Os bastidores de “A Família Addams”: o figurino, os sapatos e as perucas do musical em cartaz em SP!

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Os Addams: Vovó (Iná de Carvalho), Wandinha (Laura Lobo), Tropeço (Rogério Guedes), Gomez (Daniel Boaventura), Morticia (Marisa Orth), Fester (Claudio Galvan) e Feioso (Gustavo Daneluz)
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O músical “A Família Addams” já recebeu mais de 200 mil espectadores e fica em cartaz no Teatro Abril em São Paulo até o fim de outubro. Antes que a temporada chegue ao fim, o espetáculo abriu as portas dos camarins e recebeu o blog nos bastidores para que eu e você pudéssemos ver todo o figurino bem de pertinho! Antes de fazer essa verdadeira viagem ao universo da peça, você pode reler a resenha do musical aqui; todo o serviço da peça (e dica boa para concorrer a ingressos gratuitos!) você encontra no final do post.

as portas dos camarins!

Quem conduziu quase toda a visita aos bastidores desta superprodução foi a experiente Nena de Castro, supervisora de figurino que já trabalha no Teatro Abril há anos. Ela diz que começou na área colocando a mão na massa mesmo. Até chegar aos musicais incríveis que entram em cartaz todo ano na “nossa Broadway”, Nena trabalhou com costura e depois com figurino para publicidade. Atualmente, no entanto, o caminho está mais curto: “Hoje em dia é mais fácil entrar na área, existem muitos cursos específicos de figurino”, explicou.

Com essa mestra ao meu lado, vi a lavanderia gigante do teatro, olhei de perto o incrível vestido preto e roxo (cheio de truques!) de Mortícia (Marisa Orth), dei um zoom nos acessórios que a gente nem sonha que eles estão usando lá da platéia e, claro!, dei uma espiadinha nos camarins. E tenho que dizer: que CHEIROSO é o cantinho do Daniel Boaventura, o nosso Gomez! 

O FIGURINO

Visitei os camarins do teatro cerca de quatro horas antes do espetáculo e ainda estava tudo uma calmaria só – mas  já tudo devidamente organizado! Os camarins grandes tem a volta toda de bancadas iluminadas para que cada ator possa se maquiar e no centro ficam as araras com o figurino de cada um pendurado e etiquetado. Para fazer toda a mágica acontecer a tempo, os atores chegam duas horas antes da peça já encontram tudo ali no jeito depois do trabalho das camareiras.

Como é de praxe nos musicais da Broadway que estreiam em São Paulo, nada é inventado aqui: todos os figurinos são adaptações fiéis dos originais e muitos tecidos são inclusive importados para que a confecção possa ser feita de acordo com as medidas do elenco aqui no Brasil.

O figurino do elenco principal é incrível, mas quem quiser ver referências além do gótico de Mortícia e Wandinha (Laura Lobo) deve prestar bastante atenção no coro de ancestrais, os fantasmas da peça. Como cada um dos personagens viveu (e morreu) em uma época diferente, cada um ali veste elementos bem diferentes: temos uma dançarina melindrosa dos anos 1920, uma índia americana pré-Guerra Civil, um general com jeitão de quem serviu a Primeira Guerra Mundial, uma dama da corte francesa, uma aeromoça chique à la Pan Am… Enfim, são tantas referências que em alguns personagens nem conseguimos identificar a época, caso da noivinha clássica coberta de renda, mas nada certinha, afinal já está vagando por esta e outras dimensões há muito tempo…
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a noiva e a aeromoça

detalhes do figurino do Gomez

as quatro trocas de figurino de Wandinha, com direito à mini-jaqueta e vestidos de jacquard.

Só que figurino de teatro não é só bonito, tem também seus truques! Ao puxar uma fita escondida, o vestido decotado de Mortícia vira um curtinho ainda mais sexy para que ela dance um tango sensual com seu amado Gomez. A foto não ficou tão boa porque realmente é preciso ver em alguém vestido, mas quem for assistir à peça vai entender direitinho! ;)
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“Romeu e Julieta” moderninho em 4 minutos

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Miranda Cosgrove e Chloe Moretz em ação

A banda de indie rock Best Coast tem investido pesado em clipes bacanas para chamar a atenção. Depois de lançar um clipe cheio de gatinhos fofos para a música “Crazy For You” (postei aqui), agora o grupo convidou ninguém menos que a sempre ótima e sempre cool Drew Barrymore para dirigir um vídeo.

O clipe de “Our Deal” conta a história de um casal que tenta ficar junto apesar de cada um pertencer a uma gangue. O enredo é basicamente um Romeu e Julieta moderninho e fashion, mas conta com muitos atores da young Hollywood que vão fazer esse conto de arruaceiros apaixonados viralizar rapidinho: Tyler Posey (da série “Teenwolf”), Chloe Moretz (de “Kick Ass” e nova queridinha dos fashionistas) e Miranda Cosgrove (do seriado “iCarly”).

Dá o play nesa música gostosa e aproveita para olhar a riqueza de detalhes dos figurinos escolhidos pela Drew:

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Bacana, né? Num making of feito pela MTV, a multitarefada Drew Barrymore fala sobre a história do clipe e dispensa a figurinista para mostrar todo o guarda-roupa preparado para cada integrante das gangues. Segundo ela, “o objetivo é poder pausar o clipe e observar que, apesar de todos fazerem parte de alguma gangue, cada um ali se veste e se monta como um indivíduo cheio de particularidades”. Deu pra notar, dona Drew!

Aproveito a deixa para falar que quem nunca viu “Whip It”, filme dirigido por ela também, tem que ver! A protagonista é a Ellen Page e o longa é super divertido: tem uma trilha sonora ótima e conta a história de meninas que redescobriram o roller derby, esporte feminino sobre patins que ficou famoso nos anos 1970.
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ps: e esse topete da Chloe, hein? Quero um curso de autocabelo pra aprender a fazer isso já!

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Roupinha de carne para sua Barbie

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teremos agora a Barbie presuntinha?

Todo mundo se lembra do figurino inusitado de Lady Gaga no VMA de 2010, não? Pois o famigerado vestido de carne acaba de ganhar uma versão miniatura!

Durante a London Toy Fair (feira de brinquedos de Londres), a estudante de moda Anna Chong apresentou sua versão para Barbies do figurino da cantora.

Feito de presunto parma, o minivestido parece ser bem fácil de reproduzir, apesar da carinha de nojo que a criadora faz ao explicar o passo a passo neste vídeo:
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Além do vestidinho aperitivo, a moça também fez versões mini para outras peças da Gaga. Mas, e aí, será que alguém vai testar? Só sei que a Barbie vai implorar por um banho depois de sentir essa roupinha na pele! hehe

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Estudio M, Shoestock e livros – Imagens da Semana

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Se às vezes tenho a impressão de que passei a semana inteira indo a restaurantes, desta vez tenho a impressão que fiz a farra do cartão de crédito com livros (!).

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ESTÚDIO EMME + I LOVE POP

Sábado foi dia de se jogar loucamente no Estúdio Emme com a “I Love Pop”, festa carioca que veio pela primeira vez para São Paulo. Ao som de dona Katylene e companhia, dancei como nunca (juro!) e chorei de rir quando tocaram “O Canto da Cidade”. Sim, da musa baiana Daniela Mercury! Quer dizer, pode parecer horrível, mas foi tão genialmente engraçado – e inesperado – que depois dessa só posso dizer que, por favor, quando tiver outra I Love Pop em São Paulo, me chamem! rs

Quanto ao espaço Estúdio Emme, achei bem ousado e diferente, principalmente por ser uma iniciativa da Loja Emme, que é do mesmo grupo da Cori e da Luigi Bertolli (e tem roupas ótimas e super modernas, aliás). A única parte que não curti mesmo foi o menu de bebidas, muito curtinho. Precisam aprimorar e dar mais opções para os freqüentadores urgentemente. De resto, a casa é rústica, diferente e não cobra caro, portanto uma ótima pedida para ir sem ficar pensando se você tem mesmo nome na lista.

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SHOESTOCK

Mais uma compra na Shoestock, e dessa vez no número certo. Muitas botas de lá estão em promoção e arrematei esta de camurça para mim, curtinha e com um saltinho tranquilo para bater perna no dia-a-dia. Estou usando a bendita neste exato minuto e recomendo! Esta foi minha terceira compra no site e o atendimento é ótimo.

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LIVROS (sim, muitos!)

Foram muitas aquisições na semana, tudo para sanar a fúria que ando sentindo de devorar livros. Comprei “Feios”, série de ficção que promete muito e eu quero ver se cumpre, e “Diários de Carrie”, porque sim, sou fã de “Sex And The City”, mas não li os livros, portanto queria ter uma ideia de como é a escrita de Candace Bushnell sem ter de rever fatos que já vi na série.  Qual dos dois leio primeiro? Alguém aí já leu algum deles?
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Moda, moda, moda: gosto do tema, e comprei “Moda do Século” para ter um belo livro de referências em casa. O fato é que a obra fala tanto de estilo de vida e cultura em torno da moda em si, que vou acabar lendo e relendo muitos capítulos. Só o prefácio já é apaixonante e te faz querer ficar horas mergulhada nesse mundo.

Já o “Entre Tramas, Rendas e Fuxicos”, recebi de presente da Globo e é uma verdadeira viagem pelos figurinos de todas as novelas da emissora. Depois de conhecer o Projac e sendo uma admiradora confessa de direções de arte bem feitas, pirei relembrando figurinos como o da Babalu e o da Hilda Furacão.
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Para fechar, sim, comprei esse belo box com os dois Alice’s. Li “… No País das Maravilhas” emprestado da biblioteca e comprei “… Através do Espelho” num sebo, portanto já estava mais do que na hora de ter uma encadernação linda pra chamar de minha.

Sei que muita gente acha besteira hoje em dia, mas eu gosto mesmo é das coisas físicas. Não curto ler no computador, gosto de ter CDs na prateleira, livros lindos para tocar, grifar e anotar coisas enquanto leio. Fazer o que, né? ;)

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“The Runaways”: mais um filme para esperar em 2010!

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A banda “The Runaways” nos 70’s:

E agora o trailer do filme “The Runaways”, com réplicas perfeitas deste figurino,  Kristen Stewart muy macha quebrando cadeiras, pulando no palco e girl power para deixar qualquer Spice Girl no chinelo:

Gosto!

O filme “The Runaways” é sobre a banda de mesmo nome que lançou a roqueira-mulher-mór Joan Jett nos anos 1970. No papel da protagonista doidona está Kristen, que com certeza vai surpreender.  A previsão de estreia é para março de 2010 nos Estados Unidos.

ps: falei “mais um filme” porque “Alice no País das Maravilhas” já tá na lista, né? 8)

Dica da Lia no twitter!

“Abraços Partidos”: meu filme do ano.

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Penélope Cruz em “Chicas y Maletas”, o filme dentro do filme “Abraços Partidos”

Nunca pensei que veria Penélope Cruz com um tino ingênuo de comédia, nunca pensei que com tão poucas mulheres em cena um diretor pudesse, mais uma vez, falar tão profundamente sobre um universo que não é seu, apenas lhe fascina.

“Abraços Partidos” é o filme do ano para mim, não só pela espera e por trazer uma dobradinha de “atriz e diretor” que eu adoro, mas porque, de fato, Almodóvar é realmente meu diretor favorito em atividade e, vou dizer, ele se superou, mesmo voltando-se para um tema que já lhe é caro: o “fazer” do cinema.

Depois de deixar todos na dúvida sobre onde começa e onde termina sua história pessoal em “Má Educação”, Pedro Almodóvar agora nos brinda com uma história complexa, cheia de segredos e paradoxos que fala sim sobre como é produzir, rodar e, mais ainda, finalizar um filme, além de dizer muito sobre o diretor, mesmo não tendo seu roteiro baseado em fatos reais.

Penélope Cruz e Lluís Homar

Com apenas dois papéis femininos marcantes, a trama gira em torno do que estas mulheres têm de fazer para sobreviver e tocar suas vidas mesmo que às custas de carregar e sustentar os homens que amam – e, claro, o enredo passeia também sobre  como homens podem jogar tudo para o alto quando apaixonados.

Penélope Cruz está mais uma vez divina e, definitivamente, alcançou o posto de minha atriz favorita. Como temos um filme dentro de um filme, podemos vê-la trabalhando “mal” como atriz e ao mesmo tempo sendo dramaticamente perfeita.

Enquanto isso, Lluís Homar brilha no papel de um diretor de cinema apaixonado pelo que faz e interrompido por um acidente que lhe deixou cego e que acabou por se tornar uma responsabilidade extra para sua produtora associada, interpretada por Blanca Portillo, que também trabalhou com diretor e protagonista do longa em “Volver”.

Além da costumeira direção de arte e figurinos extremamente bem trabalhados e coloridos (e quentes!) e da trilha sonora escolhida a dedo, “Abraços Partidos” tem uma das fotografias mais belas que vi nos últimos tempos. Os enquadramentos são praticamente quadros, e talvez, ironicamente, tudo isso se deva ao fato do protagonista estar cego.

Bianca Portillo e Lluís Homar


“Los Abrazos Rotos”
é um filme sobre relações humanas, onde o que se é dito é o menos grave dos problemas, onde a verborragia parte de fora pra dentro. É um longa-metragem em que realmente os personagens não precisam ter suas motivações explicadas. Eles estão ali, simplesmente vivendo. É orgânico.

Com uma edição cheia de fusões metafóricas e com alusões deliciosas ao mercado de produção cinematográfico recente, e daí sim se aproveitando da experiência de mais de 30 anos do diretor, o enredo envolve do começo ao fim. E, bem, por isso não quero contar mais: o mistério aqui é importante.

Se você também é cinéfilo e ainda não foi ao cinema, vou te dizer só uma coisa: o filme passou a mais importante mensagem sobre produção que eu já vi na telona: “filmes têm de ser finalizados”.

ps: brinque de “Onde Está Wally?” e encontre a cena em que Penélope fica na mesmíssima posição do cartaz do filme.