Chatroulette, a vivência.

sex

o que será que Paris Hilton achou do Chatroulette? hm.
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Eu já tinha lido sobre, visto, passado os olhos e tudo mais, mas nunca tinha realmente deixado o site Chatroulette.com carregar a imagem da minha câmera e exibí-la randomicamente para um estranho de qualquer lugar do mundo.

Sim, se você não tinha entendido até agora qual o grande hype da coisa, está aí: novamente o voyeurismo, agora sem limites e sem a menor necessidade de criar um mínimo de intimidade para mostrar a sua imagem live. Esqueça aquele papo de “não ligar a webcam” na primeira conversa. No Chatroulette, a pessoa vai olhar pra você ali se movendo e aí sim decide se quer continuar o papo. Se não quiser, aperta o cruel botão de NEXT.

Quando abri o site, já dei de cara com um inglês. Não, não era um tarado. Não, não era um órgão sexual masculino (sim, existem muitos “conversando” por lá), mas ele logo veio com as graças de todo bom gringo que circule na internet a fim de sexo transcontinental: “are you brasilian? are you hot? are you yada yada yada”?.

Fiz a egípcia e ignorei, falei “well, maybe” e continuei com uma carinha simpática. Tratava-se de uma experiência puramente antropológica e quis ver quanto tempo levava para ele desistir de querer ver algo mais e apertar o tal botão de next. Nem precisou muito, não. Depois do meu talvez e de uns 10 segundos, beijo e benção: levei meu primeiro next.

A sensação é estranha, e confesso que eu realmente achei que deveria ser um pouco triste essa coisa de dar next. Quer dizer, dar um next na vida real seria virar as costas, sair andando e nem precisar falar tchau para o outro coitado tentando desenvolver um diálogo. Eu tive dó de dar next.

Daí veio um órgão sexual masculino. Ok, next. Outro. Tá, next. Mais um. Dei next. E, ops, mais um britânico interessado em você sabe o que. Mais rápido que o primeiro, já imendou um “do you have a nice ass?” depois do “where are you from” e eu imendei um PRÓÓÓXIMO!

Um garoto. Um menininho. Menininho, por que seus pais te deixaram aí no computador vendo essas coisas? Sai daí menininho. E, é, foi muito legal a tentativa de conversar com você, mas, desculpa. Next. Sim, eu dei next no pobre do garoto – mas espero que isso tenha servido de lição para ele sair do pc e estudar. Ou jogar videogame. Ou então entrar de uma vez por todas num site pornô, assim pelo menos ele ficaria 100% atento a quem chegasse pelas suas costas.

Tudo isso, sabe por que? Porque logo em seguida encontrei um casal na maior atividade em frente ao monitor. Ela com a mão lá, pele branca, pelos à mostra e ele, pele branca, pelos e companhia limitada à mostra, além de uma dose de intimidade alheia que eu simplesmente não estava afim de ver. Dei ESC.

E pra essa modinha, um belo next, obrigada.