Cásper Líbero: 4 anos, os saldos, as saudades.

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romeus e julietas

durante gravação em maio no Ibirapuera

Faltando quase um mês para a entrega de meu TCC, resolvi por na balança o que a faculdade me trouxe. Não estou falando de conhecimento,  nem de contatos,  muito menos de aulas chatas e minutos mal dormidos em cadeiras de um braço só desconfortáveis e bambas.

Estou falando do que a instituição faculdade te traz. Os amigos, um trote, uma briga em grupo, meia dúzia de desafetos, interação com outros cursos, paixões platônicas por professores e festas tão cheias de esbórnia que te fazem querer se enfiar embaixo da terra tão logo amanhecer a segunda-feira.

Entrei na faculdade cedo, com 17, e desta lista toda, vivi poucas, mas vivi outras coisas também. E talvez se eu entrasse na faculdade novamente, teria me jogado muito mais em alguns aspectos e deixado pra lá aqueles debates polêmicos de bixete achando que sabe alguma coisa. Não, eu não sabia de nada. Provavelmente ainda não sei, mas sabia menos ainda antes.

Algumas noites de sono não foram boas, outras foram tão boas que eu quis mais no meio da aula – o que fez a Lari praticamente criar um álbum com fotos de Fernanda dormindo com N cabelos diferentes (é verdade. Se um dia ela liberar as fotos todas, eu mostro as menos piores ou as com menos baba).

Alguns amigos vão ficar pra sempre, outros certamente vão passar e, como dizem, tem quem você mal conversava que vai virar uma pessoa mais que próxima. Isso ainda não sei, mas dos outros dois fatos, já tenho certeza.

Devo à faculdade ter aprendido a tomar cerveja com gosto, a(s) minha(s) primeira(s) bebedeira(s) e o certificado de graduação em armar barracas e desmontá-las depois na metade do tempo e com um quinto da disposição. Tudo graças ao JUCA e, em outros casos, a qualquer jogo do qual sua faculdade participe.

Aprendi que não se aprende por osmose, que não vão te cobrar jamais e que é bem possível fazer metade das provas sem estudar quando o estágio pegar pesado. Ao contrário da escola, ninguém torce para que você se dê bem, ninguém vai te chamar para conversar. Eles torcem para você se destacar.

E para se destacar, só depende de você.

Fico feliz de sair sendo reconhecida por nome e sobrenome pela maior parte dos “mestres”, coisa que no colegial jamais aconteceu durante três anos por eu não ser nerd o suficiente em química ou física, mas  ao menos  fui querida para os professores de humanas, porque eram essas notas que sempre me garantiam boa colocação na escola.

Não dou à faculdade o maior crédito pela prática de minha profissão, porque aprendi na prática: trabalhando, ralando e chorando com produções que caíam. Dou o crédito pelo conhecimento de causa, pela segurança de falar: faz assim, faz assado e tá errado. Dou crédito por notar, em plena conversa de bar, que posso falar sobre manipulação de informação com a mesma facilidade com que falo de planos de câmera, edição, trilha sonora e sobre como aquele ator é gato demais da conta.

Na verdade, o que aprendi na prática não foi a me comunicar, mas sim que devemos nos comunicar. Se está errado, fale.  Se não concorda, fale.  Se tiver que comprar briga, compre.  Se for lavar roupa suja, lave o cesto inteiro. Respire fundo e recomece. Todos vamos trabalhar em grupo e o modus operandi de um grupo também têm altos e baixos, também precisa morrer pra renascer com a idéia nova genial que vai dar aquele prêmio tão sonhado para cinco amigos sem um puto no bolso.

Se eu entrasse na faculdade hoje de novo (ou se eu entrar mais pra frente), vou me envolver mais, vou procurar mais, vou cobrar de quem está lá para me formar antes que eu me forme. Mas isso é só um “se”: o fato é que está terminando e a saudade aperta antes do tempo.

Aperta forte, aperta fundo, transborda meus olhos e eu nunca quis tanto que o tempo parasse para eu reviver melhor algumas coisas quanto agora.

Obrigada, Cásper.

Fernanda Young, festinhas e curta novo! – Imagens da Semana

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post atrasadinho, já que é quarta-feira, mas gigante, inclusive com o bumbum de Carolina Dieckmann!

Não vi a Stephany segunda-feira na festa da Pix, mas teve de tudo essa semana: desde Carolina Dieckmann e Lobão até curta-metragem novo e coquetel da VIP ontem no Unique. Chique!

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Novo Curta

Sapatos Apaixonados

Foi a última coisa que eu fiz nesta “semana”, mas coloquei em primeiro lugar porque quero que vocês assistam! Cof-cof. E mil perdões para os pedestres cuja passagem eu atrapalhei nas calçadas da Av. Paulista: foi por uma boa causa!

Fiz este curtinha com a minha câmera sony h50 para o Festival de Curtas Celucine, que tem a proposta de lançar “filmes que cabem no seu celular”. A idéia deles é ótima, mas fiquei com vontade de berrar na orelha dos organizadores, porque 5MB é muito pouco para um vídeo de até 3 minutos! 10 MB obviamente ainda não é bom, mas seria um pouco melhor e cabe num celular do mesmo jeito. Logo, tive que mandar o curta para o festival numa qualidade zoada, mas pelo menos no youtube ele está bonitinho!

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Irritei Fernanda Young
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a foto tá um horror, tanto que nem pus no flickr! Mas queria mostrar o corpão dela. Invejei os sapatos.

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Quarta-feira me uni a uma super galera da faculdade e lotamos uma van, no melhor estilo “caravana-do-topa-tudo-por-dinheiro”. O destino eram os estúdios da Bossa Nova Filmes no paraíso, onde é gravado o programa Irritando Fernanda Young, do GNT. Eu que adoro o programa e adoro ela, ri horrores nas duas gravações que assistimos e fiquei besta com as bundas e as coxas da Carolina Dieckmann, que é linda e simpática viu, minha gente? Ah, sim! Achei o Lobão praticamente um ursinho de pelúcia. E engraçadíssimo, sem dúvida! (Mais fotos no flickr!)

(Depois do jump tem happy hour do diário de solteiro, cervejada lôca e a festa da revista VIP.)

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