Katy Perry quer sua “pica”

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… Porque pra mim é isso que ela está cantando:

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Agora, se você não gosta da fruta, fique com este clipe fresquinho feito pela turma mais colorida da Califórnia:


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Ah, Katy Perry, essa danadinha! Acha que tá enganando quem? Fica pelada numa nuvem e acha que está de boa. tsc tsc

Vai sair sexta? Ganhe convites para “Tanto”, com Gustavo Haddad!

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Sim, promoção pra vocês! E dessa vez com um carinho super especial, pois tenho um amigo no elenco e outro na produção!

Fábio Rhoden, Guilherme Gonzalez e Gustavo Haddad
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Tanto é o último trabalho de João Fábio Cabral, dramaturgo e diretor que tem se destacado cada vez mais na cena artística de São Paulo. A peça, que estreou no início de junho, traz Guilherme Gonzalez, Fábio Rhoden (meu amigo!) e Gustavo Haddad (sim, você já viu ele!) num drama onde três homens fazem reflexões sobre amor, amizade e saudade em pleno clima de reveillon.

Um escritor recém-separado, um enfermeiro fã de Elis Regina e um garoto de programa recém chegado constroem a narrativa de Tanto. Três homens,  um grande amor e uma história universal.

Agora, vamos à parte boa:

Se você quer ganhar um par de convites para assistir Tanto nesta sexta-feira, aqui em São Paulo – SP, basta comentar neste post falando “Eu quero TANTO!”.

Uma pessoa será sorteada através do random.org e ganhará dois pares de ingressos para a peça. Por motivos óbvios, peço que apenas quem realmente possa ir participe da promoção!

Aproveito para agradecer ao Vagner Valério, amigão e produtor que está dando esse mimo pra gente, e dar um aviso:  quem não ganhar ou não puder ir esta semana, fique de olho porque provavelmente terei mais ingressos até o final da temporada! 8)

Serviço:

Tanto, de João Fábio Cabral
Com Guilherme Gonzalez, Fábio Rhoden e Gustavo Haddad
– temporada de sexta a domingo até 26/07.
Censura: 16 anos
Duração: 70 minutos

Sexta às 21:30h – R$ 40,00*
Sábado às 21h – R$50,00 *
Domingo às 19h – R$ 50,00*
* estudantes, aposentados e 3ª idade pagam meia-entrada mediante comprovação.

Teatro Augusta – Sala Nobre
Rua Augusta, 943 Centro.
Telefone: (11) 3151-4141
Capacidade: 326 lugares

E o kit puket vai para….

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Eu e meu kit puket!

Como eu prometi, hoje é dia de dar o resultado da promoção da puket! Então, vamos lá!

Foi difícil escolher. Confesso. Fiquei em dúvida entre a Mônica Bérgamo engolindo meia, a Marta Suplicy tirando a Puket pra gozar, Felipe Solari dançando de calcinha do Snoopy e até Joelma fazendo show com meia 3/4 de porquinho. Coloquem-se no meu lugar, vai? Vocês foram mesmo muito criativas! Mas… eis que temos uma vencedora!

A linda, maravilhosa, vitaminada, criativa e blablabla que vai levar um kit LINDO e cheio de caixinhas (não só essa da foto) é a Li, que contou que daria o kit Puket para o chefe dela se revelar, sair do armário e ser feliz. Então, ao som de “I Will Survive”, confiram a resposta da Li:

Daria Puket para a bicha enrustida do meu chefe! Ele pega no meu pé e não sabia porquê! Até que descobri que é invejaa dos atributos de mulherr! O sonho dele é poder usar calcinha e sutiã! kkkk Quando eu desse o kit, ele não ia resistir, ia soltar um gritinho de emoção e ia se assumir só pra usar Puket e ahazar na Parada Gay! E a vida seria mais feliz, linda, maravilhosa, multicolorida e fashion, of course!! =D

Gente, vamos e venhamos! O caso da Li não é apenas de dar um remédio anti-chatice para um mala sem alça, mas sim um verdadeiro bem para a humanidade! Todo mundo merece ser feliz e se o chefe dela precisa de uma calcinha cor-de-rosa para seguir em frente e “survive”, quem sou eu pra negar? 8)

O kit é todo seu, moça! Entrarei em contato!

Shortbus: sobre a vida ou sobre sexo?

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Shortbus (2006) é um daqueles filmes que você dificilmente esquece, porque gostou, porque odiou, ou mesmo pelas cenas “uncensored”, que ora te chocam, ora te tocam mais até do que você imaginava. O interesse pelo filme começou quando ouvi boatos aqui na faculdade de que ele seria um “pornô engraçadinho”, fora outras pessoas que se disseram chocadas e outras que se referiram a  Shortbus como “o filme da japa que não consegue gozar”. Ok, três opiniões bem distintas que já me motivaram a ir ao cinema, especialmente porque era quarta-feira e é mais barato, etc e tal.

Convoquei a Lari para a tarefa e chegamos felizes e contentes na sala do Espaço Unibanco vazia. Quer dizer, vazia, não… Uns sete homens sozinhos estavam na sala e nós duas nos entreolhamos na hora pensando onde estávamos amarrando o burrinho, mas nós somos absolutamente bem humoradas e simplesmente ficamos coradinhas. Sentamos e demos risadas ao longo de todo o trailer (para o desespero dos véios cults). Eis que então aparece uma mulher e um casal e suspiramos aliviadas. O filme começa.

A direção de arte já me deixou de olhos brilhando, principalmente porque ao invés de fazer aquelas tradicionais panorâmicas aéreas de Nova York, o diretor, John Cameron Mitchell, optou por recriar a cidade numa espécie de maquete digital, toda colorida e com cara de Picasso e cores de Almodóvar. Admirei. Através destas panorâmicas, o filme vai mostrando várias personagens diferentes ao longo da cidade: um gay, uma dominatrix e uma terapeuta sexual.

A terapeuta é a protagonista, “a japa que não consegue gozar”, e aparece neste cartaz do filme. Por coincidência, ela começa a atender o homossexual mostrado no início e seu companheiro. Eles acabam levando-a para conhecer o clube Shortbus, um espaço alternativo e democrático, comandado por uma drag queen sensacional, onde toda e qualquer pessoa pode ouvir música, conversar, dançar e fazer sexo livremente. Sim, inclusive orgias.

O filme tem sexo explícito mesmo, logo nos primeiros cinco minutos, além de não nos poupar nem um pouco da intimidade das personagens ou das tomadas destas “dirty rooms” do clube, mas me espantou muito que as pessoas tenham olhado para o filme apenas por este lado. É claro que é incômodo ver tais cenas, principalmente num cinemão – e nessa hora eu agradeço pelo velho que saiu do nosso lado e pela mulher sozinha que sentou no lugar dele e riu tanto quanto a gente. Porém, o filme fala sobretudo de relacionamentos, de pessoas e de como elas são diferentes.

A terapeuta sexual, que tanto dava conselhos, quem diria! Jamais tivera um orgasmo. Ou então o casal gay, que todos julgavam perfeito e que de repente irá se separar ou virar um “triângulo”, impreterivelmente. E, por fim, a dominatrix, que jamais consegue prolongar seu relacionamento com ninguém, nem que esteja recebendo uma grana alta para isso.

É lógico que as personagens são extremamente diferentes do que estamos acostumados a ver e isso já choca o senso comum por si só, mas descontando a primeira aparência, vemos gente comum. Vemos problemas de heteros, homos, bi-curious, seja lá o que for. Por isso vale a pena olhar com calma o filme, nem que for para odiá-lo depois ou para pensar de verdade em quanta gente você já viu com esses mesmos problemas. As cenas de sexo, aliás, são uma diversão à parte. Enquanto tem quem fique sem graça, eu creio que são momentos dos mais naturais do filme, já que elas garantem boas risadas, principalmente por ficarem longe das cenas “perfeitinhas” a la Hollywood ou da hipersensualidade dos filmes pornôs. É realista. Não é só sexo: é vida.

Shortbus também teve bastidores curiosos. Durante a seleção do elenco, o diretor pediu para que os atores contassem, em 4 minutos, experiências sexuais que lhes tivessem sido marcantes, mas bom mesmo é o jeito como ele credita os figurantes no final do filme: ao invés de chamá-los de “extras”, eles são entitulados como “sextras”. Engraçadinho.

O filme tem uma trilha sonora incrível, direção de arte e fotografia que pulam aos olhos e já recebeu alguns prêmios por aí: o prêmio dos produtores, no Independent Spirit Awards (um dos mais importantes festivais norte-americanos de cinema independente) e o prêmio de melhor roteiro e melhor direção de arte no Festival de Gijón, nas Astúrias, Espanha.

Por fim, só posso reafirmar: assistam Shortbus e supreendam-se. Ainda está na dúvida? Veja o trailer.

ps: Promoção da Puket continua!