Pra não dizer que eu não falei das flores.

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Entrada no mercado de trabalho, o incêndio de 1857 na fábrica Cotton, o direito ao voto, o divórcio, a minissaia, os sutiãs queimados, a liberdade sexual, o crescimento profissional, a independência financeira, as novas chefes de família, o fim da ditadura da magreza?, o fim do preconceito à beleza?, o aborto, o estupro, a castração feminina, a lei Maria da Penha, Rihanna sendo burra, a super-mulher, Sex and the City, a consquista do orgasmo, o sonho dos orgasmos múltiplos, as rosas, as flores, os parabéns. Os parabéns por que mesmo? …

Não sou a maior defensora do “dia internacional da mulher”, mas não sou contra. Não vou jogar as flores que eu ganhei. Acho apenas triste. Quando é necessário criar (e manter) uma data para se refletir sobre as necessidades ou os direitos de um grupo, é porque durante os outros 364 dias do ano isso não é feito. Ou é esquecido. Ou não está na ordem do dia. Ou… Façam isso por vocês, não por alguma propaganda da Boticário.

Faça sozinha.

(via Don’t Touch my Moleskine)

Faça ele.

(via we <3 it)

Faça por você.


… Feliz
todo dia pra vocês!