22 fotos da festa de casamento mais cool que você já viu

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Não dá pra esconder que o Pinterest é o lugar número um para quem procura referências visuais. Quando o assunto é casamento, então, é impossível imaginar uma noiva a essa altura da Internet que não crie uma continha por lá pra dar uma espiada no que outras pessoas estão fazendo pelo mundo.

Ao mesmo tempo que é legal e altamente inspirador, é inegável que to-da festa de casamento virou um BINGO de Pinterest: tem a máquina de escrever antiga? Check. Tem a plaquinha “lá vem a noiva”? Check. Tem o conselho “pick a seat, not a side”? Check. Tem bolhas de sabão no fim da cerimônia? Check. Atenção migas que estão lendo isso: não tô querendo tirar uma com vossas festas, mas é fato que algumas coisas já caíram no lugar comum. Vai ver é exatamente por isso que as organizadoras de casamento mandam os casais definirem muito bem o que querem, tudo para não transformarem o evento numa colcha de retalhos de referências dos outros.

Por essas e outras, fiquei absolutamente pasma com as fotos desse casamento super diferente e com decór industrial que rolou em São Francisco. Os noivos Jacy Ceccarelli e John Keedie são designers e resolveram dizer o sim num galpão e usaram tanto a área externa quanto a interna, transformando o espaço numa pista de dança inspirada nos ‘clubes favoritos deles de Berlim’.

OK, agora você aí, impressione-se também. E que o Pinterest se segure para tanta novidade:

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cadeiras brancas estrategicamente posicionadas para a cerimônia

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um triângulo branco traz paz e serenidade para o lugar do ‘sim’

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segundo o casal, coque masculino continua em alta

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Moderninhos do Coachella curtem até bandas que não existem

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pegadinha hipster do dia: essa banda que você ama não existe!

Lembro de uma camiseta que ficou famosa por ter a seguinte frase “I listen to bands that don’t even exist yet”. A peça era feita por um site de “moderninhos” e virou moda entre os moderninhos. Mas eis que o orgulho dos caras que acham que manjam tudo de música virou motivo de piada no programa do Jimmy Kimmel! hehe

No “Jimmy Kimmel Live” desta segunda-feira, o quadro “Lite Witness News” levou uma repórter danadinha para o festival Coachella e fez a moça perguntar para mil e um hipsters sobre bandas que não existem ou sobre álbuns com nomes absurdos que nunca foram lançados. A resposta de todo o público? “Claro que conheço ‘Obesity Academic, eu adoro o estilo deles”. Fora isso outros comentários genéricos foram feitos: “essa banda é louca, eles tem uma energia incrível, um visual incrível”. Enfim, um grande whatever incrível.

Veja você como foi a brinks no deserto:
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Depois dessa, a gente pode esquecer os posers do metal definitivamente: o lance agora é ser poser do indie! No fim, quero saber: alguém tá no Coachella pela música mesmo? Festival deles virou um belo carnaval e roupa  é fantasia – com cocar na cabeça, então, você faz mais pontos!

 

Sobre carapuças e estilo para os outros verem

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sendo uma coruja entre humanos

Festivais de música agora são palco também de fenômenos curiosos além da música. Durante o Planeta Terra, vi algo curioso: uma garota fantasiada ao estilo folk de Kate Bosworth no Coachella. E quando digo “fantasiada” não é de uma forma lúdica ou brincalhona como já falei outras vezes aqui. Com a quantidade de fotos que vemos das musinhas em gramados assistindo show de música (seria road trip o novo festival?), acho mais que natural que inspirações aconteçam e que nem sempre isso tenha a ver com o estilo de cada um. Mas dessa vez é sério mesmo.

A cabeça e os pés da garota não tinham a ver com a imagem que ela trazia no meio e o próprio meio se dividia com uma alça de Louis Vuitton de sei lá quando, penduradinha do lado esquerdo. Na hora saquei que aquilo não era ela, era de fato apenas uma fantasia, dosada com uma marca e com um jeito de se comunicar apenas tentando dizer “eu sei a tendência”.

Horas depois, abro o Facebook e encontro comentários do tipo: “parem com a overdose desse festival, já sabemos que vocês estão aí” e outros mil comentários chamando o festival de “encontro dos publicitários moderninhos” e outros adjetivos do gênero, como se ninguém ali gostasse da música e todos estivessem fantasiados para passar adiante um estilo de vida.

Acho engraçado. Acho engraçado que de fato alguns realmente poderiam estar ali prontos para causar uma impressão e às vezes pode até não ser de caso pensado, pode ser apenas uma maneira de esconder a insegurança de estar num lugar diferente. Quem garante que a menina “do folk” não estava ali apenas porque ganhou um convite e tentava  se “encaixar” num lugar que considerava diferente dela? É claro que ela escolheu a forma mais fácil e rápida possível. Outro jeito seria estudar os shows e decorar umas músicas, mas amar algo dá mais trabalho do que estar na moda.

Essa condição de julgamento que se abate a alguns comportamentos modernos e/ou cafonas é muito intensa, e me incluo nisso também, seja reagindo ao comentário no Facebook, seja interpretando a roupa da garota. Este texto inteiro, aliás, é uma reação, mas o que eu quero dizer é que parece que é preciso curtir um caminho sempre seguro para estar, ahn, seguro.

Hoje não se pode curtir uma banda só porque você conheceu pela internet: você é hipster (como se existissem hipsters no Brasil, mas isso é papo pra outro post); não se pode curtir sertanejo: você é cafona. Não se pode usar a roupa moderna: hipster de novo!; não se pode usar vestido colado ou camisa xadrez: piriguete/playboy. E ai de você se curtir uma banda que conheceu online, curtir ir num sertanejo de vez em quando e ainda cultivar uns vestidos de bandagem no armário: vai ser incompreendido em todos os lugares.

O interessante e legal é onde não há erros. É não ser vegetariano, nem bombado: é apenas dar uma corridinha pra manter a saúde. É continuar pagando rios de dinheiro para ir nos shows do U2 e do Guns ‘n Roses sempre que eles vierem ao Brasil ao invés de tentar algo novo. É deixar uma peça de roupa mofar no armário porque não encontrou “ocasião” para usá-la – e desde quando não é você que faz a ocasião, não é mesmo? Tá, vamos apenas perdoar vestidos de gala e fraques. cof cof

Comprei uma calça listrada dia desses e tô nesse balaio do “deixei lá porque não sei onde usar” e fico apenas pensando no apelido de “Beetlejuice” que eu poderia ganhar, tipo no trabalho. Fui largando a oportunidade para uma balada, a coitada da peça vai ficando esquecida e deixo sua “interessância” ir morrendo lentamente no meio dos cabides, apenas porque o interessante gera também interesse às avessas.

De fato. Não escolhi essa calça por ser fantasticamente linda, escolhi pela diferença, pela impressão e porque achei que tinha bolas o suficiente para usá-la sem parecer uma fantasia. Shame on me. No fim das contas, é uma peça tão insegura quanto um vestido curtíssimo que pode dar pinta de algo que você não quer a qualquer momento. É tensão na certa.

Só que… Sabe, o clássico é ótimo, o clássico é bom, mas nem sempre é interessante pra valer. Pode ser apenas falta de opção e é certamente falta de ousadia, seja lá para qual canto for. Por isso, juro que vou me esforçar e faço aqui um pedido: tire você também sua calça listrada do armário, mas tenha a coragem de usá-la até na festa de sertanejo que você tá querendo ir. Ou ouse ir de Planet Girls num festival indie com aquela banda que você adora e ainda não assistiu.

Quanto mais coragem, menos carapuças.

Será que você está num casamento hipster?

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fontes escolhidas a dedo? flor no cabelo? Sorria, você está num casamento hipster!

A internet, esta monstra, está cheia de sites recheados de dicas para ajudarem noivos a fazerem do seu casamento uma noite inesquecível. Só que hoje em dia não basta apenas fazer uma festa bem organizada e animada; hoje em dia a festa de casamento tem que ser “instagramável”, tem que ser digna de fazer com que todas as fotos possam ir parar no Pinterest para serem repostadas para todo o sempre, mesmo que já tenha rolado o divórcio.

Brincadeiras à parte, é fato que todas essas redes de compartilhamento de imagens levaram as mesmas referências “fofinhas” para noivos de todo o mundo: festas no campo com luzes penduradas, bandas cool tocando… E é inegável que muita gente está se inspirando no que vê online. Por isso, você aí pode acabar sendo convidado para um casamento super, hiper, mega ultra hipster. E os noivos nem precisam ser hipsters para quererem uma festa hipster.

Por isso mesmo, puxe da memória a última festa em que você esteve ou saque o convite que você acaba de receber (sim, ele também contem pistas!) e descubra com esse infográfico: será que você foi convidado para um casamento hipster?

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Grimes: som bom e o clipe maluco de “Genesis”

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a cantora e compositora Grimes

A canadense Grimes já tinha dois discos lançados até estourar com o seu “Visions”, álbum que chegou às lojas em janeiro deste ano. Com composições malucas, visual interessante e som eletrônico pra te botar pra pensar (e dançar), a moça já saiu em turnê com Diplo e Skrillex e ganhou de vez o coração dos hipsters – a tag da gatinha bomba no Hipster Runoff!

Esta semana, Claire Boucher, seu nome de batismo, lançou o clipe para uma das tracks mais comentadas do álbum, “Genesis”. Para o vídeo, ela mesma assinou a direção, mas fez questão de dar uma confundida na galera usando o nome real nos créditos.

São pouco mais de cinco minutos e meio de maluquices. O vídeo começa com Grimes pegando carona com três coleguinhas “exóticas” no meio de uma estrada. A partir daí, o visual vai mudando completamente e é tanta informação visual que não tem como não ficar vidrado.

Podem chamar a construção visual de poser, mas essa mistura maluca de espada no mar, espada pegando fogo, Yemanjá clubber, Sailor Moon punk, cobra amarela passeando no carro e ritual de gangue acaba ficando interessante. Não precisa tentar entender, até porque a música já tem uma pegada “diferente”, para dizer o mínimo.

E, bom, claro: quem achar o clipe bizarro demais, pode por os fones e se concentrar na música, que é realmente uma das  melhores do ano.mais primorosas do álbum e certamente uma das mais interessantes do ano. Dá o play!

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Grimes é artista para ficar de olho, nem que seja para prever tendências e separar o joio do trigo, a bizarrice da modernidade. Para entender bem o que digo, ela até já se aventurou criando acessórios: um anel em formato de vulva. Sim, vulva.

Doida/poser/à frente do seu tempo ou viajandona, taí uma pessoa no mínimo corajosa e com bom humor. Que turminha do barulho, hein? rs

Teste: será que você é hipster?

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A comunidade “hipster”, se é que ela é uma comunidade, inspira amor e ódio: ódio dos que acham tudo uma grande babaquice, e amor velado de quem segue à risca todos os passos para entrar para o clubinho.

Daí fizeram este teste maluquinho, o “How Hipster Are You”, tipo aqueles de revista, para responder afinal se você é um hipster ou se na verdade é mainstream que se acha. O que é bom é que, bem, quem estava em Marte e ainda não entendeu WTF é hipster, vai conseguir notar as características da espécie através de um termômetro que mede as respostas.

(Sim, sim, o  meu teste é esse aí e deu “trying too hard”. O que devo fazer agora? Cortar os pulsos e twitar citando Caio Fernando Abreu? risos)