Gota d’água na mensalidade da faculdade

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Inspirados pelo movimento “Gota D’Água” contra a Usina de Belo Monte, alunos de Rádio e TV da Cásper Líbero resolveram fazer um vídeo nos mesmos moldes para criticar o aumento da mensalidade do curso, que vai passar de absurdos R$1500.

O vídeo das celebridades indo contra a usina foi bastante criticado e alguns argumentos foram inclusive contrariados num outro vídeo, também neste mesmo formato, mas o fato aqui é que os meus “bichos” que estão por lá (para quem não sabe, me formei em RTV na Cásper em 2009) resolveram fazer barulho para reclamar:


Eles fizeram contas, escreveram um texto esclarecedor e resumiram os motivos que explicariam o aumento: “melhorar a infra-estrutura”. Esse foi o mesmo motivo do aumento enquanto eu ainda estava na graduação e realmente um novo estúdio muito bacana e moderno foi inaugurado. Pude usá-lo nos meus dois últimos anos de curso. Mas, veja bem, já há motivo para outro investimento? O estúdio novo já está velho? Não visito a faculdade há tempos, mas duvido muito que a necessidade exista.

Resolvi divulgar o vídeo não pelo “divulga o vídeo! Divulga o vídeo!”, mas porque sei bem o discurso que eles estão ouvindo lá dentro e é impossível não se revoltar. É caro estudar sim, é difícil conseguir estágio sim e a Fundação Cásper Líbero já é isenta de diversos impostos por se tratar de uma fundação.

Fica difícil entender, portanto, porque repassar mais uma vez custos tão altos para os alunos, especialmente quando as estruturas inauguradas em 2008 (tão demoradas e tão estudadas antes de sua implantação) não devem ter se tornado obsoletas, mas podem estar mal cuidadas e mal aproveitadas.

O aumento é repassado aos alunos de Rádio e TV, mas a verdade é que todos os cursos acabam usando um pouquinho, naquele “horáriozinho vago”. Só que, acredite, nas semanas de entrega de trabalho de um curso que precisa de avaliações práticas, o “pouquinho” atrapalha legal.

Está na hora de direção e alunos terem uma conversa franca sobre a mudança – e está na hora de aproveitar um pouco melhor o que se tem na mão, cuidando e mantendo. Um trabalho que deve ser feito não só pela equipe técnica e pelo corpo docente, mas pelos próprios alunos que tem de tomar conta do patrimônio que estão bancando.

Cabe dizer que a estrutura técnica oferecida no mercado de trabalho não está tão longe assim do que a Cásper passou a oferecer aos alunos em 2008. Pelo contrário, tem muita infra-estrutura bem pior por aí e gente se virando nos 30 para fazer as coisas acontecerem. Voltando fita pra gravar outra matéria em cima. Aproveito para dizer: welcome to the real world. 

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ps: mal postei e já fiquei sabendo que as coisas mudaram E MUITO por lá, obviamente para pior. Pelo que percebi, dei sorte de ter pegado as coisas novinhas depois de dois anos e meio com a estrutura antiga. Infelizmente não conheço os alunos que estão fazendo o curso hoje, então convido-os para se manifestarem nos comentários contando o que está de fato rolando.

23/2: um dia para protestar contra o bullying

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o hino: “calling someone ugly won’t make you prettier”

Hoje, 23 de fevereiro: dia de protestar contra o bullying. Não é uma data mundial, mas no Canadá o movimento vem ganhando adeptos para esta data que ficou conhecida com o apelido de “Pink Shirt Day” (dia da camisa rosa).

Divulgado e organizado por dois adolescentes de um colégio de Vancouver, o movimento ficou bem grande e consiste em, basicamente, vestir uma peça de roupa ou acessório na cor pink para mostrar que você é contra esta prática hostil e prejudicial.

A ideia é simples – e funciona! O evento já aconteceu em anos anteriores e foi um sucesso. Para a edição de hoje, a garotada conta com o apoio de diversas escolas e também de uma rádio da cidade, a CKNW.

Para divulgar o dia de vestir a camisa rosa, os adolescentes deram um passo além e fizeram um flashmob super viralizante a seu favor: a galera ensaiou uma coreografia e parou um shopping para exibir suas roupas pink com mensagens de aceitação.

O vídeo mostra não só a dança linda que os jovens fizeram, mas também a reação dos mais velhos, super encantados com as crianças e adolescentes engajados:
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Bullying é a definição dada a comportamentos repetitivos de hostilidade e humilhação contra uma vítima em posição desprivilegiada dentro de um grupo. Segundo os especialistas, assédio, agressão verbal ou física, e qualquer tipo de ação contínua que provoque o isolamento social de um indíviduo podem ser considerados bullying, de forma que o problema pode brotar inclusive em ambientes de trabalho formais.

Como os alvos das agressões geralmente se sentem intimidados, especialmente em situações que envolvem muito mais que sua reputação, fica bem difícil identificar os agressores se as vítimas não forem encorajadas a falar. Sendo assim, quando surge uma iniciativa como o  Pink Shirt Day temos é que bater palmas, pois é mais uma forma de dar voz aos oprimidos e de educar possíveis agressores.

Como eu apóio totalmente esta campanha – e esta ideia – vou usar algo pink hoje para endossá-la! E digo mais: digo que seria bem legal ver esta mesma movimentação por aqui: com embasamento, divulgação divertida e gente realmente interessada.

Bullying realmente não precisa ser mais um tabu, especialmente quando iniciativas simples podem tocar tantas pessoas. ;)

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Avril Lavigne e o não-Enem

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mas Pitágoras é fácil, hein? x² = 3²+4²

Escrevo este post para mostrar toda a minha compaixão aos vestibulandos que perderam seu final de semana fazendo um exame que foi cancelado. Passei pelo vestibular neurótica, no melhor estilo de quem teria chorado na porta se não entrasse (tipo a menina que apareceu em todos os jornais), porém consegui dar um jeito de valorizar o momento para não fritar meu cérebro em óleo quente.

No final do meu segundo ano, resolvi não fazer o n-Enem (ainda fazem essa piada?). Eu estava me apresentando no teatro e arrisquei todas as fichas deixando para fazer só no último ano, coisa que vários dos meus colegas nerds psicóticos consideraram maluquice. Não dei ouvidos. Eu já estudava o suficiente para ter confiança que daria tudo certo.

No ano seguinte, era agora ou nunca. Mas eis que dona Avril Lavigne resolveu passar pelo Brasil e se apresentar no Pacaembu naquele fatídico domingo. O que fazer? Pois o que parecia super okay: ir para o exame e seguir de lá para o show com os amigos da escola, ué.

Confesso que fui criticada – de novo -, especialmente pelos invejosos que não tiveram a mesma coragem em nenhum momento, mas fiz a prova com a cabeça no show e me mandei para o estádio.

Se eu fui bem? Fui, mas poderia ter ido melhor, sim. Só que tenho a certeza de não ter perdido nada  da diversão naquele fim de colégio tão sofrido. Hoje não sou mais fã da cantora, mas quem vai até o estádio para ficar no meio da galera pulando sabe bem que a farra é o que conta.

Portanto, deixo aqui o meu conselho: se remarcarem este exame fajuto, que tem tudo para sumir do mapa, não hesite em viver o momento. Prova todo ano tem, e ao chegar na tão sonhada faculdade, você percebe que poderia tranquilamente ter esperado um pouco mais. Vai por mim.

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Meme das 9 coisas

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Quase 8 meses se passaram desde o último meme postado aqui e como eu acho bem divertido responder essas coisas, fiquei feliz de finalmente ser indicada de novo!  A Tayra (que, através de suas respostas me mostrou que eu sempre falei o nome dela errado) me pôs na listinha dela, então vamos lá:

9 Coisas Sobre Mim:
(aleatórias, ilustradas e, até onde sei, realmente nunca antes reveladas por aqui)

1 – Sou viciada em café. Quando me controlo, tomo duas xícaras, quando estou com sono, perco realmente a conta. Tanto sou maluca por esta iguaria quentinha que já passei bem mal por isso. No segundo ano de faculdade (2007), no meio da correria de prova/trabalho/estágio, dormi umas 4 horas e emendei tomei três cafés pela manhã. Claro que deu merda: tive uma crise feia de labirintite (???!) e senti a extraordinária sensação de parecer que estou pisando em areia movediça a todo segundo e quis vomitar a cada paradinha do elevador do prédio, da faculdade, de qualquer coisa. Até hoje não sei como peguei o metrô pra casa sem por pra fora o beloved café.

2 – Terminei o curso de inglês aos 15 anos. Parece cedo, mas comecei o curso com 8 aninhos e tive aquela formação bem completa. Hoje minha fluência não é mais a mesma da adolescência, o que me rende pegar no tranco vez ou outra. Sempre que preciso desenferrujar o inglês começo meio esquisitinha e depois de alguns dias é como se eu sempre tivesse falado a língua diariamente. Vai entender! Em todo caso, já deveria também ter começado outro idioma faz tempo e não consegui. Fiz um ano de alemão e abandonei, mas ainda tomo coragem pra começar francês – já o espanhol, passando. Por hora, fico com meu portuñol fueda mesmo.

3 – Conhece uma pessoa que morre de tédio? Conhece, eu. Eu fico entediada com comida repetida, trabalho repetido, rotina sem novidade, programação de televisão, todas as minhas mp3s e também com todo mundo do Twitter. Não me levem a mal, eu simplesmente enjoo. Dali um tempo isso passa, mas pode crer que durante todo um período eu vou ficar surtando atrás de um novo restaurante, um novo emprego, um artista novo pra ouvir, meia dúzia de twiteiros novos para seguir…

4 – Algumas pessoas já sabem que eu tenho todo um passado de estudos musicais, além de ter me formado atriz.  Fiz 7 anos de piano e canto e, sim, foi muito legal e, sim, sinto muita falta – e me culpo horrores de não ter sido mais disciplinada.  Em todo caso, essa dedicação marcou toda uma época minha, de forma que meus olhos se cegaram para determinadas breguices durante minha adolescência. Meus amigos e família achavam o máximo ter a “conhecida cantora” e eu dei umas palhinhas para homenagear as pessoas em diversas ocasiões. Ter cantado em tanta festa se tornou um eterno fantasma pra mim.  Quer dizer, imagina se eu vou pro BBB, ganho na loteria,  viro BFF do Silvio Santos, caso com um jogador de futebol ou fico ryca e famo$a e esses vídeos pipocam por aí? ahuaheue Maldita hora que popularizaram a transformação de VHS para DVD!

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5 – Já usei franjinha N vezes e me prometi jamais cortá-la de novo, mas a vontade é ridiculamente grande. Sempre que topo com a Anne Hathaway na televisão ou revejo de relance “O Diabo Veste Prada” fico com uma vontade descomunal de ter o cabelo de Andy Sachs. Fora que, enfim, me sinto Andy Sachs diversas vezes na vida, especialmente quando tenho uma lista de nomes e caras pra decorar – não, isso não é coisa de filme.

6 – Penei, sofri, chorei para tirar minha carta de motorista. Fiz o maldito teste três vezes e ainda sofri preconceito durante a aulinha teórica, porque um monte de marmanjos fodões achava que eu, mulher, não podia saber de mecânica (século XX mandou beijos!). É claro que esqueci boa parte do que eu estudei da **mecânica**, mas enfim  uma hora a carta saiu e considero o carro essencial para se ter liberdade numa cidade grande como São Paulo. Sei que posso soar ecologicamente nada correta, mas poder ir para qualquer lugar a qualquer hora sem se preocupar com pegar ônibus, com o horário que o metrô fecha ou com o dinheirinho do táxi é a melhor coisa que já me aconteceu. Morar sozinha está nos planos, mas confesso que amo móito meu automóvelzinho e nunca tomei nenhuma multa, tá?

7 – Vez ou outra algum evento, festa ou acontecimento cósmico me motiva a gravar um vídeo e subo-o em meu Youtube. Não tenho um videolog ou muito menos um videocast, mas está na hora de contar: uma das minhas maiores vontades nesta internet de meu Deus é postar vídeos com regularidade. Afinal, além de ser produtora e de já ter trampado n vezes com edição, sou atriz formada há dois anos, com registro na carteira e tudo, logo, não tem nem desculpa, ? É, eu sei. /chora

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Paris

(agora, eu)

8 – Me considero um pouco “viajante profissional. Nunca fiz uma viagem absurda de longa nem intercâmbio (adoraria fazer!), mas já viajei bastante e comecei ainda criancinha. Deu para aprender muito bem todos os truques que mamãe ensinou, desde fazer rolinhos com a camiseta, até colocar coisas dentro dos tênis, tirar todas as etiquetas de todas as compras e andar com aquela bolsinha invisível de dinheiro e passaporte em baixo da blusa. Ainda não inventaram nada melhor, até porque  se aventurar confiando plenamente no cartão de crédito é furada.

9 – Preciso de ócio criativo de vez em quando, e isso quer dizer “tempo pra viajar na maionese olhando pra parede” e ter aquelas ideias que precisam ser passadas para o papel no exato segundo, antes que voem embora.  E, bem, só estou contando isso para fazer uma prece: voltem para a mamãe, ideias. Não estou suportanto mais olhar para telas em branco sem vocês comigo. Vamos andar de mãozinhas dadas e nunca mais nos separar?

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E, por fim, a parte de encaminhar para queridas 9 pessoas responderem e passarem o meme adiante (e que eu estou muito curiosa para ver o que irão contar!): Alê Ferreira, Bruna Vieira, Juliana Dacoregio, Juliana Ferreira, Lya Zumblick, Mari FrioliMarina Santa Helena, Mirian Bottan, e  Rê Biscoito! Divirtam-se, meninas! E me avisem quando postarem! ;)

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Não digo adeus, guardo comigo.

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e não vou reler “Alice…”.

Não sou tão apegada a ambientes, pessoas ou fases. Às vezes penso que quando tiver de passar vai passar e foi assim com formatura de escola e faculdade, já que ambas só me emocionaram no último segundo possível.

É claro que eu não acho que tenho a virtude de aproveitar tudo a todo segundo, o hoje pelo hoje, carpe diem e toda essa filosofia bonita, facilmente destrutível numa segunda-feira chuvosa. Só acho mesmo é que, de alguma forma, eu encaro fases como… Fases. E isso não se encaixa com os livros. Livros são eternos.

Parece óbvio, mas vou explicar. As músicas que eu mais ouço hoje com certeza não serão as que eu mais ouço amanhã, nem depois, nem ano que vem, mas as páginas que me emocionaram há 5 anos provavelmente ainda me emocionam hoje, ao menos pela lembrança da minha própria imaginação.

Nunca reli livros pois tenho medo de não ter a mesma interpretação inocente da primeira lida, interpretação que obviamente não vou ter, mas guardo-os todos na estante. Morro de raiva até hoje de não ter meia dúzia de títulos que li emprestado e não comprei – e sei lá porque cargas d’água ainda não comprei.

“Hell – Paris 75016” é um exemplo. Marcou muito há 7 anos quando li, mas provavelmente não saquei o cartão de crédito da carteira ainda pois cairia na tentação de ler o humor sórdido da Hell de novo quando o pacote chegasse em casa. Só que sabendo o final.

Fui perceber que me apego aos personagens dos livros quando demorei pra terminar a saga “Crepúsculo”. Se você não gosta da série, te respeito, e pode substituí-la por um livro que você goste qualquer, pois  não é dela que quero falar, e sim do tempo absurdo que levei para findar o quarto livro. Enquanto li o segundo e o terceiro em, sei lá, no máximo 5 dias, enrolei enquanto pude com o tal “Amanhecer”.

Eu queria saber o fim, eu estava morta de curiosidade, mas acho que não queria dizer adeus ao vampirão e a Bellinha desastrada. Eu não queria pensar que o drama deles teria fim e que o felizes para sempre não renderia mais história para euzinha, pobre leitora de um mundo mortal sem seres mágicos.

Aí olhei pra trás e lembrei de outros episódios semelhantes, com outros livros, outros autores. Ontem abri uma caixa na bagunça do meu quarto novo (não tão novo, mas novo no quesito “ainda não organizei tudo”) e encontrei um livro que li no comecinho do ano passado, o “É Claro que Você Sabe do Que Eu Estou Falando”, da escritora, artista plástica, videoartista e um monte de outras coisas, Miranda July.

E hoje se eu pudesse te recomendar um livro de crônicas, de boas e intrigantes histórias curtas ou mais longas, escritas todas de um jeito realmente original, com tramas realmente originais, eu recomendaria “É Claro Que Você Sabe Do Que Eu Estou Falando”.

Recomendaria com 90% de certeza, pois os outros 10% pertencem a última crônica do livro. Não, não li a última. Não quis me despedir.

Agora sim… – Imagem (Única) da Semana

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FINALMENTE ME FORMEI!

(foto tirada com o celular e devidamente twittada logo após fazer o juramento no Grande Plenário do Anhembi ontem à noite – e os olhos marejados, quemcurte? Mais fotos em breve, num flickr próximo de você.)