Infográficos que amamos, parte II: o ciclo das tendências

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O ciclo das tendências ou, por assim dizer… Como nasce uma modinha hipster?
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Tendências, dos mais variados tipos, vão e vem – e voltam o tempo todo: hamburgueria is the new temakeria e a vida continua. Este infográfico criado por Emily Miethner e postado no Flavorwire mostra claramente como uma certa “coisa” sai do ostracismo e cai no gosto de um excêntrico, para que este por sua vez inspire os “fashionistas”, que cumprem o papel de absorver, compreender e levar a tendência ao consumidor médio.

Após a moda se tornar bem pegajosa e enjoar, boa parte dos envolvidos começam a negar a coisa em questão, exceto por um grupo engraçadinho que se diz nem aí. A situação se mantem, até que um grupo pare e pense “ah, mas tal coisa até que era realmente legal” e então a coisa legalzinha corre o risco de se tornar um verdadeiro clássico que, vez ou outra, será redescoberto dali algumas décadas por outro excêntrico de olho clínico apurado.

Para mim, é um movimento cíclico no mínimo interessante e se aplica a praticamente qualquer coisa. No infográfico, fala-se de um chapéu, mas realmente  dá para trocá-lo por uma hamburgueria ou temakeria e olha que o mercado de restaurantes nem é tão simples de ser modificado assim.

Comidas à parte, é o velho movimento percorrido pela informação, só que somando a isso os pormenores da modinha: o nicho leva xyz para o mainstream, que consome xyz e devolve para o nicho algo ligeiramente diferente, que por sua vez já lança  abc… E, bem, resumindo: se você corre atrás das “tendencinhas”, estará sempre correndo em  círculos e jamais conseguirá parar de querer comprar – por mais clássico que seu chapéu se torne.

Dica do @bseixas.

Cásper Líbero: 4 anos, os saldos, as saudades.

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romeus e julietas

durante gravação em maio no Ibirapuera

Faltando quase um mês para a entrega de meu TCC, resolvi por na balança o que a faculdade me trouxe. Não estou falando de conhecimento,  nem de contatos,  muito menos de aulas chatas e minutos mal dormidos em cadeiras de um braço só desconfortáveis e bambas.

Estou falando do que a instituição faculdade te traz. Os amigos, um trote, uma briga em grupo, meia dúzia de desafetos, interação com outros cursos, paixões platônicas por professores e festas tão cheias de esbórnia que te fazem querer se enfiar embaixo da terra tão logo amanhecer a segunda-feira.

Entrei na faculdade cedo, com 17, e desta lista toda, vivi poucas, mas vivi outras coisas também. E talvez se eu entrasse na faculdade novamente, teria me jogado muito mais em alguns aspectos e deixado pra lá aqueles debates polêmicos de bixete achando que sabe alguma coisa. Não, eu não sabia de nada. Provavelmente ainda não sei, mas sabia menos ainda antes.

Algumas noites de sono não foram boas, outras foram tão boas que eu quis mais no meio da aula – o que fez a Lari praticamente criar um álbum com fotos de Fernanda dormindo com N cabelos diferentes (é verdade. Se um dia ela liberar as fotos todas, eu mostro as menos piores ou as com menos baba).

Alguns amigos vão ficar pra sempre, outros certamente vão passar e, como dizem, tem quem você mal conversava que vai virar uma pessoa mais que próxima. Isso ainda não sei, mas dos outros dois fatos, já tenho certeza.

Devo à faculdade ter aprendido a tomar cerveja com gosto, a(s) minha(s) primeira(s) bebedeira(s) e o certificado de graduação em armar barracas e desmontá-las depois na metade do tempo e com um quinto da disposição. Tudo graças ao JUCA e, em outros casos, a qualquer jogo do qual sua faculdade participe.

Aprendi que não se aprende por osmose, que não vão te cobrar jamais e que é bem possível fazer metade das provas sem estudar quando o estágio pegar pesado. Ao contrário da escola, ninguém torce para que você se dê bem, ninguém vai te chamar para conversar. Eles torcem para você se destacar.

E para se destacar, só depende de você.

Fico feliz de sair sendo reconhecida por nome e sobrenome pela maior parte dos “mestres”, coisa que no colegial jamais aconteceu durante três anos por eu não ser nerd o suficiente em química ou física, mas  ao menos  fui querida para os professores de humanas, porque eram essas notas que sempre me garantiam boa colocação na escola.

Não dou à faculdade o maior crédito pela prática de minha profissão, porque aprendi na prática: trabalhando, ralando e chorando com produções que caíam. Dou o crédito pelo conhecimento de causa, pela segurança de falar: faz assim, faz assado e tá errado. Dou crédito por notar, em plena conversa de bar, que posso falar sobre manipulação de informação com a mesma facilidade com que falo de planos de câmera, edição, trilha sonora e sobre como aquele ator é gato demais da conta.

Na verdade, o que aprendi na prática não foi a me comunicar, mas sim que devemos nos comunicar. Se está errado, fale.  Se não concorda, fale.  Se tiver que comprar briga, compre.  Se for lavar roupa suja, lave o cesto inteiro. Respire fundo e recomece. Todos vamos trabalhar em grupo e o modus operandi de um grupo também têm altos e baixos, também precisa morrer pra renascer com a idéia nova genial que vai dar aquele prêmio tão sonhado para cinco amigos sem um puto no bolso.

Se eu entrasse na faculdade hoje de novo (ou se eu entrar mais pra frente), vou me envolver mais, vou procurar mais, vou cobrar de quem está lá para me formar antes que eu me forme. Mas isso é só um “se”: o fato é que está terminando e a saudade aperta antes do tempo.

Aperta forte, aperta fundo, transborda meus olhos e eu nunca quis tanto que o tempo parasse para eu reviver melhor algumas coisas quanto agora.

Obrigada, Cásper.

Consultoria para recém-formados (e uma campanha genial!)

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Certo, você acabou de passar uns bons anos da sua vida numa faculdade e, caso seja gringo, é bem provável que tenha se tornado mocinho(a) e tenha vivido no campus da universidade por todo esse tempo de imersão em apredizado. Agora, você tem de encarar o mundo além dos muros da “facul” e fazer dar certo num mercado de trabalho em crise… Só que toda a experiência profissional que você tem se resume a conhecer o primo de um amigo de  alguém meio influente.

A proposta do Graduate Carreer Coaching é ensinar os recém-formados a interagir corretamente em entrevistas e dar um tapa em seu currículo, além de promover workshops e esse blablabla empresarial super útil. Mas foram os absurdos no “curriculum vitae” de jovens que inspiraram a campanha publicitária genial do serviço americano.
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Olha só (e clica pra ler direitinho):
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Bye bye, Michael.

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Todo mundo sabe o quanto ele afundou nos últimos tempos. Sabemos dos deslizes de sua vida pessoal. Sabemos de tudo isso (e vimos inclusive pela tv), mas ele definitivamente vai ser lembrado mesmo é como rei do pop. E, sim, o grande responsável pela consolidação do videoclipe com seu Thriller, de 1982.

Michael Jackson is gone and it feels like I just haven’t had enough.

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Como um senhor disse na CNN“ele fez pela música o que Tiger Woods faz pelo esporte, o que Martin Luther King fez pela política e o que Oprah Winfrey faz pelas mulheres”.
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TMZ deu o furo jornalístico da morte do Michael e muita gente duvidou por ser um site de fofocas. Eu acreditei, afinal o sensacionalismo tem limite. Seria a morte deles (inclusive com processos do próprio Michael, se sobrevivesse) se divulgassem uma notícia falsa deste nível. Os outros veículos se mantiveram em alerta apenas para não confiarem piamente numa única fonte, ainda mais quando se trata de um “site de fofocas” mal visto. Isso é ética, e foi ética tanto da parte dos outros veículos de aguardarem, quanto do TMZ, que teve coragem de falar a “verdade dolorosa” e acabou surpreendendo por isso.

… E o pessoal de San Francisco lá do Twitter ainda não se deu conta do quão importante se tornou. Primeiro, esta semana, quiseram fazer uma manutenção num momento crítico para a situação política do Irã. Hoje, o sistema não agüentou a overdose de posts diante da morte de um astro pop. Está  mais que na hora de dar um UP nos servidores, não?  Talvez, no meio de tanta futilidade (e eu me incluo nisso), o twitter tenha virado mesmo uma utilidade pública.

Fernanda Young, festinhas e curta novo! – Imagens da Semana

qua

post atrasadinho, já que é quarta-feira, mas gigante, inclusive com o bumbum de Carolina Dieckmann!

Não vi a Stephany segunda-feira na festa da Pix, mas teve de tudo essa semana: desde Carolina Dieckmann e Lobão até curta-metragem novo e coquetel da VIP ontem no Unique. Chique!

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Novo Curta

Sapatos Apaixonados

Foi a última coisa que eu fiz nesta “semana”, mas coloquei em primeiro lugar porque quero que vocês assistam! Cof-cof. E mil perdões para os pedestres cuja passagem eu atrapalhei nas calçadas da Av. Paulista: foi por uma boa causa!

Fiz este curtinha com a minha câmera sony h50 para o Festival de Curtas Celucine, que tem a proposta de lançar “filmes que cabem no seu celular”. A idéia deles é ótima, mas fiquei com vontade de berrar na orelha dos organizadores, porque 5MB é muito pouco para um vídeo de até 3 minutos! 10 MB obviamente ainda não é bom, mas seria um pouco melhor e cabe num celular do mesmo jeito. Logo, tive que mandar o curta para o festival numa qualidade zoada, mas pelo menos no youtube ele está bonitinho!

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Irritei Fernanda Young
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a foto tá um horror, tanto que nem pus no flickr! Mas queria mostrar o corpão dela. Invejei os sapatos.

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Quarta-feira me uni a uma super galera da faculdade e lotamos uma van, no melhor estilo “caravana-do-topa-tudo-por-dinheiro”. O destino eram os estúdios da Bossa Nova Filmes no paraíso, onde é gravado o programa Irritando Fernanda Young, do GNT. Eu que adoro o programa e adoro ela, ri horrores nas duas gravações que assistimos e fiquei besta com as bundas e as coxas da Carolina Dieckmann, que é linda e simpática viu, minha gente? Ah, sim! Achei o Lobão praticamente um ursinho de pelúcia. E engraçadíssimo, sem dúvida! (Mais fotos no flickr!)

(Depois do jump tem happy hour do diário de solteiro, cervejada lôca e a festa da revista VIP.)

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Eu no Fiz TV!

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Sim, hoje às 23:15h no Fiz.Curta!

Fiz TV é um canal de tv por assinatura da Editora Abril, que tem a proposta de mostrar produções independentes, de baixo orçamento, ou mesmo programas inovadores, que são enviados para a tv diretamente do site deles, e por isso são beeem diferentes do que a gente está acostumado a ver por aí, mesmo nos outros canais pagos brasileiros, como Multishow. Por isso, estou super feliz em vir contar que o último curta em que atuei irá ao ar hoje no Fiz, às 23:15h, no canal 20 da TVA!

Se vocês já assistiram no youtube, não há nada de novo! Mas vou embedar o vídeo aqui mais uma vez porque estou orgulhosa, tá? Desta vez o embed é lá do Fiz! 8)
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Não preciso nem dizer, né? Se você também produz coisas bacanas ou vídeos caseiros bem trash (sim, eles também gostam disso!), se cadastra lá agora. Além do seu vídeo correr o risco de ir parar na tv, você ainda ganha uma graninha!

ps: para quem perguntou da outra vez, essa trilha sonora é original do curta!