
Stevie Wonder way of life
Acordei na última sexta sentindo os olhos estranhos. “Merda, não devia ter dormido de maquiagem”, pensei. Com o frio que estava, fiquei com preguiça de tirar rímel e cia. e fui direto pra cama, mas meu pobre rímel nada tinha a ver com o que estava acontecendo.
Primeiro fiquei meio desesperada: não conseguia abrir os olhos porque as duas pálpebras estavam coladas. Depois, dei uma sofrida pra conseguir olhar no espelho: o globo do olho doía de um jeito que nem 24 horas de computador fariam doer – fora o inchaço de socos na cara que eu não tinha tomado.
Resisti bravamente para ir a um compromisso matinal. Limpei a secreção “esquisita” que saía do meu olho, pus um óculos escuros e saí. Cerca de duas horas depois, o inferno ocular estava armado e passei no trabalho apenas para dizer: “oi gente, tchau gente, estou indo ver meus olhinhos”. Uma colega corajosa pediu pra eu levantar o óculos (meus olhos estavam nojentos, para dizer o mínimo; google imagens em “conjuntivite” para entender) e disse: “ih fê, é conjuntivite. Você vai ficar uns dias em casa”.
Depois de ser resgatada pela minha mãe, fui para o Hospital São Camilo no Ipiranga, onde sempre vou quando tenho problemas por ser pertinho de casa e ter um bom atendimento. Na hora que sentei na triagem, a notícia: “puxa, de sexta não tem oftalmologista aqui”. Bacana. Altos surtos de conjuntivite rolando e não tem nenhum especialista no hospital inteiro (!). Fomos embora.
Nisso eu já havia rodado cerca de 2 horas de carro por conta do trânsito e meus olhos estavam pra lá de Bagdá de dor. Cheguei no Cema (Hospital dos Olhos) chorando e pedindo clemência, mas fila é fila para todos os seres humanos, então sentei e esperei por mais quase 3 horas.
Acho que nunca tinha sentido uma dor tão estranha na vida, porque eu queria chorar, mas os olhos doíam e pioravam. Eu achei que ia fazer xixi ou vomitar de dor a qualquer momento, enquanto a cabeça latejava para ajudar. Num momento de luz do enfermeiro na sala de espera, conseguimos gaze e soro fisiológico para fazer compressa nos olhos enquanto não chegava a minha vez. A dor aliviou um pouco e eu até cochilei, o que foi ótimo para passar o tempo.
Quando finalmente fui chamada, a médica já chegou cheia de **boas** notícias: “não dá pra saber se foi bactéria ou vírus, mas você pegou uma conjuntivite fortíssima e altamente contagiosa, provavelmente porque estava com a resistência baixa. O tratamento de ambas é semelhante e, de qualquer maneira, vamos usar antibiótico para prevenir que outras bactérias se instalem e o problema seja maior”. Sentei em frente ao aparelho de exames e quase morri quando ela tocou no meu olho com o cotonete. Pra conseguir aguentar o exame, a médica pingou um colírio analgésico para operar catarata (sente o drama).
Depois de passar várias luzinhas nos meus olhos, mais boas notícias: “nos próximos três dias a situação ainda pode piorar, ou você pode começar a sentir a sensação de areia no olho e coceira, típicas das conjuntivites mais comuns. Como a córnea está machucada, não se espante se sair um pouco de sangue do olho, viu? Assusta, mas é normal. Se a vermelhidão não sumir com os outros sintomas, você volta aqui. Talvez seja necessário fazer uma raspagem na córnea para limparmos…”.
Nessa hora eu pensei “PUTA MERDA, VOU FICAR CEGA” e senti dor no olho mesmo depois de ter recebido colírio pra operar catarata. A única pergunta que eu aguentei fazer depois disso foi: “posso usar óculos escuros, né?”. Ela disse que sim e fomos embora com analgésicos, antiinflamatórios e dois colírios receitados, um para lubrificar o olho e outro antibiótico.
Na sexta-feira eu estava podre, no sábado eu estava inchada e vi um “sanguinho” no travesseiro, ontem comecei a sentir coceira forte num dos olhos e, ufa!, fiquei feliz com isso, já que é um bom sinal. Hoje os pontinhos de machucados nos olhos continuam firmes, mas o inchaço está diminuindo. O grande problema agora é que o estágio de contaminação só acaba mesmo no final de semana, o que vai me fazer ficar isolada em casa por mais um tempo.
Sentei no notebook com o brilho no mínimo para pagar umas contas e resolvi vir contar o que está acontecendo por aqui. Já já não vou aguentar mais ficar em frente ao computador, então novamente não sei quando o ritmo do blog volta ao normal. E, obviamente, estou bem triste com toda essa situação (me sentindo imprestável, para ser bem sincera). :’(
A parte boa é que na sexta-feira achei que ia ficar cega, hoje só acho que vou ficar estrábica e, nossa, quem sabe com um pouquinho de sorte, eu fico meio míopezinha e posso finalmente usar um óculos lindo e…. hehe brinks! Só tenho que agradecer mesmo por estar melhorando. Apesar do problema ser nos olhos, estou com o corpo todo detonado e trabalhando apenas em prol dos remédios. Obviamente, ninguém merece isso.
Dicas para evitar? Lavem bem as mãos, tomem vitaminas, comam direitinho, evitem aglomerações e não encostem nos olhinhos. E dicas médicas: não façam compressa com água boricada. O ideal é agua mineral ou filtrada bem gelada.
Quem quiser, pode acompanhar meus twits (revoltados e entediados) no meu perfil, @loverox. Volto quando eu puder e quem souber de filmes bons passando no Telecine, me avise aqui nos comments. Dá pra ver TV de longe, pelo menos! hehe ;)
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