Tag: direção de arte


Rachel Bilson e Karl Lagerfeld nos bastidores

A nova campanha da Magnum conta com a assinatura de ninguém menos que Karl Lagerfeld. O kaiser dirigiu três curta-metragens para a marca de sorvetes e contou com Rachel Bilson como sua estrela.

O primeiro vídeo saiu recentemente e conta a história de uma pobre modelo que tem de encarar uma sessão de fotos estressante e trabalhar com um fotógrafo arrogante que não gosta de nada. A fotografia do vídeo é lindinha, os fashionistas no set são super verossímeis e até que a historinha clichê funciona, só não entendi o porquê de um final tão insosso:


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Será que a Magnum vai entrar numa linha “Kit Kat”? Tipo, “have a break, have a Magnum”? Espero que não, especialmente porque esse picolé é uma delícia, mas leva tempo pra comer e faz a maior lambança! Prefiro aqueles comerciais mais “sedutores”. rs

Os próximos dois vídeos da série saem nos próximos dias. Em um, Rachel é uma estudante de artes plásticas (legal!) e em outro, uma bailarina (já foi mais legal!). Veremos.

Postado por Fê Loverox

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Deborah Secco virando “a surfistinha”

Eu conheci a então chamada Bruna através de seu blog. Não sei quem me passou ou se eu achei sozinha no meio dos destaques do Blogger, mas o fato é que eu li sim o diário online da Bruna Surfistinha.

Não tinha essa história de feed na época, a conexão era discada e eu, adolescente, entrei lá várias vezes para ler o conto de fadas que ela mesma fazia de sua vida como garota de programa. Era divertido, porque vinha com uma meia dúzia de verdades engraçadinhas, mas era também um tanto quanto mórbido.

Fui à coletiva de imprensa do filme “Bruna Surfistinha” na semana passada e, apenas de ouvir os atores falarem, percebi que dava para esperar algo no mínimo razoável, dada à preparação de elenco primorosa de Sergio Penna + uma história que também é, pelo menos, curiosa. Quer dizer, nossa “Uma Linda Mulher” é muito mais tapa de realidade do que Julia Roberts de over knee boots.

Chegando à sessão lotadaça do Shopping Iguatemi, tomei meu assento e não precisou de muito para ver que, realmente, Marcus Baldini tinha dirigido um filme de ator.

Deborah e o diretor, Marcus Baldini

Deborah Secco leva o filme como Bruna e Raquel, sim. Não porque o filme seja tecnicamente ruim, mas porque o roteiro assim o quis. Aliás, tecnicamente o filme não é bom, é ótimo: a trilha é boa e está lá emocionando no momento certo, a luz ou é bonita ou faz peles desnudas parecerem mais bonitas do que são e a direção de arte também é caprichada, não tenho do que reclamar.

Como conheci minimamente a história de Bruna/Raquel, não pelo livro, mas pelo blog e por entrevistas que ela deu pós-livro, percebi as adaptações feitas, mas não entendi a maioria. Exemplo? Raquel era adotada e tinha duas irmãs. No filme, ela é adotada e tem um irmão bem mais velho, este que faz questão de rejeitá-la em tempo integral e de ir até o inferninho em que ela se meteu para cuspir o nome de sua profissão.

Entendo perfeitamente a alteração: o fato dela ser amada por sua família e por suas duas irmãs não explica de maneira óbvia ela querer procurar o “caminho fácil”, mas com a adaptação feita, o irmão grosseiro ajuda bastante a construir uma Bruna prostituta mais verossímil, mas bem longe da original.

Pena que, infelizmente, o grande motivo para a existência deste irmão tenha ido por água abaixo. A justificativa para a adaptação na história é a cena em que ele “desmascara” a irmã, mas a sequência é uma grandessíssima porcaria, falando sinceramente. Não por ela, mas por ele, pelo ator que deixou tanto a desejar com uma cena dessas de presente.

Deborah fica rendida frente à câmera e ali está o pior momento dela, não por ter recebido uma cena dura, mas por ter recebido um parceiro incrivelmente ruim. E, olha, só topei fazer este spoiler pois a cena me deu vergonha alheia gigantesca.

Bruna Surfistinha e as colegas de trabalho

Falando nisso, Deborah Secco é inquestionável e surpreende. A loira cumpriu à risca o que deveria ser feito, perdeu o glamour, ficou nua em diversas cenas e só não mostrou tudo de frente porque aí o filme corria o risco de virar outra coisa. Provavelmente começa agora uma nova fase para ela e um cachê milionário na “Playboy” está à espera, se ela aceitar.

Vale a pena ver o filme prestando bastante atenção no roteiro, especialmente quando é uma história que pelo menos 250 mil brasileiros que leram o livro conhecem. Com tanta informação disponível de sua protagonista, a trama poderia ter sido diferente e ter se aprofundado em alguns temas interessantes, como o fato de Raquel ser adotada, seu período de indecisão até ela resolver fugir de casa e decidir ser prostituta, e também sua sede de fama absurda no período do auge.

“Bruna Surfistinha” não é memorável, mas é uma boa diversão, um bom filme. Tem cenas pesadas, tem sim senhor. Mas é a trama padrão do herói e, se a heroína é uma garota de programa que tentou resolver seus problemas de aceitação transando por dinheiro e não dando dinheiro no divã, podemos esperar que suas provações sejam o nojo, o suor, o sangue e o pó – não um outro obstáculo qualquer.

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ps: para quem quiser ver, está aqui a matéria com entrevistas exclusivas que fiz com os atores (inclusive a Deborah) e com o diretor Marcus Baldini para a TV UOL.

Postado por Fê Loverox

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Se às vezes tenho a impressão de que passei a semana inteira indo a restaurantes, desta vez tenho a impressão que fiz a farra do cartão de crédito com livros (!).

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ESTÚDIO EMME + I LOVE POP

Sábado foi dia de se jogar loucamente no Estúdio Emme com a “I Love Pop”, festa carioca que veio pela primeira vez para São Paulo. Ao som de dona Katylene e companhia, dancei como nunca (juro!) e chorei de rir quando tocaram “O Canto da Cidade”. Sim, da musa baiana Daniela Mercury! Quer dizer, pode parecer horrível, mas foi tão genialmente engraçado – e inesperado – que depois dessa só posso dizer que, por favor, quando tiver outra I Love Pop em São Paulo, me chamem! rs

Quanto ao espaço Estúdio Emme, achei bem ousado e diferente, principalmente por ser uma iniciativa da Loja Emme, que é do mesmo grupo da Cori e da Luigi Bertolli (e tem roupas ótimas e super modernas, aliás). A única parte que não curti mesmo foi o menu de bebidas, muito curtinho. Precisam aprimorar e dar mais opções para os freqüentadores urgentemente. De resto, a casa é rústica, diferente e não cobra caro, portanto uma ótima pedida para ir sem ficar pensando se você tem mesmo nome na lista.

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SHOESTOCK

Mais uma compra na Shoestock, e dessa vez no número certo. Muitas botas de lá estão em promoção e arrematei esta de camurça para mim, curtinha e com um saltinho tranquilo para bater perna no dia-a-dia. Estou usando a bendita neste exato minuto e recomendo! Esta foi minha terceira compra no site e o atendimento é ótimo.

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LIVROS (sim, muitos!)

Foram muitas aquisições na semana, tudo para sanar a fúria que ando sentindo de devorar livros. Comprei “Feios”, série de ficção que promete muito e eu quero ver se cumpre, e “Diários de Carrie”, porque sim, sou fã de “Sex And The City”, mas não li os livros, portanto queria ter uma ideia de como é a escrita de Candace Bushnell sem ter de rever fatos que já vi na série.  Qual dos dois leio primeiro? Alguém aí já leu algum deles?
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Moda, moda, moda: gosto do tema, e comprei “Moda do Século” para ter um belo livro de referências em casa. O fato é que a obra fala tanto de estilo de vida e cultura em torno da moda em si, que vou acabar lendo e relendo muitos capítulos. Só o prefácio já é apaixonante e te faz querer ficar horas mergulhada nesse mundo.

Já o “Entre Tramas, Rendas e Fuxicos”, recebi de presente da Globo e é uma verdadeira viagem pelos figurinos de todas as novelas da emissora. Depois de conhecer o Projac e sendo uma admiradora confessa de direções de arte bem feitas, pirei relembrando figurinos como o da Babalu e o da Hilda Furacão.
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Para fechar, sim, comprei esse belo box com os dois Alice’s. Li “… No País das Maravilhas” emprestado da biblioteca e comprei “… Através do Espelho” num sebo, portanto já estava mais do que na hora de ter uma encadernação linda pra chamar de minha.

Sei que muita gente acha besteira hoje em dia, mas eu gosto mesmo é das coisas físicas. Não curto ler no computador, gosto de ter CDs na prateleira, livros lindos para tocar, grifar e anotar coisas enquanto leio. Fazer o que, né? ;)

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Postado por Fê Loverox

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Beyoncé mandou simplesmente bem demais nesse vídeo para não falar nada por aqui!
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“Why Don’t You Love Me” – Beyoncé from Beyoncé on Vimeo
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Confesso que mesmo com todo hype de “Single Ladies” não achei pessoalmente o clipe tão bacana. Quer dizer, na minha humilde opinião, ele funcionou bem como viral, pois tinha uma coreografia simples e  fácil de ser passada adiante, mas como produto audiovisual, digamos que este clipe aqui ganha bonito.

“Why Don’t You Love Me” é perfeito e dá aula de clipe pop para Christina Aguilera, que quis usar tantas referências em seu último vídeo, “Not Myself Tonight”, que acabou se perdendo, não refletiu sobre elas e ainda acabou desagradando quem viu suas releituras como meras “cópias”. No clipe de Beyoncé, fotografia, composições, figurinos e até a atuação da cantora estão impecáveis, fora que a música é ótima.

Para quem não sabe/ não lembra, “Why Don’t You Love Me” estava na versão deluxe do álbum “I am… Sasha Fierce”.

Postado por Fê Loverox

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Gia Coppola, por Lauren Dukoff para a “Nylon”

Neta de Francis Ford Coppola e sobrinha de Sofia Coppola, adivinha qual a carreira que Gia resolveu seguir? A de cineasta, é claro. A sortuda deve ter convivido com a sétima arte desde criança e já dirigiu um curta-metragem, “Non Plus One”.

Acabei de conhecer o trabalho dela, e vi uma baita inspiração na obra da tia, que dirigiu “Encontros e Desencontros”, “Maria Antonieta” e outros, filmes marcados pela sensibilidade, pelo cuidado especial dado à direção de arte e, porque não, pela própria feminilidade, sem necessariamente se tratarem de temas femininos.

Gia Coppola dirigiu este curta para a marca Target para apresentar a nova linha de Zac Posen. No vídeo, as garotas da banda The Like se preparam num camarim e depois seguem para a apresentação da música “Fair Game”.

O som das meninas lembra muito o de bandas como Au Revoir Simone e The Bird And The Bee: tudo com aquela pegadinha indie e um estilo retrô que, pessoalmente, adoro.
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Pode roubar essa maquiagem e esses cabelos? Esse meio preso com franja e raíz alta entrou para a wishlist da minha vida.

via Criativa

Postado por Fê Loverox

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Penélope Cruz em “Chicas y Maletas”, o filme dentro do filme “Abraços Partidos”

Nunca pensei que veria Penélope Cruz com um tino ingênuo de comédia, nunca pensei que com tão poucas mulheres em cena um diretor pudesse, mais uma vez, falar tão profundamente sobre um universo que não é seu, apenas lhe fascina.

“Abraços Partidos” é o filme do ano para mim, não só pela espera e por trazer uma dobradinha de “atriz e diretor” que eu adoro, mas porque, de fato, Almodóvar é realmente meu diretor favorito em atividade e, vou dizer, ele se superou, mesmo voltando-se para um tema que já lhe é caro: o “fazer” do cinema.

Depois de deixar todos na dúvida sobre onde começa e onde termina sua história pessoal em “Má Educação”, Pedro Almodóvar agora nos brinda com uma história complexa, cheia de segredos e paradoxos que fala sim sobre como é produzir, rodar e, mais ainda, finalizar um filme, além de dizer muito sobre o diretor, mesmo não tendo seu roteiro baseado em fatos reais.

Penélope Cruz e Lluís Homar

Com apenas dois papéis femininos marcantes, a trama gira em torno do que estas mulheres têm de fazer para sobreviver e tocar suas vidas mesmo que às custas de carregar e sustentar os homens que amam – e, claro, o enredo passeia também sobre  como homens podem jogar tudo para o alto quando apaixonados.

Penélope Cruz está mais uma vez divina e, definitivamente, alcançou o posto de minha atriz favorita. Como temos um filme dentro de um filme, podemos vê-la trabalhando “mal” como atriz e ao mesmo tempo sendo dramaticamente perfeita.

Enquanto isso, Lluís Homar brilha no papel de um diretor de cinema apaixonado pelo que faz e interrompido por um acidente que lhe deixou cego e que acabou por se tornar uma responsabilidade extra para sua produtora associada, interpretada por Blanca Portillo, que também trabalhou com diretor e protagonista do longa em “Volver”.

Além da costumeira direção de arte e figurinos extremamente bem trabalhados e coloridos (e quentes!) e da trilha sonora escolhida a dedo, “Abraços Partidos” tem uma das fotografias mais belas que vi nos últimos tempos. Os enquadramentos são praticamente quadros, e talvez, ironicamente, tudo isso se deva ao fato do protagonista estar cego.

Bianca Portillo e Lluís Homar


“Los Abrazos Rotos”
é um filme sobre relações humanas, onde o que se é dito é o menos grave dos problemas, onde a verborragia parte de fora pra dentro. É um longa-metragem em que realmente os personagens não precisam ter suas motivações explicadas. Eles estão ali, simplesmente vivendo. É orgânico.

Com uma edição cheia de fusões metafóricas e com alusões deliciosas ao mercado de produção cinematográfico recente, e daí sim se aproveitando da experiência de mais de 30 anos do diretor, o enredo envolve do começo ao fim. E, bem, por isso não quero contar mais: o mistério aqui é importante.

Se você também é cinéfilo e ainda não foi ao cinema, vou te dizer só uma coisa: o filme passou a mais importante mensagem sobre produção que eu já vi na telona: “filmes têm de ser finalizados”.

ps: brinque de “Onde Está Wally?” e encontre a cena em que Penélope fica na mesmíssima posição do cartaz do filme.

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Postado por Fê Loverox

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Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
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