Porque eu não gostei de “Alice”.

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Alice, Alice. Conheci a história pelo desenho da Disney numa noite de Natal de alguns vários anos atrás. Não sei porque, mas o SBT estava passando o filme no dia 24 de dezembro, e eu achei inclusive um pouco sombrio para a data, afinal é ou não é Alice uma das poucas personagens que se mete em enrascadas sendo uma criança? Quer dizer, a princesa já é grandinha e sabe se virar, a Alice era tipo eu, e ver isso na noite de Natal mexeu comigo, tanto que me lembro muito bem da ocasião.

Depois de um tempo, revi o filme, topei com a história em N situações, mas só fui ler “No país das Maravilhas” na faculdade. Foi o primeiro livro que peguei na biblioteca, até porque pensei que se lesse algo que já sabia que iria gostar, eu certamente voltaria lá muitas vezes e seria feliz sem comprar livros, só alugando-os (mentira, continuo preferindo comprar meus livros). Gosto de rabiscar neles, de mexer e de tomar café do lado sem medo de tomar multa na hora de devolver.

Dois anos depois, fui ler “Através do Espelho”. Alice mais velha, desta vez, vai para outro mundo e entra para uma partida de xadrez praticamente mortal. Li, estudei e reli e reli, pois agora tratava-se da minha peça de formatura no teatro, uma adaptação da obra. Meu papel foi bastante insignificante porque troquei de turma no meio do semestre e peguei o trem andando. Para falar bem a verdade, eu só queria terminar o curso e catar logo meu DRT (o numerozinho que te certifica como profissional e abre as portas da esperança, sabe?).

Pois bem. Era “Alice” e eu estudei com o maior prazer. Pouco tempo depois, veio a notícia que Tim Burton faria o filme. Fiquei eletrizada, sedenta por qualquer migalha de informação, pois sentia que ia ser genial. Com o tempo, foi saindo a escalação do elenco, a notícia de que seria uma adaptação, a notícia de que seria, na verdade, uma terceira história com a junção dos dois universos da obra de Lewis Carroll e os primeiros teasers e vídeos e trailers.

Criei expectativa, afinal, como não criar? Não sei se tratam-se de livros da minha lista dos favoritos, mas certamente são obras que mexeram e muito comigo. Alice te põe pra pensar, e aí que semana passada, tempão depois do filme estrear, eu finalmente fui ao cinema e tomei uma facada no peito. Ou melhor, no cérebro.

Meus olhos estavam muito bem acomodados com um show de direção de arte, mas minha cabeça queria pensar, queria ver mais, entender mais, queria que Alice saltasse mais rápido que o gato de Chesire e que ela estivesse diferente, sim: amadurecida.

Prestes a se casar, era de se esperar que a rapariga fosse um pouco mais espirituosa, já que isso que a garantiu como “escolhida” entre os habitantes de Wonderland. Mas, ao contrário, a personagem passa o filme todo apática, sem energia, e mesmo a grande batalha a qual se propõe parece ser vencida por um mero acaso.

Sem spoilers,  mas com spoilers, é claro que o final é feliz. O filme todo trata-se de uma profecia auto-cumprida apresentada pelos próprios habitantes malucos do submundo “das maravilhas”, e nesse caso pensar que Alice venceu e agiu por um simples acaso torna-a um pouco perdedora, por assim dizer, e um tanto enfraquecida em relação a sua versão infantil.

Todos nós perdemos um pouco da coragem que há em uma criança ao longo da vida, mas não é o caso. E não espere que os momentos decisivos durem mais de 5 segundos. Decisões são tomadas rapidamente e o que importa é a “batalha”.

Enfim, Tim Burton nos brinda com belos figurinos, belos efeitos visuais e até novos personagens bastante imaginativos, mas parece ter esquecido das pausas e silêncios importantes de “Edward Mãos de Tesoura”, por exemplo.  O filme ficaria mais “difícil”? Ficaria. Mas até onde eu saiba, a versão infantil é a da Disney, e não a de 2010.

Talvez o nome do diretor, a parceria com Depp e a presença de Anne Hathaway, que está ótima, aliás!, tenha causado a impressão de que algo denso pudesse surgir em meio a tanta magia, mas vejo que não.

Será que óculos de terceira dimensão não combinam com profundidade  no roteiro? Quem sabe. Isso assusta um pouco se considerarmos o sucesso que “Alice no País das Maravilhas” está tendo e o milagre de bilheteria que foi “Avatar”, mas por sorte o próprio Tim Burton declarou que não acredita que o 3D revolucionará o cinema, mas  sim que trata-se apenas de “mais um suporte”. Espero. Esperemos.

Para quem gosta da obra e ainda não foi ver, vá logo de uma vez, e não precisa nem mesmo ser no 3D. Simplesmente assista e tenha a sensação de querer voltar para casa e abrir os livros.

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ps: para quem também não curtiu todo esse hype, vale a pena ver essa sátira do processo criativo de Burton feita pelo College Humour:
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Primeiro pôster oficial de “Alice No País das Maravilhas”…

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.. Não mostra a Alice!

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Encontre a Alice nesse pôster… Jogada de marketing? Não entendi.

Finalmente foi divulgado o primeiro pôster do filme “Alice no País das Maravilhas” dirigido por Tim Burton, produzido pela Walt Disney Pictures e adaptado da obra homônima de Lewis Carroll. O elenco traz Mia Wasikowska no papel-título, Johnny Depp como o chapeleiro maluco, além de Anne Hathaway e Helena Bonham-Carter como rainhas Branca e Vermelha, respectivamente.

Na história, Alice tem 17 anos e corre atrás do coelho branco para fugir da cerimônia em que deverá assumir um noivado arranjado. Por esse motivo, apesar de levar o nome do primeiro livro de Carroll, personagens e situações das duas obras da saga de Alice se misturam, “Alice No País das Maravilhas” e “Alice Através do Espelho”.

“Alice no País das Maravilhas” estreia dia 5 de março de 2010 com versão também em 3D – para saber mais sobre o filme, confira o que eu já postei clicando aqui.

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Via feeds compartilhados da Lia e Planeta Disney

ps: aparentemente, os primeiros pôsteres divulgados não eram bem os “pôsteres”, mas sim teasers dos personagens. Fica aqui minha correção.

Robert Pattinson, o cara mais sexy do mundo – ou porque homens não devem cortar o cabelo.

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Aparentemente, as britânicas são bastante patriotas no quesito “homem mais sexy”. Depois de elegerem Daniel Craig – Bond, James Bond – o cara mais hot do mundo em 2006, este ano Robert Pattinson parece ser o inglês da vez.  Só que agora as britânicas só confirmaram o que garotas do mundo inteiro (e eu me incluo nisso) achamos.

A revista Glamour inglesa fez uma pesquisa em seu site e o resultado foi unânime: Robert Pattinson. Rob deixou para trás nomes como Brad Pitt, George Clooney, Johnny Depp e Hugh Jackman, eleito o “mais mais” pela People ano passado. Para fechar o top 5 das inglesas, em 2º lugar veio Zac Efron, em 3º Chace Crawford, em 4º, Ed Westwick e, por fim, Alex Pettyfer.
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(clique para ver maior)

A revista aproveitou para falar mais sobre motivos científicos e evolutivos para gostarmos de Robert. Sim, aquela velha história do estereótipo físico do reprodutor ideal, que inclui estatura elevada, olhos angulosos, sobrancelhas grossas e mandíbula marcada. Apesar disso tudo, todas sabemos por a+b que sorriso e cabelo charmoso não entram nessa lista, mas são dois dos atributos principais de Pattinson.

Agora, tirando o cara mais sexy do mundo, o que se segue é um bando de menininhos sensuais de seriados por aí (e de filmes marromenos por aí):

Zac Efron, de High School Musical, e Chace Crawford, o mocinho de Gossip Girl
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Ed Westwick, o vilãozinho de Gossip Girl, e Alex Pettyfer, de Alex Rider Contra o Tempo

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Tirando todo o mistério do Westwick, essas carinhas de bebê não me agradam nem um pouco, porque sou do tipo que prefere esse padrão Discovery Channel de homem bonito. Mas, como para bom entendedor meia palavra basta, se algum homem ainda estiver lendo até aqui, só vou deixar uma coisa bem clara:  entenderam porque manter o cabelinho num comprimento razoável?

Sim, a gente também gosta de puxar. Mas também gosta de olhar nos olhos, então veja bem, hein? Zac Efron já está fora do ponto! 8)

Os primeiros quatro pôsteres de “Alice…”, de Tim Burton

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E aí, como está a ansiedade de vocês?  Estamos todos convidados para uma “very important date 3/5/10”

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As primeiras imagens de “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton

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Vocês podem até ver por aí, mas eu amo e não tenho como não postar!

Vejam como está ficando Alice no País das Maravilhas, na versão live-action de Tim Burton, que estréia no Brasil em abril de 2010:

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Em entrevista dada ao USA Today, o produtor do filme, Richard Zanuck, declarou que o longa foi rodado em apenas 40 dias, sendo que em Dezembro tudo já havia terminado. Neste exato momento,  as cenas originais estão passando pela pós-produção e ganhando toques finais com a animações CG e personagens criados através de motion capture (a técnica de Senhor dos Anéis para fazer o Gollum, sabem?). Ao final, a coisa toda será passada para 3-D (!!).

Deixando um pouco a tecnologia de lado, na versão de Tim Burton, Alice tem 17 anos e tem de ir a um evento onde  está prestes a conhecer uma série de possíveis maridos. Assustada, ela acaba fugindo e segue o famoso coelhinho branco que coincidentemente passeava pelo jardim do local. Com isso, me responderam porque é que escolheram uma atriz mais velha para o papel (comentei sobre isso no primeiro post que fiz sobre o filme, no ano passado)!

Se você ainda estava curioso com a aparência de Johnny Depp, Helena Bonham-Carter e Anne Hathaway, dá uma olhada nessa arte com seus personagens:

o Chapeleiro-Maluco, a Rainha Vermelha e a Rainha Branca.


Um pouco de estatística? Esta é a sétima parceria Depp-Burton. E vai ser incrível! 8)

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Fontes: Planeta Disney, USA Today e dica da Milly no twitter!

Alice in Wonderland

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Eu sou fã. Sou fã da obra de Lewis Carroll, sou fã das ilustrações dele. Sou fã do Tim Burton e da sua maluquice poética. Sou louca pelo Johnny Depp e admiradora fiel do trabalho dele. Agora, eis que a Disney finalmente irá lançar uma versão cinematográfica à altura da obra literária e com ninguém menos que o diretor mais indicado e mais suficientemente genial para isso. “Alice no País das Maravilhas”, por Tim Burton: como eu poderia não falar?!

Tim Burton é famoso pelos seus filmes nonsense, muitas vezes com um mórbido bom humor, como é o caso de O Estranho Mundo de Jack e Noiva Cadáver. Em 1990, Johnny Depp era um ator que ainda caminhava rumo ao sucesso, com apenas 5 filmes no curriculum. Neste ano, ele e o diretor se conheceram e filmaram Edward Mãos de Tesoura. Daí em diante, os dois colecionam sucessos: Ed Wood, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, o remake de A Fantástica Fábrica de Chocolate, A Noiva-Cadáver e o musical (excelente!) Sweeney Todd: o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet.

Este ano, Tim Burton começou a filmar “Alice no país das maravilhas” e convidou o ator para a sétima parceria. Johnny Depp irá interpretar “o Chapeleiro Maluco”, a atriz “quasedesconhecida” Mia Wasikowska viverá “Alice”, Matt Lucas estará no papel dos irmãos “Tweedledee” e “Tweedledum” e, completando o elenco, Anne Hathaway, sim! de O Diabo Veste Prada, e Helena Bonham Carter, esposa do diretor e atriz dos filmes Sweeney Todd e Clube da Luta; sendo que Anne será a Rainha Branca e Helena, a Rainha Vermelha.

Já conseguem imaginar Johnny no papel do Chapeleiro?

Apesar de algumas fotos do filme já terem vazado na web, ainda não podemos ver nem as rainhas nem Johnny em cena. Por enquanto, só temos o aviso do diretor de que as rainhas serão algo que jamais vimos antes. E a gente acredita, Tim! Sobre o filme, ele ainda declarou o seguinte ao Sci-fi Wire:

“Nunca vi uma versão de Alice em que eu sentisse que toda a obra original foi traduzida na tela. É uma série de aventuras esquisitas, e tentar fazê-las funcionar como filme será interessante.” […] “As histórias [de Alice] são como drogas para menores, sabe?”

Agora, quanto à rapariga Alice, pode-se dizer que a atriz acordou com sorte num belo dia! Mia Wasikowska tem apenas 18 anos e nasceu na capital da Australia, Canberra. Atualmente, a garota tem um papel fixo na série In Treatment da HBO e estará em mais três filmes até o lançamento de “Alice…”: Defiance, I have to see that evening sun go down e Amelia.

Mia Wasikowska no set com Tim Burton

Apesar da garota ter um certo quê melancólico de Alice, não me convenci. Ainda acho que Tim Burton deveria ter sido um tantinho mais ousado e finalmente ter colocado uma atriz criança para viver a personagem, coisa que nenhuma das outras versões cinematográficas fez. É difícil pensar que uma garotinha faria tão bem uma personagem tão complexa, uma personagem que, se olharmos bem, não vive os conflitos de uma criança. Porém, Dakota Fanning é uma loirinha que não está de brincadeira e eu realmente acho que ela ficaria ótima no papel, mesmo sendo meio “insuportável”. Mas, bola pra frente: ele sabe o que faz.

Falando um pouquinho mais das escolhas do diretor, o grande quê de “Alice…” será a tecnologia utilizada. O filme entrará para a história das produções em 3d da Disney e  utilizará a mesma técnica de A Lenda de Beowulf, que misturou live-action com efeitos especiais e CG. Para quem não viu ou não lembra da cara do filme, dê uma olhadinha no trailer.

Por fim, o que posso dizer? Dizer que o filme estréia em março de 2010 e que até lá eu vou morrer de ansiedade. E depois vou morrer de novo com a direção de arte do filme. Porque, enfim, pode até ser que a versão fique horrível (o que eu duvido!), mas o Tim só manda gente caprichada pra fazer a arte nos filmes dele.

Enquanto isso, ficarei de olho nas fotos do set que forem vazando na web. Quero muito ver o figurino das rainhas e do nosso Johnny, é lógico! 8)

Antes que eu me esqueça! Se alguém aqui também é fã de Alice, veja o photoshoot da Annie Lebovitz para a Vogue, em 2003. No editorial, a modelo Natalia Vodianova fez Alice e posou ao lado de John Galiano, Donatella Versace e outros  figurões trajados como as personagens do universo de Lewis Carroll. Imperdível!

Créditos: Alice in Wonderland, Firstshowing.net, Imdb, Omelete, Telegraph, Wikipedia

ps: (pra não perder o costume) a promoção da Puket vai até sexta-feira. Ainda dá tempo de participar!