[Vídeo] Críticas no namoro: pode falar da aparência do parceiro (a)?

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Ter um relacionamento transparente e cheio de cumplicidade é maravilhoso, mas só quando esses dois ingredientes vem acompanhado de um terceiro: respeito. Tem muita gente que se aproveita da suposta intimidade para falar o que quer e até o que não devia para o outro e, sinceramente, não é legal.

Para falar desse tema, convidei a Pamela Rebelo, que também tem canal no Youtube, para um papo divertido. Tentamos responder a pergunta: pode criticar a aparência do respectivo (a) num relacionamento? Como fazer isso? Tem limite? Resposta: tem limite sim! Assiste e aproveita para se inscrever no canal também! 

e mais!

Além do vídeo de hoje, na semana passada fui eu quem dei uma passadinha pelo canal da Pam. Respondemos uma tag divertidíssima juntas, chamada “Would you rather?”, que nada mais é que “o que você prefere?”. Respondemos altas perguntas malucas, tipo: tomar um copo de suor ou comer um sanduíche de pelos? >.<

Bom para descontrair depois do ~drama~ do primeiro vídeo! haha

Para ver outros vídeos já publicados, clique aqui.

Heróis dos quadrinhos com corpo de gente real

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O que mais te impressiona quando você vê um cosplay bem feito? Os detalhes da roupa? O acabamento? A semelhança do rosto? O que mais me impressiona, digo com certeza, é a semelhança física. Ficar com o corpo parecido, nem que de longe, com o de um herói ou heroína é proeza para poucos ou requer habilidades de drag queen, no caso das moças. Em alguns casos, no entanto, chega a ser impossível.

Para ilustrar bem a questão, o site Bulimia.com convidou artistas para redesenharem algumas capas de gibis e darem corpos realistas para vários heróis. O objetivo é mostrar que não é só o recheio que é ficção: os traços também. E não é que nem elas, nem eles, ficaram menos bonitões por isso? ;)

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O que aprendemos com Jimmy Fallon, ou: quando o queijo brie não é suficiente

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São os 9 minutos de maior vergonha alheia e “essa é minha vida, esse é meu clube” que já vi na televisão contemporânea. Depois de assistir à entrevista quase desabafo de Nicole Kidman com Jimmy Fallon, cheguei à conclusão: je suis Jimmy Fallon. Não importa de qual lado você já esteve (no meu caso, dos dois), a questão é que todo mundo vai deixar uma oportunidade incrível passar por nem enxergar que ela era uma possibilidade, seja amorosa ou não.   

Na entrevista, Jimmy conta que, há uns anos, foi pego de surpresa com um amigo dizendo que ia levar a Nicole fucking Kidman em sua casa e aconselha que ele compre queijos legais, algo para comer. Ele então resolveu comprar brie e salgadinhos, embora ele nem soubesse o que era um queijo brie. Muita falta de cultura gastronômica, aliás, e espero que isso tenha mudado, mas a questão é que ele fez um grande esforço para tentar lidar com o inimaginável que era ter Nicole fucking Kidman na sala da sua casa. Isso já era tão inimaginável que insinuar que ela ainda queria dar uns beijos entraria no nível pegadinha com câmera escondida.

Agora, quantas vezes você já fez um pequeno esforço, que parecia gigantesco, mas que não alterou em nada o curso geral das coisas? Quantas vezes você não comprou um queijo brie achando que seria suficiente e nem imaginou que havia um baú do tesouro que se escondia atrás daquela curva fechada? E aí, depois de tão cansado, resolveu ligar o videogame e abandonar a quest da vida real no meio?

Os conformados dirão que “não era pra ser”, mas tirando o contexto amoroso da coisa, é absurdo pensar quantas vezes colocamos nossas forças no movimento errado e abandonamos o objetivo principal na sequência, de tão exaustos que estamos. Pense na sua vida profissional, por exemplo. Quantas vezes você parou no queijo brie e depois ligou o “Just Dance” porque ficou tímido? Porque não foi cara de pau? Porque achou que não era bom o suficiente?

Seja qual for o assunto, o brie e o videogame, o que aprendemos com Jimmy Fallon é simplesmente: try harderJá que não temos bola de cristal para descobrir aonde a força deve ser aplicada e já que foi difícil chegar até aqui, continue tentando. A recompensa pode estar depois da curva da estrada, e você nem imagina o quanto ela pode ser incrível!

Se você ainda não viu o vídeo, está mais que na hora. Pegue a pipoca e reflita.

Garotinho aprende desde cedo que dá para ter estilo sem gastar muito

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A primeira reação ao ver essas fotos é gritar AWN! na frente do computador. A mamãe Collette Wixom deve ter percebido o potencial do filho de apenas quatro anos e começou a compartilhar na internet o estilo de Ryker num blog e num instagram. Preciso nem dizer que ambos bombam a cada post, né?

Para fazer as fotos, Collette se inspira em lookbooks de grifes ou editoriais de moda masculinos bem adultos e “hackeia” o estilo para o filho usando peças de marcas mais em conta, como GAP Kids, H&M e Zara. No instagram, a descrição do usuário “MiniStyleHacker” vai direto ao ponto: “Você não precisa ser rico para ter estilo!”. Não mesmo! E, ainda bem, já tem gente aprendendo cedo a lição…

Imagina esse rapazinho no futuro? ;)

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Sexo é tudo, ou quase nada

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A geração Y faz menos. Os japoneses trendsetters fazem menos. A humanidade prefere ler, ouvir e assistir tudo a respeito ao invés de precisar derramar algumas gotas de suor na roupa da cama recém-lavada. Somos metódicos e sexo é cansativo, bagunçado e exagerado. Estamos ocupados demais para um pouquinho de caos.

Se antes a brincadeira entre as famílias com muitos herdeiros é de que não tinha TV em casa, hoje a brincadeira pode ser que um smartphone é um ótimo anticoncepcional. Chega até a parecer uma piada que tantos aplicativos para te ajudar a fazer sexo surjam justamente num momento em que o telefone já é um dos grandes vilões da relação sexual. O que isso quer dizer é muito simples: estamos sempre com medo de perder alguma coisa – o famoso mal moderno do “FOMO” (fear of missing out).

Explicando rapidamente, o FOMO se caracteriza por uma grande ansiedade diante da falta de informações sobre algo ou alguém. Acabou a bateria do celular e você fica na rua com aquela sensação de quem saiu de casa pelado? O wi-fi não funciona e você pre-ci-sa saber o que acontece na grande rede mundial de computadores? Parabéns, talvez você saiba bem do que o FOMO é capaz!

A relação dessa deprê moderna com o rala e rola é bem simples, quase patética. Quando não estamos transando, estamos desesperados imaginando que perdemos algo enquanto todos tem orgamos múltiplos em pleno sábado à noite. Grindr, Tinder, Chat do Facebook, se vira como pode. A gente escolhe transar, mesmo se a noite no motel tiver jeito de masturbação assistida. Ironicamente, se temos com quem nos relacionar, achamos que estamos perdendo alguma outra coisa e vamos, de fato, fazer outra coisa, porque sempre haverá algo a ser feito antes do sexo. A gente escolhe não transar, mesmo sabendo que aquela pessoa ali te conhece de cabo a rabo, com o perdão da expressão.

Diante de tanta pressão social (desculpe se este texto se enquadrar nisso), cada vez mais o sexo é tudo para se ter um relacionamento feliz. O quanto é normal? O quanto é pouco? É bom comparar com os amigos? “Ah, relacionamento longo é assim mesmo”. “Alguns meses já é longo, então?”, se questiona o cidadão cansado que cai no sono com o celular na mão antes de concluir uma simples punheta para relaxar.

Por outro lado, sexo é cada vez mais nada. Não é raro ver casais extremamente cúmplices que não se tocam embaixo das calças há um bom tempo e são felizes assim. Felizes, mas talvez preocupados. “Será que sou chifruda por isso?” ou “Ela deve estar dando para alguém, não é possível”. Dormir tranquilo é um desafio, porque talvez não seja “possível”, mesmo.

No filme incrível de Spike Jonze, “Her”, a inviabilidade de se viver sem sexo é o maior problema enfrentado no relacionamento do geek Theodore e do sistema operacional Samantha. Num tempo fictício em que é absolutamente normal o absurdo de namorar um computador e de viver com os olhos vidrados nas telas de nossos aparelhos (algo que deveria ser tão absurdo quanto), o sexo é um dos últimos alertas para acordar os personagens para o que realmente importa.

O tempo que cada um decide gastar nesta gangorra é uma escolha absolutamente pessoal, mas sempre há, sim, a possibilidade de o lado  “nada” estar precisando do sopro de vida de um bom “tudão”.

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Lulu e Tubby: os apps que viraram novela

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Um campo de batalha é cor-de-rosa. O outro campo de batalha é azul. Um se apresenta com uma proposta divertida. O outro já chega como estratégia de vingança. No primeiro, a minoria tem a chance de falar – se divertir -, no segundo, a maioria tem a chance de se reafirmar. Bem vindos ao ringue que se tornou a discussão em torno dos aplicativos Lulu, que postei aqui,  e Tubby, sua versão masculina, no Facebook.

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O primeiro aplicativo foi criado por uma americana, Alexandra Chong, e se propõe como uma brincadeira feita por meninas para para meninas avaliarem o comportamento de ex-peguetes, ex-namorados, amigos e até parentes. O alto número de downloads botou o programinha na boca do povo e surgiu até um mercado paralelo de avaliações, tudo para o cara ficar bem na fita. Já o segundo aplicativo foi criado por um grupo de jovens que pretendiam dar direito de resposta aos homens, tudo focado exclusivamente na performance sexual. Em pouco tempo, a fanpage do Tubby ganhou milhares de fãs e centenas de curtidas em seu discurso de “botar medo” nas moças. É provável que seja lançado ainda esta semana, para não perder o hype.

Dito isso, vem a dúvida que mais ficou na minha cabeça durante as conversas com as amigas: será que houve toda essa repercussão em outros países em que o app foi lançado? Será que lá fora mulheres acharam horrível por temerem uma vingança? Será que homens se incomodaram, de verdade, em serem avaliados? Será que houve mesmo a necessidade de surgir um novo programa dando o outro lado, já conhecido, da moeda? Veja, todo mundo tem o direito de odiar a proposta, homens e mulheres, mas será que tanta comoção era mesmo necessária?

A exposição é realmente absurda, em ambos os casos. É como se você tivesse sido obrigado a participar de uma brincadeira de “rodar a garrafa” sem nem ter sido oficialmente convidado. Por isso, desde o início, era importante deixar bem claro que todos poderiam se retirar quando quisessem. No começo do Lulu, era tranquilo pedir para sair, isso até o servidor começar a engasgar. Muitos amigos ficaram presos no sistema e não duvido que alguns tenham tido até problemas pessoais por conta disso. Neste ponto, aliás, o Tubby está fazendo melhor: o app nem foi lançado ainda e você já pode ‘arregar’. É claro que a sobrecarga gera alguns erros, mas insistindo uma hora é possível sair.

Tirando toda essa questão da privacidade e dos nossos dados Facebookianos rodando por aí (o melhor, na verdade, é protegê-los lá na rede social mesmo), os dois lados são iguais e tem os mesmos propósitos: avaliar o outro. Mas, apesar de terem o mesmo fim, eles têm meios bem diferentes. E veja: são diferentes apenas e exclusivamente por conta do público com o qual trabalham.

Não é preciso levantar bandeira de feminismo ou ter doutorado em sociologia para saber que um homem “bom de cama” é muito bem visto em nossa sociedade. Sempre foi. Quando um homem cancela sua participação no Lulu, aliás, o app não é nada “feminino”: diz para o usuário que lá está cheio de mulheres do mundo todo falando apenas sobre ele e louquinhas para avaliá-lo. Como se nenhuma rapariga tivesse coisa melhor para fazer, ora pois. risos

Por outro lado, no Tubby, pelo pouco que vimos das tags, o resultado final vai se dividir em dois lados muito conhecidos pelas moças: você poderá ser safada/rodada (ruim) ou frígida/sem graça (ruim de novo). Também não sei se encontramos no Lulu, ou no mundo hétero inteiro, algo páreo para uma hashtag “#EngoleTudo”. Talvez porque realmente não tenha. Ao se descadastrar, você ainda é chamada de arregona (ruim outra vez).

Você pode odiar toda essa novela. Dizer que uma coisa incentivou a outra. Achar tudo infantil.  Na esperteza de um e no revanchismo de outro, é bem provável que um perca a pouca graça que tinha e o outro fique às moscas antes mesmo de começar. Aliás, como toda piada repetida, rir do opressor uma hora ia perder a graça. Já a piadinha com o oprimido nem deveria ter tanta graça assim.

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