As balelas que as celebridades contam

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Os supostos “segredos de beleza” das celebridades são pautas de ouro nesta época do ano. Corra até uma banca de jornal e encontre uma super retrospectiva de assuntos da última década inteira sendo estampados como se fossem a descoberta da cura do câncer ou algo assim.

As dicas vão desde “como emagrecer cinco kilos em dois dias” até “como pegar a cor do verão em um único dia sem torrar” e é claro que as famosas sabem endossar um conto da carochinha como ninguém, levando uma série de pessoas doidas para seguir seus conselhos de olhos fechados sem nem pensar no absurdo que são algumas coisas.
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Ashley Greene, Joe Jonas e seus pulsos enganados pela tal “power balance”

Citei dois exemplos quase suaves, mas a organização norte-americana Sense About Science (SAS) faz uma lista anual de abusos contra a ciência e, na edição de 2010,  vários absurdos que as celebridades andaram vendendo como dica valiosa.

No pronunciamento, o grupo desmentiu que aquela pulseirinha power balance faça algum tipo de efeito, questionou a eficácia da dieta maluca de Naomi Campbell, Ashton Kutcher e Demi Moore à base de maple syrup, limão e pimenta (???), e também foi contra o consumo de carvão vegetal junto aos alimentos, como já fez Sarah Harding, do Girls Aloud (!!!).

Por fim, o “segredo de beleza” mais bizarro (e o que eu achei mais absurdo do povo acreditar) desmentido pelo SAS foi do lutador de vale-tudo Alex Reid, que acreditava que seu sêmen valia por um “bifinho”.

O cara costumava dizer que era bom fazer sexo perto das lutas, desde que ele não ejaculasse, para não perder a nutrição equivalente a “bife, ovos, limões e laranjas”. Para rebater os argumentos deste *super reprodutor*, o SAS relembrou o que (muitos de) nós sabemos: o esperma morre depois de alguns dias e seu valor nutricional é muito pequeno.

Para fechar, o relatório era concluído com uma dose suave de realidade para quem acredita em qualquer balela. Não existe fórmula mágica, o corpo não precisa se desintoxicar (ele é inteligente e cuida disso sozinho) e, para emagrecer, basta usar aquele velho método conhecido: exercícios físicos e boa alimentação.

Entendidos? Então vamos todos fechar bem nossas carteiras diante de revistas que prometem uma nova dieta da sopa! hehe

Fonte: Folha de S. Paulo

5 Motivos para tomar um café hoje

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Um dia os especialistas acreditam que o café é “do bem” e  no outro, “do mal”, mas ficam aqui cinco fatos comprovados  para te fazer levantar do computador e tomar um gole desta bebida quentinha para começar a semana:

1. A principal característica do café no organismo é seu poder estimulante. Então, tomar uma xícara pela manhã vai ajudar a dar um up nos seus neurônios que ainda estão em ritmo de final de semana;

2. O café praticamente não engorda e, para melhorar, ele acelera a queima de calorias pelo organismo. Para se ter uma ideia, uma xícara de 50 ml sem açúcar tem só 2 calorias.

3. O café melhora o seu estado de espírito: sua fórmula contem ácidos clorogênicos que reduzem a quantidade necessária de endorfina para garantir seu bom humor;

4. Segundo estudo realizado pelo Ministério da Saúde do Japão, mulheres que tomam café três vezes ao dia tem 60% menos chances de desenvolver câncer no útero;

5. Desmistificando uma lenda antiga  sobre a bebida, médicos garantem que tomar café não faz mal ao estômago, a não ser que a pessoa já tenha gastrite e esteja de jejum.

Resumindo? Café espanta o mau humor, ajuda a emagrecer e ainda contribui com a sua saúde. Mas aprecie com moderação: quem toma mais de 4 xícaras ao dia pode ter seu sono afetado e hiperestimular seu organismo, o que acarreta sintomas como tremedeira e sudorese.

Fonte: UOL

Plus size, no-retouching e essa fábrica de cabides.

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Britney sem Photoshop ainda deve mandar melhor que a sua vizinha neurótica

Toda mulher neurótica gosta de pensar que não está tão neurótica. Um bom jeito para isso é enfiar seus dilemas embaixo do tapete passando seu questionamento adiante. Logo, as ciumentas conseguem enfiar minhocas na cabeça das não-tão-ciumentas, as obcecadas com o cabelo fazem brotar frizz até na mais lisa e auto-confiante, e as minhas  favoritas mesmo são as que não estão contentes com o próprio corpo e gostam é de comentar o corpo alheio.

Um dia fala-se sobre a bunda de fulana, no outro sobre silicone feio de ciclana e no dia seguinte sobre um culote, um pneuzinho, um bracinho mais avantajado. Ou seja, coisas nada anormais no mundo dos humanos com formas e tamanhos normais – mas tudo fora do tal padrão estético.

Teoricamente, padrão estético é algo bastante variável, mas todo mundo sabe que as mais cheinhas  não voltam à moda há séculos. Podem dizer que Marilyn Monroe era avantajada, mas ela era um belo 90x60x90, aproximadamente. Avantajado? Sei não. Para mim, ela era gostosa, tinha um corpo saudável e até onde eu saiba isso nunca deixou de ser bonito, ou algum homem aqui não pegaria essa loira? Ahan que não.

Apesar disso, repete-se exaustivamente que esta fase já foi, ao mesmo tempo que o império da magérrima Twiggy parece nunca ter fim. Com apenas 1,67m de altura e um peso pena que eu realmente não faço a menor questão de saber (42kg, para quem faz), esta “pequena” modelo se tornou grande nos anos 1960 justamente por representar o oposto da voluptuosidade de Marilyn.

Desde então, o “padrão” estacionou nas magrinhas, embora os homens e trocentas pesquisas científicas continuem reforçando que na esmagadora maioria dos casos eles gostam mesmo é de um belo quadril cheio (chamada da revista “Nova”, tá?).

Um dos editoriais mais legais de todos os tempos, da “V Magazine”: uma modelo “do padrão” e outra mais “girl next door”. Qual fica melhor?

Os críticos de moda dizem que o final dos anos 1990 foi marcado pela volta das “sexy curves”, tendência comprovada com a ascensão de la Bündchen e devidamente atestada pela Vogue em 1999 quando publicou que Gisele era a grande responsável pela nova tendência.  Só que aonde estas tais “sexy curves” chegam perto das de Marilyn?

Tirando Gisele da parada, manequins 36 e às vezes até 34 são os que desfilam, chegando ao ponto de modelos serem engordadas e terem seus ossos proeminentes apagados em processos de pós-produção. Hoje a moda é de “não-retocar”, e a pergunta é  onde vão esconder os ossos que aparecem até no meio dos peitos siliconados.

Se estas garotas são saudáveis, não é o meu ponto aqui: em qualquer extremo  sempre haverá gente doente. Assim como sempre existirão gordinhas “nascidas”, sempre existirão as “magras de ruim” e, olha!, está aí a diversidade. O que não é nada diverso é o tal “padrão”, que só serve à meia dúzia de manequins, alguns estilistas e alguns heróis  que se julgam capazes de acompanhar fisicamente tudo isso e se sacrificam.

Depois da tendência do não-retocar, outro grito da moda são as modelos 46, que já colocam seus pézinhos no outro extremo da balança. Quanto ao meio termo, esqueça! Também pegou chamar manequim 40 de plus-size. E por que não “normal size”? “Medium size”? (E vale incluir aqui qualquer nomenclatura que não seja puxa-saco dessa tal fábrica de cabides.)

Quando até Twiggy afirma que gostaria de ter nascido com as curvas de Marilyn Monroe, só cabe uma pergunta:  somos grandes ou elas são pequenas demais?

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ps: e este foi um mero comentário vindo de uma garota que também gostaria de perder mais 2kg e “photoshopar” algumas coisas, mas que não abandona a cerveja ou a sobremesa por isso. Não vale a pena.

“Gorda”: quanto custa o espelho?

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Michael Bertovitch e Fabiana Karla em cena da peça “Gorda”, em cartaz em São Paulo

Como eu mesma disse quando apresentei a peça por aqui para a promoção, “Gorda” dá a leve impressão de ser uma comédia, do tipo “vou para o teatro rolar de rir e devo pensar um pouquinho”, assim como as boas comédias fazem.

Algo na sinopse me deixou com a pulga atrás da orelha, e mais ainda o fato do ator Michael Bertovitch ter sido indicado ao prêmio Shell. Não que comédias não concorram, não estou dizendo isso, mas apenas me atentei ao fato de que uma boa carga dramática devia acontecer ali, na parte masculina do casal, e não na moça gordinha do título da peça, interpretada por Fabiana Karla, atriz de “Zorra Total”, que empresta sua fama voltada para a comédia para contribuir com a bela surpresa que é este espetáculo.

No palco, eles são Tony e Helena, casal que se conhece por acaso num self-service. Ele comendo tofu, ela pudim. A bibliotecária carrega uma sacola de DVDs que se torna o assunto do par, e o executivo descobre que existe vida inteligente acima do manequim 44 (ou algo assim, texto da própria personagem).

Vidrado no alto-astral da moça, ele resolve deixar seu próprio preconceito de lado e mergulhar no relacionamento. Apaixonados, os dois passam a viver uma história linda, mas na escuridão. Enquanto Helena procura entender o porquê do namorado nunca levá-la para conhecer os amigos, ele passa o tempo se revezando entre os comentários de um colega de trabalho obcecado por mulheres de corpo perfeito (Mouhamed Harfouch) e uma ex-ficante (Flávia Rubim), também do trabalho. Uma garota narcisista que não consegue entender como foi trocada por uma… “gorda”.

Flávia Rubim em cena

Em pouco tempo, a plateia percebe o quanto os três personagens daquele escritório tem lá seus problemas. A mocinha que não consegue suportar o fora, o colega de trabalho que é traumatizado com mulheres gordas por situações de infância, e o protagonista, incapaz de dar um passo a frente por si próprio. Por fim, a única pessoa realmente feliz e bem resolvida é a nossa Helena, que ainda é obrigada a provar diariamente para o mundo que não está de dieta, e nem um pouco preocupada com isso.

Com direção primorosa de Daniel Veronese e um recorte de luz que praticamente fotografa os atores nos principais momentos da trama, “Gorda” tem um texto moderno e realista escrito por Neil Labute, que dá um belo soco no estômago de quem se importa com a opinião alheia – e outro em quem acha que isso simplesmente não importa.

Em tempo: é merecida a indicação de Bertovitch e Fabiana Karla ganhou aqui uma fã, pois bem sabem os atores o quão difícil é interpretar um personagem que se aproveite de alguma característica tão sua, por mais que seja física.

Sobre o papel, a atriz declarou à Folha de S. Paulo: “É muito forte o que eles dizem de Helena pelas costas. Mas o preconceito é uma coisa real. Sempre me param depois do espetáculo para contar experiências. Virei uma espécie de Leila Diniz das gordinhas. Sou a voz que representa muita gente”.

Ao final, fica a pergunta: quanto vale o espelho? E o amor?
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Promoção: ganhe convites para a peça “Gorda”, com Fabiana Karla!

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Conhecida por seus papéis cômicos em “Zorra Total”, Fabiana Karla sobe aos palcos em São Paulo para dar voz a uma questão que vai muito além do humor puro e simples.
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Na comédia dramática “Gorda”, de Neil LaBute, a atriz vive Helena, uma mulher com 30kg além do seu peso ideal e que vive muito bem assim, apesar dos padrões estéticos impostos pela sociedade. Casada com Tony (Michel Bercovitch), ela está sempre de bem com a vida, enquanto ele, um executivo de sucesso, se esforça para superar as piadinhas sobre sua esposa no escritório e seu próprio preconceito velado.

Com direção de Daniel Veronese, “Gorda” estreia no Teatro Procópio Ferreira em São Paulo nesta sexta-feira (12) após uma bem-sucedida temporada no Rio de Janeiro, que inclusive rendeu a Michel Bercovictch uma indicação ao Prêmio Shell de Melhor Ator.

Eu já estou curiosíssima e estarei lá no sábado, dia seguinte à estreia, para conferir esse sucesso de perto! – e você pode estar também!

Comente neste post dizendo: “Gorda? Eu quero!” e concorra a um par de ingressos
para o espetáculo neste sábado (13)! O resultado do sorteio sai na sexta-feira pela manhã
e serão contemplados dois vencedores que deverão responder o contato até às 15h.

Para quem ficou afim de ir, fique ligado, pois sortearei mais um par de ingressos no Twitter durante a semana e todo mundo poderá concorrer por lá também, até sexta-feira de manhã! Siga-me (@loverox) e twitte a seguinte frase: “Eu quero o par de ingressos que a @loverox está sorteando – http://bit.ly/9fgm57 (Siga @loverox e RT pra concorrer)!”


*atenção: deixe um e-mail válido para que eu entre em contato rapidamente e só participe da promoção se você realmente puder comparecer ao teatro! Dê oportunidade a quem realmente está afim!
;)

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Quantas calorias você gasta no Twitter?

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Dizem que o sedentarismo engorda, mas um site criado pela própria Companhia Atlética prova que dá para perder calorias twittando. É pouquinho, mas até que dá!


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No Tweet Calories você coloca seu username, diz se é homem ou  mulher e, tcharam!, o site monta este gráfico que mostra quantas calorias foram gastas nas últimas 24 horas. Eu, twitteira ávida (e digitadora rápida – quem me conhece, sabe!), gastei 20,6 calorias de ontem pra hoje no meu user, @loverox.

Como o cálculo é feito? O sistema tem como base de que cada palavra tem uma média de seis letras e de que a velocidade média de digitação é de 60 palavras por minuto.  Levando em conta que uma pessoa comum queima em torno de 2,65 calorias por minuto digitando e de que um tweet demora 23 segundos para ser digitado, chega-se à conclusão que cada twitadinha queima 1,03 caloria.

E é isso aí: agora você tem uma boa desculpa para twittar demais: é só dizer que está de dieta! 8)

Dica do Rafa!