5 motivos para você assistir a série “Girls” da HBO

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O quarteto de “Girls” da HBO: Allison Williams (Marnie), Jemima Kirke (Jessa),
Lena Dunham (Hannah) e Zosia Mamet (Shoshanna) 

Quatro amigas, Nova York, empregos nada definidos, pouco dinheiro na conta e estabilidade zero nos relacionamentos: é este o cenário em que vivem as protagonistas de “Girls”, série da HBO escrita, dirigida e protagonizada por Lena Dunham, que já mostra de cara a que veio quando coloca na boca de sua personagem Hannah que ela pode ser “a voz de sua geração” – ou pelo menos “uma voz de uma geração”.

Hannah quer ser escritora, tem muitos planos, poucas habilidades, pais que ajudam a pagar as contas e um ficante extremamente freak. Suas amigas variam entre uma garota certinha, uma estudante virgem e uma garota megacool viajada e descolada, mas o que importa é que o quarteto representa uma geração em que curso superior não garante nada além de um estágio não remunerado e pais pouco esperançosos em investirem dinheiro nos filhos.

Misture a tudo isso um pouco de piadas relacionadas à internet, Twitter e Facebook, relações sexuais politicamente incorretas e uma trilha sonora bem bacana e temos um seriado não só atual, mas extremamente visceral. É pouca maquiagem e muito texto, o que o torna bem diferente de qualquer outra série para garotas que já tenha surgido – no primeiro capítulo, aliás, a megacool Jessa faz questão de dizer que nunca ouviu falar de “Sex And The City”, enquanto a virgem Shoshanna diz que se sente uma mistura de Carrie com Miranda.

Até agora foram cinco episódios igualmente divertidos e geniais e uma segunda temporada já foi garantida pela HBO para 2013. Se esse seriado “hipster” terá futuro além da segunda temporada não sabemos, mas já estou aqui apegada e torcendo.

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Veja 5 motivos para você assistir a série “Girls”:

1. O elenco e as personagens

Lena Dunham (Hannah), Allison Williams (Marnie), Zosia Mamet (Shoshanna), e Jemima Kirke (Jessa) tem uma química incrível em cena e é difícil não se identificar rapidamente com algumas delas. Apesar da personagem principal Hannah Horvath ser escritora, a garota nada tem a ver com a já conhecida heroína Carrie Bradshaw e muitas vezes seu senso de humor mal colocado a tira do centro das atenções, para não dizer que a torna a “vilã” da história.

Por outro lado, é difícil não querer ter a auto-confiança e o jeitinho cool de Jessa. Por isso mesmo, creio que ela está muito mais longe da realidade que a própria virgem aos 20 e tralálá, Shoshanna. Já Marnie é um capítulo à parte: você deve conhecer várias.

2. Amor e sexo reais

Aqui as pessoas são felizes ou infelizes na cama, pegam DSTs, saram, e nada é um grande problema. O mais engraçado é que ao mesmo tempo em que ninguém está feliz, ninguém está realmente triste com o que está acontecendo e continua empurrando os relacionamentos com a barriga (seria esse o retrato do que a geração dos 20 e alguma coisa faz com toda e qualquer questão delicada?).

Cada capítulo tem seu “that awkward moment when…” e é impressionante o quanto as cenas de sexo servem para desencadear conversas absurdas. Em entrevista ao “New York Times”, a atriz/roteirista/diretora Lena Dunham fez questão de dizer que “Girls” tenta retratar a bagunça que a vida sexual pode ser aos 20 e poucos anos. Essa época em que ninguém está realmente satisfeito com nada, mas tem que fingir que está no controle de tudo e ainda gozando horrores.

3. As frases geniais

É inquestionável que Lena Dunham tem talento para escrita: ela sabe colocar na boca de seus personagens algumas verdades doloridas e é bem provável que, ironicamente, você fique se coçando pra soltar alguma frase da série no Facebook. Destaco aqui três momentos importantes para pegar o espírito da série:

1. Não é vida adulta se os seus pais pagam metade do seu blackberry;
2. Ficadas tem que durar no máximo 6 meses ou até que alguém pare de se divertir;
3. “Por que você vê pornografia? Por que você não imagina nós dois transando?” e a resposta: “Porque isso me deixaria triste”.

4. A direção mais “crua”

Gravada com apenas uma câmera, “Girls” tem um ar de vida real que não está só presente nas situações e no figurino das personagens, mas no próprio formato da série. Alguns planos longos com as personagens simplesmente conversando com pouca ou quase nenhuma maquiagem vão fazer os homens no sofá se sentirem dentro de um banheiro feminino, ouvindo até o que não queriam.

5.  Trilha sonora

Ah, nada como acabar um episódio e querer caçar as músicas que tocaram. E a trilha dessa série é bem difícil de achar se você não tiver um Shazam por perto. Bom passatempo! rs ;)

As quatro em cena, curtindo um “showzinho” de rock

E um motivo para não assistir:

Se o seu negócio é glamour, estilo das personagens, gente linda o tempo todo, intrigas e histórias que só aconteceriam com mulheres bem sucedidas ou bem nascidas, esqueça. As “Girls” tem bom humor e inteligência, mas pouco dinheiro e muitos problemas: mais vida real, impossível. Por isso mesmo, a série tem sido vista como uma aposta corajosa da HBO e tem tudo para ganhar lovers & haters: não tem como ficar indiferente.

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ps: apenas um adendo: antes de conseguir todo esse espaço na HBO, Lena Dunham escreveu e protagonizou o filme “Tiny Furniture”, tratando do mesmo tema. Ainda não assisti, mas deixo a dica para quem curtir a série também.

Sanguinho sensual na boca: modos de usar

qui

Cartaz de True Blood, série da HBO:

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Cartaz de Jeniffer’s Body, próximo filme roteirizado por Diablo Cody (Juno) e protagonizado por Megan Fox:


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Referência? Na minha terra, isso é plágio.

E peguei mais nojinho ainda da Megan Fox agora. Sim, eu sei que a gostosona não tem nada a ver com isso, mas não curto. Não é nem porque ela trabalhe mal, ou algo assim, até porque acho ela bem ok no que fez até agora – inclusive no trailer de “Jeniffer’s Body” – , mas não me desce. Um dia eu conto.