Romance na telona sexta-feira: “Querido John”

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Channing Tatum, Amanda Seyfried e um beijo daqueles

“Querido John” estreia nesta sexta-feira (amanhã!) e promete abalar os corações das mocinhas desprevenidas. Isso porque seu roteiro é adaptado do livro homônimo escrito por Nicholas Sparks, autor de outra história de sucesso levada às telonas, “Diário de Uma Paixão”. E, bem, o protagonista é lindo.

No filme, Channing Tatum (“Inimigos Públicos”) vive um soldado que se envolve com uma ativista super da paz, interpretada por Amanda Seyfried (“Mamma Mia”). Os dois se apaixonam perdidamente, e quando o rapaz tem de voltar ao trabalho, eles começam a trocar longas cartas de amor.

Apesar de toda essa dose de romance oldschool com cara de final feliz, as cartas acabam dando outros rumos à história:


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E olha, eu não vi “Diário de Uma Paixão”, mas quando a equipe de divulgação da Sony Pictures entrou em contato comigo e falou sobre os livros de Sparks, logo lembrei que foi ele que rendeu a Rachel Mc Adams e Ryan Gosling o  prêmio do MTV Movie Awards de melhor beijo há uns anos passados.

Se Channing Tatum e Amanda Seyfried conseguirem repetir a mesma dose de química, já vai valer muito a pena ter ido ao cinema! Para se ter ideia, os dois que ganharam o prêmio da MTV até repetiram a dose ao vivo! Relembre aqui, foi muito mágico! 8)

Este post é um publieditorial.

“Preciosa” e o efeito do trailer.

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Existe a teoria de que alguns filmes tem bons trailers, mas não são exatamente bons filmes. Existem trailers que, por mais bem intencionados que sejam, contam um pouquinho do final. Outros também não contam nada, mas te deixam com a pulguinha atrás da orelha.

Pois o trailer de “Preciosa” conta é bastante coisa do filme em seus míseros minutos, de forma que ao sentar para assistir o longa-metragem mesmo você fica esperando, com uma caixa de lenços ao lado, para ver como será o andar da carruagem até que coisa 1, coisa 2 e coisa 3 aconteçam.

O trailer, sozinho, quase me fez chorar, o que também me fez adiar assistir o filme. Eu já imaginava que ia ser um puta filme, mas puxa, tô de bom humor hoje, não quero chorar, pode deixar pra amanhã? … Assisti. Não chorei. E é mesmo um puta filme.


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Gabourey Sidibe em cena de “Precious”

Enquanto o trailer faz de tudo para comover as pessoas pela situação dramática da protagonista Precious, a própria personagem no filme faz de conta que essa sua realidade simplesmente não existe, e busca uma força de vontade admirável  para ir adiante e superar tudo o que passou em sua vida.

Sem ninguém, ela tem de encarar a realidade de que o amor nunca fez nada de bom por ela, mas ainda assim amar incondicionalmente os próprios filhos e tentar lhes dar tudo aquilo que sempre sonhou para ela mesma, mas nunca teve: uma família que lhe amasse, uma educação digna, apoio dentro de casa, mais respeito e dignidade perante a sociedade.

Para suportar tudo isso, a personagem tem diversos belos momentos de escapismo, viaja na maionese sozinha para  não ouvir os gritos da mãe, ignorar as investidas do pai e até broncas na escola. E, de uma certa forma, o que torna este filme um puta filme não é o fato de terem conseguido contar uma história tão bela com pouco dinheiro ou com bons atores (o roteiro é adaptado do romance “Push”, de Saphire), mas sim escancarar na tela grande como o ser humano é capaz de ser auto-suficiente usando apenas um pouco de imaginação e tendo fé.

Se este filme te tocou pelo trailer, se te tocou pela atriz Monique ter ganhado o Oscar ou por qualquer outro motivo, assista. Se você não foi tocado, assista também: você será.

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ps: temos aqui uma mágica semelhante a de “Quem Quer Ser um Milionário?”: uma história universal que diz muito sobre cada um de nós.

“Gorda”: quanto custa o espelho?

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Michael Bertovitch e Fabiana Karla em cena da peça “Gorda”, em cartaz em São Paulo

Como eu mesma disse quando apresentei a peça por aqui para a promoção, “Gorda” dá a leve impressão de ser uma comédia, do tipo “vou para o teatro rolar de rir e devo pensar um pouquinho”, assim como as boas comédias fazem.

Algo na sinopse me deixou com a pulga atrás da orelha, e mais ainda o fato do ator Michael Bertovitch ter sido indicado ao prêmio Shell. Não que comédias não concorram, não estou dizendo isso, mas apenas me atentei ao fato de que uma boa carga dramática devia acontecer ali, na parte masculina do casal, e não na moça gordinha do título da peça, interpretada por Fabiana Karla, atriz de “Zorra Total”, que empresta sua fama voltada para a comédia para contribuir com a bela surpresa que é este espetáculo.

No palco, eles são Tony e Helena, casal que se conhece por acaso num self-service. Ele comendo tofu, ela pudim. A bibliotecária carrega uma sacola de DVDs que se torna o assunto do par, e o executivo descobre que existe vida inteligente acima do manequim 44 (ou algo assim, texto da própria personagem).

Vidrado no alto-astral da moça, ele resolve deixar seu próprio preconceito de lado e mergulhar no relacionamento. Apaixonados, os dois passam a viver uma história linda, mas na escuridão. Enquanto Helena procura entender o porquê do namorado nunca levá-la para conhecer os amigos, ele passa o tempo se revezando entre os comentários de um colega de trabalho obcecado por mulheres de corpo perfeito (Mouhamed Harfouch) e uma ex-ficante (Flávia Rubim), também do trabalho. Uma garota narcisista que não consegue entender como foi trocada por uma… “gorda”.

Flávia Rubim em cena

Em pouco tempo, a plateia percebe o quanto os três personagens daquele escritório tem lá seus problemas. A mocinha que não consegue suportar o fora, o colega de trabalho que é traumatizado com mulheres gordas por situações de infância, e o protagonista, incapaz de dar um passo a frente por si próprio. Por fim, a única pessoa realmente feliz e bem resolvida é a nossa Helena, que ainda é obrigada a provar diariamente para o mundo que não está de dieta, e nem um pouco preocupada com isso.

Com direção primorosa de Daniel Veronese e um recorte de luz que praticamente fotografa os atores nos principais momentos da trama, “Gorda” tem um texto moderno e realista escrito por Neil Labute, que dá um belo soco no estômago de quem se importa com a opinião alheia – e outro em quem acha que isso simplesmente não importa.

Em tempo: é merecida a indicação de Bertovitch e Fabiana Karla ganhou aqui uma fã, pois bem sabem os atores o quão difícil é interpretar um personagem que se aproveite de alguma característica tão sua, por mais que seja física.

Sobre o papel, a atriz declarou à Folha de S. Paulo: “É muito forte o que eles dizem de Helena pelas costas. Mas o preconceito é uma coisa real. Sempre me param depois do espetáculo para contar experiências. Virei uma espécie de Leila Diniz das gordinhas. Sou a voz que representa muita gente”.

Ao final, fica a pergunta: quanto vale o espelho? E o amor?
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Vai sair sexta? Ganhe convites para “Tanto”, com Gustavo Haddad!

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Sim, promoção pra vocês! E dessa vez com um carinho super especial, pois tenho um amigo no elenco e outro na produção!

Fábio Rhoden, Guilherme Gonzalez e Gustavo Haddad
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Tanto é o último trabalho de João Fábio Cabral, dramaturgo e diretor que tem se destacado cada vez mais na cena artística de São Paulo. A peça, que estreou no início de junho, traz Guilherme Gonzalez, Fábio Rhoden (meu amigo!) e Gustavo Haddad (sim, você já viu ele!) num drama onde três homens fazem reflexões sobre amor, amizade e saudade em pleno clima de reveillon.

Um escritor recém-separado, um enfermeiro fã de Elis Regina e um garoto de programa recém chegado constroem a narrativa de Tanto. Três homens,  um grande amor e uma história universal.

Agora, vamos à parte boa:

Se você quer ganhar um par de convites para assistir Tanto nesta sexta-feira, aqui em São Paulo – SP, basta comentar neste post falando “Eu quero TANTO!”.

Uma pessoa será sorteada através do random.org e ganhará dois pares de ingressos para a peça. Por motivos óbvios, peço que apenas quem realmente possa ir participe da promoção!

Aproveito para agradecer ao Vagner Valério, amigão e produtor que está dando esse mimo pra gente, e dar um aviso:  quem não ganhar ou não puder ir esta semana, fique de olho porque provavelmente terei mais ingressos até o final da temporada! 8)

Serviço:

Tanto, de João Fábio Cabral
Com Guilherme Gonzalez, Fábio Rhoden e Gustavo Haddad
– temporada de sexta a domingo até 26/07.
Censura: 16 anos
Duração: 70 minutos

Sexta às 21:30h – R$ 40,00*
Sábado às 21h – R$50,00 *
Domingo às 19h – R$ 50,00*
* estudantes, aposentados e 3ª idade pagam meia-entrada mediante comprovação.

Teatro Augusta – Sala Nobre
Rua Augusta, 943 Centro.
Telefone: (11) 3151-4141
Capacidade: 326 lugares