50 Tons de Cinza: 125 minutos para tentar consertar um livro que nasceu errado

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Espera, teasers, trailers, cenas vazadas, mas o que prevíamos aconteceu: “50 Tons de Cinza” não é um filme bom. Para as fãs do livro, também não chega a ser ruim, digamos. É tão sutil que não chega perto do estrondoso sucesso causado pelo livro. Livro este que, vamos lá, é bastante “esquecível”, não fossem as cenas de sexo que prendem o leitor na sacanagem e o motivam numa espécie de leitura dinâmica até o próximo encontro.

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– Voltei, mores

Mas vamos ao filme. A trilha sonora é excelente, a direção de arte impecável, há o dinheiro que a inspiração “Crepúsculo” não teve em seu primeiro lançamento e dois atores que souberam segurar a bronca de um roteiro raso e cheio de textos sacais. “Eu não faço amor, eu fodo”: no livro, uma delícia, no cinema, recebido por risadas num cinema lotado de mulheres na meia idade.

o casting

casal

Falaram que a gente não tem química. Cê acha?

Jamie Dornan faz um esforço hercúleo para dar vida a este homem doentio e perturbado. Ele tem bons cacoetes, olhares muito interessantes, um andar leve com mãos pesadas, mas nada que faça o texto soar mais verossímil, meus caros. E ele é lindo. Mesmo. Tão lindo que infelizmente uma boa parte do público compraria seu trabalho só pela beleza e pelo tanquinho exibido constantemente na tela. Ah, e também pela bundinha, que dá o ar de sua graça por uns 3 segundos e causou gritinhos (altos).

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Veja o segundo trailer de “50 Tons de Cinza”!

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Não sei se você aí tá preparado para ler isso, mas atenção: em menos de três meses finalmente vamos ver na tela grande a passione de Anastasia Steele e Christian Grey! O filme estreia no Brasil dia 12 de fevereiro de 2015 e mais um trailer foi divulgado nesta sexta-feira!

No novo vídeo oficial, revemos algumas cenas já divulgadas no primeiro trailer e conseguimos observar novos detalhes, como o encontro da dupla na loja em que Anastasia (Dakota Johnson) trabalha, os machucados no corpitcho de Mr. Grey (Jamie Dornan), o contrato entre dominador e submissa e um frame de Rita Ora no papel de cunhadinha, sentada à mesa de jantar.

A canção que embala o casal é mais uma vez de Beyoncé: desta vez, trata-se da incrível, absurda e maravilhosa “Haunted”. Para quem não se lembra, o primeiro trailer tinha uma versão especialíssima do hit “Crazy in Love”. E aí me pergunto se não ouviremos mais músicas de Queen B no longa… Só fico aqui pensando se eles não estão guardando “Partition” para as cenas mais picantes. Já imaginou?! Eu já estou imaginando.

ps: Jamie Dornan atualizou as definições de muso com sucesso.

“Carrie” e seu remake estranho

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“Carrie”: o baba baby mais aterrorizante (ou pelo menos nos anos 1970)

Sozinha num quarto de hotel, aos 15 anos e numa cidade que eu não conhecia. Foi nesta situação que assisti o clássico “Carrie”, de 1976. Para muitos, pode ser uma combinação tentadora excitante para ver um belo terror. Para mim, era só uma bela combinação de motivos para ter um cagaço ainda maior que o normal. Não gosto de filmes de terror. Morri de medo, mas gostei de “Carrie”.

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Guardei a sensação forte da primeira assistida até ir ao cinema ver o remake com Juliane Moore e Chloe Moretz. Nunca mais voltei a ver o filme original, só mesmo  trechos da grande cena da formatura – naquela parte em que você já está é torcendo pela personagem, que sai vingando um por um -, e em parte quis ver pois estava ansiosa para ver o trabalho de uma veterana talentosa e uma novata promissora.

Pipoca em mãos e cinema lotado, o que vi foi um filme rápido, direto, um roteiro enxuto demais, uma luz que entrega as cenas de bandeja, uma trilha sonora que não cria tensão e uma personagem que parece estar “exagerando” em sua reação ao bullying. Não senti adrenalina. Não vi verdade na raiva de Carrie White. Não gostei.

Eu poderia dizer que o problema foi a situação diferente em que eu estava, mas o fato é que a própria direção mais realista de Kimberly Peirce deixou as coisas às claras demais. As interpretações pareciam fora de sintonia: a mãe fanática religiosa de Moore é realmente excepcional, mas soou até demais diante da simplicidade das outras cenas do filme, tão diretas. O pequeno plano em que ela espeta uma agulha de costura na perna parece um exagero sem fim.

Entre as jovenzinhas, quem chama atenção é a vilã à la “Meninas Malvadas” (a atriz Portia Doubleday), que age sem dó e quando tem vontade. Já a menina dos olhos Moretz parece ficar sem recursos para reagir à altura dos obstáculos propostos no roteiro. A cena da menstruação no chuveiro é uma tortura maior para quem assiste do que para a protagonista.

Quando Brian de Palma rodou seu filme nos anos 70, o politicamente correto não estava na moda e sua atriz principal, Sissy Spacek, tinha 10 anos a mais que a personagem. E num caso como Carrie White, não é só a experiência como ator que conta, mas a experiência de vida.

Depois de pensar muito sobre o que de fato me incomodou, chego à conclusão que para superar um roteiro pasteurizado, mas com um grand finale anunciado, faltou sensibilidade para perceber o que faltava à tão jovem Chloe Moretz. E o que faltou não foi talento, mas repertório emocional.

Com sorte, ela ainda tem anos de carreira para continuar nos encantando – só não foi dessa vez.

Filme “As Patricinhas de Beverly Hills” inspira coleção nova da Wildfox

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PARA TUDO! Acho que esse é um dos lookbooks mais lindos que já vi nos últimos tempos. A inspiração, obviamente, tem parte nisso tudo: a estilista da Wildfox, Kimberly Gordon, resolveu se inspirar no trio de garotas que ficou famoso nos anos 90 com o filme “Clueless” e que fez parte de sua adolescência (da nossa também! yey!).

A coleção de outono 2013 da marca traz frases famosas do filme (já clássico, por favor!) impressas em camisetas e malhas. E é claro que pra compor tudo isso as fotos tinham que ser no mínimo incríveis, né? As modelos Olivia Greenfield, Fatima Siad e Tanya Katysheva viveram seus dias de Cher (Alicia Silverstone), Dionne (Stacey Dash) e Tai (Brittany Murphy). Dá só uma olhada  – você vai querer ver o filme de novo, tipo, agora!

(aqui dá pra ver todas as fotos!)

ps: engraçado como tudo isso parece bem moderno agora. Menos os celulares. hehe

Super Trunfo do “Magic Mike”: ou porque toda mulher hetero tem que ver esse filme

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“Magic Mike” fez uma estreia silenciosa no Brasil depois de ter causado no verão americano (o filme estreou por lá no dia 29 de junho) e está disponível em poucas salas em São Paulo. Não sei como está a distribuição pelo resto do país, mas essa divisão de salas me pareceu um tanto quanto “pudica”.

Em todo caso, isso não vai ser um empecilho para você ir lá assistir o filme, né? Para quem não sabe do que se trata – e mesmo para quem sabe, já que essas imagens nunca vão ser demais -, aproveita para ver essa interessante sequência com trechos do filme. cof cof

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O filme protagonizado por Channing Tatum e dirigido por Steven Soderbergh conta a história do principal stripper de uma casa de diversão adulta para mulheres da cidade de Tampa; história, aliás, inspirada na própria experiência de Tatum antes de virar ator.

A trama rola durante o verão e a coisa só não é uma comédia romântica cheia de homens bonitos porque vez ou outra alguém desmaia na boate ou aparece um traficante providenciando dorgas para a moçada. São toques leves até demais para pintar um ambiente que pode ser bem pesado na vida real, mas essa falta de verossimilhança não estraga nem de longe o filme. Pelo contrário: deixa mais leve para ir direto ao que interessa.

Este longa, minhas caras, deve ser apreciado pelas belezas dançantes na tela. E é isso. Vá com as amigas assistir, vá se você gosta de homem e largue o homem em casa. Você pode começar achando cafona, mas em instantes alguém vai fazer algum movimento de pélvis que vai te conquistar.

Por isso mesmo, resolvi fazer o SUPER TRUNFO do “Magic Mike”: porque os personagens é que são os maiores motivos para você ver o filme. E PRONTO! Tá ótimo assim:

Joe Manganiello é Big Dick Richie (!) e Alex Pettyfer é Adam (veja os cards aqui e aqui)

Channing Tatum é o protagonista Magic Mike, Matt Boomer é Ken  (veja os cards aqui e aqui)

Matthew McConaughey é Dallas, o dono da bagunça
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Agora, deixando as piadinhas pra lá, esse filme faz toda mocinha se sentir como um cara vendo um pornô soft, o que é bom para variar um pouco. E, ah sim: no DVD já lançado nos Estados Unidos estão todas as dancinhas que não entraram no filme. Aposto que, se você assistir, também vai querer comprar. Ai, ai…

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“Solteiros Com Filhos” e outras formas de amor

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você conseguiria escolher só dois entre “love, kids e happiness”?

O casamento dos seus melhores amigos é um inferno. Você solteirona e seu melhor amigo solteirão querem ser mamãe e papai e sabem que não conheceram até hoje ninguém com curriculum suficiente para dividir a guarda de uma criança. Taí a trama de “Solteiros Com Filhos”.

Com a superhot Megan Fox e as ótimas Kristen Wiig e Maya Rudolph do divertido “Missão: Madrinha de Casamento” como coadjuvantes, o filme conta a história de Julie (Jennifer Westfeldt) e Jason (Adam Scott), dois amigos que, sem pensar muito, resolvem ter um filho juntos porque parece este ser o melhor jeito de criar um filho  sem ter de perder tempo com um casamento infeliz.

Parece drástico e um tanto quanto inconseqüente para a criança que chega, mas a verdade é que os casamentos dos amigos destes ‘solteiros com filhos’ têm tantos problemas, que você embarca na história e este realmente parece um caminho ok para quem quer ser pai. A teoria que sustenta a situação da dupla de amigos é de que é impossível ter amor, felicidade e filhos ao mesmo tempo – você só pode ter duas coisas por vez.

Quem faz solteiros e casados pararem para pensar no que está de fato acontecendo é a personagem de Megan Fox, que faz uma meteórica, mas importantíssima não só para esquentar a cama de Jason, mas para fazê-lo perceber que relacionamentos muitas vezes não dão certo pela falta de maturidade de um dos lados. E, claro, sem contar demais, você já pode imaginar o que vai acontecer – mas, ó, nesse caso não é ruim, pois a questão é o como vai acontecer.

“Solteiros Com Filhos” estreou na semana passada e o feriadão pré-dia dos namorados é uma boa hora para espiar o filme. E, sim: dá pra levar seu respectivo para o cinema sem risco de matá-lo de tédio. Os diálogos entre os rapazes garantem a diversão dos machos e, obviamente, a passagem de Megan Fox é rasante, mas é hot como sempre.

O longa foi escrito e dirigido pela protagonista e é uma gracinha de emocionante. O elenco é excelente e esta é mais uma daquelas histórias simples, possíveis e contadas com poucos recursos, poucos cenários, e com muito texto. Se você gosta desse jeitinho de fazer cinema, pegue a pipoca e vá!.

segundo o filme, dá pra pegar a Megan Fox paquerando com um bebê! rs