A galinha de corset: o novo clipe viral vem da China

ter

Dois anos depois do hit “Gangnam Style”, vem da China um novo vídeo maluco para bater de frente com o posto deixado por PSY. A chinesa Wang Rong e seu clipe de “Chick Chick” cruzaram a fronteira do ocidente nas últimas 24 horas e tomaram a imprensa gringa com uma música grudenta cheia de sons “da fazenda”.

Dançando de corset ao lado de bailarinos mascarados de cavalos, galos ou cachorros, a chinesa entoa sons bizarros que dizem apenas “Mãe galinha”, “Pintinho”, “Galo” e “Quem roubou a ração do meu frango?”. A música mesmo fica em segundo (ou terceiro?) plano. É provavelmente a coisa mais absurda que você vai ver hoje – e não se espante se em muitos momentos você se lembrar de “What the fox say?”. Parece que é proposital.

A música é uma chatice sem sentido e pior que PSY, mas isso prova que o som, enfim, pouco importa para emplacar um vídeo na internet. O mais curioso é que na própria China, o vídeo não tem todo o sucesso que já conquistou no Youtube. Por lá, o acesso ao player de vídeos do Google é bloqueado e a publicação oficial do clipe tem “apenas” 2,5 milhões de acessos. No YT, o número já passa de 6,5 milhões.

Ilustrassom: música para ouvir e ver

qui

Pelas mãos da carioca Nai Mattoso, versos da música brasileira viram poesia audiovisual na timeline do Instagram. Todo dia no @Ilustrassom, a designer e arquiteta posta os hits que não saem da sua cabeça de um jeito mais do que especial. É certamente um dos trabalhos mais legais que já vi na rede social e passa bem longe das baboseiras dos personagens fictícios.

O projeto também funciona no Facebook e no blog de mesmo nome e reúne artes de todo tipo: algumas são mais diretas e escancaradas, outras trazem uma interpretação bem pessoal para músicas que todo mundo já cantou um dia. Basta dar o play nos vídeos aí embaixo para entender como a brincadeira funciona lindamente!

 

 

Continue lendo →

Riffsy: fonte de gifs para uma vida mais feliz

sex

Pare tudo o que você está fazendo agora, porque há uma nova rede/aplicativo que promete tornar a zoeira internética ainda mais sem limites. O Riffsy é uma ferramenta fantástica para criar, encontrar e trocar gifs – ou RIFFS, a evolução do gif, pra galera que criou a parada.  À bem da verdade, são pequenos vídeos, com áudio ou não, cujo arquivo não tem a extensão .gif. Não dava para ser perfeito, mas a gente aceita a ~revolução~ simplesmente porque é…. DEMAIS!

meu gifzinho em homenagem à menina que bota Nicki Minaj no chinelo!

Há uns tempos vi algo semelhante no Relay, que serve para buscar e trocar gifs entre os amigos, mas logo larguei porque a diversão é muito restrita e a gente gosta de diversão sem limites! kkk Neste ponto, o Riffsy é imbatível, levou a experiência para outro nível, deixando você montar o seu próprio riff~gif, usando um vídeo seu, do youtube, incluindo caption e até áudio extra.

Depois dá para mandar direto para o Instagram ou para o Whatsapp, além de aparecer ali no seu perfil público, como uma rede social. Outra feature fantástica: usar seus riffs como imagens de um teclado extra, à la emojis (!), mas essa só está disponível para quem está com o sistema operacional atualizadíssimo.

fazendo meu riff…

…e mandando meu riff conquistar o mundo!

O Riffsy está disponível apenas para iOS, mas quem não tem cão, também pode caçar com gato no site. 

“Hashtag My Ass”: música faz serenata interativa com seu Instagram

qui

Só falar de “Selfie” e cantar nomes de filtros no Instagram, como fizeram os Chainsmokers, não basta mais. Para aparecer mesmo, precisa criar um ambiente interativo em que o ouvinte possa se encantar com a sua música enquanto ele fica impressionado vendo as próprias fotos do Instagram invadirem a tela. Ah sim, ter umas buzanfas balançando ajuda também.

Foi essa a ideia do produtor francês Etienne de Crecy para divulgar a música “Hashtag My Ass”. É só ir no hosite e logar com o seu instagram para experimentar. O engraçado é que ao invés de promover um OLÉ nos indivíduos que enchem suas fotos de #hashtags #muito #chatas #e #inúteis, o hotsite da música cria um clipe interativo em que o vocal canta as tags que você anda botando nas suas fotos.

Depois de viver a experiência conectando com o instagram, o vídeo sobre também no canal do projeto no Youtube. Este é o meu, feito com minhas fotos e hashtags postadas no meu perfil:

Para ouvir a música (quase) inteira sem intervenções de #selfie #tbt e #aboutlastnight, dá pra ir no Beatport.

Smart garfo: inventaram um gadget para controlar como você come

sex

Eu acho fantástico poder usar a tecnologia a favor da saúde. Não tô falando de avanços da medicina nem de nada absurdo, estou falando do cotidiano mesmo, de poder usar um aplicativo ou outro para checar minha alimentação, meus exercícios, se estou dormindo razoavelmente bem ou se bebo água o suficiente.

Usar alguns destes programinhas, com parcimônia, me faz bem e me dá aquela sensação gostosa de ~estou vivendo no futuro~. Afinal, há bem pouco tempo, nada disso estava disponível para nos ajudar no corre-corre cotidiano. Agora quem diria que a próxima ferramenta anti-correria viria justamente na forma de um garfo bluetooth?

HAPI: garfo intrometido ou bem-vindo?

Há diversos malefícios em se comer rápido demais, sem mastigar bem os alimentos. Um deles é, tcharam!, o ganho de peso. Com esse apelo no bolso, surgiu o HAPI, garfinho wireless gigante e colorido que observa quanto tempo você demora na sua refeição, quanto leva entre uma garfada e outra e te dá broncas quando você come rápido demais. Sim, o garfo vibra. Imagine você em público sendo impedido de juntar a fome com a vontade de comer? É ou não é a tortura do novo milênio?

.

no anúncio, pessoas magras comem delicadamente com um garfo gigante que vibra (!)

Num (longo) relato publicado no site da NY Mag, a jornalista conta que um amigo apelidou o utensílio do mal de “garfo anoréxico”, o que é uma definição simplesmente perfeita para uma geringonça que ninguém precisa e, assim espero, ninguém sonha em ter. O slogan do bicho é: “eat slowly; lose weight; feel great” (coma devagar, perca peso, sinta-se bem).

O mais impressionante é que a divulgação não deixa muito claro o som que ele faz ao te avisar para *pegar leve* no meio do PF. Segundo a reportagem, a coisa chega a ser vergonhosa. Aí fica a pergunta: é a tecnologia se intrometendo onde não é chamada? Com certeza. Precisamos de um instrumento que nos ajude a sentir culpa pela nossa alimentação com uma desculpa saudável por trás? É claro que não. Quem realmente quer levar uma vida saudável vai arranjar tempo para comer melhor e com calma? Definitivamente.

.

ps: ainda prefiro o método da vovó: conte 20 mastigações de cada lado e relaxe.

Anjos de patins: matando as saudades dos clipes simples e bem executados

qui

Ando com preguiça de clipes pop. Somos bombardeados com teasers, pequenos vídeos no instagram, longos vídeos no Youtube. Clipe gigante com 300 trocas de figurino, outro com efeitos absurdos trabalhados à exaustão e com espaço para todos os merchands de celular que você puder imaginar. Isso sem contar os músicos que tentam atuar e definitivamente não nasceram para isso.

Tenho visto muito menos clipes por aí, até mesmo porque largo no meio com muita preguiça da egotrip de alguns artistas. Acontece até com gente de quem gosto, juro! E alguém precisa avisar que uma referência que deu certo uma vez não dará certo para sempre, a não ser que o seu intuito seja fazer o público derreter de tédio em frente a sua videografia inteira. Sim, Iggy Azalea, eu olhei pra você nesse parágrafo. Sim, Lana Del Rey, seus últimos vídeos deram preguiça. 

Penso que tudo o que uma boa música precisa é de um clipe que não a atrapalhe, apenas encha os olhos de curiosidade para te manter assistindo. E então hoje vi o clipe de “Gold”, do Chet Faker.

Coisa simples: uma ideia bem executada e exímias dançarinas desfilando de patins pela tela. Coisa que custa mais barato e aparentemente dá mais prazer pra quem faz. O próprio Chet faz uma ponta dramática e misteriosa lá pelo final, e é suficiente.

Em tempos de vídeos que parecem engolir manuais de tendências e coolhunting, é bom lembrar que dá para ser inovador usando a velha carta da coreografia. Sim, encaminhe essa indireta para Katy Perry.

O clipe:

.

A música é fantástica, mas este clipe entra facilmente para minha lista de referências audiovisuais incríveis & simples. Apesar de ter tabalhado numa série de vídeos de músicos alternativos, o diretor de “Gold”, Hiro Murai, também já esteve com gente bem conhecida, como Queens of The Stone Age, David Guetta e Bloc Party. Vale a pena ver outros trabalhos dele.

Sobre as patinadoras, não encontrei muitas informações, mas elas são Appleusa McGlynn, April Corley e Candice Heiden. Certamente merecem todos os louros pelo trabalho!

.