Lulu: aplicativo deixa você dar nota para os rapazes com quem se relaciona

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[UPDATE: explicado no texto, mas tem algumas coisas que os meninos podem ver sim ao baixar o app – mas relaxa, nunca vão saber que foi você! rs] 

Ele merece mesmo essa nota 10? E essa nota 5, é real ou só vingancinha?

Ele é seu amigo e precisa de um empurrãozinho para se dar melhor no amor? Conhece de longe mas sempre quis algo mais? Ele é um ex-namorado que te fez sofrer? É um ex-peguete que nunca mais te ligou? Pois todas essas situações estão muito bem contempladas com o Lulu, um app esperto que permite que você dê notas para os rapazes da sua vida.

Criado pela americana Alexandra Chong, o aplicativo gratuito para iOS e Android acaba de chegar ao Brasil, muito bem traduzido para o português por sinal. Através de um divertido sistema de perguntas, respostas e algumas (muitas!) hashtags, usuárias podem ajudar a construir a reputação de um homem no aplicativo. Você não dá nenhuma opinião direta, por escrito, mas clica em alternativas que traçam o perfil da vítima – ou do felizardo, já que propaganda boca-a-boca é a melhor, certo?

O Lulu garante que não foi criado com fins vingativos, mas sim divertidos. De cara dá pra notar: mesmo as características chatas são bem leves e não há como o rapaz ficar sabendo quem foi que disse o que. O programa usa perfil e dados do Facebook para as *votações* e antes que os rapazes se sintam com a privacidade invadida, vale lembrar que o app usa apenas nome e foto do perfil, coisa que o Facebook já te obriga a mostrar para o mundo inteirinho.

Os que se sentirem incomodados, aliás, podem requisitar sua retirada no site oficial. Como é um app feito para meninas, os rapazes obviamente não sabem quem foi que disse o que: ao abrir o aplicativo no celular, ele pode acrescentar algumas informações sobre si mesmo e ver sua nota atual.

Algumas características positivas que um garotão pode ter: #Gênio, #LábiosdeMel, #FotoComAMãe e #RespeitaAsMulheres. Alguns podres que ele pode ter: #PrefereoVideogame (hehe!), #Bebezão, #DáSono ou #NãoFedeNemCheira.

Em tempos de “vazamentos” constantes no Whatsapp, essa parece a única forma de compartilhar “informações” sem exagerar na dose. Com sorte, isso aqui pode ser divertido para ambos os lados. Como o nome já diz, é um app feito apenas para mulheres, tudo para aproveitar o melhor do girl talk.  Só acho uma pena que o primeiro app que se diz ONLY FOR GIRLS seja única e exclusivamente para falar sobre homens. Acho que todas temos coisas mais interessantes pra dizer.

Para entender como funciona:

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Linda, isso não faz parte

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Eu não ia escrever nada. Muita gente escreveu, tantas boas respostas foram dadas, tanta repetição do tema… Mas resolvi escrever. Resolvi escrever porque já passei por muitas, já passei por poucas e nada boas situações, mas que foram essenciais para que eu soubesse o quanto este assunto precisa ser falado. E repetido. Quem sabe um dia, compreendido de uma vez por todas.

A pesquisa “Chega de Fiu, Fiu” levantou alguns dados sobre como mulheres se sentem ao ouvirem ‘cantadas’ nas ruas. Desde o suposto inofensivo “linda” até o degradante “te chupo toda”, a coisa ganha vertentes sem fim. O fato é que mais da esmagadora maioria das mulheres não quer ser incomodada com nenhum tipo de opinião não requisitada. Com nenhuma opinião gritada na rua. Com nenhum comentário capaz de fazê-la se sentir envergonhada publicamente.


Logo que o resultado da pesquisa saiu e começou a ser divulgado nas redes sociais e em grandes veículos da imprensa, surgiram os primeiros grandes enganos: homens se diziam, coitados, perdidos. Não sabiam mais agora como abordar uma mulher. E até algumas poucas mulheres, de forma bastante curiosa, sentiam que iam sair perdendo com esse tipo de discussão, já que a cantada mais relatada na pesquisa era o “inofensivo” linda. Inofensivo? Mesmo? Consigo listar umas cinco situações degradantes que ocorreram comigo e começaram com um ‘linda’.

Que comportamento geral é esse de acreditar que homens precisam validar o bem estar de uma mulher? Que comportamento doentio é esse de não saber diferenciar uma conversa em que se demonstra interesse amoroso de um assédio sexual ou de uma situação degradante? Que tipo de auto-confiança é essa que será colocada “em risco” se você não der sua opinião em voz alta – e talvez com a mão entre as pernas? O nome de tudo isso todo mundo sabe, começa com ma, termina com chismo. Pode vir na forma de desaforo grosseiro e bem direto ou então disfarçado de palavras “fofinhas” em textos como esse, publicado no Globo do Rio. Na Band News, cheguei a ouvir âncoras rindo do resultado da pesquisa e dizendo que é normal. Que faz parte.

Vou te dizer o que faz parte. Faz parte sentar no transporte público e sentir um estranho tocando ligeiramente seu cabelo longo para poder encostar de leve nas suas costas – ou em outras coisas? Faz parte ouvir de um líder religioso que seu jeans e sua camiseta colocam os homens em estado de pecado? Faz parte ir para a balada, ouvir um linda e sentir uma mão rápida no seu traseiro? Dentro da sua saia? Te puxando pelo cabelo? Faz parte estar na porta da festa, ser agarrada por alguém com o dobro do seu tamanho e ninguém conseguir convencer o “engraçadinho inocente” a te soltar? Faz parte estar no meio da rua, um estranho te chamar de linda e te prensar na parede? Faz parte estar no meio da rua, alguém simplesmente te chamar de gostosa, sair correndo e passar a mão por todo seu corpo? E ninguém ao redor fazer absolutamente nada? Faz parte ter que encarar o metrô logo cedo fazendo um verdadeiro malabarismo para que ninguém se encoste em você? Faz parte ficar bêbada, sentar num canto e surgirem desconhecidos querendo colocar a mão na sua perna para cuidar de você (???)? Faz parte tentar convencer (em vão) um homem de que, só por que está bêbada, não significa que queira transar? Faz parte ser perseguida de carro durante 25 minutos por um cara falando obscenidades pela janela para você? Tudo começou com o ‘linda’. Faz parte ouvir um “que delícia” despudorado vindo de alguém com o triplo da sua idade no meio de uma Av. Paulista lotada de gente? Faz parte morrer de vergonha, perder a paciência, mandar um “vai tomar no meio do seu cu” e apertar o passo temendo o que pode acontecer? *

Parece, na verdade, que o que faz parte na vida de uma mulher é ouvir um “linda” inofensivo e ter de se concentrar para ficar agradecida que foi apenas um linda, não um estupro. Não um assédio. Nada, assim, de tão desagradável, sabe, ele nem te tocou, ele só falou de longe.

E essa concentração, vou te dizer, não muda nosso dia para o bem nem para o mal. Ela é apenas mais um esforço. Um esforço que já fazemos no piloto automático. É o mesmo tipo de esforço de quando nos esquivamos no transporte público, de quando trocamos de roupa no alto verão para evitar problemas, de quando vestimos uma camiseta, porque esporte só de top no parque não dá. “Porque aí você estaria pedindo”. É um esforço que cansa, e estamos cansadas.

Sabe, a gente não pede nada. Não pede seu reconhecimento, não pede sua agressão, não pede seu galanteio, não pede sua mão sem ser chamada, não pede sua invasão sem nos conhecer. A gente pede respeito, seja lá qual for nossa roupa, nossa profissão, nosso estado de espírito ou nosso estado etílico.

A gente prefere a sua indiferença ao seu berro desagradável. O seu grito preso na garganta não vai diminuir a sua confiança. Não vai tornar o seu dia mais infeliz. Não vai te impedir de me conhecer melhor. Já o seu grito fora da garganta vai diminuir a minha confiança, vai tirar a minha tranqüilidade, vai me fazer desejar sair bem rápido dali.

Eu não ia escrever esse texto porque twitei bastante, porque facebookei bastante, mas não quero este blog fora da discussão, visto que nos links da semana passada algumas pessoas ainda não tinham visto o resultado dessa pesquisa importante. Daí escrevi. Mas, às vezes as coisas precisam ser práticas como nessas redes sociais. Portanto, vou resumir: se é uma conversa saudável, é paquera. Se é um monólogo em que há o desejo incontrolável de colocar a mão nas calças, é assédio.

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* – relato rápido de situações que ocorreram comigo, com amigas e parentes. E algumas que provavelmente aconteceram com todas nós.

Justin Timberlake aparece filosófico e poderoso em revista do NY Times

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Justin Timberlake e a fórmula do sucesso

É o homem da semana, o homem do mês e provavelmente o homem do ano: Justin Timberlake e seu “The 20/20 Experience” lhe rendeu apresentações memoráveis pelo mundo (e no Brasil <3) e a revista Time, do jornal New York Times, foi atrás de descobrir os segredos do recém-empossado príncipe do pop e deu a ele o título de “mestre de cerimônias” desta geração.

A entrevista mostra um lado um tanto quanto filosófico de Justin e o ex-‘N Sync tem a oportunidade de explicar como tem pensado sua carreira nos últimos anos. Num dos trechos ele explica finalmente porque ficou sete anos afastado da música, pausa que fez todos os fãs morrerem de saudade e que seria capaz de jogar muitos artistas pop que vivem da mídia no ostracismo. A resposta do porquê? Simplesmente “porque sim”.

Como era de se esperar, a entrevista vem acompanhada com belas imagens (!) clicadas por Hedi Slimane. Abaixo, outros trechos bem legais de Justin no modus operandi “filosófico”.


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“Eu tenho certeza que deve existir algum tipo de auto-ajuda boba sobre a área ‘cinza’. Eu venho conversando sobre isso com meus amigos que têm todos mais ou menos a mesma idade… Sabe, a vida não acontece em preto e branco. É na área cinza que você se torna um adulto… À temperatura média, na cor cinza, no lugar entre o preto e o branco. É aí que a vida acontece”.

“I’m sure there’s some self-help cheese-ball book about the gray area,” he says, “but I’ve been having this conversation with my friends who are all about the same age and I’m saying, ‘Y’know, life doesn’t happen in black and white.’ The gray area is where you become an adult . . . the medium temperature, the gray area, the place between black and white. That’s the place where life happens”

 

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“Não há muita substância na música. Toda a alma da música foi retirada. Agora a música é feita atrás do que está na mídia. Você tem duas ou três cantoras cantando literalmente a mesma música, só com títulos diferentes. Elas dizem a mesma coisa com a mesma melodia e com o mesmo BPM”

“There’s not as much substance [in music]. All the soul of it was removed. It was made for whatever the trending medium was. You had two or three different female artists who were doing literally the same song, just different song titles. They are saying the same thing with the same melody, with the same B.P.M.”

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“Eu tento explicar para as pessoas o quanto de atuação vai na música. O quanto de um personagem vai naquilo que você mostra no palco. Você já sentou com o Jay-Z? Ele não é o cara que ele é no palco. Eu não sou o cara que eu sou no palco. Eu sou um performer.”

“I try to talk to people about how much acting goes into music,” he says. “How much of a character goes into what you put on stage. You ever sit down with Jay? He’s not the guy he is on stage. I’m not the guy I am on stage. I am a performer.”

Na entrevista, JT também reforça que a segunda parte de seu álbum, chega às lojas já no dia 30 de setembro, é como uma “irmã mais velha, mais intigrante e mais sexy” do primeiro CD. Como não querer ouvir tudo agora depois dessa descrição? Para quem quiser, a matéria completa está aqui.

You go, Justin!

Adam Driver de “Girls” posa sem camisa para Vogue e estrela campanha da GAP

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Não foi só o ex-“Girls” Christopher Abott que conquistou um lugarzinho ao sol nos editoriais de moda: o gato musculoso que vive dando um trato em Lena Dunham na série também. O ator Adam Driver finalmente teve seu potencial reconhecido e agora exibe o físico absurdinho em ensaio sem camisa para a disputada “Vogue” de setembro.

Apesar do bigodinho latino e dos cabelos escuros do ator, a locação escolhida não tem nada de tropical. O ensaio cumpre uma das chamadas editoriais do outono e traz Driver com a modelo ucraniana Daria Werbowy em cenários gélidos da Irlanda.

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Além do ensaio para a september issue, Adamzinho também foi anunciado como garoto propaganda da campanha Black and Blue da GAP, vestindo os jeans que são a cara da marca.

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Não sei vocês, mas de repente comecei a achar essencial que um homem saiba acendar uma bela fogueira, tosar uma ovelha e montar um burrico para me buscar lenha na hora do almoço. Brucutuzismo is back!

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The Wanted faz homenagem a boy bands dos anos 90 em clipe

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The Wanted: ~novinhos~ homenageiam Backstreet Boys, ‘N Sync e Take That

Grupo britânico dos grudentos “oh oh oh” de “Chasing The Sun” ataca novamente: os The Wanted tentam agora mais uma vez embalar o verão gringo. A música se chama “Walks Like Rihanna”(!) e fala de uma garota que não sabe cantar, não sabe dançar, mas quem se importa? Ela anda como a Rihanna e isso a torna irresistível! rs

É o tipo de música que os adolescentes americanos vão ouvir num fim de tarde e os caras resolveram não levar nada a sério e caprichar num vídeo parodiando várias boy bands dos anos 90. Os meninos refizeram a cena das marionetes de “Bye Bye Bye” do ‘N Sync, se vestiram de branco como os Backstreet Boys em “I Want It That Way” e tomaram um banho de chuva para imitar o Take That em “Back For Good”. Olha o clipe:

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A música é bem bobinha, mas o vídeo toca na nostalgia e eles já têm alguns pelos no rosto, o que os torna muito mais atraentes que os One Direction. rs Brincadeiras à parte, deixo aqui os vídeos originais – porque relembrar é viver e porque o cabelo do Justin Timberlake (<3)  já foi muito ruim….

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Carta de divórcio

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Querido,

Não sei muito bem como lhe escrever esta carta, mas a verdade é que não tenho sido muito sincera contigo. É verdade. Não atendo sempre o telefone, ignoro seus Whatsapp e já não tenho a mesma rapidez de antes para responder quando você está online. Também não acho que ainda tenhamos aquela sintonia de pensamento do começo.

Meus interesses mudaram um pouco, normal!, todo mundo muda, mas não vi muito interesse de sua parte para acompanhar o que me fazia feliz. Claro, sei que é um momento difícil para você, mas percebi que nossas conversas viraram monólogos e perdi o fôlego de dizer qualquer coisa além de “eu também” ou sinto muito depois de seus vômitos diários.

O engraçado é que sua família é ótima, embora não tenhamos nos encontrado muitas vezes. Suas turmas, apesar de você não entrar em detalhes quando está comigo, também são legais. Não entendo muito bem porque você faz questão de reclamar de todos eles, mas imagino que pelos likes no seu Facebook era mais um exagero daqueles. Não era?

Não temos os mesmos planos sobre como educar nossos filhos e nunca quisemos dividir o mesmo apartamento pois sabíamos que ia ser problema na certa, mas estávamos muito bem com isso. Ninguém é muito fã de telefone nem de cobrança, aliás, você nunca ficou me devendo dinheiro nem nunca perdeu algo que eu lhe emprestei. É realmente admirável. Talvez por isso, tão difícil.

Preferia que você tivesse quebrado algum CD meu, perdido meu livro favorito no metrô ou postado uma foto ridícula no Instagram. Aí eu teria uma explicação, uma desculpa, alguma coisa a mais para colocar aqui, mas não há nada. Nada mesmo. Só há um monte de fotos para guardar e DRs frescas na memória: sobre atrasos, sobre negatividade, sobre mil e uma coisas, mas menos sobre o que menos importa e mais dói. Assim, não rola mais.

O problema, bem, o problema não sou eu. O problema é você. Não sei como lhe dizer, mas quero o divórcio, meu caro amigo.

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Já se “separou” de um amigo? Já teve que pedir as contas de um relacionamento de pura amizade? Como foi? Por que você tomou esta decisão?

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