25 Things, o meme do facebook

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Eu ando passando por uma espécie de crise nas redes sociais (tem algum especialista estudando isso?). Meu orkut não anda servindo para muita coisa, a não ser para rejeitar pedidos de add de pessoas que eu não conheço. Meu facebook se resume a friends for sale, embora eu fique lá para observar a vida de quem usa aquilo furiosamente. Confesso que é interessante, porque o “orkut gringo” dá muito mais gás para voyeurismo que o orkut. Quer coisa mais divertida que poder ver quem está enrolado ou quem começou a  namorar com quem e ainda poder deixar um comentáriozinho em baixo??

Como eu geralmente estou lá só para observar e para descobrir que personagem de Sex and The city eu sou, ou para aceitar todas as solicitações de amizade (lá eu sou facinha), acho divertido quando rola interatividade. Por exemplo, eu não sabia que circulavam memes por lá. Hoje a Vy postou uma nota com o 25 things, um meme em que você posta 25 coisas aleatórias a seu respeito e convida mais 25 amigos a fazerem o mesmo.

imagem via we <3 it

Como eu adoro um meme, não só respondi lá, como colei aqui, já que boa parte dos fatos da listinha eu ainda não contei aqui. Então, vamos lá: 25 things.

Once you’ve been tagged, you are supposed to write a note with 25 random things, facts, habits, or goals about you. At the end, choose 25 people to be tagged. You have to tag the person who tagged you. If I tagged you, it’s because I want to know more about you.

(To do this, go to “notes” under tabs on your profile page, paste these instructions in the body of the note, type your 25 random things, tag 25 people (in the right hand corner of the app) then click publish.)

1. Eu nunca me dei bem com seriados no geral. Comecei a ver “Lost” e “Gossip Girl” e parei. Nunca fui audiência cativa para “Friends”. Assistia as aventuras da Carrie Bradshaw e achava o máximo, mas não tinha a menor freqüência para isso. Até que conheci “Skins”. Conheci, xonei e não abandono mais. Não me importo com o fato de ser uma espécie de “Malhação hardcore made in England”, mas o formato do seriado é estúpido de bom e não tem nada igual por aí. Ganhou meu coração.

2. Eu me rendi a Steve Jobs e comprei um ipod. Tô amanduuu. Mas com os mac’s ele não me ganha. Tenho toda uma relação de amor e ódio/tapas e beijos com o Windows. Gosto dessa coisa intensa, cabeçuda e nada “intuitiva”. Aliás, esse papo de “intuitivo” é a maior mentira da história da tecnologia, a meu ver. Tem lá suas vantagens, mas chamar de “intuitivo” não, né? ¬¬

3. Eu não costumo lembrar dos meus sonhos. Geralmente quando lembro era algo ruim ou bizarro demais. Mas é legal mesmo assim, porque eles são cheios de referências, principalmente porque eu sonho em “terceira pessoa”, me observo num filminho. E antes que alguém fale: eu não comecei a sonhar assim depois de entrar na faculdade e estudar fotografia, posicionamentos de câmera, movimentação e etc. Eu sempre sonhei assim.

4. Eu odeio chuva. Quer dizer, gosto de dormir ouvindo o barulho da chuva, mas não suporto ter que sair num dia mais umidozinho. Só a leve hipótese de ter um “bad hair day” por causa da chuva já me deixa mal humorada pelo resto do dia.

5. Meu celular foi comprado com a desculpa de ter uma patcha câmera, mas até onde me consta eu mal usei esses megapixels todos. Fica entre nós. (Fica entre nós também que eu ainda não consegui arrumar a internet no meu celular. Esse é o único motivo que eu tenho pra me lamentar da Claro.)

6. Eu sou a favor de terapia. Já fiz por algum tempo, quero voltar e não hesito em recomendar pra quem aparentemente tem perrengues contínuos com as mesmas coisas. Penso que às vezes engana-se muito quem pensa “não preciso de terapia porque tenho amigos”…

7. Sou viciada em café. (Essa é novidade, hein? 8))

8. Não sou fã de doces, mas geralmente tenho duas preferências fortes e constantes quando se trata de glicose: chocolate com amendôas e Häagen Dazs de macadâmia. Se tiver Kit Kat, eu aceito também.

9. Eu não consigo me imaginar escrevendo no novo acordo ortográfico. Não consigo, ok? Aonde eu enfio todas as regras de gramática que eu decorei e ainda fazia questão de explicar para os amiguinhos na escola???? Não responda.

10. Preciso desesperadamente de uma internet mais rápida.

11. Eu não fico feliz em saber que conhecidos meus lêem meu blog, comentam entre si a respeito e não me deixam saber disso. Se você que está lendo faz isso, saiba que eu nutro uma raivinha por você.

12. Falando em raivinha, eu não sou do tipo que perdoa. É triste, mas eu geralmente alimento as mágoas e fico pensando em formas cabulosas de vingancinha e  (risada de bruxa) em como amaldiçoar as cinco próximas gerações dos alvos de meus desafetos. Tá, exagerei. A questão é que eu sou bem cabecinha dura, teimosa feito porta e vivo procrastinando aquelas conversinhas necessárias (mesmo sendo a favor de D.R., hein!). Eu vou adiando mesmo, até porque não sou fã de expor minha fragilidade. Ninguém é, né?

13. Não sou do tipo “sincera demais”. Não minto. Eu omito e faço “carão” quando precisa. Aliás, o fato de ser atriz ajuda muito nessas horas, mas obviamente não sei até que ponto isso é saudável.

14. A primeira série de livros que eu passei do segundo volume foi “Twilight” e atualmente estou babando pelo quarto livro. Nunca me empolguei com outras séries fantásticas (tipo Senhor dos Anéis ou Harry Potter). Aliás, eu não passei do terceiro capítulo de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” e só li até o segundo livro de “Delírios de Consumo de Becky Bloom”. “Crepúsculo” me ganhou porque é ridículo de realista ao falar de personagens fantásticos e tem uma tensão sexual deliciosa. E, enfim, como eu já falei, eu não sou uma grande fã de coisas seriadas mesmo.

imagem via we <3 it.

15. Eu quero um animal de estimação. Preciso dar amor para alguma criaturinha. :(

16. Não atendo mais o telefone da minha casa se eu não estiver sozinha. Não atendo mesmo. Nunca é pra mim. Quem quer falar comigo, liga no meu celular e pronto. Aliás, nem lembro a última vez que algum amigo(a) pediu o telefone de casa… Alguém lembra?

17. Eu ainda não dirigi esse ano. 8) (juro que eu vou tomar vergonha, jurojuro!)

18. Eu tive uma idéia bem divertida para um documentário hoje. Vou por em prática.

19. Antes de pensar em juntar, casar, amigar, qualquer coisa do gênero, eu quero ter a experiência de viver sozinha.

20. Não vou ao show dos Backstreet Boys porque eles perderam totalmente o sentido pra mim quando o Kevin saiu. Tudo bem que ele não cantava nada mesmo, mas aquele homem é meu sonho de consumo e constituiu todo o meu ideal de estética masculina desde os meus 10 anos de idade, desde os meus primeiros cravos. Ou seja? Sem Kevin, nada de “As long as you love me”.

21. Pílulas anticoncepcionais deveriam exterminar a TPM? Alguém sabe? Por enquanto, eu não sei.

22. Estou procurando emprego. Um job, um freela, anything. Ou algo que me renda dinheiro fácil para sustentar meus vícios e luxos. Aceito sugestões. Sugestões saudáveis.

23. Eu sempre quis ter uma polaroid. (E eu quis mais ainda a polaroid das Spice Girls! <3 )

24. Escrevi tudo isso ouvindo o último cd do Kanye West, 808’s and Heartbreaks. A Lari recomendou e eu recomendo adiante.

25. Aparentemente, estou arranjando mais utilidade pro Facebook. Só falta meus amigos fazerem o mesmo. 8) Quem quiser, pode adicionar.
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ps: só queria deixar registrado que eu amei a Penélope Cruz ter ganhado o Oscar de melhor atriz coadjuvante por “Vicky Cristina Barcelona”. You go, girl!

Um ano solteira.

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Por mais esdrúxulo que pareça, essa data merece comemoração. Nem que seja para eu me lembrar de que está sendo melhor assim, ok? Durante a TPM isso se faz necessário.

Essa vida de namorar começou cedo. Demais, até. E eu me espantava com a velocidade em que rapazes dispostos a um compromisso apareciam, tanto que fiquei mal acostumada. Esperar mais de um mês por um pedido oficial foi, durante muito tempo, sinônimo de enrolação pra mim. Isso até eu cair na real.

Eu despenquei na real quanto comecei a por na balança que… hum! Eu mereço muito mais do que caras dispostos. Percebi que eu fui escolhida e não escolhi. Taí. Ao menos o que eu NÃO quero (e um pouco do que eu quero) eu já sei. Logo, por que não abandonar essa postura passiva (hum!), esticar o dedinho e adotar uma tática mais uni-duni-tê (o sorvete colorê, o escolhido foi você!) ?

Eu fui em frente. Escolhi bem e posso dizer que topei com fiéis preenchedores daquela lista mental besta do “Homem Ideal” mais de uma vez. Ou seja? Ele existe, for God’s sake! Não é impossível, não estou pedindo demais, como muitos me disseram. O que basta agora é ser escolhida ao mesmo tempo, é lógico. Afinal, o que um não quer, dois não fazem – uma pitada de sabedoria.

Porque, veja bem. A fêmea escolhe o macho mais apto, mas ele jamais estaria ali à disposição se não a tivesse escolhido. Pelo cheiro, pelo cio, pelo interesse instintivo infalível. Ela o escolhe + ele quer = filhotinhos. O que eu quero dizer com isso? Quero dizer que não quero ter filhotinhos e que o “Homem Perfeito” não é impossível, só falta aquela ajudinha da natureza.  O ferormônio da irresistibilidade, da inevitabilidade, do “quero-você-agora-pra-sempre”, o cheiro que preencha os receptores certos para acelerar ambos os corações. Em todos os encontros.

Bem, se eu tivesse topado ser cozinhada em banho-maria (como diz o Isaías), eu até teria continuado empacada em escolhas antigas, em meses de saídas que poderiam ter rendido – ou não. O fato é que timing é tudo e até a escolha do melhor sorvete pode dar uma desanimada quando você espera para comê-lo e ele derrete. Afinal, derreter na boca de alguém é um tanto diferente de derreter na mão de algum engraçadinho (ou lerdinho) que se toque tarde demais. E, acredite: eles podem até não estar apaixonados, mas a vida sempre cuida de mostrar o que perderam. Assista Alfie, o sedutor (2004), com o Jude-Law-delicious.

Então, é isso: um ano de solteira e um ano de escolhas livres, em que o sorvete derrete se eu quiser. A busca continua? Sim, eu vivo melhor apaixonada. Qualquer um vive e, de minha parte, já descobri isso. Agora as buscas continuam com calma, às vezes com pressa feminina, mas sempre com um belo óculos escuros retrô para suportar esse sol “derretedor” e enxergar bem que sorvete vem pela frente. Isso porque eu prefiro muito mais um Häagen Dazs na sorveteria do que um genérico-Praia-Grande escorrendo na minha mão.

Com os genérico-Praia-Grande’s eu aprendi muito. Aprendi, agradeço e não cuspo no palito que eu chupei (ui!),  porque agora eu tenho a total certeza que meu negócio é Häagen Dazs na taça (de macadâmia, por favor. I crave about it!).