Mixtape do coração partido: músicas para curar o fim de um amor

seg

Ah, o amor! Esse sentimento tão delicioso e precioso quanto devastador. Como lidar quando um relacionamento acaba? Quem mais poderá estar ao seu lado para te confortar em todos os momentos se não uma boa música? Pois é isso: uma seleção de músicas para superar, fase a fase, o coração partido. Em que degrau você está? Traga a caixa de lenços, dê o play e segure firme: isso vai passar.

.

Nível 1: O término

“A Strange Arrangement”, Mayer Hawthorne

A notícia é um baque: o outro lado já não quer mais ou você finalmente toma a decisão de falar o que já vinha remoendo há algum tempo. Uma briga pode ter sido a causadora, uma traição ou só o tédio do dia-a-dia mesmo. Não importa: é a hora dos pratos limpos, de chorar, de conversar, tentar entender e virar as costas para algo que, de tão íntimo, se tornou estranho.

 

Nível 2: A negação

“Big Jet Plane”, Angus and Julia

Você não acredita que isso aconteceu com você. Nega até a morte. Até esquece do ocorrido, afinal você está morrendo de saudades e acredita piamente que a pessoa vai ligar daqui a 5 minutos para irem jantar no restaurante favorito de vocês. Você tem certeza que em algum momento o parceiro vai se tocar que cometeu um erro e voltar. E se foi você quem tomou a decisão, aqui é aquela hora em que você rói todos os dedos possíveis pensando se tomou a decisão certa. Se ele aceita se você pedir de volta. Se isso não era apenas uma crise. Se, se, se…

Continue lendo →

Mulher Maravilha: Modos de Usar

qui

Neste “modos de usar”: uma ilustração, duas mulheres incríveis e não sei como ninguém nunca tinha pensado nisso antes! A ideia é do ilustrador e quadrinista Cliff Chiang.

.

MULHER MARAVILHA

.

JOAN JETT

.

“WONDER JETT”.

Gamei nessa ilustra! ;)

Lollapalooza, dia 1 – Imagens da Semana

qui

Para ver tudo o que já contei nesta tag, clique aqui.

 

concentração até da plateia do fundão para o Foo Fighters

O primeiro dia de Lollapalooza foi o dia do Foo Fighters. Sei que você já deve ter lido isso 30 vezes por aí antes desse post, mas é preciso ressaltar: foi o raio do dia do Foo Fighters. Isso se refletiu no público do festival, nos milhões de fãs atolando o palco horas antes, nas filas intermináveis e até no estilo *coxinha* de ser da galera. Deu pra ver que Dave Grohl e sua turma agradam mesmo a gregos e troianos.

Como não poderia deixar de ser, assistimos ao show dos caras, que começou bombando cheio de hits, mas foi ficando mais lento, especialmente depois que a banda toda foi apresentada. As duas horas e meia foram super legais para quem é fã de carteirinha e espera isso há anos, mas quem só curte ouvir (meu caso), deu uma cansada e ainda rolou pegar o finalzinho do Calvin Harris.

Saindo do palco principal para a tenda eletrônica, sentimos o cheirinho de farofa de longe: o DJ de hits deliciosos como “Acceptable in the 80’s”, “The Girls”, “Colours”, “Bounce” e “Feel So Close” estava tocando música de todo mundo, menos dele. rs Para aliviar a barra, ele tocou a farofa legítima “We Found Love” que levatou o povo, mas emendou com “Titanium” do David Guetta e “Good Feeling” do Flo Rida, aquela música que não para de tocar em todas as rádios pop. Não vou negar que foi super divertido, mas todo mundo ali esperava o Calvin tocando o Calvin e quando ele soltou “Feel So Close” a resposta foi imediata: todo mundo pulando até o céu.

Encontrei esse vídeo que mostra bem como foi! hehe

.

Voltando algumas horas atrás, começamos o dia com as maluquices da Peaches também na tenda. Com uma roupa cheia de mamilos e dançarinas doidonas se pegando no palco, fazendo strip e cuspindo sangue, a gringa agitou o povo com música e bizarrice.

Quem não conhecia as músicas, acabou curtindo muito a performance! hahaha Mas o mais legal mesmo foi que ensinaram a mulher a gritar “as mina pira” e ela ficou soltando a pérola várias vezes no meio do show. Uma pena que eu não tenha filmado e também não encontrei no Youtube. Outra pena foi que não teve espaço para tocar a versão dela com o Moullinex de “Maniac”, a música era leve demais para a apresentação.

.

fotos logo na primeira fila

Saindo da Peaches, pegamos um lugar interessante para ver a roqueira-mór, Joan Jett. Rafael disse que se sentiu um pouco no show da Xuxa com a quantidade de meninas estridentes na cara do palco e, realmente, o público chamou a atenção. Tinha mesmo muita menina nova e depois de cantar “I Love Rock ‘n Roll”, as gatinhas começaram a gritar “gostosa! gostosa!” para a Joan.

Aliás, tenho que falar: se o som estava ruim para o pessoal no meio da plateia, a visão da cantora estava ótima. Sabe-se lá se fez plástica e quantas foram, mas Joan Jett está linda, com um corpinho digno, cabelo bacanudo e pele boa. Em resumo: tá mandando um chupa pra Madonna (ambas tem 53 anos).

O show foi recheado de hits e ela mostrou porque continua aí desde os 14 anos (e cantando muita coisa dos tempos antigos). Ela apresentou músicas novas e foi autêntica ao colocar a letra na frente. Mas, enfim, minha perdição mesmo foi quando ela entoou “Crimson and Clover”, hino lésbico que fez muita menininha do lado chorar. Aqui dá para ver o show completo.

o estilo de Joana Jato com sombra lilás e delineador, rs (foto: Junior Lago/UOL)

Mesmo sem ter visto tudo, aposto de verdade que Joan fez o melhor show da noite – e deu dó mesmo de alguns fãs de Foo Fighters que não sabiam quem era a roqueirinha que subiu no palco para fazer uma participação e “cantar aquela música famosa”… tsc tsc

.

E O LOOK:

Como era dia do rock puro e simples, sem eletrônico, sem indiezismo, sem tchananans, o look foi mais “do rock”. rs Bota, short e camiseta preta cropped junto com meu crucifixo “ao contrário”. hehe

.

 

Camiseta cropped: The Candy Shop Flavour; short com barra xadrez: Me Move; coturno (véio de guerra!): Renner; bolsa: Siberian; colares e pulseira de couro: Iris Bijoux na 25 de Março;
óculos (que vocês já cansaram de ver): Wayfarer da Ray Ban

 

Três covers que não parecem covers

qui

então, “I Love Rock ‘n Roll” não é dela!

Algumas músicas são tão, tão boas que a gente custa a acreditar que, na verdade, elas não são originais. Algumas viram verdadeiros clássicos de tanto serem regravadas, mas outras são as responsáveis por lançar um artista ao estrelato e é difícil acreditar que alguém já tinha feito aquilo antes.

Então, vamos lá: três covers muito bons que você achava que eram originais!
.

NATALIE IMBRUGLIA – “TORN

Pode-se dizer que dona Natalie Imbruglia foi praticamente “artista de uma música só” e, afinal de contas, quem não se lembra deste sucesso tocado à exaustão, não é mesmo? O que a gente não desconfiava é que “Torn”  era de uma banda chamada Ednaswap, grupo que eu, pelo menos, nunca tinha ouvido falar.

E ainda bem que a Natalie regravou: a música original era um saco!

.

CYNDI LAUPER – “GIRLS JUST WANNA HAVE FUN”

Hino das garotas nos anos 1980, “Girls Just Wanna Have Fun” é tocado até hoje na noite e ficou conhecido na voz aguda e animada de Cindy Lauper que, aliás, se apresenta em São Paulo esta semana.

A música original, além de ser cantada por um homem (?) é bem arrastada e chatinha. Cyndi fez bem em ter transformado a canção de Robert Hazard em hit absoluto.

.

JOAN JETT – “I LOVE ROCK ‘N ROLL”

E eis que nem a supertalentosa Joan Jett escapou a uma versão. Seu grande sucesso “I Love Rock ‘n Roll” foi gravado primeiramente pela banda The Arrows.

O engraçado é que os arranjos são bastante parecidos, mas o toque sexy  dos gritinhos de Joan Jett é que transformaram o refrão grudento em megahit.

.

Fiquei surpresa com as descobertas, e vocês? No Buzzfeed tem uma lista com mais 12 músicas que ninguém imaginava que fossem versões!

.

Fúria vaginal: “The Runaways”

seg

Dakota Fanning, Kristen Stewart e companhia

“The Runaways” estreou no Brasil sexta passada, bem depois do lançamento americano, o que rendeu algumas coceirinhas pra baixar, já que mil e um sites de download disponibilizaram o filme neste meio tempo.

Resisti bravamente e não entendi o que houve com a estreia, já que estava marcada para o dia 8, porém diversos cinemas fizeram sessões especiais (e em horários bizarros!) antes disso. Logo, na fatídica sexta-feira, somente duas salas em São Paulo estavam exibindo o longa, uma no shopping Jardim Sul e outra no Unibanco Arteplex do Shopping Frei Caneca.

Optei pela sala do Unibanco e fui com o Rafa, que também é fã de The Runaways e Joan Jett. Ambos ansiosos, não sabíamos o que esperar do filme, até porque muito do que a imprensa divulgou, pelo menos no Brasil, foi unicamente que as duas estrelas de “Crepúsculo” estariam no longa, e que Joan frequentou o set do filme e blablabla, nada além disso.

as originais

Para quem não sabe, não leu nada ou não conhece, “The Runaways” foi uma das primeiras bandas formadas unicamente por garotas da história do rock. Reunidas pelo carrasco produtor Kim Fowley na década de 1970, as meninas passaram por poucas e boas para conseguir provar que sabiam fazer música – e ainda assim, não são lembradas exatamente da forma que merecem, fato que o filme procura mudar.

O sucesso do grupo formado por Cherie Currie, Sandy West, Lita Ford, Laurie McAllister e a mais famosa e “pica grossa”, Joan Jett, foi quase meteórico, quase “one hit wonder”. Oficialmente, a banda durou mais ou menos 4 anos, de sua fundação até a separação total.

A trama do longa é uma adaptação do livro “Neon Angel”, escrito pela vocalista Cherie, e tenta resumir esta curta e intensa trajetória, regada com muita moda, drogas, sexo, bissexualidade e rock ‘n roll, é claro.

Dirigido por Flora Sigismond, que inclusive já trabalhou em clipes de David Bowie, o filme mostra a formação da banda e mostra de leve os momentos pesados pelas quais passaram, inclusive o vício adquirido pela vocalista que tinha beleza de “Brigitte Bardot num trailer”, vivida por Dakota Fanning.

Com maquiagens absurdas e figurinos que vão te fazer querer correr até o brechó mais próximo para adquirir uma pantalona cintura alta e uma bota plataforma (juro!), a história começa contando um pouco da adolescência de Joan Jett (Kristen Stewart) e também de Cherie Currie. Seus problemas, dilemas e também a absoluta desestrutura familiar que fizeram ambas buscar na música abrigo e conforto.

Enquanto Joan tentava aprender a tocar e ouvia do professor que guitarra elétrica não era coisa de garota, Cherie cortava os cabelos para parecer com seu ídolo David Bowie. No filme não fica claro, mas em entrevistas durante o lançamento, a Currie da vida real admite que a mudança radical foi para não ser mais tão atraente para os rapazes, já que o namorado de sua irmã estuprou-a ao saber que ela tinha virado “mocinha” – cena que inclusive abre o filme.

clipe do filme para “Cherry Bomb”

As outras garotas do grupo são bem coadjuvantes, mas mandam bem em suas respectivas posições, contribuindo para as versões excelentes de “Cherry Bomb” e “They Are Killing it” interpretadas pelas atrizes.

meninas com meninas

Em meio a narizes brancos de cocaína, vaias em festivais e adolescentes descobrindo que gostam de meninos e meninas, uma sexy Kristen Stewart provou finalmente a que veio. Em cenas de fúria  vaginal, fica claro seu poder de expressão corportal, elemento tão questionado em sua Bella de “Crepúsculo”. Outros destaques são quando a própria ensina a companheira de banda a se masturbar ou faz xixi na guitarra da banda concorrente durante um festival.

Ao final, o que aconteceu na vida real: Cherie deixa a banda em 1977, Joan assume os vocais até a dissolução do grupo, em 1979. Depois disso, ela, a grande responsável pela formação da banda, não desiste e faz de tudo para conseguir que seus hits solo emplaquem. Algumas de minhas cenas favoritas são quando ela começa a ensaiar as músicas “Bad Reputation” e “I Love Rock ‘n Roll”, até o filme encerrar ao som da deliciosa “Crimson And Clover”.

Saí do cinema com a impressão do filme ter pegado leve – ou de não ter se aprofundado na vida de Joan e de Cherie, ou mesmo de falar pouco demais das outras garotas. Talvez isso se deva ao fato do roteiro ser baseado no livro da loirinha vocalista, cujo ego foi mais forte e bateu de frente com o de Joan e de Lita em inúmeras situações, até causar sua saída.

Joan Jett, Kristen Stewart, Dakota Fanning e Cherie Currie na premiére do filme este ano

Pesquisei após a sessão e também descobri que a senhora Cherie pretende reescrever o livro para aprofundar algumas questões que agora parecem resolvidas para ela, absolutamente curada do vício e reconciliada com quem sobrou da banda (Sandy West já faleceu). Também li que a moça deve voltar ao estúdio para gravar com Joan – e este boato eu espero profundamente que seja verdadeiro! Seria um reencontro no mínimo interessante.

Fãs de rock, assistam. Mulheres que tem um sonho, assistam. Se nos anos 1970 elas foram capazes de subir no palco para mostrar sua arte levando garrafadas e até facas voadoras (!), hoje a situação parece um tanto mais favorável e convidativa.

É um filme para terminar de ver e querer sair correndo atrás daquilo que você deseja, por mais inocente e sessão da tarde que ele seja. Revivi a mesma sensação boa de quando descobri Joan Jett na adolescência e vi ali uma mulher revolucionária.

Certamente um DVD que vai para a coleção. 8)

“The Runaways”: mais um filme para esperar em 2010!

qui

A banda “The Runaways” nos 70’s:

E agora o trailer do filme “The Runaways”, com réplicas perfeitas deste figurino,  Kristen Stewart muy macha quebrando cadeiras, pulando no palco e girl power para deixar qualquer Spice Girl no chinelo:

Gosto!

O filme “The Runaways” é sobre a banda de mesmo nome que lançou a roqueira-mulher-mór Joan Jett nos anos 1970. No papel da protagonista doidona está Kristen, que com certeza vai surpreender.  A previsão de estreia é para março de 2010 nos Estados Unidos.

ps: falei “mais um filme” porque “Alice no País das Maravilhas” já tá na lista, né? 8)

Dica da Lia no twitter!