“A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista”: sucesso coração quentinho pronto para o cinema

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“A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista”: coração quentinho para este inverno!

Um livro perfeito para rechear uma tarde geladinha de julho, com uma boa xícara de chá do seu lado. Foi essa a situação perfeita que imaginei para curtir o livro “A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista”. Com leitura rápida e leve, as 224 páginas escritas por Jennifer E. Smith passam voando e são estrategicamente planejadas para derreter jovens corações, falando de relacionamento familiar, perdão e, claro, amor à primeira vista.

Uma série de coincidências no aeroporto de Nova York faz com que os jovens Hadley e Oliver se encontrem e passem a aguardar juntos seu embarque para Londres. Ela tem o casamento do pai com outra mulher, ele tem uma misteriosa cerimônia para ir. Como uma coincidência só é bobagem, uma rápida troca de assentos também coloca os dois lado a lado por mais 7 horas cruzando o oceano, rumo a reencontros doloridos.

O título já deixa bem claro o que está prestes a acontecer e este é um dos livros que a gente lê para saber o “como” e não o “o que”, mas não se espante se após a leitura você sentir que o verdadeiro “romance” está entre a protagonista e o pai prestes a se casar novamente. A adolescente tem tanta coisa para resolver com a figura paterna, que realmente seria impossível que ela assumisse qualquer relacionamento sério antes disso. E é claro que tudo acontece com um passo de mágica quando ela finalmente abre seu coração!

A narrativa despretensiosa vai e vem com flashbacks que trazem ar puro para a claustrofobia do avião e para o estado de espírito da loirinha estudante e do jovem universitário inglês. Fãs de literatura, os dois têm diálogos cheios de referências, mas que acabam ficando levemente perdidas diante da inocência da dupla. Apesar do encontro inusitado lembrar bastante a situação do filme “Antes do Amanhecer”, as citações a clássicos infelizmente não contribuem de fato para a história. É uma estratégia um pouco manjada para agregar valor ao próprio texto, assim como é manjada a estranha sensação de intimidade que os dois meros desconhecidos sentem, facilitando bastante as coisas. Mas assim está escrito e assim diverte, não dá para negar.

Traduzido para mais de 30 idiomas, o livro deve virar filme em breve. Segundo informações da editora, a produção acredita que o roteiro pode render um “Harry e Sally” para esta geração – e tá aí, é uma obra praticamente pronta para ser filmada. Com descrições meticulosas e diálogos sensíveis -especialmente entre a protagonista e o pai-, a história promete encantar ainda mais.

Veja o booktrailer oficial: 

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Unhas inspiradas em “The Great Gatsby” e em outros clássicos

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“Great Gatsby”: inspiração de beleza dos anos 20

A estreia de “The Great Gatsby” está despertando loucuras na mulherada da nail art! O filme de Baz Luhrman (mesmo diretor de “Moulin Rouge”) inspirado na obra homônima de F. Scott Fitzgerald já chegou às telonas norte-americanas e fez as gringas homenagearem este e outros clássicos que leram na escola de forma inusitada. Sim, isso mesmo: com as unhas!

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“The Great Gatsby”: a unha que começou tudo! Desenhar rostinhos parece bem difícil, hein? (via Celine Does Nails)

“O Pequeno Príncipe”: classicão de Saint-Exupery ganha na categoria de melhor adaptação para unhas! (via The Nail Artiste)

“Macbeth”, de Shakerspeare. Só as bruxinhas? Acho que a Lady MAcbeth ia querer lavar as mãos com vontade! heheh (via Sonoma Nail Art)

“O apanhador no campo de centeio”, de J.D. Salinger (via Lacquology)

Por aqui o “Gatsby” só chega no dia 7/6 e também estou deveras ansiosa, já que “Moulin Rouge” é dos melhores musicais já feitos para o cinema. Agora, destas unhas, só a do “Pequeno Príncipe” é bem bonitinha. O resto, só sendo muito fã mesmo para gostar…

“S.E.G.R.E.D.O”: filho único da febre “50 Tons”

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“S.E.G.R.E.D.O”: 10 fantasias e muito auto-conhecimento

Depois da hecatombe literária provocada pela série “50 Tons de Cinza” e seu casal de submissa e dominador, mil e uma outras obras chegaram às livrarias. Já recomendamos aqui uma série de outros livros mais “densos” para quem quer ler sobre sexo, mas eis que vem do Canadá uma obra que se salva em meio a tantos livros escritos à toque de caixa.

“S.E.G.R.E.D.O – Sem Julgamentos. Sem Limites. Sem Vergonha”, de L. Marie Adeline (pseudônimo de Lisa Gabriele), foi um dos livros mais disputados da Feira do Livro de Frankfurt em 2012 e depois de lê-lo ficou facil de entender o porquê. Enquanto outros livros repetem à exaustão o encontro da  protagonista fraca (para que qualquer uma possa se identificar) com um parceiro príncipe sedutor, “S.E.G.R.E.D.O” é divertido e vai exatamente na contramão: incentiva  as mulheres a descobrirem o que desejam e a não terem amarras para realizarem o que querem na cama.

O romance conta a história de Cassie Robichaud, uma jovem viúva que vive em New Orleans e trabalha em um café numa região turística. Depois de cinco anos sem ter qualquer tipo de relação sexual, ela é escolhida para participar de uma espécie de irmandade secreta que ajuda mulheres a se conhecerem melhor e a alcançarem a libertação sexual através de uma série de 10 passos e fantasias. Tudo é registrado em uma pulseira recheada de pingentes e os homens escolhidos para realizarem estas noitadas são meros desconhecidos, alguns apaixonantes, outros simplesmente perfeitos apenas para uma noite só – coisa que, segundo o grupo, toda mulher deve entender.

“Eu estava sozinha, em um bar, pensando em tirar minha calcinha porque um homem jovem e gostoso havia me pedido que o fizesse. E se eu fosse pega? Certamente eu seria expulsa por comportamento lascivo. Tentei lembrar qual era a calcinha que eu usava. A tanga preta. Simples, sedosa. Como deixar uma calcinha escapar em público, sem ser notada, não era algo que eu tivesse aprendido com escoteiras”

Trecho de “S.E.G.R.E.D.O”, de L. Marie Adeline

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Embora você possa ter seu favorito, neste livro os caras realmente não importam: importa apenas o desejo de uma mulher que está aos poucos aprendendo o que gosta. A identificação é apenas com a rotina de descobertas da personagem, que está sempre amparada por outras mulheres e por um sentimento bonito de parceria que se estabelece com as participantes da organização. Não é nem de longe uma virgem indefesa, mas sim uma mulher de 30 e poucos que tem muito o que aprender com o tempo perdido num casamento dramático.

Com 215 páginas e fantasias que agradam todos os gostos, “S.E.G.R.E.D.O” tem muito menos enrolação que “50 Tons” e Adeline traz um repertório muito mais interessante e menos machista que E.L. James. Apesar de não ser uma literatura densa, é um livro quente, descompromissado e fácil de ler, boa pedida para quem quer “se iniciar” no assunto e ótima sugestão para mulheres que acabaram de sair de um relacionamento ou que precisam aprender a se relacionar de forma mais livre – sem julgamentos, sem limites, sem vergonha.

É fácil de imaginar as aventuras da garçonete Cassie indo parar no cinema e o cenário para isso é perfeito: a cidade de New Orleans apimenta um tanto a história e, ao invés de desejar um Christian Grey, você vai é desejar viajar para a cidade nas próximas férias (especialmente solteira! rs).

Para sentir o clima do livro, deixo aqui o book trailer oficial:

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Literatura erótica além de “50 Tons de Cinza”

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Perto do Natal entrei numa livraria e não dava jeito: eram milhares de mulheres carregando, orgulhosas, suas caixas com a trilogia “50 Tons de Cinza”. Algumas compravam pra presente, outras estavam se presenteando e muitas outras estavam com um olho no peixe e outro no gato, já que milhares de outros livros do gênero brotaram nas prateleiras prometendo mais do mesmo.

foto de Natalie Dybisz

Apesar de me divertir bastante com o hype e de ter devorado o primeiro livro da série, confesso que já não agüento mais a escrita de E.L. James e, mesmo querendo saber o final da história, empaquei nos “Mais Escuros”. Estou insistindo na trama, mas não tem como não ficar ansiosa pelo momento em que o texto vá evoluir – e isso nunca acontece. Aliás, a probabilidade do filme ser melhor que os livros é bem alta nesse caso.

“50 Tons” é entretenimento puro, é claro, mas dá pra ter entretenimento com muito mais qualidade, obviamente. Por isso resolvi puxar da memória outros livros do gênero que já li e recomendo muito mais que esse erotismo fast-food. 

– “A Casa dos Budas Ditosos”, João Ubaldo Ribeiro

Uma senhora de 68 anos grava uma fita narrando suas aventuras sexuais desde a infância. O relato é libertário, cômico e excitante, mas misterioso. O autor diz que recebeu uma gravação real e apenas transcreveu. Acreditando nisso ou não, o livro merece ser lido e chegou a virar monólogo com Fernanda Torres em cena.

– “Cem Escovadas Antes de Ir Pra Cama”,  Melissa Panarello

O livro é um relato autobiográfico de uma jovem italiana que resolve descobrir o sexo entre os 15 e 16 anos. Ela mergulha de cabeça em sua busca, descobre o amor, se rende ao prazer e também ao sofrimento. O livro ficou famoso em meados dos anos 2000 e acabou ganhando uma adaptação catastrófica para o cinema, com o nome de  “Cem Escovadas Antes de Dormir”.

– “A Entrega: Memórias Eróticas” – Tony Bentley

Mais um autobiográfico, “A Entrega” é um relato despudorado da descoberta do prazer na submissão. Realista e rico em detalhes, o livro vai agradar a quem ficou com vontade de libertar de verdade a “Anastacia Steele interior”: sem contrato, sem quarto vermelho da dor, só quatro paredes e duas pessoas interessadas. Não concordo com a visão da protagonista e autora sobre muitos assuntos, mas ao longo de sua jornada ela faz afirmações muito pertinentes sobre o universo feminino. Comentei de leve sobre esse livro num texto bem antigo, aqui.

– “Memórias de Minhas Putas Tristes”, Gabriel García Marquez

Um jornalista de 90 anos resolve se dar de presente de aniversário uma noite de amor com uma virgem, que se vende para ajudar nas finanças da família. Ao entrar no quarto ele descobre a garota adormecida e se apaixona. Como dá para imaginar, o livro não é erótico pura e simplesmente, mas sim poesia pura e uma série de reflexões sobre o amor e sobre o sexo de alguém que já se sente no fim de sua vida.

– “Lolita”, Vladimir Nabokov

Cumprindo a cota dos clássicos, este não é apenas literatura erótica, mas sim o relato de uma obssessão e o mais “pesado” desta lista. A história já famosa ganhou duas adaptações para o cinema, uma de Stanley Kubrick em 1962, e outra de Adrian Lyne em 1997. As adaptações são bem diferentes, simplificam bastante a trama e, se você curtiu algum dos filmes, vale a pena ler o original para decidir de que lado você fica.

ps: ainda preciso e quero ler muitos clássicos, como os do Marquês de Sade e “A História de O”, por exemplo. Por isso, essa lista não é nem pretende ser um GUIA, ok? Mas você aí pode deixar sua dica nos comentários! ;)

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“50 Tons de Cinza” na moda: acessórios e camisetas

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Todo fenômeno cultural acaba inspirando estilistas de alguma forma. Com “50 Tons de Cinza” não ia ser diferente: além de ter sexo no meio (e de sexo vender), a coisa agrada de cara um público com disposição para gastar com seus hobbies.

Pensando nisso, uma das peças mais legais que vi aqui no Brasil foi o colar criado pela designer Camila Klein e apresentado durante o Minas Trend Preview no final de novembro. A peça inspirada no romance do momento traz pedras em tons de cinza e delicados pingentes com os presentinhos que Anastacia ganha do Mr. Grey: a chave do Audi, o computador, o celular… Tudo “coroado” pelo helicóptero Charlie Tango.

50 mil pingentes: você usaria?

Apesar dos pingentes serem bonitos, o colar me pareceu um pouco trambolhão. Por outro lado, já acho esse acessório muito melhor e mais interessante do que as mil e uma camisetas que andam fazendo por aí…

1. Garagem Korova, R$59; 2. Little White Tee, R$62,90; 3. TeesGame, US$29,65

A intenção é boa, mas alguém realmente quer sair desfilando “Chocolate, shoes & Mr. Grey”? Zzz….

Roberto Carlos lança “melô do dominador” e vira a versão brasileira do Christian Grey

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Roberto Carlos e Ian Somerhalder, ainda meu favorito para viver Grey no cinema

Christian Grey, o motivo maior pelo qual a mulherada tolera ler “50 Tons De Cinza”, aparentemente encontrou um oponente de igual calibre aqui no Brasil. E esse cara, minhas caras, é Roberto Carlos.

Assim como nosso Grey, Roberto também é milionário, também tem uma vida amorosa de conquistador, tem lá os segredos que não fica exibindo, também é geralmente mais velho que suas admiradoras, também vai controlar o que você veste (só azul e branco, pls) e também deve ter uns 50 tons de cinza, só que escondidinhos no cabelo.

Fora essas semelhanças banais de brinks, a trilha sonora da novela nova (saudades #OiOiOi!) é o verdadeiro melô do dominador.

Dá uma olhada num trecho de “Esse Cara sou Eu”, a letra da nova música do Robertão e veja só se não é ele o  nosso Christian – mais romântico, mas ainda assim…

O cara que pensa em você toda hora
Que conta os segundos se você demora
Que está todo o tempo querendo te ver
Porque já não sabe ficar sem você

E no meio da noite te chama
Pra dizer que te ama (não só que ama, né?)
Esse cara sou eu

O cara que pega você pelo braço
Esbarra em quem for que interrompa seus passos
Está do seu lado pro que der e vier
O herói esperado por toda mulher

[…]

O cara que sempre te espera sorrindo
Que abre a porta do carro quando você vem vindo
Te beija na boca, te abraça feliz
Apaixonado te olha e te diz
Que sentiu sua falta e reclama
Ele te ama
Esse cara sou eu

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Piadinhas à parte (fãs do RC, não me matem!), a verdade é que acho que até uma heroína virgem acabaria enjoando com o tempo. Que dirá nós, mulheres normais, né não?

Vocês podem até lembrar dos “presentinhos” que aquecem o relacionamento, mas não sei se um milionário brasileiro sairia distribuindo carros para uma peguete. Isso só pode ser coisa de americano, lá os carros são baratos.

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