Hotel arco-íris na Califórnia

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Inaugurado em fevereiro, o The Saguaro deve se parecer com um oásis colorido em pleno clima desértico de Palm Springs, Califórnia. A cidade fica no meio do Vale do Coachella e isso garante que essa piscina incrível seja bem aproveitada o ano inteiro:

Quem for ao Coachella Festival em abril deveria aproveitar que está lá perto (há uns 40 km) e reservar um final de semana extra para recarregar as baterias nesse recanto colorido – que felizmente é um hotel legalzão e possível!

Já olhei os preços das diárias pensando nas minhas próximas férias (alguém imagina para onde quero ir? hehe) e, enfim, não é o cúmulo da economia, mas a experiência deve valer a pena: os quartos para dois adultos variam entre US$140 e 240, dependendo da vista e dos luxinhos que você quiser, como acesso instantâneo à piscina.

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Guia de Viagem: 10 dicas para Buenos Aires

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Depois de ter mochilado pela Europa e ter feito um guia resumido de como se programar para ir para lá, resolvi que o post sobre Buenos Aires teria o mesmo formato e aí já conto um pouco da minha experiência também. Vamos viajar? ;)

Entre os dias 13 e 19 de novembro de 2010 estive em Buenos Aires e encontrei um clima ameno, um trânsito intenso, mas tranquilo, e uma população que adora Lula e, por consequência, Dilma. Nossa política é tão importante para eles que foi tema de papo com muitos taxistas e atendentes de hotel, assim como pauta de muitos jornais que peguei na mão por lá.

Neste post, pretendo resumir um pouco da minha experiência na cidade e passar algumas dicas básicas para quem pretende viajar.

O relato não vai ser super detalhado, pois minha viagem foi, atenção!, bastante calma. Viajei em companhia da minha mãe e também não pude fazer  o “passeiozão” pelo delta do Rio Tigre porque fui assaltada. Mas, vamos lá que eu vou explicar um pouco dessa história por partes…

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1. COMO MONTAR SEU ROTEIRO PARA CONHECER BUENOS AIRES?

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cartão postal

Buenos Aires se tornou um destino bastante visado por brasileiros não só pelo charme e proximidade da cidade, mas principalmente por ser barato ir para lá. Com isso, uma infinidade de pessoas tem postado dicas “incríveis” por aí, mas eu já começo pedindo para ter cuidado.

Ultimamente, muitos turistas tem se preocupado mais em viajar para lá e não parecer turista do que realmente conhecer o lugar e esse é um erro absurdo! Não preciso nem dizer que, obviamente, todo mundo saberá que você é turista, fora que as dicas ótimas dos outros podem não ser ótimas para você e isso você só vai descobrir chegando lá. Portanto, antes de querer conhecer os points de “insider”, é preciso fazer um bom city tour, ver o tradicional show de tango e por aí vai.

Como as pessoas tem viajado bastante para a capital portenha por conta própria, acho interessante ver guias sérios de viagem. Não é preciso descartar as diquinhas legais dos outros, mas ter algo sério em que se basear é uma ótima ideia.

Eu, que já havia viajado para lá antes, programei mais ou menos o que queria fazer usando o “Guia Quatro Rodas – Buenos Aires” e foquei em conhecer coisas novas da cidade. Decidi que queria um estilo de viagem leve e fiz o procedimento padrão: abri os mapas e fui escolhendo que bairro conhecer em cada dia.

Para montar a sequência, é legal ver as datas que eventos especiais acontecem em cada bairro, como por exemplo a feirinha de San Telmo, somente realizada aos domingos.

Ao todo, passei 6 dias completos na cidade e creio que seja um excelente tempo para conhecer tudo, mas como é pertinho para nós brasileiros (e barato!), é um bom destino para feriados prolongados também!

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Mochilando até Machu Picchu – Capítulo II – “O hostel”

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Oi, alguém ainda lembra que viajei para Machu Picchu e adjacências? Pois eu lembro que prometi falar mais sobre a viagem aqui, mesmo que isso signifique discursar 4 meses depois de voltar. Bem, ok, vocês sabem que velocidade para contar as coisas não é o meu maior forte…

Esta é a segunda parte sobre meu rápido mochilão de uma semana pelo Peru e pela Bolívia, passando por Machu Picchu. Perdeu a primeira parte? Veja aqui.


Puno

Palácio da Justiça de Puno
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Dando continuidade aos solavancos onde eu havia parado no primeiro post, seguimos por mais algum tempo até chegarmos a Puno. Não me lembro mais exatamente quanto tempo, mas qualquer coisa pareceria muito para mim, que não estava num lugar nada legal na vanzinha.

Depois que passamos a fronteira com a Bolívia e adentramos o Peru, o asfalto melhorou consideravelmente, tenho de ser justa, e quando chegamos ao hotel que providenciou nossos passeios, finalmente pudemos relaxar por uns cinco minutos. Ir ao banheiro foi um procedimento complexo, já que o rapaz do hotel não estava muito afim de deixar não-hóspedes irem até lá, mas com um pouco de, digamos, eloquência, você consegue se impor com esse pessoal que muitas vezes desrespeita o turista, afinal, oi? Estávamos pagando os passeios (!).

Dramas à parte, almoçamos, tomamos a tal Inca Kola (que é gostosinha por sinal, mas tem de ser gelada!) e seguimos numa outra van (agora confortável) até as lanchas que nos levariam aos passeios pelas Islas de Uros.

Puno

Inca Kola

As Islas de Uros são ilhas artificiais criadas com raízes de plantas pelos habitantes locais para que estes morem no lago Titicaca. É um costume ancestral e é incrível como as ilhas flutuam mesmo (!), com um chão fofinho de caules que lembram bambu e sem ficar molhado. Apesar da aparente “secura”, as tendas e cabanas ficam expostas ao tempo e acabam sofrendo infiltração, de forma que todos os habitantes destas ilhas sofrem de artrite prematura: por volta dos 35, 40 anos eles já tem de iniciar um tratamento reforçado para cuidar de suas articulações que sofrem com a umidade.

A pergunta que não quis calar é porque estas pessoas continuam morando desta forma, sendo que a cidade é estruturada, mas a resposta é simplesmente uma questão de hábito e costume antigo. É uma das grandes marcas culturais desta cidade e o governo se preocupa em manter o estilo de vida destes habitantes, ajudando-os inclusive com transporte fluvial para as crianças irem à escola todos os dias, assim como no Brasil existem programas de proteção à cultura indígena. Nas ilhas, eles plantam quase tudo o que consomem, pescam e fazem artesanato, sendo que muitos artefatos são vendidos aos visitantes.

Islas de Uros

Guia turístico e moradores explicam como são “fabricadas” as ilhas artificiais

Depois de dar uma volta pela ilha e de receber desejos de “boa sorte” dos moradores, voltamos para Puno e logo seguimos viagem para Cuzco, uma das maiores cidades do Peru e o cantinho mais charmoso pelo qual passamos. Inclusive, se hoje eu fosse “refazer” a viagem, pularia a Bolívia, pularia Puno e me concentraria em Cuzco, Machu Picchu e incluiria a capital do país, Lima.

CUZCO

Cuzco

A Plaza Mayor de Cuzco

Em Cuzco tínhamos reservado um albergue no melhor estilo hostel tradicional, o Pirwa, com jovens, gringos and all that shit. Explico isso porque tanto na Bolívia quanto no Peru encontramos diversos hotéis e pousadinhas que se intitulavam “hostel” mas que, enfim, na verdade não eram. Trata-se de uma forma de atrair os viajantes de um jeito rápido, assim como nos atraiu quando precisamos dormir em algum lugar sem termos pré-reservas.

Chegamos no Pirwa de madrugada, num frio brutal. Fomos recebidos por gringos animados enquanto outros gringos mais animados e bêbados chegaram ao mesmo tempo. Americanos, alemães, dinamarqueses e branquelos não identificados entraram em ritmo de festa enquanto nós fazíamos nosso cadastro, loucos por cama e chuveiro quente. A primeira impressão foi bem legal, mas com a lotação do lugar, tivemos de esperar atééé o horário do check out para que outros turistas saíssem e assim pudéssemos entrar em nossos quartos.

último dia - Cuzco, Peru

O Hostel, Pirwa

Para passar a noite, tivemos a sorte de haver um quarto grande vazio, e nos amontoamos em quatro pessoas lá dentro (e o hostel é tão acostumado com essas situações que há até redes de dormir em lugares cobertos para acomodar temporariamente quem chega nestas condições. Legal, né?) Dormimos dois na cama, dois no sofá-cama e apagamos de sono e cansaço. Lá pelas 9h da manhã, um belo café nos aguardava, assim como nossos quartos. O problema? Só um dos quartos tinha banheiro dentro, o do Felipe e da Renata. O outro, meu e do Rafa, não.

No começo, não pensamos que seria um grande problema, afinal, tanta gente viaja pelo mundo todo ficando em quarto E banheiro compartilhados, não é mesmo? Então porque raios seria ruim usarmos vez ou outra o banheiro “da galera”? Era limpinho (era mesmo!) e, enfim, também poderíamos usar o chuveiro dos nossos amigos. E, pô, estávamos backpacking para Machu! Glamour zero, e tudo as gringas estilo cheerleader abandonaram a maquiagem – e vou te falar que não eram poucas. Só descobri que elas eram gringas true na noite de Revéillon, quando aproveitamos a balada do próprio hostel e elas surgiram na montação brilhosa.

Mas, como eu disse… No começo. Só no começo. Até eu ter o desprazer de ser surpreendida no meio de um banho. E isso fica para o próximo capítulo.

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ps: e o próximo capítulo não vai demorar para sair, juroprometo, porque já estou escrevendo na sequência. 8)

Mochilando até Machu Picchu – Capítulo I: “A Fronteira”

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eu faria um post de dicas, mas acreditei que esse é o tipo de experiência que se conta assim. Nada de tópicos, por enquanto. Quem tiver dúvidas, deixe nos comentários, quem sabe faço um FAQ sobre a viagem depois? Acho que poderia funcionar bem se vocês ainda quiserem saber mais.

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Machu Picchu

Machu Picchu: o principal destino

Este não é realmente o tipo de rolê que eu faria como primeira opção. No entanto, surgiu a oportunidade e resolvi conhecer Machu Picchu, afinal a curiosidade de conhecer os vales sagrados dos Incas existia. A viagem era barata, meus documentos estavam em dia e pela primeira vez saí do país pagando com dindin do meu próprio bolso. Mamãe mesmo só deu  foi um beijo e um abraço no aeroporto e aquela caroninha amiga.

Viajamos em quatro pessoas, um casal de amigos do Rafa, Felipe e Renata, o Rafa e eu. O número era ideal: rachamos taxis, jantares, passeios e guias turísticos com facilidade e sem pesar pra ninguém. Um exemplo? Contratar um guia na entrada de Machu Picchu custa em média 100 peruanos – estando em quatro pessoas, apenas 25 para cada. Até porque adentrar estas ruínas sem um guia é como olhar um livro só de fotos, sem informação alguma.

Embarcamos dia 26 de dezembro para La Paz, na Bolívia, cidade em que só dormimos uma noite e, sinceramente, digo que foi o suficiente. Não o suficiente para conhecer, mas o suficiente para saber que talvez seja um lugar para o qual eu não queira mais voltar. A cultura lá é visível a cada esquina: as mulheres em trajes típicos, o artesanato, a comida feita na calçada, Evo Morales estampado em todos os muros, a pobreza e as chuvas fortes que sempre rendem enchentes todos os dias. E enchente por lá é coisa normal.

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La Paz

Felipe, no táxi do Johnny

Só passamos uma noite, portanto, em La Paz e seguimos para mais uma cidade boliviana, Copacabana.  Tomamos um taxi com um rapaz chamado Johnny, muito do simpático, engraçado e com talento para guia turístico desperdiçado.

O caminho era lindo, a estrada beirava as margens do Titicaca, o maior lago em alta altitude do mundo. E realmente o lago é grande viu? Rolou um momento de “parece mar!” semelhante ao que tive em frente ao Rio Tejo em Lisboa, Portugal.

Chegando na cidadezinha de Copacabana encontramos um hotel baratinho com facilidade, comemos truta,  andamos um pouco e sofremos absurdos com a altitude. Passei mal – e subir três lances de escada do hotel era um horror. Me senti com uns 70 anos, no mínimo.

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Copacabana

o primeiro lugar que eu passei mal para subir – e não era tão alto e eu não subi tudo. Maldição!

Falando nisso, preconceito é uma merda. Confesso que fiquei bem reticente para aceitar o primeiro chá e as primeiras folhas de coca. Não que eu achasse que ia me drogar, mas fiquei meio assim… Será que isso funciona mesmo? Tá com cara de ser ruim… Tá com cara de que  essas folhas secas aí tão sujas… – e etc e tal. Pois é. Quando finalmente topei tomar o chá, me senti melhor. Ainda evitei as folhinhas, que só masquei quando estava quase desmaiando, num passeio dali a duas cidades…

Em Copacabana, passamos uma noite, saímos cedo no dia seguinte e gastamos a ínfima quantia de $8 doláres por um quarto de casal com banheiro dentro. E não era ruim não, tá? Aliás, era bem melhor que o que fiquei em Paris, pagando pelo menos quatro vezes mais e suportando chão torto e carpete mofado. Glamour boliviano > glamour parisiense.

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100 fatos sobre a Europa – Parte 3

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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a segunda parte dos 5 posts que farei contando tudinho. Se você perdeu as primeiras partes, veja aqui: primeira parte (Lisboa e Madri) e segunda parte (Paris e Amsterdam).

Demorei pra continuar, mas agora vamos! Com vocês, Berlim e Frankfurt.


BERLIM

Berlim

Não vi o muro, mas vi o Knut!

41. Passei menos tempo do que pretendia por lá. Tudo começou porque não conseguimos o trem que queríamos de Paris pra Amsterdam, aí perdemos um dia na terra da Heineken. Nosso próximo destino seria Berlim, que acabou ficando prejudicada com a confusão. Ficamos num hotel bacana, com um café da manhã digno, que me fez suportar pela última vez andar por aí com um mochilão com mais de 13kg nas costas.

42. Quando você pensa em Berlim, você pensa em muro e história mundial recente. Ahan. Pois saibam que não se encontra tão facilmente o que restou do “muro de Berlim” construído depois da Segunda Guerra e destruído no final dos anos 1980. Vocês já devem saber de toda essa história, mas ainda assim recomendo assistir o excelente“Adeus, Lênin!”, que trata da situação da queda do muro de uma forma asbolutamente poética.

Bom, alguns livros turísticos indicam pontos da cidade com ruínas do muro, mas pela nossa falta de tempo e pela nossa cabeça avoada que nos fez esquecer os DOIS guias no hotel, acabamos ficando sem muro. É, fui pra Berlim e não vi o muro. Shame on me e lição para você que vai pra lá: dê prioridade a isso e consulte exatamente onde estão as ruínas que você quer ver. Não posso dar essa dica, porque, só de raiva, eu nem quis mais olhar onde elas estavam.

43. Mas, nem tudo está perdido! Eu vi, eu vi, eu vi a antiga catedral de Berlim que foi destruída na guerra. Atualmente, somente um lado da igreja está restaurado e o local funciona como uma espécie de museu em homenagem ao esplendor da catedral antes de ser destruída. Ao lado, uma igreja católica moderníssima foi construída, com direito a um órgão gigante e ao Jesus Cristo mais moderno que eu já vi, feito por um artista plástico alemão. O curioso é que no museu da catedral, um dos painéis informativos diz o seguinte:

Berlim

Traduzindo, simplificando: “Políticas insanas levaram à Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945. Bombas foram atiradas sem perdão em Berlim. Durante a noite de 23 de novembro de 1943, a igreja foi atingida pela primeira vez e danificada tão severamente que teve de encerrar suas atividades. Mais tarde, ataques diretos e brigas de rua nos dias finais de hostilidade transformaram a antes esplêndida casa de Deus numa ruína triste.”

Políticas insanas? Ou políticas nazistas insanas apoiadas pelo povo alemão? … Enfim, o que importa é que a Alemanha me deixou com uma impressão bem clara: a população de mente sã repudia o que foi o nazismo. Pelo menos.

44. Outra prova clara de que os alemães repudiam essa época de terror, é que em todo o centímetro da cidade disponível para propaganda eu tive que aturar a cara do Tom Cruise nos cartazes de “Operação Valquíria”. Não vi o filme ainda, quero ver, acho o Tom um gato  e tudo mais, mas tanta publicidade me deixou desconfiada. Soou como obrigação ter de divulgar um filme que conta a história de um atentado contra Hitler.

45. Mudando de assunto, Berlim é a terra de uma das fofurinhas mais bem divulgadas dessa internet de Deus: o Knut. Knut é um ursinho polar que nasceu dentro do Zoológico (gigante) de Berlim. Rodamos horas (eu disse horas!) para encontrar o urso-pop-star e valeu a pena!

Zoo - Berlim

Ele é lindo, anda de um lado para o outro pra galera fotografar e tem uma carinha adolescente que não deixa você confundí-lo com os ursos mais velhos! Cresceu rápido e já tá todo posudo! Awn! <3

46. Berlim é barata. Quer comprar roupa? BERLIM. Comprei a jaqueta mais quente de toda a minha vida lá por 9 €. Vocês não estão entendendo. É uma jaqueta absurda de quente, toda forrada, com porta-ipod por dentro, com gorro e fofa, fofa, fofa. Tão fofa e tão quente que eu cheguei inclusive a suar usando a dita cuja. Ou seja? Quando eu quiser usá-la aqui em São Paulo, colocarei apenas um biquini por baixo. 8) hehe

47. O choque: os alemães são grandes. Nunca vi tanto homem grande em toda minha vida. E não necessariamente grande num sentido bom, mas eu com a minha altura média-ok (mais de 1,65 menos de 1,70m) me senti uma anã constantemente e tive medo de guardas do trem que não eram gordos, mas tinham que andar de lado no corredor para conseguir passar. Imaginem a cena.

48.
Sim, alguns são bonitos, mas não tanto quanto eu esperava. Decepção! E eu estudei um ano de alemão achando que ia encontrar um loiro aguado pra me amar e pff! Acabou que “loiro” não integra minha lista de preferências num homem (que dirá os com o adjetivo “aguado”) e eles não são lá tão gatos quanto eu imaginava.

49. O básico do alemão ajuda. E me ajudou. Se você não manja absolutamente nada, vale a pena ter um guiazinho de bolso com aquelas palavrinhas chaves do lugar, nem que seja pra você entender que ausgang é saída. Lá as placas do metrô não são traduzidas e obviamente você vai precisar delas.

50. Um elogio à cidade e à educação: o metrô de lá não tem catracas. Sem barreiras. Sem cobranças. Isso só pode significar que a população é tão bem educada  e com um nível tão bom que compram as passagens porque acham justo pagar pelo transporte público. Não é admirável? Sim, é.

Vou confessar que nós pegamos o metrô sem pagar por engano, porque não entendemos como funcionava! Depois é que vimos a lógica da coisa e fomos boas turistas. Seja você também. Além de ser o mínimo, o básico e o obrigatório, esse é um jeito de manter uma imagem mais simpática de nosso país lá fora, porque, acreditem, o que tem de turista brasileiro metido a bonzão, não tá no gibi! Uma pena.


FRANKFURT

Frankfurt

Eu e o pôr-do-sol da ponte do Rio Main (ou Meno)

51. Mais um café da manhã memorável, desta vez by Holiday Inn. Foi o segundo melhor de toda a viagem e só perdeu pro café da manhã de Salzburg porque lá tinha ovos mexidos todos os dias. E, sim, eu sou trash pra c$#%#$% e adoro um bom café da manhã internacional com ovos e etc., principalmente quando já sei que vou almoçar só depois das 16h. hehe

52. As pessoas perguntaram: vai fazer o que em Frankfurt? E eu lá sei, pessoal? Conhecer, mas é claro. Acho que é o mesmo tipo de pergunta besta que se faz para alguém que vem para São Paulo, já que aparentemente aqui não é uma “cidade turística”. Há controvérsias, não??

53. A “Skyline” de Frankfurt. Esta é aparentemente a grande atração da cidade, segundo o vendedor da loja de bichos de pelúcia, com quem conversamos sobre futebol e sobre o Kaká, lógico. Apesar de termos visto vários prédios, deixou a desejar e pareceu uma piada pronta. A skyline mais impressionante que eu vi foi certamente a de Paris, com seu “centrinho comercial”, o La Defense. Arrasam com Frankfurt. Perderam, arianos.

54. Abrindo o guia, descobrimos que Frankfurt abriga um museu de arte contemporânea recheado de arte pop. Lari e eu corremos de manhã cedinho direto pro museu, chegamos lá babando de ansiedade e demos com a cara na porta. Uma bela placa de CLOSED em amarelo avisava os inocentes turistas que o local estava fechado para desmontar uma exposição xis do Japão. A raiva foi grande, já que vi obra de tudo quanto é gente e voltei para os trópicos sem apreciar um Lichtenstein de perto. ¬¬

Frankfurt

Eu e um ursão gigante (óbvio, não? hehe)


55.
Frankfurt é a capital mundial do bicho de pelúcia. Ursos, avestruzes, elefantes e até ornitorrincos ganham versões fofas nas lojas de pelúcias artesanais. Se você não quer morrer enfartando de fofura ou com uma facada de euros no peito, fique longe. Eu ainda não compreendo como consegui resistir a um chaveiro de urso que custava 10 €. Acho que foi por isso. Por causa dos 10 €.

56. Para atenuar a dor de não ter entrado no museu de arte contemporânea, comprei um livro de pop art absurdo de maravilhoso pela bagatela de 10 € – o preço que eu pagaria no chaveiro de urso. Acho que fiz uma boa troca, não? Agora só tenho de voltar pra aula de alemão, porque por enquanto só consigo “ler” as figuras. 8)

57. Abandonei o mochilão. Em Frankfurt minha “Trilhas & Rumos” se tornou insustentável e eu aproveitei pra adquirir uma Samsonite vermelha com um formatinho versátil e tamanho bom, que pode ser usada tanto como carrinho como mala de mão. Foi caro, mas necessário e essas malas duram a vida toda. Recomendo!

58. Entrei num lugar mais alemão do que toda a Alemanha. Sério. Almoçamos num restaurante que parecia uma taberna germânica feudal, cheia de alemães velhinhos tomando cerveja, com direito a vitrais coloridos para iluminar a cena toda. Tudo bem que, quando os velhinhos adentraram o recinto em fila indiana, a gente tremeu em nossas cadeiras e achou que eles fossem uma espécie de máfia da terceira idade ou um grupo de poker de veteranos do exército, mas eles eram inofensivos e nos renderam bons comentários em português.

Para completar, eu, que adoro comida alemã, me deliciei com carne de porco assada e apflstrüdel com sorvete de sobremesa. Certamente foi uma das refeições mais inesquecíveis de toda a viagem!  Sim, eu ainda juro de pés juntos que emagreci mochilando.
(esse tópico me deu fome!)

59. O pôr do sol mais lindo que vimos. O céu de “Francoforte do Meno”, como diriam os portugueses, é absurdamente azul, mesmo com a poluição visível, já que todo predinho tem uma chaminé. Este céu azul nos proporcionou o mais belo sunset na Europa. Fiquei meio abobalhada em cima da ponte e perdi um tempinho olhando a paisagem de uma cidade que alguns consideram “cinza e sem atrativos”. Definitivamente, a beleza está nos olhos de quem vê.

60. Da próxima vez, irei a Münich. A Lari e eu não tínhamos nos atraído pela cidade ao escolher os destinos do nosso mochilão, mas quando o trem a caminho de Salzburg fez parada em Munique, sentimos até uma dor no coração: tinha GELO em todo lugar… Como vocês já sabem, eu não peguei neve. Ou seja? Revoltante.

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Aguardem cenas do próximo capítulo: Salzburg e Veneza.
Salzburg, a cidade austríaca onde tínhamos certeza que veríamos neve, e Veneza, um lugar muito mais encantado do que eu imaginava (e muito mais frio também).