Como assinei uma trégua fashion com meus glúteos

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Uns com muito, outros com tão pouco! Ah os desejos de um corpo perfeito, uma curvinha aqui ou menos curvinhas lá. Hidrogel em umas, “thigh gap” em outras. Para completar a neurose, todos os manuais de estilo nos explicam que devemos ressaltar nossos pontos fortes em detrimento dos pontos não tão legais. Mas o que é um ponto forte? O que é legal em mim? Muito me estranha não vermos mais mulheres de sobretudo, pois é o que a auto-estima da maioria recomendaria como peça ideal. Uma pena.

Sou desse #timecasacão e nunca tive a preocupação de mostrar alguma parte xis do corpo por gostar dela, mas sempre tive a obsessão por disfarçar, tentar esconder ou subtrair um pouco de algumas coisas. Em especial, a minha grande, redonda e brasileira bunda. Sempre achei que  ela era a destruidora do look: “como vou usar essa roupa moderna com essa bunda gigante?”. Na minha cabeça, gente moderna não tem bunda – assim como não tem coxa, provavelmente tem cabelo liso, etc., mas principalmente não tem bunda.

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Jen Selter, a musa da buzanfa com a maior auto-estima do mundo, para a “Vanity Fair”

Engoli essa história goela abaixo há muito tempo e sempre me surpreendia ao ver Beyoncé em sua vida fora do palco, bem moderna, cabeluda e bem bunduda. Aí os exercícios entraram na minha vida, emagreci, tonifiquei, defini algumas partes do corpo, mas fui pouco a pouco descobrindo que, minha filha!, não há nada para diminuir seus glúteos se veio escrito na sua bula genética que grandes eles serão. Pelo contrário: quanto mais eu malho, mais a bunda insiste em aparecer gritando “TÔ AQUI DE BOAÇA, MANDA MAIS WHEY”. Em suma: nem a corrida, esporte acusado de derrubar buzanfas, foi capaz de acabar com tanta imponência.

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9 celebridades brasileiras que tiveram um 2014 mais mala que o seu

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Desde janeiro, a numerologia deixou bem claro que 2014 entraria para a história como um ano que não seria fácil pra ninguém. Avanços? Só a duras penas. Aprendizados? Só do jeito mais difícil.

Para comemorar que falta pouco para acabar  – e também para respirar aliviado, porque né? – vamos sentar e observar juntos as histórias de 9 brasileiros que com certeza tiveram um 2014 mala. Bem mala. E ainda passaram por tudo isso publicamente, que dó.  #Vem2015

1. xuxa

Só se fala de Xu nas redes sociais. Vai sair da Globo? Quando sai? Porque sai? Assinou com a Record? Ainda tem futuro como apresentadora? Precisa se renovar? Não importa. Além de já ter comentado antes que “não dá muito”, agora há toda uma cortina de fumaça na porta dessa nave espacial.

2. andressa urach

A eterna vice-miss Bumbum conseguiu seu espaço na TV e vinha até tentando uma mudança de estilo, mas tomou uma rasteira dessa grande gangorra chamada vida e foi parar no hospital por conta do hidrogel que aplicou nas pernas há tempos atrás, para ficar parrudona. Chegou-se até a especular que a fofa teria que amputar os membros, mas finalmente sabemos que ela já voltou a caminhar sem dor. Que tal criar o #ProjetoCarnaval2016 e treinar direito sem essas melecas, hein Urach?

3. dani calabresa

Você e seu marido são comediantes famosos nacionalmente e você é obrigada a abrir a internet e encontrar fotos do seu bebezão pegando outra mina num restaurante bem famoso por estar sempre cheio de paparazzi. E aí você perdoa ele. E aí você beija seu colega de trabalho. E aí você não tem seu contrato renovado. Dani, se precisar conversar, me liga.

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O comercial de vibrador mais maluco que você já viu

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Aparentemente, é tempo de lançar sex toys e afins via crowdfunding. O produto da vez é o “Slap Happy”, um vibrador que promete substituir basicamente qualquer coisa que você possa ter aí na sua gaveta com chave. Ah sim: o nome “slap” também não é um mero acaso, já que o brinquedinho também serve para ~tapinhas vibrantes~.

O vídeo de divulgação é dos menos convencionais e vai direto ao ponto: “Este é o canivete suíço dos vibradores! Se você é mulher, você vai amar, se você é homem, compre para sua mulher. Se vocês são um casal hetero, vão curtir; se são lésbicas, vão curtir em dobro”. Parece tão maravilhoso quanto um antidepressivo à prova d’água, que utiliza apenas três pilhas. Convenhamos.

Fora as vantagens, quem tem ainda alguma dúvida de como usar, pode ver ilustrações com instruções na página do produto. Pelos poucos apoiadores, não dá para saber se o lançamento vai vingar, mas o preço máximo de US$65 é bem interessante diante dos valores praticados pelos concorrentes do mercado erótico. A proposta é agressiva e a ideia é que os contribuidores recebam seu Slap Happy até o Valentine’s Day gringo (14 de fevereiro).

E agora dá o play #NSFW, caso você tenha pulado direto para cá.

Riffsy: fonte de gifs para uma vida mais feliz

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Pare tudo o que você está fazendo agora, porque há uma nova rede/aplicativo que promete tornar a zoeira internética ainda mais sem limites. O Riffsy é uma ferramenta fantástica para criar, encontrar e trocar gifs – ou RIFFS, a evolução do gif, pra galera que criou a parada.  À bem da verdade, são pequenos vídeos, com áudio ou não, cujo arquivo não tem a extensão .gif. Não dava para ser perfeito, mas a gente aceita a ~revolução~ simplesmente porque é…. DEMAIS!

meu gifzinho em homenagem à menina que bota Nicki Minaj no chinelo!

Há uns tempos vi algo semelhante no Relay, que serve para buscar e trocar gifs entre os amigos, mas logo larguei porque a diversão é muito restrita e a gente gosta de diversão sem limites! kkk Neste ponto, o Riffsy é imbatível, levou a experiência para outro nível, deixando você montar o seu próprio riff~gif, usando um vídeo seu, do youtube, incluindo caption e até áudio extra.

Depois dá para mandar direto para o Instagram ou para o Whatsapp, além de aparecer ali no seu perfil público, como uma rede social. Outra feature fantástica: usar seus riffs como imagens de um teclado extra, à la emojis (!), mas essa só está disponível para quem está com o sistema operacional atualizadíssimo.

fazendo meu riff…

…e mandando meu riff conquistar o mundo!

O Riffsy está disponível apenas para iOS, mas quem não tem cão, também pode caçar com gato no site. 

5 coisas do Orkut que vão deixar saudade

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Sabe aquela história de que “só damos valor quando perdemos”? Pois acordei me sentindo meio assim com o velório do Orkut, que está encerrando finalmente suas atividades neste dia 30. Mas, tá, nem tanto: nos últimos q-u-a-t-r-o anos a rede já andava esquecida, lotada de spam e totalmente esvaziada pelo Facebook, esse tirano colossal.

Antes que seja tarde demais, gostaria de relembrar cinco coisas que faziam nossos dias mais felizes quando não existiam linhas do tempo, o google wave não era nem projeto e o número de fotos ainda era limitado. Você lembra?

5 COISAS DO ORKUT QUE VÃO DEIXAR SAUDADE

 


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1. Stalkeamento monitorado

Quer espiar? Entre e fique à vontade – mas você será devidamente espionado também. O Orkut mostrava quantas pessoas haviam visto sua página e quem tinham sido os últimos curiosos a futricarem seus scraps em busca de algo constrangedor da noite passada. Bons tempos!

2. Configurações fáceis

Quer mexer na foto? Clique na foto. Quer mexer no nome? Clique ao lado do nome. Quer mudar seu ~status do dia~? Bata clicar no edit e ser feliz. O Orkut tinha trilhões de vezes menos possibilidades que o Facebook, mas não dá para não sentir saudades de configurar tudo rapidinho e sem encheção de saco. Hoje, cada visita na área de privacidade criada por Zuckerberg é um drama! Haja paciência para tanta leitura, afinal, do contrário estão vendendo seus dados até para o demo. rsrs Pode sentir saudade de não ter opção de personalizar nada? Sim, pode sim, está liberado.

3. As comunidades que mostravam seu mais profundo eu

Eram tardes inteiras em busca de comunidades cujos títulos mostrassem um pouco mais da sua persona aos seus amigos. Era preciso ser engraçado, instigante, misterioso. Era preciso conquistar aquele cara ou aquela menina usando apenas uma boa seleção de páginas que fariam de você alguém único e interesante. Ah: ser 100% sexy na barrinha dos corações também não era suficiente se você não estivesse numa comunidade de “vips”, apenas com convidados, tá? (Detalhe: eram 348029358 comunidades do tipo, com “convidados”. Tudo vipinho!)

4. O Buddy Poke

COISA MAIS FOFURINHA DESSA INTERNETINHA. Se quiser fazer um revival no Facebook, me liga, vamos conversar! É o tipo da bobagem que vai me marcar pra sempre nessa vida online, tipo os fazedores de dolls ou os cursores animados perseguindo o mouse. A diferença é que o Buddy tinha animações realmente engraçadas e malucas, tudo com olhinhos gigantes de mangá, algo essencial para o sucesso do aplicativo como um todo, é claro.  *____*

5. Sorte do dia

Li essa frase ao entrar lá para um último adeus: “O tempo é o bem mais precioso que um homem pode desperdiçar”. Descanse em paz, querida rede social. :’)
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ainda deu tempo de passar lá e pegar esses gifs!

 

“Como Ter uma Vida Normal Sendo Louca”: um guia incorreto para enfrentar qualquer parada

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e quem nunca passou por isso?

Um manual para você que quer ser alguém na noite sem ter histórico cool favorável. Um guia para quem precisa se livrar de gente chata usando mentirinhas elegantes. Um apanhado de dicas para viver bem acima do peso e muito abaixo do orçamento sem ser crucificada. Foi isso que a apresentadora Jana Rosa e a escritora Camila Fremder produziram juntas: um livro cheio de conselhos para lidar com situações ingratas que acontecem com (quase) toda mulher na casa dos 20.

“Como Ter uma Vida Normal Sendo Louca” tem um humor ácido que vai te fazer rir bem alto, tudo porque mistura conselhos realistas do tipo “fake it ‘til you make it” (engane até você conseguir), mas também conselhos ainda mais loucos que a própria situação da vítima. Afinal, que tal se livrar do vexame de uma foto feia na Internet dizendo que vai embarcar para a lua com a Nasa semana que vem? Super coerente se for pra rir, é claro. rs

Com pouco mais de 200 páginas e uma lista bem grande de pedidos de desculpas aos malas citados no texto (inclusive blogueiras e pessoas inconvenientes com metabolismo rápido), o livro é perfeito para ser devorado na areia da praia neste verão. Enquanto você presta atenção nas descrições super detalhadas dos casos (com nomes e tudo – tipo, astróloga/numeróloga chamada Núria), a dupla de autoras coloca uma piadinha leve. Uma piadinha maior. Um absurdão que vai fazer até o tio do coco rir da sua risada.

Talvez eu só não tenha me divertido muito no capítulo sobre dietas. A descrição do problema foi real até demais, e as dicas não foram tão loucas o suficiente para me fazer rir. Difícil fazer humor com dieta. “Largue seu casaco PP no carro de um amigo, para que todos vejam o quanto você está em forma” – é tão absurdo que consigo imaginar alguém fazendo isso de verdade.

Em todo caso, o capítulo sobre como enfrentar o ridículo reencontro de 10 anos do ensino médio compensa qualquer mal causado pelo capítulo da malhação. Me sinto devidamente preparada para lidar com esse churras maravilhoso que deve acontecer em minha vida em breve. Preciso falar mais? Livro devidamente recomendado!