lixo! Vai entender! hehe).

Sobre o evento: O festival foi super divertido e teve um clima delicioso, mas como todo grande evento numa grande cidade, a organização ainda tem muito o que aprender. A dependência do metrô e do trem foi um transtorno para muita gente e quem ficou até o último suspiro das apresentações dos dois headliners, sofreu. Sofreu inclusive com o shutter que levava para pontos estratégicos, como o Shopping Eldorado. Eu não tive problema pois usei carro + shutter e não fiquei até o último segundo, mas ouvi relatos bem chatos. Fica a questão para que todo mundo possa aproveitar até o último segundo ano que vem!

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E O LOOK:

Domingo foi o dia do hype feat. coolness (risos!!) e do corpo já cansado do primeiro dia, por isso apostei no super sneaker roxo confortável e na minha camiseta de triângulo misterioso. O restante do look foi consequência:

Camiseta: Complot (Buenos Aires); short militar com tachas nos bolsos: Shoulder; sneaker: Puma; bolsinha cinza com franjas: loja qualquer de Barcelona;  pulseira de couro, de franja, shambala e anel: Íris Bijoux (contei aqui); o Ray Ban vocês já conhecem! ;)