Tag: feminismo


A banda “The Runaways” nos 70′s:

E agora o trailer do filme “The Runaways”, com réplicas perfeitas deste figurino,  Kristen Stewart muy macha quebrando cadeiras, pulando no palco e girl power para deixar qualquer Spice Girl no chinelo:

Gosto!

O filme “The Runaways” é sobre a banda de mesmo nome que lançou a roqueira-mulher-mór Joan Jett nos anos 1970. No papel da protagonista doidona está Kristen, que com certeza vai surpreender.  A previsão de estreia é para março de 2010 nos Estados Unidos.

ps: falei “mais um filme” porque “Alice no País das Maravilhas” já tá na lista, né? 8)

Dica da Lia no twitter!

Postado por Fê Loverox

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Em 5 pontos, muito simples de entender.

1. Não é porque eu trabalho e ganho a mesma coisa que você que necessariamente vamos dividir contas. E não, não estou sendo folgada e explico, meu amor. Eu vou no cabeleireiro, gasto os tufos com lingerie, maquiagem, depilação, pílula, etc, etc, ad infinitum…. Por que raios eu deveria ainda dividir a conta do restaurante? Eu não valho a gentileza?

2. Cansa ver na mídia comentários como “fulana engordou 1278912 fucking kilos na gravidez”. E queriam o que? Que ela emagrecesse? Ela deu foi sorte de emagrecer todos os fucking kilos rapidinho, porque se não emagrecesse seria taxada até a morte. Não pensem vocês que esses comentariozinhos são só para atriz da Globo, eles sempre estão rodando por aí. Eu acho pura maldade, principalmente porque geralmente vem da boca de outras mulheres. Porém, pode ser ainda pior. Já viram como é a repercussão geral quando uma mulher diz decididamente que não quer ter filhos e ponto final?

3. Sexo não é mais coisa de homem há décadas. Foi-se o tempo que mulher não tem desejo e a revista Nova tá aí pra provar a cada mês. Não que a realidade da revista seja plausível, já que ali as mulheres gozam só com um leve cheiro de testosterona. Porém, acho válida essa postura de jogar na capa “Sexo Lacrado”, afinal, já está bem bem bem ultrapassada essa idéia de que quem quer mais são sempre eles. Aliás, pensando bem… O especial de sexo não devia nem ser lacrado, ou vocês já viram Playboy lacrada? (aliás, leiam, por favor, a chamada para a matéria do “Sexo Lacrado” na foto aí do lado.)

4. Se é bonita, é burra. Se é burra e é feia, chuta que é macumba. Olha só, ambos os pré-conceitos são muito feios, lindinhos de plantão. Existe sim mulher fútil, que só liga para a aparência e realmente deixa o intelecutal a desejar, sejamos realistas! Mas isso, meus senhores, também existe na ala masculina. Não há nada mais chato e previsível do que um bombadão de regata na balada, com os olhos brilhando com qualquer frase bem construída que você soltar. É praticamente tão ou mais previsível que a loira siliconada da academia, com a diferença que geralmente mulher não tolera ficar com alguém intelectualmente menos favorecido.

Então, sejam legais. Se vão pegar a garota porque é gostosa e bobinha, assumam isso e nada de meter o pau na mulherada por trás (ou metam, enfim. É uma escolha do casal, nada tenho a ver com isso). hehe

Só pra ilustrar: nunca me esqueço de dois episódios que eu vou resumir, assim, rapidamente.

- Aula teórica do CFC, há um ano, quando Fernanda tirou carta.

Respondi uma pergunta sobre radiador, motor, injeção eletrônica ou qualquer coisinha do gênero errado. Acertei todas as outras, mas foi o suficiente. O grupinho masculino ao fundo e à esquerda simplesmente ergueu a voz e soltou a pérola: “AHH! Mas ela pode, deixa ela! Lindinha!”. Não dei mais bom dia até o final do curso. Não perdi nada, mas aposto que eles perderam.

- Um ex-affair meu, bonito e “bom partido”. Futuro publicitário. Conversávamos sobre cinema.

Eu: Eu adoro cinema! Sou viciada, vou quase toda semana.
Ele: Sério? Você vai aonde?
Eu: Ah, vou no Cinemark pela pipoca (*vício*), mas acabo indo mais no HSBC ou no Espaço Unibanco, onde passam uns filmes mais cult.
Ele: Filme Cult? Que filme é esse?

Tsc, tsc. Nunca fui ao cinema com ele. Teatro então, seria impossível. Logo, sair fora enquanto é tempo e aplicar a velha máxima “cada um, cada um”.

5. Já que eu só falei com os homens, vou mudar o target. Lindas, jamais chegaremos a lugar algum se permitirmos certos preconceitos e certos comportamentos que podiam ser um tanto mais gentis. E, pior ainda, se educarmos os nossos filhos de forma errada. Não tô nem pensando em filho, mas vai saber se alguém fica grávida por acidente e vai levar adiante? Enfim, just in cases! 8)

Machismo é coisa de homem e uma mulher machista, eu arrisco dizer, é pior do que homem galinha e mulher feminista. Somados.

ps: Se eu chovi no molhado, mil perdões, mas cadê a mudança, né Brasil?
ps2: Eu leio a Nova, sim. Mas com a devida licença poética.
ps3: último! A promo da Puket no post passado vai até o dia 10 de outubro! Então, continuem pensando nos chatos das vidas de vocês e concorram ao kit! :D

Postado por Fê Loverox

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Não vou discutir aqui se o dia internacional da mulher é válido ou não. Além de ser uma discussão clichê que vai do nada pro lugar nenhum, vocês já vão ver isso em todas as emissoras de TV (e, como todo ano, vai ter o espírito de porco que fará a piadinha: “8 de março é dia das mulheres porque todos os outros são do homem”). E eu quero trazer uma coisinha original, claro. :)

Separei alguns filmes que levantam questões interessantes sobre mulheres… Divirtam-se! _o/

1 – Volver (dir. Pedro Almodóvar, 2006)

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Em Madri, cinco mulheres irão resolver seus dramas pessoais e familiares, nem que isso signifique voltar ao passado e conversar com quem já se foi. Além da belíssima Penélope (e da maravilhosa cena em que ela canta – dublagem, tá?), o filme praticamente não tem homens e mergulha no universo feminino profundamente, já que na família só restam uma mãe, sua neta e suas duas filhas, sendo que uma acaba de “perder” o marido.

Preste atenção: na cena do funeral, quando aparecem dezenas de homens de uma só vez, inexplicavelmente. Pra pensar…

2 – Circle Of Friends (dir. Pat O’ Connor, 1995)

Image Hosted by ImageShack.usAnos 50, Irlanda. Três garotas entram na faculdade, tornam-se amigas e acabam criando intrigas pelo rapaz mais cobiçado do lugar. Além de mostrar uma das primeiras gerações de mulheres que realmente teve acesso ao ensino superior, o filme mostra como nem tudo ficou tão igualitário, principalmente quando o “rapaz cobiçado” acaba tendo de escolher entre as duas garotas que cativou. Ah, e claro, tem romance, Chris O’ Donnel e Colin Firth.

Preste atenção: na atuação de Minnie Driver. O cinema deveria aproveitá-la melhor.

3 – Garotos da minha vida (dir. Penny Marshall, 2001)

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Baseado numa história real. Nos anos 60 uma garota engravida com apenas 15 anos e acaba tendo que casar com o namoradinho por pura convenção social. Ao mesmo tempo que se vê atrelada a um homem que só suga suas energias, suas amigas acabam indo em frente, se formando… Uma lição. Uma das melhores interpretações da Drew Barrymore.

Preste atenção: se você vai ficar com raiva dela, ou torcer por ela. Não há uma terceira via.

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Três histórias em três épocas. Três mulheres conectadas pelo suicídio e pela obra “Mrs. Dalloway”, de Virginia Woolf, interpretada por Nicole Kidman (irreconhecível) aí na foto. Denso, sutil, esteticamente belo. Tem também Meryl Streep e Julianne Moore.

Preste atenção: na direção de arte. Construções perfeitas de cada época, especialmente dos anos 60. E, claro, no nariz da Nicole Kidman (não dá pra não falar!).

5 – Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída (dir. Uli Edel, 1981)

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Se você tiver nervos fracos, não assista (ou prefira um filme mais light do gênero, tipo “Aos 13″ – mas esse é bem melhor!). Filme alemão sobre o livro de mesmo nome, escrito pela própria Christiane F., que se drogou e se prostituiu aos 13 anos. Agora vamos ao que não é tão óbvio: retrato da juventude alienada e perdida de Berlim em meados dos anos 70. Apesar de ser um filme datado, a deterioração moral e física que o vício causa certamente continua a mesma…

Preste atenção: na feição dos personagens conforme o filme vai passando e em Natja Brunckhorst, garota que realmente tinha 13 anos, não era atriz e viveu Christiane. Drama à parte, o filme é cheio de referências boas de moda. E a trilha é ótima, cheia de David Bowie.

6 – Dirty Dancing (dir. Emile Ardolino, 1987)

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Filme que projetou Patrick Swayze, que tá dodói, força pra ele! Bom, pode até parecer um romance bobinho com números de dança (números de dança ótimos, que fique bem claro!), mas eu vejo algo mais. A protagonista Baby vive sendo subjulgada por conta de sua pouca idade e é freqüentemente oprimida pela família, que sempre acaba tentando lhe empurrar “um bom partido”. E é aí que ela conhece o cara errado, que vai lhe ensinar muita coisa e lhe fazer feliz por um verão…

Preste atenção: na trilha sonora. Corra pra baixar.

7 – Monster: Desejo Assassino (dir. Patty Jenkins, 2004)

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Prostituição, roubos, assassinatos, pena de morte. Parece thriller de ação, mas o filme baseou-se em fatos reais. É claro que houve uma certa “dramatização” da coisa, mas o filme conta a história de Aileen Wuornos, uma prostituta lésbica que acaba se tornando serial killer. Na data do lançamento do filme, em 2004, ela estava sendo julgada pelos crimes que cometeu e acabou sendo executada.

Preste atenção: no realismo do romance lésbico e em como conseguiram enfeiar a Charlize Theron (metamorfose total!).

8 – Meninos Não Choram (dir. Kimberly Peirce, 2000)

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Uma garota que não se sente garota. Outra garota que se apaixona por ela. Como contar que você não é um rapaz, como parece (principalmente quando você decidiu viver como um)? Baseado em fatos reais.

Preste atenção: na sutileza da cena quando ela descobre que ele, na verdade, é ela.

9 – Patricinhas de Berverly Hills (dir. Amy Hackerling, 1995)

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Além de ser inspiração para todos os teen movies dos anos 2000 (isso até virar besteirol), certamente é o melhor. Que atire a primeira pedra a garota que nunca teve os pensamentos de Cher, interpretada pela Alicia Silverstone. Ela é tipo a Carrie, de Sex and The City, só que 20 anos mais nova. :D

Preste atenção: nas roupas. Pode até ser que o figurino das outras personagens esteja brega atualmente, mas se a Cher, que entende de moda, saísse na rua com as mesmíssimas roupas, estaria chique. (E preste atenção em como esse filme inspirou claramente “Meninas Malvadas”.)

10 – Tudo pra ficar com ele (dir. Roger Kumble, 2002)

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Melhor filme besteirol-comédia para mulheres. Porque não são só eles que merecem um “American Pie” da vida. Nós também. Assista com as amigas.

Preste atenção: na versão dirrrrty de “I’m too sexy”, do Right Said Fred, cantada em pleno restaurante. hehehe

Filmes bônus: “Juno”, “Aos 13″, “Beleza Americana”, “Dogville”, “Como Perder um Homem em 10 dias”, “Diabo Veste Prada”, “Miss Simpatia”, “Meninas Malvadas”.

PS: Demorei horas pra escrever isso aqui e se eu consegui convencer alguém a pegar algum desses DVD’s, já estou satisfeita. _o/

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Postado por Fê Loverox

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Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
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