Pop com testosterona

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Sabe o que acontece quando você mistura Depeche Mode com Justin Timberlake?

Acontece Sam Sparro. Eu não vou nem entrar em detalhes, porque quero mesmo que vocês assistam o clipe dele. O fato é que o cara é gato, estiloso, tem vozeirão, tem batida eletro (nada de Timbaland) e mandou ver dançando de fraque com uma dose cavalar de testosterona.

Preciso dizer que daqui uns dois meses “Black and Gold” do Sam (*íntima*) vai estar estourando nas rádios? Façam suas apostas. Com a Leona Lewis, eu não errei. Lembram? E, claro, vamos ouvir Amy Winehouse enquanto ela ainda está viva. Mas, quando ela for dessa pra melhor, não ficaremos órfãos: a Duffy, linda e saudável, estará aí pra nós. Amém.

PS: ah Justin…! A cada google eu apaixono ainda mais… Ô lá em casa! <3

Sobre porque o MP3 influencia pessoas

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Sou uma pessoa altamente influenciável. Não pelos maus hábitos dos outros, mas por seus estados de espírito. Sabendo disso, escolho muito bem com quem pretendo me relacionar. Também sou influenciada pela energia/clima do lugar. Se sinto a famosa “energia pesada”, pode crer, não fico no local nem mais um minuto. Não me chame para um velório. E nem sei o que eu farei quando morrer: acho que devemos curtir alguém enquanto a pessoa tá viva, afinal.

Mas o assunto não é esse. Bom, também me influencio pela trilha sonora. Eu, que não sou chegada a axé/pagode e cia. limitada, cheguei até a dançar MÓITO em Porto Seguro. O clima faz a ocasião, junto com as pessoas, muito bem escolhidas, claro. Mas e quando está só você, com seu MP3? É você e a música que escolheu.

Baseadas em algumas MP3 atualmente no meu aparelhinho bosta:
– quando estou feliz, quero pop meloso e animado: Public Affair da Jessica Simpson, Like a Virgin da Madonna e etc (tenho muitos pops melosos, acredite);
– quando estou triste, música melancólica: qualquer coisa do Depeche Mode, Good Morning Joan dos Cardigans, All Good Things da Nelly Furtado, ou Blower’s Daughter do Damien Rice (provavelmente uma das músicas mais melancólicas do mundo);
– se estou energética: Smile da Lily Allen, The World is Mine do David Guetta, Wind it Up da Gwen e Say it Right, da Nelly Furtado;
– se quero ser uma sex machine (é, acontece): Sexyback do Justin (amo profundamente), Toxic da Britney, Love Hurts da Joan Jett, Sweet Dreams do Eurythmics, I touch myself do The Divinyls ou Like a Boy da Ciara (melhor música dela até agora, na letra e no ritmo, ao meu ver);
– pra pensar na vida, atualmente a preferida é Rebellion do Arcade Fire.

Recomendo todas as músicas que eu citei, não preciso nem dizer. Mas a questão é quando você não está “in the mood” para aquela música e seu mp3 insiste em jogar músicas tristes com você feliz, ou pops melosos quando você está sexy, ou músicas-sem-classificação quando você está a fim de pensar. Afinal, não tem como não andar em clima de passarela na rua quando está tocando Sexyback no seu ouvido e você está com vontade de dominar o mundo (acontece às vezes também).

Acho que os mp3s deviam ter um botão seletivo de músicas por emoção, facilitaria muito os meus problemas (de ser influenciada pelo “clima energético” das situações). Detesto ouvir música triste quando estou feliz e detesto ter que ficar apertando botõezinhos do MP3, dentro da bolsa, enquanto estou de pé no busão lotado. Acho que vou patentear essa idéia e enviar pra Apple. E ficar milionária, claro.