O que você virou depois de crescer?

sex

“O que você vai ser quando crescer?
Jogador(a) de futebol, bailarina, astronauta, qualquer coisa, menos professor (a).”

Dá até para imaginar esse diálogo acontecendo de verdade. Depois de tanta overdose de gente bonita e elegante,  não é de se estranhar que toda nossa geração de 20 e poucos seja meio artista frustrado. Uns porque realmente são artistas frustrados (e quem sabe eu não me inclua nisso daqui uns anos de bateção de cabeça) e outros porque são aparecidos que não deram certo, que conheciam alguém que conhecia alguém e esse alguém furou na hora do QI.

Num país em que figurar na revista é o jeito mais fácil de ter certeza do sucesso, pega bem aquela teoria da conspiração de toda uma rede de barraquinhas de hot dog ter sido criada por engenheiros desempregados. Pega bem ou é mais confortável, ninguém sabe.

Nem todo mundo, graças a Deus, tem vocação para médico, advogado ou engenheiro, e graças ao capitalismo, ene outras profissões dão a mesma (ou uma certa) estabilidade financeira – beijo aqui para os meus amigos do colegial que achavam comunicação inútil e, não, essa é uma mágoa da qual eu nunca vou me curar -, mas hoje me deparei com este gráfico aí e não deu pra negar que é a mais pura verdade.

Quem já viu a catraca da vida rodar ao contrário para alguém fora do padrão  ou quis algo que todo mundo queria que o diga. Às vezes parece que só as peitudas de pele boa podem dominar o mundo. Sendo assim, até os mais esclarecidos vão adotar esse belo projetão de vida, só pra garantir um pouquinho de sucesso.

Aquela encheção de saco desnecessária.

sex

favor não ligar a serra antes das 10h.

Nunca escrevi críticas “ferrenhas” a trabalho, e quando não tenho nada construtivo para dizer, me abstenho. Mas imagino o quão pau no cu e bad vibe deve ser  abundar-se numa cadeira com a plena certeza de levantar-se só dali duas horas, depois de perder o happy hour e de dissecar por a+ b porque tal filme, peça de teatro ou game é um lixo, uma bosta das grandes, simplesmente porque aquilo é sua obrigação: opinar. Ou dar a opinião que esperam de você.

Alguns se divertem com isso, metem o pau e xuxam tudo e todos em qualquer situação. Isso porque, ahn, porque se acostumaram, ou porque encontraram público cativo para as suas linhas ou porque simplesmente não é com eles. Nem com a mãe, com o pai, com irmã ou namorado.

Daí que realmente ninguém tem o direito de sair falando o que bem entende. Profissão alguma dá direito a isso e a posição de espectador menos ainda. Obras artísticas estão aí para serem assistidas, vistas,  recomendadas, divulgadas e assim, talvez criticadas. Faz parte. O trabalho pode ser alvo de críticas. Ele pode ser bem feito, mal feito, não feito – o autor, não.

Pessoas, não.  Seres humanos podem ter uma atitude condenável (e olhe lá) pela opinião pública vez ou outra, tipo voltar com o namorado depois de tomar dois olhos roxos, ou sair sem calcinha pela quinquagésima vez e oops, beber demais. Se bem que, ainda assim, quem somos nós para falar uma patavina sequer? Só outros seres humanos.

Deixemos ser feliz. Deixemos ser feliz também as pessoas que estão aí vivendo, artistas que estão aí vivendo, cantores que estão aí cantando, críticos que estão afofando a cadeira antes de criticar. Estas pessoas não estão na pista para levarem bucha sem sair de casa simplesmente porque tem o cabelo xis,  o peito caído, o bigode grisalho, a voz grave ou  gostam de amarelo com bolinhas roxas. Cada um é cada um.

E, olha, se 50% das pessoas entendessem – e respeitassem – essa máxima, não exisitira aquela encheção de saco desnecessária.

.

ps: “texto” semanal voltando, e o Imagens volta quando voltar. Tô meio na preguiça. Quem gosta da tag,  pode brigar comigo. :P