10 filmes da adolescência nos anos 2000

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Você se lembra de nomes como Freddie Prinze Jr., Tara Reid, Rachel Leigh Cook,  Josh Hartnett, Melissa Joan Hart, Jason Biggs e Ryan Philippe? Se você tem uns 20 e poucos anos, claro que sim! Eles eram nossos ídolos dos filmes super divertidos feitos especialmente para o público jovem.

Alguns destes atores se deram muito bem apenas no final dos anos 1990 e início dos anos 2000 e nunca mais voltaram ao topo, mas outros conseguiram ali alguns papeis coadjuvantes e foram se tornando grandes aos poucos, caso de Drew Barrymore, Reese Whiterspoon, Joseph Gordon-Levitt, James Franco e de Heath Ledger (que saudade!).

Depois de pegar uma sessão de “Fica Comigo” dublada passando no Megapix, parei pra pensar na quantidade de fillmes do gênero que eram produzidos antes.

Quem foi adolescente entre 1998 e 2004 certamente deve ter passado tardes inteiras vendo VHS (e depois DVDs) com as amigas só pra discutir se aquela historinha de amor também poderia acontecer com a gente! E os meninos não ficavam atrás: era a opotunidade que todo mundo tinha de ver ceninhas quentes fora do horário privê! hehe

Tudo aparentemente começou em 1999 e um ciclo se encerrou com “Meninas Malvadas”, mas vale a pena relembrar 10 filmes que “explicam” a adolescência dessa época – só porque relembrar é viver e porque não temos mais filmes assim – me desculpem, mas “Easy A” não chega aos pés de “Meninas Malvadas”! rs

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– “Ela é demais” (1999)

Um dos primeiros filmes sobre apostas: o herói teen Freddie Prinze Jr. tinha que transformar Rachel Leigh Cook na rainha do baile. Era filme pra fazer todas as “patinhas feias” acreditarem que dava pra ficar linda, ser popular e ainda ganhar o Freddie de brinde – Freddie, por onde anda? Um beijo pra ele!

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– “Fica Comigo” (1999)

Não é a história mais legal, mas a trilha sonora tem Britney Spears e Backstreet Boys e o filme tem a feiticeira Sabrina/personagem Clarissa de protagonista e o namorado da Andy de “O Diabo Veste Prada”. Se não lembrou deles, faça como eu e pegue a próxima sessão do filme no Megapix. Ela deu uma sumida, ele ficou eterno coadjuvante – talvez seja melhor que sumir, né?

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– “10 Coisas que eu odeio em Você” (1999)

A melhor trama: tem bons atores, bom texto, poesia, referências legais e trilha sonora cheia de ska! E tem Heath Ledger cantando na escadaria, coisa linda de se ver.

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– “Nunca Fui Beijada” (1999)

Que tal ser uma jornalista recém-formada, prodígio e meio loser com a chance de voltar ao colegial para reviver seus traumas e consertá-los? Drew Barrymore está ótima e mostrou pra todo mundo que ela era mais do que a garota que fazia pipoca e gritava na primeira cena de “Pânico”. Esse filme tem lugar cativo no coração, não dá pra perder quando pego passando na TV e fiz questão de comprar o DVD para minha biblioteca. ;)

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– “American Pie” (1999)

Depois de ser beijada, veio a maravilhosa descoberta do sexo nos “filminhos”. “American Pie” fez muita menina ficar coradinha enquanto via o filme junto com a galerinha da casa da praia e agora a quarta continuação da série original será lançada, “American Pie: o Reencontro”, com direito até a disputa de cachês porque o elenco teve desempenhos diferentes ao longo do tempo e nem todo mundo vai ganhar bem (Tara Reid vai ter o menor cachê, coitada!).

Sobre quase o mesmo assunto, vale lembrar do hilário (e babaca) “Cem Garotas”, em que o cara sai procurando pelo campus inteiro quem foi a menina que transou com ele no meio do blecaute (?!?!).

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– “Segundas Intenções” (1999)

Drama, sexo, drama, traição, drama. Com um enredo muito mais complexo, a trama dos adolescentes da alta sociedade de Nova York foi inspirada em “Ligações Perigosas” e acabou conquistando o público mais velho também. Lembro que vi o filme pela primeira vez pela TV, bem depois de ter sido lançado, e foi o assunto da semana na escola. Todas cho-ca-das com o beijo lésbico! hahaha

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– “Louco Por Você” (2000)

O filme que veio para explicar que o amor da escola não dura até a faculdade. O filme em que Freddie Prinze Jr. bebe o vidro de shampoo da namorada, interpretada por Julia Stiles. É disso que eu lembro, é disso que sempre lembrarei! NEXT!

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-“Legalmente Loira” (2001)

Sede de vingança e revanche, um sentimento capaz de mover montanhas e de colocar uma patricinha em Harvard. O filme é hilário e a noção de moda dela é totalmente equivocada, mas foi a primeira protagonista a conseguir rivalizar com a Cher de “As Patricinhas de Beverly Hills” em nossos corações. Mas, ó, sou Cher 4EVAH (e a continuação do filme é péssima!).

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– “Crossroads” (2002)

Depois de entrar para a trilha sonora de trocentos filmes teen, Britney resolveu atuar e fazer seu próprio filme – meio atrasada e despreparada, é claro, mas um monte de gente assistiu atrás de ver a Neide.

A história é pastelona, mas vou ter que admitir que gostei e achei fofuchinho na época, só que o grande lance do filme (e é por isso que ele está nessa lista) é que um monte de gente legal hoje trabalhou nele, caso de Zoe Saldana, de “Avatar”, Kim Cattrall, de “Sex and The City” e Justin Long, de “Ele Não Está tão A Fim de Você”.

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– “Meninas Malvadas” (2004)

Lindsay Lohan em um de seus últimos momentos de brilho conquistou uma avalanche de fãs com sua mocinha indefesa. A trama é ótima e é quase que um filme “resumo” da trama de todos os outros filmes adolescentes lançados até então, é o longa que encerra uma geração, fora que todos estavam mais velhos e assistiram o filme pra rir, não pra se identificar.

O detalhe é que, enquanto Li-Lo só decaiu depois de “Mean Girls”, a coadjuvante Amanda Seyfried só cresceu e em pouco tempo protagonizou um monte de filmes, como “Cartas Para Julieta”, “O Preço do Amanhã”, “Querido John” e “A Garota da Capa Vermelha” e está prestes a estrear “Lovelace”, em que interpretará a famosa atriz pornô norte-americana Linda Lovelace, estrela de “Garganta Profunda”.

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“Quase Famosos”: filme de adolescente pra ver depois de grande

E BÔNUS! Outros filmes supercool sobre jovens saíram nesta mesma época, mas aposto que se você assistiu com 13 anos acabou perdendo alguma coisa; caso de “Quase Famosos” (1999), “As Virgens Suicidas” (1999) e “Donnie Darko” (2001). 

Como eu não poderia deixar de citar, devo dar menção honrosa ao melhor guilty pleasure de sessão da tarde de todos os tempos: “Clueless”, mais conhecido como “As Patricinhas de Beverly Hills”.

O filme foi lançado em 1995 e meu palpite é que o sucesso de Cher e suas amigas botou muito produtor e roteirista para trabalhar em filme jovem – não é à toa que entre 1998 e 2000 tivemos uma avalanche de longas-metragens do gênero lançados!

Querendo ou não, naquela época a gente tinha histórias de amor mais fáceis de acreditar, afinal nem todo mundo vai arranjar um namorado vampiro… hehe

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1 ano, 4 meses e 20 dias com (ou sem) a Summer

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Duvidei um pouco desse filme no começo por achar que ele usaria aquela fórmula do “casal moderninho”, mas me enganei. Entrou para os favoritos.

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Joseph Gordon-Levitt, como Tom, e Zooey Deschanel, a Summer, em “500 Dias Com Ela”

Eu não sei vocês, mas eu lembrava do Joseph Gordon-Levitt de “10 Coisas que eu Odeio em Você” e olhe lá, já que no filme ele era o protagonista, mas totalmente eclipsado pelo rebelde sem causa interpretado por Heath Ledger.  O  fato é que o rapaz cresceu, não é mais um adolescente (nem parece) e agora faz o papel de um recém-formado que acredita no amor,  mas não acredita que pode ser feliz.

Fofo e um pouquinho loser, do tipo que perde o momento certo do primeiro beijo, o personagem Tom Hansen abandona a arquitetura, faculdade que cursou, para escrever cartões. Cartões de aniversário, de dia dos namorados, de condolências, de boa sorte e de qualquer outro tipo de coisa que “as pessoas querem falar e preferem que um pedaço de papel fale por elas”.

Um belo dia, seu chefe contrata uma nova assistente que resolveu mudar de cidade por puro tédio. Esta é a heroína Summer, vivida pela também cantora da ótima dupla She & Him, Zooey Deschanel. Ela é uma mocinha pela qual todo e qualquer homem poderia se apaixonar e que por isso mesmo causa alvoroço ao chegar num escritório repleto de senhorinhas, carente de um pouco de ovulação.

É praticamente instantâneo: rapazinho fofo e excêntrico detecta gostos em comum com uma gatinha estilosa e se apaixona. Como sua própria irmã mais nova – e mais experiente nos assuntos do coração que metade dos personagens – diz: “poderia ser ela ou qualquer outra. Vocês só gostam das mesmas coisas”.

Como o trailer anuncia, o filme não é uma história de amor e sim uma história sobre amor. E eu acrescento: sobre amar, ou sobre tentar. (Se você não viu o trailer, clica aqui)

“500 Days With Summer” ou “500 Dias Com Ela” nos conduz ao longo dos dias em que Summer e Tom tentaram ter um relacionamento e ao longo dos dias em que Summer já havia virado a página e apenas Tom ainda estava com ela.  Desde o início, a garota deixa claro que não quer um namorado, que não quer ser “a namorada de alguém”.

Eles vão ao cinema, passeiam por lojas de móveis, fazem compras, comem comidinhas diferentes, tentam inovar no sexo, dão risada, compartilham segredos e, enfim, fazem você que está em frente à tela se apaixonar por eles por menos apaixonada que esteja a tal Summer e por mais triste e mulambento que esteja o Tom, depois de levar o pé na bunda anunciado no próprio trailer.

O espírito livre da mocinha me lembrou Holly em “Bonequinha de Luxo” (1961), que alimentou a paixão em seu Fred e tenta fugir, mas descobre estar apaixonada realmente. Já Summer, não, talvez porque a esta altura já estejamos mais que liberados para contar uma história em que uma “mulher livre” rejeita um homem, e apesar de eu realmente gostar da trama de “Bonequinha…”, talvez se ele fosse rodado hoje o final seria diferente.

Em todo caso, são dramas que não se comparam. Aparentemente baseado em fatos reais, “500 Dias Com ela” discute os relacionamentos modernos de uma forma original e ao mesmo tempo sensível, nada parecida com a fórmula usada por estes últimos filmes à la “Ele Simplemente Não Está Afim de Você”. Desta vez, a questão principal é: o que você tem versus o que você espera.

Se você é uma Summer que tem medo ou não acredita que vai acontecer pra você, ou se você é um Tom que perdeu quem acreditava ser sua soulmate, assista.

Apesar do preconceito que o gênero causa, é uma comédia romântica para meninos e meninas sim!, com bons diálogos embalados por uma trilha sonora excelente (que eu vou comprar!), e uma edição que revira de ponta cabeça e trás pra frente os momentos desses dois que ficam muito bem juntos, mas… A vida estava lá e os separou. Simples assim.

Para quem quer ver o filme, download aqui. Quem quiser a trilha sonora, download aqui.

E se você realmente gostou e ficou querendo mais, assista o curta-metragem musical feito pelo diretor Marc Webb com Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt para divulgar o filme: