Só perdi minha escova de dentes, mas ralei o carro.

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Minha mãe é dentista, portanto este título já é uma afronta. Desculpa, mãe. E eu espero que você tenha desistido de vez de ler o blog sempre ou pelo menos tenha parado de indicar para conhecidos que possam me cagüetar. Mentira, conhecidos! Continuem entrando, só não me cagüetem nunca, ok?

O trabalho está me fazendo adquirir o péssimo hábito de comer sobremesa, justo eu, uma pessoa capaz de abdicar de uma gorda e suculenta fatia de torta de chocolate em prol de um cafézinho esperto e espresso. Canso de fazer isso, e sei que todo o açúcar do mundo numa colher não me fará engordar o mesmo tanto que a tortinha faria. E aí que aqui no trabalho novo tem uma entidade móvel: “o Carrinho”.

Nós não temos um refeitório ou uma lanchonete dentro do prédio, portanto, para facilitar as coisas,  o Carrinho passa em determinados períodos de tempo oferecendo toda sorte de guloseimas xuxu beleza para nos fazermos engordar e não precisarmos nem largar o sedentarismo de nossas cadeiras. E aí, dona Maria, aí que eu fico aqui no trampo até dez da noite e a larica aperta forte, não é suave, não. Logo, aproveito-me de ensinamentos de vida saudável de todos os lugares do mundo e obviamente como à tarde, porque dizem os especialistas que longos intervalos de tempo sem comer te engordam ainda mais (é, parece que seu corpo fica achando que você está numa situação no limite e começa a poupar calorias para te manter vivo enquanto um olhinho de cabra saboroso não vem).

Depois de passar uns dez dias devorando todos os sabores de barrinhas de cereais, eu enjoei. Enjôo rápido e agora eu só consigo ser trash, o que me obriga a fazer o sacrifício de comer fatias de bolos deliciosos com sabores variados servidos pelo Carrinho. Todo dia é um sabor diferente, e eu só não como quando é de fubá com goiabada porque sei que o de cenoura com chocolate ou o de prestigio são muito melhores. E convenhamos que bolinhos são menos trash que palha italiana todo dia. C’est la vie.

Depois disso eu vou escovar os dentes voando. Mais que uma questão de higiene, é uma questão de tirar o gostinho bão da boca, porque por quanto mais tempo você fica com aquele nhami nhami  na língua, mais fome você terá dali há algumas horas. Acredite e faça o teste.

Aí eu fui tirar o nhami nhami ontem e descobri que minha escova de dentes não estava na necessaire. Fiquei pensando onde raios ela estaria, já que ela se presta única e exclusivamente a remover os nhamis no trabalho. Nisso, olhei adiante na pia e avistei uma escova parecida com a minha.

Não falo que é igual porque seria exagerar na minha memória visual, mas era bastante parecida. Eu precisava tirar aquele bolo prestígio de mim e precisava da escova ali, agora. Fechei os olhos e rezei para ser a minha escova.  Medo de cáries? Eu, não. Medo de gripe suína? Pois, sim.

Enfiei a malditinha na necessaire e saí de fininho. Aguardei o resto do dia pra saber se alguém teria perdido uma escova de dentes. Não ouvi nada.

Mais tarde, em casa, chego naquele momento em que a fome está apertadinha, mas já está tão tarde que você simplesmente não é capaz de cometer algum crime de gulodice. Você só tem desejo de ir dormir. Sendo assim, janto um prato modesto de comida, ou troco por uma sopinha, ou iogurte com frutas, ou sei lá o que.

No dia seguinte, nada de comentarem sobre a escova. No banheiro, tudo normal. É, era minha mesmo. E esta pessoa que vos fala, que conseguiu esquecer uma escova de dentes em cima da pia, voltar no banheiro diversas vezes ao dia e ainda assim não se tocar dela ali, perdida, também está tão zureta que ralou seu carro novo numa bobagem e chorou compulsivamente de raiva.

Acho que nem se eu tivesse pegado gripe suína por uma desatenção de escova de dentes eu estaria tão irada comigo mesma quanto estou agora, que tenho manchas brancas num carro chumbo por mera desatenção de quem chega em casa e só pensa em ir dormir.

E ah, nem pensem em cagüetar pra mamãe que eu ralei o carro: ela simplesmente estava na garagem e acompanhou tudo ao vivo.

 
ps: sim, esse post serve para contar bastidores do meu emprego novo, para justificar porque estou postando menos, para contar que eu troquei de carro (!) e para contar que eu só consigo e só penso e desejo dormir. Muito. E em seguida, quero ir ao cinema ver trocentos filmes atrasados, mas a cama anda muito mais forte que eu.

Eu na Gloss, MJ difamado, “Amanhecer”, decoração, Vanilla do Tatuapé – Imagens da Semana

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EU NA GLOSS


E não é que aquela minha foto com a capa da Vanessa Giácomo saiu na sessão “Eu & Minha Gloss” da edição de agosto? Vou ganhar uma bolsa da revista e mostro aqui depois!

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QUARTO NOVO

Eu já reclamei para Deus e o mundo que não agüento mais meu quarto rosa/lilás/cor de burro quando foge, decorado quando eu tinha simplesmente 9 aninhos. Pois isso vai mudar em menos de um mês! Neste final de semana, comprei boa parte dos itens de decoração do quarto novo e escolhi até o piso que vou querer.  Os móveis (com direito à cama de casal, uhu), chegam no comecinho de setembro. Alegria é pouca, Brasil!

E tristeza mesmo foi esta libriana conseguir decidir entre milhões de papéis de parede para a  minha decoração. Mas acho que fiz uma boa escolha! Me aguardem.

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“PINK IS THE NEW BLACK”

É isso que está escrito nessa caneca lindinha que comprei no Pão de Açúcar! Essa vibe de decoração me deixou com olhos bem abertos para peças pra casa. Se alguém gostou, saiba que também tem um modelo lindo (que também comprei), em preto, escrito “Black Is Beautiful”. O tamanho da caneca é ótimo e vale a pena deixar também no trabalho. Paguei baratinho, R$11,00.

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AMANHECER

Só comecei a ler Amanhecer agora e estou simplesmente devorando o livro. Basicamente, eu não dormi de sexta pra sábado nem de sábado pra domingo por causa da leitura. Eu enrolei para começar a ler justamente porque sabia que isso ia acontecer, mas como a Cásper adiou o retorno às aulas devido à gripe H1N1 e etc e tal, comecei de uma vez e  com certeza termino de ler antes das férias acabarem, dia 17 (!).

Mas melhor que tudo isso mesmo, melhor até que as férias prolongadas, é  sonhar com Robert Pattinson quando leio antes de dormir. Deve ser uma espécie de gratificação por ter trocado balada por leitura. hehe 8)

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“Perdendo a oportunidade de ficar quieta”, com Katy Perry.

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Ela é polêmica, gosta de roupa curta, se lançou através de uma música safadinha e todo mundo gosta. Ok. Agora o que fazer quando esse mesmo ser aparece em seu blog falando que a gripe suína é “super trendy”?

Katy Perry deve estar espirrando com tanto comentário no blog dela agora.

A querida teve a coragem de postar um anel gracinha de porquinho e dizer que ela queria garantir que “estava na moda agora que a gripe suína é in”. Tá jóia, ninguém sabe o grau da situação, se isso vai virar pandemia, se não vai, não devemos entrar em pânico, blablabla… Mas das duas uma: ou ela passou os últimos dias numa viagem interestelar e não acompanhou as notícias, ou ela realmente está fazendo piada com o fato de que  gente de diversos lugares  já morreu por conta da doença.

Eu realmente não sou adepta dessa recente “chatice” do mundo, mas acho que, vindo de uma pessoa pública, o comentário foi um tantinho absurdo, não? Então vejam vocês mesmos lá no blog dela. Essa é só mais uma prova de que nenhuma celeb doidinha pode viver sem uma babá relações públicas muito paciente pra monitorar tudo que elas falam.

Podia ter passado sem essa, hein Katy?

No que você acredita?

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Sempre que temos um probleminha, adoramos dar uma olhadinha no nosso destino, dar aquela consultada num guru ou checar algum tipo de guia sobrenatural que possa nos trazer respostas concretas para um futuro nada paupável. Eu sou assim, você é assim, a humanidade é assim. Eu posso decidir ler as cartas do tarot, você pode ter aquela curiosidade súbita de ver o que diz o horóscopo do jornalzinho do metrô e a humanidade toda pode decidir que a nova religião da vez é alguma do centro-oeste da Micronésia, fundada por virgens santificadas. É.

Em tempos de Obama, crise econômica, gripe suína e início de ano (faz tempo!), nada como dar aquela checadinha no destino pra ver como as coisas vão funcionar daqui pra frente. Mapa astral, tarot, resolver cuidar mais do seu lado espiritual. Por mais balela que seja (e isso vale tanto para os céticos quanto para os ateus), um pouquinho de crença nunca faz mal a ninguém. Ela pode até não ajudar, mas provavelmente não atrapalha.

Versailles

Li a bobeirada do “O Segredo” no meio do boom do livro e, em meio aos exageros, o lance de  “ter fé” faz todo o sentido. Tenha fé no que for, mas isso vai te fazer bem, de alguma forma, nem que seja ter fé numa cueca da sorte em final do campeonato. O importante mesmo é levar o livro na boa, sem encará-lo como bíblia, porque, enfim, quem vai mesmo receber cheques pelo correio, né?

Eu lembro da mãe de um amigo meu que teve câncer um tempo antes de eu conhecê-los. Ela já estava recuperada, aparentemente feliz, mas não era o tipo de mulher que se cuidava. Parecia passar seus dias virando páginas do calendário. Lembro-me mais do que ele me disse: quando ela ficou doente e internada, o momento foi absolutamente triste, porque ela nunca acreditou em absolutamente nada, nunca teve religão, muito menos a família. E assim se mantiveram todos, mesmo depois da mulher estar curada.

Cada um escolhe o que quer para si obviamente, mas às vezes vejo que essas pequenas ciências da adivinhação e crenças diversas estão aí pra facilitar a nossa vida. Algumas são verdadeiras, outras nem tanto, mas quem nunca leu o horóscopo, que atire a primeira pedra. Quem nunca resolveu orar para um ente querido adoentado, pode atirar também.

Alguns dizem que tarot, búzios e companhia limitada são pura bobagem, engana-trouxa, caça-níqueis. É claro que você não é obrigado a aderir a qualquer tipo de magia da adivinhação (longe disso, por favor!), mas nessas horas eu me lembro de outro conhecido meu, que foi tirar o tarot no mesmo dia que eu tirei e passou 3 horas conversando com a moça. Isso porque ele não acreditava e “estava tudo batendo”… Então imagina só se ele acreditasse?!

O ruim é que nem sempre essas coisas nos oferecem previsões otimistas. Às vezes aquela linha do jornal te faz ficar em “constante atenção a uma traição, provavelmente por parte de alguém de signo de terra do sexo feminino”. Ao ler isso, qualquer cabeça mais desocupada começa a maquinar os nomes de todas as fêmeas dos signos de touro, virgem e capricórnio para assim poder se preparar ao longo do dia.

O fato é que nós não sabemos lidar com o desconhecido, temos ânsia do amanhã, temos pressa por realizações que talvez nunca virão, e confirmar se você vai ganhar aquela fézinha que fez na semana passada às vezes é uma tentação. O único problema é a chamada profecia auto-cumprida, que também tem a versão “praga de mãe” e acaba alterando seu próprio futuro previsto por algum oráculo. Sabe quando mãe (ou qualquer outra pessoa em quem você confie ou acredite, inclusive um “guru”) te diz algo que te marca, algo como “você nunca vai dar certo nisso mesmo!” ou “você vai ficar milionário!”, e isso fica gravado aí na sua cabecinha? Pois é.

Pode acreditar que cada sílaba das frases têm efeito sobre você. Você tenta ignorar, mas no fundo pensa que tem de fazer algo para mudar a “praga”, ou então acaba relaxando, já que “vai ficar milionário”, e aí, adivinhe? Você trabalha menos e milionário não será. Este é um lance complicado e tem a versão religiosa também (“porque Deus quis/não quis”), tanto que muita gente aconselha que depois de tirar as cartas, por exemplo, o melhor é esquecer as previsões, já que ficar procurando seu futuro a cada minuto do seu dia não vai levar a nada, ou mesmo porque o tarot é um reflexo do que você é hoje. Ou seja? Se você for afetado pela leitura do próprio destino, suas atitudes irão mudar, o que gera a necessidade de ler todas as cartas outra vez. Confuso, não? Agora se a sua praia for religião, é bastante provável que te aconselhem a orar e meditar ao seu Deus, mas manter o coração tranqüilo. O ideal e saudável, certo?

Acreditando ou não em bola de cristal, em milagre divino, em ambos ou em nada disso, você deve saber que essa perturbação diante do futuro (do pós-morte, de onde viemos, para onde vamos?) é ridiculamente humana, e eu, na verdade, adoraria pensar que olho-gordo e horóscopo são mentira, mas por que raios mesmo é que essas coisas têm de funcionar nos dias pares e não fazer sentigo algum nos dias ímpares? Por que tem horas que a ciência não explica?

É, tenham fé. Acreditem, sei lá, no “universo”, em vocês mesmos (principalmente!), em alguma coisa, num Deus e façam o que tem de fazer. A vida será mais fácil, ou pelo menos mais divertida – isso se ela não se tornar realmente diferente!
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Posso ter falado um punhado de bobagens, inclusive desculpem-me a conclusão confusa, mas ando pensando muito sobre isso e quis compartilhar. E vocês, acreditam em alguma coisa?