Tag: histórias


Então que eu estava vendo meus feeds hoje e descobri que Cidinho & Doca, os MC’s do ParapapaETCpapapa, leia-se Rap das Armas, ou musiquinha do Tropa de Elite, ou “Morro do Dendê é ruim de invadir, ‘nós com os alemão vamos se divertir’” estão em primeiro lugar nas paradas de sucesso da Suécia.

O quão bizarro isso é? Muito. E mais bizarro ainda porque Larissa e eu (ela está de prova!) sabíamos que tal cançao ia bombar na Europa e ignoramos essa aberração. Quando em Amsterdam adentramos uma H&M super moderninha, adivinha o que estava rolando? Parapapapa. Ao vivo. Remixada na hora por um DJ nervosovidaloka nas pick-ups. E todos os atendentes cantarolando. E toda a galera da loja no pézinho “parapapapa”. E só a gente conseguia cantar além do “Morro do dendê…”., por que, afinal, né? A gente só sabe apreciar algumas coisas fora de casa.

E o remix que o DJ de lá estava mandando (ou copiando, agora não sei) era algo como isso aqui:
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Mas mais aberração que este sucesso absoluto, só essa guerrinha de jacaré de piscina no vídeo. O resto é previsível…
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Via PapelPop

Postado por loverox

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twitter: birds in a tree.

Twitter é um muro das lamentações com atualizações múltiplas a cada f5, dependendo da quantidade de pessoas que você segue. Mesmo que existam poucos passarinhos twittando no seu galho, certamente você já reparou o fator “ninguém me ama, ninguém me quer” que rola ali. E não adianta reclamar: uma hora será sua vez de grafitar o desabafo ali também.

Quando comecei no twitter, em abril/maio/junho de 2007, pouca gente lia, então era um prato cheio pra falar bobeira. Rolava uma espécie de terapia do desabafo diária ali e era ótimo: alívio imediato, conselhos instantâneos e ninguém de tão importante que te fizesse pensar que jogou merda no ventilador, afinal, o que era o twitter no Brasil em 2007? Era um bando de interneteiros brincando com uma ferramenta nova.

O fato é que criei (criamos) o péssimo hábito de soltar os cachorros por lá. Brigou com o chefe? Posta. Tá no trânsito? Posta. Comeu e não gostou? Posta no ato. Tomou um fora? Já sabe. Postamos lá toda e qualquer espécie de bosta aleatória e quando vê, ops!, já foi, I think I did it again.

Voltando à primeira pessoa do singular, eu só fui perceber o quanto isso era chato quando comecei a ver pessoas cujas atualizações eram basicamente isso, reclamar – e quando, em madrugadas e tardes desocupadas, eu percebia o número de followers diminuir com uma mera atualização de página depois de uma mera twittadinha inocente. Comecei a me disciplinar, eu já sabia o quanto era chato.

Com o surgimento de uma infinidade de ferramentas para mostrar quem deixou de seguir você, as pessoas pararam com essa aleatoriedade de seguir e des-seguir diariamente, mas surgiram os anjos da guarda. Vocês tem? Eu tenho. E explico.

Os meus anjos da guarda são cinco twitteiros que costumam aparecer em off para dar aquele toque sincero de amigo e dizer que eu não devia ter falado isso ou aquilo. Pode parecer intromissão, mas são amigos que, por algum motivo cármico, me entendem e conseguem dar um toque na hora certa.

De alguma forma, o “poxa, conversa com a gente ao invés de se expor assim” funciona muito bem, e apesar do alívio imediato provocado ao vomitar 140 caracteres, passei a pensar cada vez mais antes de apertar o update graças a esses anjinhos online.

É claro que, por conta da popularização do twitter, alguns de seus desafetos começam a criar arrobinhas ali e o que era puro elemento desabafístico vira indireta clara.

Aos poucos vão chegando seu ex-chefe mala, companheiros de trabalho que você adoraria não encontrar além do escritório e gente da escola que nunca mais olhou na sua cara – mas agora quer manjar tudo “desse tal de twitter”. Aquele cara que você ficou uma vez – e ele vai te seguir. Aquele cara que você ficou e adoraria mandar tomar onde o sol não bate – e ele vai te seguir. Aquele seu ex-namorado gente boa de anos atrás – e ele vai te seguir. O seu último namorado, mas que vai bloquear os posts dele – e não vai te seguir. Afinal, ele não quer você o siga.

Um belo dia, mesmo amparada por meus guardiões, tive um momento de deslize. Comentei sobre um caso mal resolvido antigo e acrescentei novidades publicadas no orkut que envolvem a situação civil atual do sujeito. Situação que não vem ao caso, sabe por que? Porque no dia seguinte ele nasceu em forma de “@” e começou a me seguir.

Mais uma vez, uma anjinha apareceu e, por algum lapso de sanidade em momento de alteração hormonal feminina, eu apaguei todas as twittadas sobre o assunto. Logo, salva pelo gongo, quando o rapazinho apertou o follow, não viu nada demais.

Agora sorria: eles estão te seguindo. Todos eles.

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Postado por loverox

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Antes de tudo: obrigada a TODAS as manifestações, gente! Eu sabia que vocês eram super legais, só queria ter certeza! 8)
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Agora sim: como faz tempo que não posto um meme, vou responder este aqui que a Any me indicou já faz um tempo (também)! Quem estiver afim de fazer, já sabe: posta e avisa nos comentários.

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MANIA: morder a boca compulsivamente – não de um jeito sexy, mas sim de um jeito detonador. Quem me conhece sabe que freqüentemente fico com o lábio machucado.

PECADO CAPITAL: preguiça, vaidade e luxúria – nesta ordem.

MELHOR CHEIRO DO MUNDO: loção pós-barba, dama da noite, Burberry: The Beat (meu novo perfume pra vida) e Baby Doll, de YSL (meu ex-perfume pra vida).

… e o meu loft teria uma(s) parede(s) assim.

SE DINHEIRO NÃO FOSSE PROBLEMA, EU: compraria um loft e decoraria a minha maneira. Sou louca por lofts!  Depois, eu mudaria todo o meu guarda-roupa a cada estação e colecionaria lingeries, provavelmente.

CASOS DE INFÂNCIA: eu tinha um Sansão da Mônica e batia nos meninos com ele. hehe

HABILIDADES COMO DONA DE CASA: Cozinhar e qualquer tipo de coisa relacionada a instalação. Sim, instalar computador, televisão, home theatre, antena da tv a cabo, ligar tudo e fazer funcionar. That’s me. E acho o máximo quando vêm os técnicos em casa e eles conversam de igual para igual comigo enquanto faço tradução simultânea pra minha mãe. 8)

O QUE NÃO GOSTA DE FAZER EM CASA: Lavar a louça. (ou seja: eu até cozinho, desde que alguém lave.)

DESABILIDADES COMO DONA DE CASA: Acho que não sei passar direito roupas complexas, fazer  “vincos” em roupas sociais e tal.

FRASE: “Ame a arte em você e não você na arte” (K. Stanislavski, pai do teatro moderno)

PASSEIO PARA ALMA: água de côco numa praia vazia, com solzinho ameno e uma leve brisa.

PASSEIO PARA O CORPO: caminhar no parque (vazio também, por favor!).

O QUE ME IRRITA: aquele padrão gente lerda + filas.

FRASE OU PALAVRA QUE FALA MUITO: “enfim”, “genial”, “surreal”.

PALAVRÃO MAIS USADO: porra!

DESCE DO SALTO E SOBE O MORRO QUANDO: tenho certeza que estou certa.

PERFUME QUE USA NO MOMENTO: Burrbery: The Beat

ELOGIO FAVORITO: prefiro elogios ao que eu faço do que ao que as pessoas podem ver. Prefiro um “você trabalhou muito bem naquela peça” a um “mas como você ficou linda naquela peça”, por exemplo.

TALENTO OCULTO: minhas composições musicais. Apesar de não ser mais meu foco principal, bastante gente sabe que eu canto/toco, mas quase ninguém ouve coisas de minha autoria – ou lê.

NÃO IMPORTA QUE SEJA MODA, NÃO USARIA NEM NO MEU ENTERRO: camisa com ombreira gigante e babucha. Não dá. Podem até tentar empurrar isso pra gente, mas não rola.

QUERIA TER NASCIDO SABENDO: matemática, física e química. Teria tornado minha vida escolar mais tranqs, já que meu forte sempre foram as “humanas”, mesmo manjando de cabos, codecs de vídeo y otras cositas más hoje.

EU SOU EXTREMAMENTE: teimosa, ansiosa e indecisa. Traduzindo? Antes de tomar uma decisão, eu vou pensar muito, não vou manter a calma enquanto decido e, portanto, vou me cutucar bastante. Meu lábio deve sofrer durante este processo, também. Sei que vou levar uns longos dias pra escolher o que fazer, mas quando decidir, não volto mais atrás.

Postado por loverox

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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um guia final de viagem para não faltar nadinha!

Esta é a quinta e última parte dos posts que contam tudo sobre a viagem. Se você perdeu as primeiras partes, veja aqui: primeira parte (Lisboa e Madri), segunda parte (Paris e Amsterdam), terceira parte (Berlim e Frankfurt) e quarta parte (Salzburg e Veneza).

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Segunda-feira sairá o guia de viagem com 10 dicas básicas para viajar pela Europa, que completará meu top 100! Dicas gerais e completas: como fazer a mala, escolher hotel, calcular o dinheiro (e as compras!), decidir quais museus visitar e etc. Tenho certeza que vocês vão gostar (e guardar!).

Agora, vamos à cidade eterna e o último top 10 da viagem. Com vocês, Roma (e o Vaticano)!
(todas as fotos de Roma estão em meu flickr.)
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Roma

visitei o Coliseu com chuva, o que tornou as fotos muito mais dramáticas, se é que isso é possível.
O próprio ambiente é dramático, tem energia carregada and all that jazz.
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81. Sobre a fundação de Roma:

Segundo o mito romano, a cidade foi fundada a cerca de 753 a.C.[2]. por Rómulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba, que são símbolos da cidade. Desde então, tornou-se  centro da Roma Antiga (Reino de Roma, República Romana, Império Romano) e, mais tarde, dos Estados Pontifícios, Reino de Itália e, por fim, da República Italiana, com a unificação do país em 1871.

É por essas e outras que Roma é considerada a Cidade Eterna: além de ter sido capital de governos poderosos e agregado a si as culturas de diversos outros povos conquistados, ela ainda é guardiã do Vaticano, micropaís-sede da Igreja Católica que, apesar de contar com moeda, policiamento e governo próprios, recebe todo o apoio do governo “romano” e, obviamente, o incentivo turístico.

82. Faça questão de visitar Roma depois de Paris, se você for aos dois lugares. É muito engraçado observar como a capital francesa copiou a italiana em centenas de aspectos da organização urbana e dos monumentos, fontes e praças. Chega a ser engraçado, porque em Roma tudo é obviamente parecido, só que bem mais antigo que em Paris, então só pode ter servido de inspiração. E realmente inspirou Eugène Haussmann, urbanista responsável pela reforma de  Paris em 1840, com o intuito de transformá-la num cartão postal.
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Roma

Fontana di Trevi (que é gigantesca!), cenário de “La Dolce Vitta” (1960), de Fellini.
Praticamente um poço
a céu aberto de dinheiro de turista querendo amor e boa sorte.
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83. Se Paris inspirou-se em Roma e tem um número absurdo de pontos turísticos , Roma tem ainda mais. Só para ver todas as fontes da cidade, você vai perder umas boas horas rodando, e se quiser fotografá-las de dia e de noite, para ver as iluminações belíssimas, vai demorar mais ainda. São castelos, museus, ruínas, estátuas, fontes, pracinhas e todo um infinito de coisas pra ver. Passamos 4 dias em Roma e certamente vimos muito pouco, portanto eu recomendaria dispender um bom tempo para visitar a capital honorária do velho mundo.

84. Apesar das “ruínas principais”, como o Coliseu e o Senado romano, ficarem localizados em regiões mais centrais da cidade, Roma tem ruínas espalhadas por todos os lados (inclusive do lado do meu hotel tinha uma!), o que  prejudica a  própria ampliação da rede de metrô deles, porque toda vez que iniciam-se escavações são encontrados fósseis e materiais arqueológicos.

Entre todas as cidades que visitei, as que menos usamos o metrô foi Amsterdam, porque ele simplesmente não existe por lá! hehe Já em Roma, o metrô é pequeno (apenas duas linhas, uma norte-sul e outra leste-oeste), porém atende todos os pontos turísticos da cidade e tivemos a sorte de ficar localizadas do ladinho da estação central, que une as duas linhas.

Roma

Praça São Pedro vista do alto do domo da Basílica.  Consegue ver um rio ali?
Sim, é o Tibre, o tal rio que você ouviu falar durante anos na escola.
(agora preciso conhecer o Eufrates! Mesopotâmia rlz!
8))
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85. Você já sabe (ou poderia saber) que o Vaticano é o menor país do mundo (0,44 km²), que consiste basicamente de uma praça, a Praça São Pedro, e de prédios administrativos e museus; que é a cidade-Estado sede da Igreja Católica; que foi um acerto de contas entre governo italiano unificado e Igreja em forma de “presente territorial” dado por Mussolini ao papa Pio XI, de forma que a igreja tivesse seu próprio espaço e não metesse o bedelho na administração italiana ou romana.

O que você não sabe, *hihihi*, é que os caixas eletrônicos dos bancos do Vaticano são os únicos do mundo em que LATIM é uma das opções de idioma para ler as mensagens do banco durante a transação. Genial! 8)

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Postado por loverox

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post longo, diversão garantida. 8)

Eu sempre tive curiosidade de ir ao cinema sozinha. Curiosidade mórbida talvez, mas que não se aplica quando o assunto é comer sozinha. Estou habituada a almoços e cafés “reflexivos” e entretenho-me facilmente assim, inclusive porque uma vez aprendi num livro incrível como se deve comer sozinha com classe.

Não sei se vocês já ouviram falar do Como andar de Salto Alto, mas é praticamente uma bíblia cor-de-rosa para mulheres (jura?!) não fazerem feio nunca, em lugar algum. Traz dicas de todo o tipo, dada pelos mais diferentes figurões, e é provável que você se lembre vagamente desta bibliografia obrigatória porque é lá que Giselinha revelou seus truques modeléticos de como posar pra foto. Rapidamente? projete-o-queixo, coloque-uma-das-pernas-a-frente, abra-bem-os-olhos, não-olhe-de-frente-pra-câmera e, o plus, olhe-sempre-por-baixo. Outras gentes importantes também abriram seu baú por lá, mas são gentes que não vou citar porque o assunto não é esse, mas dica pra foto todo mundo quer.

Só pra fechar o assunto, antes que alguém diga que isso aí é livro de mulherzinha-inha: sim, Camilla Morton, autora do livro, te ensina a andar de salto alto (!), mas também te ensina a apostar no Jockey Club. E te ensina a jogar poker. E, sim, foi com ela e com o livro que  aprendi  a jogar poker de verdade e hoje estou apta  para as jogatinas deste mundão e pronta para tirar até as cuecas de qualquer adversário. Hit me!

O fato é que, numa de suas lições de elegância, Camilla ensina como lidar com diversas situações em que você está solitária, mas “ir ao cinema sozinha” não é uma delas.
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por R$2,00 e ainda correndo o risco de ser bom? tô lá.

Como eu estava com bloqueio criativo e descobri a sessão promocional das 15h do Cinemark por apenas R$4,00 (valor que dividi pela metade com o uso de minha carteirinha universitária), resolvi partir para um experimento empírico que deveria me render algum tipo de inspiração, já que eu nunca tinha ido sozinha ao cinema antes. E o melhor: se a experiência toda fosse ruim, eu não ia me arrepender tanto, já que não ia doer neste bolso universitário. Mas, a experiência foi boa. Ótima..

Eu sempre imaginei que ir ao cinema sozinha fosse uma das expressões máximas de independência. Mais até do que ir para uma festa ou cair na noite all by yourself, porque, chegando no evento noturno, você vai esquecer até de você mesma, dependendo do nível birita da coisa. No cinema, não.

No cinema você vai se aturar sozinha por uma hora e meia. Ou duas. Ou três. Você não só vai ser “boa companhia pra você mesma”, mas vai ver aqueles casais melosos, adolescentes em grupos e turmas de amigos animadas – atenção para não se deixar levar por este último grupo!

Sim, porque você poderia ver um filme qualquer em casa, sozinha. Você poderia simplesmente aguardar ter uma companhia. Você poderia se esquivar de ser objeto de olhares curiosos. Mas, não! Você resolveu ir porque tá afim. Você resolveu se arrumar e sair de casa porque você quer ver essa p&¨% de filme logo.

Você não quer esperar o DVD. Você não vai aguardar a boa vontade do Telecine. Nem dos seus amigos – ou amigas. Ou talvez, sei lá, talvez você queira um pouco de quality time só pra você. É. Bem provável que você nem queira companhia! Capaz que isso nem seja um problema. Aliás, possível que isso não seja nem uma questão a ser feita: “companhia? Pff! Hoje quero me agradar”.

Aí eu fui, nessas de me agradar. O preço era agradável, como eu já disse, e eu acabei pagando 4 vezes o preço numa pipoca média e numa coca pequena, mas tudo bem: eu não resisto à pipoca no cinema. Nem em cinema cult. É algo que eu simplesmente não dispenso. E, falando nisso, não é ridículo pagar mais caro na coca-cola do que no ingresso? …

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Postado por loverox

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Fazia uma semana que eu não carregava meu ipod. Por algum motivo, eu sempre esquecia, ia ligar o bendito na bolsa e nada… Tela preta pra mim. Só por isso consegui ouvir uma conversinha interessante.


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o último registro da paciência da senhorinha.

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Estava eu no terminal Vila Mariana, onde tomo meu ônibus pra casa depois da aula, e escuto um casal de velhinhos discutindo. A mulher falava alto, e o homem, mais baixo e também cabisbaixo, tentava evitar a conversa. Quando consegui entender meia dúzia de palavras, ouvi isso vindo da senhora:

– Mas você nunca me deu um presente, uma lembrança, nada! E eu vou parar por aí.

Vamos refletir. Um casal de uns 80 anos de idade e uma senhora reclamando a essa altura do campeonato de que nunca recebeu um presente do marido.

Triste? Eu poderia dizer que sim, afinal isso poderia refletir anos de dedicação da esposa para com seu marido/casa/casamento e nenhum tipo de retorno por parte dele. E aqui vamos deixar bem claro que o presente não é simplesmente um presente, mas sim um mimo de reconhecimento. Flores morrem, mas cumprem seu papel antes de murchar, além de não serem o que se pode chamar de caro.

Só que eu não acho triste. Aquele casal tinha grandes chances de já ter completado bodas de ouro e, bem, se até esse ponto você não teve um tantinho assim de tato para conversar com a outra pessoa, ou não teve a coragem necessária para mudar as coisas de cabeça pra baixo, talvez a culpa seja sua. No caso, da senhora. Aí, botar pra fora toda uma mágoa antiga no meio de um lugar público se torna compreensível, já que tira totalmente o direito de resposta do senhorzinho que, sabiamente, não queria chamar atenção.

Tudo bem, ele pode ter se tornado um senhorzinho rabugento, mas há alguns trinta anos, talvez ele não fosse de todo ruim. Se considerarmos que esta mulher de mágoa antiga deve ter sido educada de forma antiga (leia-se: educada para “agüentar”), ela também deve ter recebido instruções suficientes de como dizer as coisas com jeitinho. E podia tê-lo feito.

A paciência do cão que esta senhora ainda tinha há três décadas teria sido fundamental para evitar a cena que eu (e muita gente) viu. Paciência de Madre Teresa que ela já não tem mais, já que ainda por cima tem de tomar conta do marido malandrinho que pula o horário do remédio.

O papo dos dois continuou e, num instante, já estavam lá falando de exames e do tal medicamento esquecido – típico. Em dois palitos, o senhor notou a presença de uma menininha, interrompeu a conversa e puxou papo com ela:

- Quantos anos você tem?
- 6 anos!
- Você já sabe ler e escrever?
- Já!
- Que bonitinha!

E fez um afago na cabeça da garota.

Depois disso, a minha teoria se confirmou. De fato, o senhor não era ranzinza e a situação também não era triste, apenas se tornou cômoda. É claro que ele poderia ser um psicopata ou aqueles tipos que são maravilhosos na rua e aprontam em casa, mas minha imaginação não permitiu pensar tão mal daqueles cabelos brancos simpáticos.

Entrei no ônibus com raiva da mulher, afinal de contas. Ela era a ranzinza. E, cá pra nós, revirar baú a essa altura da vida me parece uma coisa muito feia de se fazer…  Principalmente num terminal de ônibus.
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Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
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