A inspiração e a decepção

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Não sou eu aí.  Por aqui é semana mais que 36 – e contando…

Ela acorda pela manhã, corre pela areia fofa, levanta pesos, faz pratos mirabolantes com menos de 100 calorias, tira fotos do corpinho suado e do rostinho lindo intacto. #Done

Ele levanta cedo, toma seu pré-treino, filma todos os esforços sorrindo, entra no terno e sai belíssimo. #Done

Aposto que, com a onda fitness, você também deve ter começado a seguir algum perfil assim, perfeito. Pratos das mais lindas comidas light ilustram a timeline, muito fôlego e pouca preguiça também. “É pura inspiração!”, conta você animado quando mostra o perfil novo que descobriu para os amigos.

Mas e quando a inspiração vira do avesso? E quando nem seu melhor esforço é suficiente para fazer você se sentir tão bem quanto a moça que emagreceu 30kg em seis meses e já está com o abdome trincado? Coisa, aliás, que você até agora nada? – Sim, baseado em fatos reais. É quando a inspiração vira decepção.

É difícil respeitar seu corpo e entender seus limites quando nos colocamos em comparação com a inspiração. Afinal, tudo parece tão simples nas versões editadas que cada pessoa posta de suas vidas nas redes sociais. E agora falo por mim: mesmo quando me perguntam o que faço ou pedem dicas, evito ao máximo falar. Mal sou responsável por mim, que dirá serei apta a responder dúvidas dos outros ou inspirar alguém.

Quando solto alguma imagem do tipo no Instagram, é porque eu é que preciso me inspirar e me convencer de que estou fazendo o máximo que posso, com a vida que levo. Diante da “cruzada” anti-publicidade nos perfis de fitness, me sinto à vontade para falar que, apesar de concordar com toda a argumentação, às vezes o maior mal não é esse. Acontece que a inspiração tem grandes chances de gerar decepção e não há avaliação física que meça sua porcentagem de auto-estima.

Alguns kilos depois: como transformei meu pessimismo em resultados

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Ah, a academia! Tantas emoções matinais, tantos desencontros e, quem diria!, agora tantas felicidades. Depois de uma ou outra leitora me perguntarem o que mudou na minha vida desde que reclamei por aqui, resolvi escrever novamente. Tudo isto porque, no final de setembro de 2012, publiquei um post em que eu esbravejava bem forte sobre os resultados que não aconteciam. 9kg mais magra e agora com o corpo mais definido do que nunca na vida, volto pra contar o que mudou.

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no dia-a-dia: levanta e vai!

Lá na época do post, resumindo brevemente, eu tinha acabado de tomar um belo de um susto: tinha percebido que tinha engordado praticamente 10 (eu disse DEZ) kilogramões, sendo que eu já estava fazendo natação (e, teoricamente, tentando levar uma vida mais saudável e ativa). Com o susto, veio a mudança: vamos correr, então. Três meses depois de começar a tentar correr, veio então o post em que eu arrancava meus próprios cabelos porque eu não tinha emagrecido absolutamente nada. Ou melhor, apenas 100 gramas. Isso tudo somado ao sentimento de miséria causado por não conseguir correr dois minutos seguidos na esteira (sim, é difícil para todo mundo no começo! Não me vem com essa de ‘comecei ontem e já fiz 5 km’. Amanhã você vai conseguir repetir?).

Neste momento, meu sentimento de derrota conseguiu ficar maior que a decepção com a balança. Antes que, só de raiva, eu desistisse de tudo, pus aquele post no ar. Recebi comentários (muitos comentários!) e resolvi seguir alguns conselhos que recebi aqui no blog e foram muito valiosos. E o primeiro, principal e definitivo foi: não dá para emagrecer sem fazer dieta, sem regular a alimentação, sem tomar cuidado com o que come ou sem ao menos se conscientizar sobre o que pode estar sendo o grande vilão da sua rotina.

Eu não sou um excelente exemplo, pois não fui a um nutricionista até agora, mas foi com a corrida e o cuidado com a alimentação que consegui emagrecer 9kg entre outubro de 2012 e abril deste ano e venho mantendo. Eu comecei a usar o aplicativo My Fitness Pal, que uso até hoje, e passei a observar melhor o que ia no meu prato contabilizando as calorias. Comecei também a ler mais sobre o assunto e sobre os mecanismos de satisfação do nosso corpo com determinados alimentos (essa matéria é ótima!) e passei a fazer escolhas: posso comer de tudo, mas quando e o que? Com o tempo, acredite: você começa a optar por ingerir as calorias de forma inteligente. Se é pra comer um chocolate, então que seja o melhor do mundo, não um bombonzinho sem graça que você só come porque vem sempre junto com o café expresso. É um exemplo banal, mas que hoje faz todo sentido para mim.

Quando falei sobre o aplicativo, já dei um pouco dessa visão, mas digo e repito: dieta requer regularidade e comprometimento de participante do alcoólicos anônimos, com a diferença que geralmente não somos recrimidados pelo que comemos. Quando o assunto é comida e não bebida, a luta é mais interna ainda: você e você. A maior lição que tirei disso tudo foi que é preciso fazer uma boa escolha para o prato de hoje. Para o prato desta refeição. A próxima eu não sei – e a próxima pode estar liberdada, já que só fiz boas escolhas e não quero deixar de provar nada gostoso nessa vida. Meus restaurantes vão todos bem, obrigada! ;)

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braços “aparecendo” depois de começar a musculação, quadril mais comportado e meu copão de whey pós-treino

Depois de conquistar a perda de peso com a dieta e de ir melhorando aos poucos na corrida, no final de abril troquei de academia e finalmente comecei a musculação. Segundo minha avaliação física mais recente, eu precisava ganhar massa para ontem, até mesmo para diminuir o porcentual de gordura corporal, e eu mesma via a necessidade de dar um formato bonito ao corpo, já que depois de tanto aeróbico fiquei me sentindo um verdadeiro *pudimzão*. rs

Embora eu tivesse medo de virar uma panicat da noite pro dia (hehe!), esse preconceito se foi e em 20 dias comecei a ver resultados nítidos, especialmente nos braços, no culote e no quadril. Agora, com quase dois meses de treinos com frequência de quatro vezes por semana, vejo as costas e o abdome começarem a entrar também nos eixos, fora minha força para correr, que simplesmente dobrou. Para completar, algo mágico aconteceu: não é que comecei a gostar e muito de puxar os ferros? A rotina pra mim se tornou um ritual diário e me ajudou a criar disciplina até com outras tarefas do dia-a-dia – fora que os resultados também são um estímulo e tanto!

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o suplemento e meu prato que prova que é possível ser saudável no kilão <3

Atualmente continuo seguindo o mesmo controle dos últimos meses de emagrecimento, mas, com a chegada da musculação, passei a tomar suplemento de proteína whey após o treino (o meu é o Beauty Workout). Sinto meu corpo melhor do que nunca e certamente meu próximo passo agora é finalmente ir ao nutricionista e conversar sobre algo mais personalizado para mim,  já que até meu metabolismo está bem diferente com o ganho de massa dos treinos diários! ;)

Depois de tudo isso, acho que ainda fica uma pergunta: como ter pique para manter o ritmo? Boa pergunta. Eu também não sei, sei apenas que me condicionei a isso e separei tempo pra isso. Depois que coloquei na cabeça que o treino é essencial para o meu corpo e até mesmo para minha imagem, já que trabalho um pouco com isso, até a preguiça matinal diminuiu. Não sou viciada nos exercícios em si, mas amo os resultados e amo mais ainda a sensação de dever cumprido. E, claro, eu aprendi a lição: nosso corpo é uma máquina sem tantos mistérios. Se não está funcionando para você, sem dúvida alguma é hora de verificar as engrenagens para um ajuste, seja com um médico, com um personal ou com um nutricionista.

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Espero que vocês gostem desse loooongo relato. Senti a necessidade de vir contar que tudo tinha mudado e que transformei meu pessimismo em força de vontade. Foi assim que finalmente consegui os resultados que nunca tinha tido na vida. É possível SIM, e sua vida vai mudar para melhor SIM! Não tem que entrar na onda de #geraçãocoisanenhuma ou #projetobundaempinada, tem é que fazer o que é possível para você e só para você. Eu poderia ter ido mais rápido? Talvez. Poderia ter feito diferente ou até melhor? Provavelmente. Mas foi como eu consegui encontrar meu caminho.

Se mais alguém for inspirado da mesma forma que os comentários que li aqui, naquele post, e que me inspiraram, ficarei muito feliz. É meu jeito de dizer obrigada! <3

Mixtape: músicas para correr – e para dançar, pular e se mexer!

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Toda vez que coloco os pés na academia me pergunto como eu seria capaz de treinar (e ter resultados) sem o meu celular: controlo a alimentação com o app My Fitness Pal, depois armazeno como foram as minhas corridas com o chip da Nike no tênis e o aplicativo Nike Plus e, é claro, sem a música eu não sou ninguém. Entro em desespero só de pensar que posso ter esquecido o fone em casa, porque sem uma coisa bombando no ouvido logo cedo, tenho certeza que rendo muito menos.

Por isso, finalmente chegou a hora de fazer uma mixtape com músicas para correre para se exercitar, de uma forma geral, é claro! Se você não corre ainda e tem vontade, não desanime: pouco a pouco você chega lá. Desde meu desabafo aqui, comecei a usar os apps, aumentei a disciplina e já atingi metade da minha meta. E o mais importante: sem neura, sem maluquice e sem passar fome. ;)


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Como vocês vão sentir, essas músicas partem do aquecimento até um grande punch final e o desaquecimento. É realmente o que tenho ouvido agora na esteira de todo dia e tentei incluir músicas novas bacanudas para animar. O sprint é mesmo em “212” da Azealia Banks: já estou a todo vapor e antes de botar o coração pra fora, só foco em ficar com o corpo da negona gata! rs

Então, levante este traseiro gordo e dê o play: 

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1. Charli XCX – You (Ha Ha Ha)
2. Friendly Fires – Hawaiian Air
3. Kris Menace & Miss Kittin – Hide
4. Sam and The Womp – Bom Bom
5. Ke$ha – Warrior
6. The Young Professionals – D.I.S.C.O.
7. Kat Graham – Put Your Grafitti On Me
8. Icona Pop – I Love It
9. Kreayshawn – Go Hard
10. Azealia Banks – 212
11. Santigold – Disparate Youth

E um recado da pessoa mais descrente do planeta, até pouquíssimo tempo atrás: devagar e sempre já é melhor que não fazer. No fim das contas, você vai agradecer por ter tomado esta atitude por você!

se o Ryan Gosling tá pedindo, dê 5 minutos de atenção!

Assistir filme de terror queima calorias – é sério?

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Sim, parece que é. Pelo menos, o Telegraph afirma que sim: assistir filmes de terror não só queima calorias quanto não são poucas, não. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Westminster, é possível queimar até 200 calorias assistindo a um terrorzinho básico.

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quantos biscoitos um filme de terror compensa numa boa? hehe

Nos grupos de teste, diversos filmes foram exibidos e o pico de calorias gastas foi 184, quando uma das pessoas assistia “O Iluminado”.  Segundo os cientistas, a queima de calorias ocorre em função da sensação de medo, que gera adrenalina e acelera os batimentos cardíacos. Considerando que a queima de calorias depende do gasto metabólico de cada um, o que também leva em conta peso e altura, dá para afirmar que é possível gastar até 200 calorias por sessão.

Veja os 10 filmes mais “light” que participaram do estudo:

1. “O Iluminado”: eliminou 184 kcal

2. “Tubarão”: eliminou 161 kcal

3. “O Exorcista”: eliminou 158 kcal

4. “Alien”: eliminou 152 kcal

5. “Jogos Mortais”: eliminou 133 kcal

6. “A Hora do Pesadelo”: eliminou 118 kcal

7. “Atividade Paranormal”: eliminou 111 kcal

8. “A Bruxa de Blair”: eliminou 105 kcal

9. “O Massacre da Serra Elétrica”: eliminou 107 kcal

10. “[Rec]”: eliminou 101 kcal

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Bom, pelo visto não vamos precisar dispensar aquela pipoquinha que a gente come por nervoso durante um filme tenso, né? Dá até pra contar como aliada da dieta. Será que se der pulinhos de susto na cadeira conta mais? Sei lá, acho que essa pesquisa acabou de me dar um único motivo para ver terror…

10 linhas para: app para controlar a dieta

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O que é? “My Fitness Pal”, app para manter um diário alimentar e cuidar da dieta
Quanto custa? Grátis
Onde encontrar? na App Store para iPhone, mas também está disponível para Android, Blackberry e Windows Phone

parte do meu diário alimentar de ontem!

EM ATÉ 10 LINHAS

Quando reclamei da minha experiência com a academia, recebi um conselho ótimo da Giulianna: usar o aplicativo “My Fitness Pal” para cuidar da minha alimentação. Esse app maravilhoso (e grátis!) pergunta quanto e com que prazo você quer emagrecer e te propõe um esquema de calorias para seguir. É claro que nem tudo nessa vida pode ser medido em “kcal” e sódio em excesso pode ser tão ruim quanto se jogar no doce, mas o fato é que esse programinha me fez parar pra pensar no que ponho no prato e ainda faz gráficos bonitinhos dos meus avanços.

Você encontra diversos alimentos cadastrados em português, pode adicionar novos e ainda mostrar o código de barras de um produto para o celular registrar a tabela nutricional. Só nessa observação, muita coisa na sua alimentação vai mudar: eu já abandonei a farinha branca e larguei mão do azeite. Resultado? Juro que minha pele melhorou (a balança eu deixo para um outro post…).

EM 1 LINHA

O app NÃO substitui um nutricionista, mas te ajuda a evitar aqueles vilões silenciosos da dieta.

Analista profissional de “Playboy”

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“me olha que eu gosto”

Eu queria não começar essa texto de um jeito clichê, mas vou ter de começar assim e vocês me desculpem. Todos os dias somos bombardeados pela publicidade, pela imprensa, pela indústria da moda, dos cosméticos e até da cirurgia plástica, com modelos.

Resumos, rascunhos e best-sellers de obras primas da forma humana se multiplicam na sua frente e você ali, consumindo; consumidores passivos de imagens que somos. Neste quesito, aliás, até quem acha que é um ponto fora da reta desse borogodó de influência se engana. Mesmo mantendo seu gostinho pessoal excêntrico e blasé, uma hora a mídia te empurra uma verdade universal e você tem de admitir: qualquer ser humano pegaria Angelina Jolie.

Não sei como isso começou, mas vou aqui confessar um segredinho de Gerson (sim, o doentinho sexual da novela) – e também um prazerzinho mórbido. Estão aí todos sentados? Prontos? …

Então: eu curto ficar olhando para tudo isso. Não, não me dá prazer sexual e eu não tenho sonhos molhados com isso à noite, eu simplesmente curto. Sabe aquele prazer idiota de ficar com os olhos repousados sem focar a visão em nada? Tipo isso.
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“e continua olhando”

Para mim, são visões de paisagens, paisagens que relaxam, mas que ainda assim não fazem bem. Bater o olho em tanta foto de bundas lisas e biquínis cavadinhos me fazem imediatamente começar um exercício de comparação com meu próprio corpo. Na esmagadora maioria dos casos, meu corpo perde, óbvio, até porque só vejo gente bonita aprovada pelo padrão, tá? Ainda não sou (tão) masoquista.

É como um check-list: cabelo liso? não tenho; lábio cheinho? não tenho; silicone no peito? não comprei; barriga lisa? HAHAHA. E aí a vida continua: basta fechar a janela da foto ou jogar a revista longe para se certificar de que tudo (meu) continua em seu lugar e nada mudou.

Não conheço mais ninguém que tenha essa mania bizarra, ou que pelo menos confesse, mas me sinto muitas vezes simplesmente analisando corpos femininos. Também tenho certa preferência pelas poses o mais desnudas possível, ok? Relatório de “Playboy” é comigo mesma: vejo todas as edições, e não é para ver se fulana é bonitinha ou se depila tudo.

Lógico que, durante uma análise, reconheço a beleza e gostosura da pessoa, como no caso da supracitada Jolie, mas não fico observando-a para isso. Observo as mulheres para me observar.

O sentimento de derrota diante de uma imagem é gigantesco e talvez isso não seja absolutamente nada saudável, mas um pouquinho de confissão não faz mal; pelo contrário, ajuda. O terapeuta do Gerson e também a minha dizem que “só o fato de falar sobre já é bom”.

Portanto, confesso: “vejo fotos da Megan Fox quase pelada só para me sentir feia”. Tá. E agora, que eu faço com isso?!