10 Comerciais que deveriam ser curta-metragens

sex

.
Comerciais foram feitos para vender produtos, para ressaltar suas qualidades e fazer também saltar a carteira do consumidor. Mas, não há nada melhor (e mais vendável!) quando conseguem fazer mesmo saltar nossos olhos – e, porque não, o coração ou o riso.  Dá até pra dividir os comerciais audiovisuais em três categorias: a) ruins; b) engraçados/originais/aquele que tem aquela musiquinha pentelha, 32244000, mais uma vez!; c) estes que eu quero comentar: comerciais que deveriam ser curtas.

Falo de segundinhos que contam histórias tão bonitas, tão singelas, tão surreais ou tão engraçadas que merecem uma continuação. Um complemento. Que nos deixam com uma pulguinha atrás da orelha querendo um desfecho para além do clímax que tanto vende. E, claro, merecem um ponto de virada também, por que não?
.

1- Chanel nº 5 – com Rodrigo Santoro e Nicole Kidman

.

2- Chanel nº 5 – com Audrey Tatou

Estes dois já são super ultra mega produzidos e ainda assim uns dez minutos a mais (pelo menos!) nos deixariam de olhos cheios e felizes.

.
3- Mercado Livre – “Vendo Beijo”

Fofurinha da titia! Adoro esse comercial. É tão, tão singelo. :)

4- DVB – Grife de Victoria Beckham

Quem disse que dona Posh não pode ser fofinha? Sim, ela pode isso também.


5- Comercial alemão – Sexo virtual dando errado

No dia seguinte, como olhar pra sua maninha, hein?


6- Levi’s – stopmotion ao som de “Mr. Bombastic”

Esse já vem com começo, meio e fim bem definidos e provavelmente não aguentaríamos ouvir essa trilha sonora no repeat por muito tempo, mas quem se importa? Pra mim, esse comercial marcou época. É o que eu mais lembro de toda minha “infância”.

Continue lendo →

Só perdi minha escova de dentes, mas ralei o carro.

sex

Minha mãe é dentista, portanto este título já é uma afronta. Desculpa, mãe. E eu espero que você tenha desistido de vez de ler o blog sempre ou pelo menos tenha parado de indicar para conhecidos que possam me cagüetar. Mentira, conhecidos! Continuem entrando, só não me cagüetem nunca, ok?

O trabalho está me fazendo adquirir o péssimo hábito de comer sobremesa, justo eu, uma pessoa capaz de abdicar de uma gorda e suculenta fatia de torta de chocolate em prol de um cafézinho esperto e espresso. Canso de fazer isso, e sei que todo o açúcar do mundo numa colher não me fará engordar o mesmo tanto que a tortinha faria. E aí que aqui no trabalho novo tem uma entidade móvel: “o Carrinho”.

Nós não temos um refeitório ou uma lanchonete dentro do prédio, portanto, para facilitar as coisas,  o Carrinho passa em determinados períodos de tempo oferecendo toda sorte de guloseimas xuxu beleza para nos fazermos engordar e não precisarmos nem largar o sedentarismo de nossas cadeiras. E aí, dona Maria, aí que eu fico aqui no trampo até dez da noite e a larica aperta forte, não é suave, não. Logo, aproveito-me de ensinamentos de vida saudável de todos os lugares do mundo e obviamente como à tarde, porque dizem os especialistas que longos intervalos de tempo sem comer te engordam ainda mais (é, parece que seu corpo fica achando que você está numa situação no limite e começa a poupar calorias para te manter vivo enquanto um olhinho de cabra saboroso não vem).

Depois de passar uns dez dias devorando todos os sabores de barrinhas de cereais, eu enjoei. Enjôo rápido e agora eu só consigo ser trash, o que me obriga a fazer o sacrifício de comer fatias de bolos deliciosos com sabores variados servidos pelo Carrinho. Todo dia é um sabor diferente, e eu só não como quando é de fubá com goiabada porque sei que o de cenoura com chocolate ou o de prestigio são muito melhores. E convenhamos que bolinhos são menos trash que palha italiana todo dia. C’est la vie.

Depois disso eu vou escovar os dentes voando. Mais que uma questão de higiene, é uma questão de tirar o gostinho bão da boca, porque por quanto mais tempo você fica com aquele nhami nhami  na língua, mais fome você terá dali há algumas horas. Acredite e faça o teste.

Aí eu fui tirar o nhami nhami ontem e descobri que minha escova de dentes não estava na necessaire. Fiquei pensando onde raios ela estaria, já que ela se presta única e exclusivamente a remover os nhamis no trabalho. Nisso, olhei adiante na pia e avistei uma escova parecida com a minha.

Não falo que é igual porque seria exagerar na minha memória visual, mas era bastante parecida. Eu precisava tirar aquele bolo prestígio de mim e precisava da escova ali, agora. Fechei os olhos e rezei para ser a minha escova.  Medo de cáries? Eu, não. Medo de gripe suína? Pois, sim.

Enfiei a malditinha na necessaire e saí de fininho. Aguardei o resto do dia pra saber se alguém teria perdido uma escova de dentes. Não ouvi nada.

Mais tarde, em casa, chego naquele momento em que a fome está apertadinha, mas já está tão tarde que você simplesmente não é capaz de cometer algum crime de gulodice. Você só tem desejo de ir dormir. Sendo assim, janto um prato modesto de comida, ou troco por uma sopinha, ou iogurte com frutas, ou sei lá o que.

No dia seguinte, nada de comentarem sobre a escova. No banheiro, tudo normal. É, era minha mesmo. E esta pessoa que vos fala, que conseguiu esquecer uma escova de dentes em cima da pia, voltar no banheiro diversas vezes ao dia e ainda assim não se tocar dela ali, perdida, também está tão zureta que ralou seu carro novo numa bobagem e chorou compulsivamente de raiva.

Acho que nem se eu tivesse pegado gripe suína por uma desatenção de escova de dentes eu estaria tão irada comigo mesma quanto estou agora, que tenho manchas brancas num carro chumbo por mera desatenção de quem chega em casa e só pensa em ir dormir.

E ah, nem pensem em cagüetar pra mamãe que eu ralei o carro: ela simplesmente estava na garagem e acompanhou tudo ao vivo.

 
ps: sim, esse post serve para contar bastidores do meu emprego novo, para justificar porque estou postando menos, para contar que eu troquei de carro (!) e para contar que eu só consigo e só penso e desejo dormir. Muito. E em seguida, quero ir ao cinema ver trocentos filmes atrasados, mas a cama anda muito mais forte que eu.