
“O que você vai ser quando crescer?
Jogador(a) de futebol, bailarina, astronauta, qualquer coisa, menos professor (a).”
Dá até para imaginar esse diálogo acontecendo de verdade. Depois de tanta overdose de gente bonita e elegante, não é de se estranhar que toda nossa geração de 20 e poucos seja meio artista frustrado. Uns porque realmente são artistas frustrados (e quem sabe eu não me inclua nisso daqui uns anos de bateção de cabeça) e outros porque são aparecidos que não deram certo, que conheciam alguém que conhecia alguém e esse alguém furou na hora do QI.
Num país em que figurar na revista é o jeito mais fácil de ter certeza do sucesso, pega bem aquela teoria da conspiração de toda uma rede de barraquinhas de hot dog ter sido criada por engenheiros desempregados. Pega bem ou é mais confortável, ninguém sabe.
Nem todo mundo, graças a Deus, tem vocação para médico, advogado ou engenheiro, e graças ao capitalismo, ene outras profissões dão a mesma (ou uma certa) estabilidade financeira – beijo aqui para os meus amigos do colegial que achavam comunicação inútil e, não, essa é uma mágoa da qual eu nunca vou me curar -, mas hoje me deparei com este gráfico aí e não deu pra negar que é a mais pura verdade.
Quem já viu a catraca da vida rodar ao contrário para alguém fora do padrão ou quis algo que todo mundo queria que o diga. Às vezes parece que só as peitudas de pele boa podem dominar o mundo. Sendo assim, até os mais esclarecidos vão adotar esse belo projetão de vida, só pra garantir um pouquinho de sucesso.



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