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Aproveitando a semana lotada de notícias sobre o Festival de Cannes, resolvi fazer essa lista de 10 filmes que a gente vai querer ver. São lançamentos para o ano todo (e também para o ano que vem!), resumidos, assim, bem rapidinho: nome, trailer e ficha técnica, porque as imagens falam muito mais!

*dei preferência para trailers legendados quando disponíveis.


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1. Nine

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Primeiro da lista, Nine é o novo musical de Rob Marshall, mesmo diretor de Chicago. Desta vez, o diretor faz um mergulho no universo de Federico Fellini e traz o filme mais emblemático da carreira do diretor, 8½ (1963), no formato de musical. Além de ser uma oportunidade de rever o trabalho do italiano, o longa ainda traz um super elenco, pra dizer o mínimo.

Com: Daniel Day-Lewis, Sophia Loren, Nicole Kidman, Penélope Cruz, Marion Cottilard, Kate Hudson, Judi Dench e Fergie (sim, do Black Eyed Peas!).
Direção: Rob Marshall (Chicago)
Previsão de Estréia: 25/11/2009 nos Estados Unidos. Não tem data prevista no Brasil.

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2. Coco Antes de Chanel, “Coco Avant Chanel”
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O longa conta a vida de um dos maiores ícones da moda de todos os tempos. A história começa com a jovem Gabrielle Chanel no orfanato, com dez anos de idade, e segue até que a moça descubra seu talento e se torne a Coco que entrou para a história.

Com: Audrey Tatou, de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain e Código Da Vinci, no papel título.
Direção: Anne Fontaine
Previsão de Estréia: 30/10/2009

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3. Little Ashes
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Outra biografia, que eu particularmente estou doida pra ver. Pelos atores, pela história e pelos três artistas retratados! Little Ashes coloca nas telonas a conturbada vida de Salvador Dalí em pleno período de revolução na Espanha. Para completar, poderemos observar de perto a relação entre ele e o dramaturgo Frederico Garcia Lorca, além da parceria criativa com o cineasta Luis Buñuel, famoso por O Cão Andaluz (1929). (E se você já está se perguntando, sim, é este o filme em que Robert Pattinson faz o Dalí e dá uns pegas no Lorca.)

Com: Robert Pattinson, Javier Beltrán e Matthew McNulty.
Direção:
Paul Morrison
Previsão de Estréia: 8/05/2009 nos Estados Unidos. Não tem data prevista no Brasil.

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4. Os Abraços Patidos, “Los Abrazos Rotos
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Apresentado e aplaudido esta semana no Festival de Cannes, Os Abraços Partidos conta a história conturbada entre um diretor de cinema e a atriz principal de seu filme. Numa trama cheia de flashbacks e referências a diferentes escolas de cinema, Almodóvar ainda aproveita para metaforizar a própria história política da Espanha em seu personagem principal. (E eu que sou fã de Almodóvar do começo ao fim, já sei que vou amar. Promete!)

Com: Penélope Cruz, Lluís Homar, Blanca Portillo, José Luis Gómez, Tamar Novas e Rubén Ochandiano
Direção: Pedro Almodóvar
Previsão de Estréia: 24/09/2009, no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro.

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5. Paper Heart
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Um filme leve pra continuar. Paper Heart é o próximo filme de Michael Cera. Nesta comédia, uma jovem garota resolve fazer um documentário sobre amor, entrevistando pessoas sozinhas e casais que acreditam terem encontrado sua alma gêmea. O fato é que a menina não tem muita certeza de que encontrará a tampa da sua panela, mas adivinha o que acontece?? AWN! <3

Com: Michael Cera e Charline Yi
Direção: Nicholas Jasenovec
Previsão de Estréia: 14/08/2009 nos Estados Unidos. Não tem data prevista para o Brasil.

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E a lista continua depois do jump.

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Postado por loverox

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Procura-se um homem que:

1. me ame;
2. me ame todos os dias, inclusive nos da TPM;
3. seja inteligente;
4. não ria dos meus problemas;
5. me leve pra jantar;
6. goste de gatos;
7. também ame cinema;
8. não seja narcisista;
9. não tenha nenhum tipo de “tendências duvidosas”;
10. seja tarado;
11. goste da minha mãe;
11. tenha bom gosto;
12. saiba se vestir;
13. me telefone para dizer coisas pequenas e fofas;
14. não tenha ciúmes do teatro;
15. tenha um ciúmes saudável do resto;
16. me mostre coisas que eu não conheço;
17. me dê espaço para mostrar o que eu conheço;
18. seja otimista, mas não tanto para se acomodar;
19. me dê sapatos;
20. eu me apaixone. Profunda e perdidamente.
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… Porque às vezes eu acho que estou pedindo muito, mas até que não é tanto.

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Postado por loverox

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o filme que me fez querer casar com Michael Cera, definitivamente.

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Norah, Nick, playlist.

Sabe aquela noite em que, mesmo enquanto você ainda está nela, já tem certeza de que será inesquecível? Aquela noite que você já sabe que irá lembrar e talvez contar para os seus netos, ou pelo menos rir dela no mês que vem? Uma noite emocionante com um final, assim… Bem, não vou contar!

Essa noite é o tipo da noite mostrada em “Uma noite de amor e música”, tradução sessão-da-tarde-style dada a Nick and Norah’s Infinite Playlist, filme inspirado no livro homônimo de David Levithan, trazendo Michael Cera, o nerd apaixonante de Juno, como Nick, e Kat Dennings, de “O Virgem de 40 anos”, no papel de Norah – é claro.

Extremamente cool, “Nick and Norah’s” tem um humor leve, despretencioso e uma trilha sonora que você vai ter vontade de baixar antes mesmo dos 20 minutos de filme. Além de ter me apresentado a Vampire Weekend, a soundtrack do filme vai do indie à românticas voz e violão, enquanto acompanhamos o herói Nick, um quase loser, porém nice, que vive fazendo mixtapes para sua namorada odiosa que joga tudo no lixo.


a-ex-super-bitch.

Quem acaba ouvindo as tais gravações é sua colega de escola, Norah, que se apaixona pelo cara sem jamais tê-lo visto mais gordo. Para deixar a história do jeito que a gente gosta, Nick tem um excelente gosto musical, é um xuxu de fofo, é chifrado até e ainda tem uma banda. Para se apaixonar de vez, é claro que a namorada é uma patricinha-bitch-sem-coração, que chuta o moço e o deixa prontinho para Norah atacar quando finalmente conhecê-lo. É claro que você vai torcer por eles! E torcer para o Nick se vingar da ex-nojo!

Junte a tudo isso os (ótimos!) integrantes gays da banda de Nick, os “Jerk Offs”, e a amiga bêbada da mocinha, que vai aprontar a noite inteira, se perder por Manhattan e mascar um chiclete dos jeitos mais nojentos possíveis. Para fechar, todo mundo ouve boa música e é fã da banda mais cool do momento, “Where’s Fluffy?”, que só faz secret shows e provoca uma verdadeira comoção nos fãs, fazendo-os se locomoverem pela Big Apple a madrugada inteira atrás da próxima apresentação!


os Jerk Offs em ação!

Eu não tive essa adolescência de ir em showzinhos e tudo mais, mas quem teve vai vibrar loucamente lembrando os “velhos tempos” (nem tão velhos assim!) e rever “altas confusões” que todo mundo passa, já passou por ou fofocou sobre. Só como estímulo final: o filme me deixou tão, tão curiosa que eu passei quase dois meses aguardando para ver os 20 minutos finais! Adivinha só? Eu comecei a assistí-lo no avião, voltando da Europa em janeiro, e é óbvio que não deu tempo de terminar. Daí até a espertinha aqui, que não usa torrent, encontrar o link pra baixar, o tempo foi passando e eu louca pra saber se o final era feliz… 8)

Nick and Norah’s Infinite Playlist é absolutamente adorável, leve e provavelmente o retrato de uma geração recheado de “awns”. Infelizmente, aqui no Brasil, além de terem cagado o título, lançaram o longa direto em DVD no começo do mês. Portanto, aluguem, baixem e assistam comendo pipoca. É delicioso!


ps: como eu realmente quero que vocês vejam, um link para download do filme aqui, e o link para download da trilha sonora aqui. Só para constar: não sou responsável pelo upload destes arquivos, apenas encontrei ambos por aí.
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Postado por loverox

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Porque este era o melhor título para falar deste livro que virou filme, duplamente comentado aqui!

Primeiro, eu achei estranha essa coisa de transformar um livro de “auto-ajuda-divertido” em ficção. Eu fingi estar empolgada com o elenco e, ok, de fato eu estava, mas fiquei com medo. Afinal, o livro fala sobre diversos conselhos para você ver o quanto, na real, aquele cara está tirando com a sua cara.  Foi aí que eu li que eles enfiavam todos esses conselhos na boca de um personagem que, por sua vez, faz parte de uma historinha meio quadrilha: “João que amava Maria que…”.

Resultado? Pulga atrás da orelha. Eu imaginei que eles esqueceriam de algum conselho essencial, ou que esse personagem seria um profeta bonitão arrastando mulheres pelas ruas, fazendo pregações e gerando o milagre da libertação dos homens bundões. Na verdade, não foi bem isso que aconteceu…
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Justin Long vive o “profeta” Alex e Giniffer Goodwin é a solteirona Gigi

.O filme gira em torno de três amigas que compartilham dramas de relacionamentos (isso te lembra alguma coisa? cof-cof). Uma é solteirona, outra é recém-casada e está em crise e a última simplesmente não consegue oficializar os laços com o namorado, com quem já mora junto. Nas beiradas da história, estão o personagem-profeta, que conhece a solteirona e resolve virar seu Buda pessoal depois de vê-la ser enganada por seu melhor amigo.

O curioso é que, enquanto dá um fora na solteirona, esse “melhor amigo” está louco de amores por outra, que na verdade acaba tendo um caso com o marido da amiga da solteirona. Falando assim fica confuso, principalmente porque ainda temos a personagem de Drew Barrymore, que é pequenininha, mas faz a história fluir.

O melhor momento do filme, na verdade, é dela! A safadinha pegou a melhor fala do longa inteiro! Vou contar: depois de começar um relacionamento confuso virtual, em que eles conversam por myspace, facebook, sms, e-mail e etc., ela solta a seguinte pérola: “I had this guy leave me a voicemail at work, so I called him at home, and then he emailed me to my BlackBerry, and so I texted to his cell, and now you just have to go around checking all these different portals just to get rejected by seven different technologies.”

Traduzindo rapidamente: “Tem esse cara que me deixou um recado de voz no trabalho, então eu liguei pra casa dele, daí ele mandou um e-mail para o meu Blackberry e eu mandei um sms para ele. E agora você tem que sair checando mensagens em todos esses portais diferentes, só pra levar um fora em sete tecnologias diferentes!“.
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Drew Barrymore e seus amigos super interessados no rolo com o bofe da internet

Sensacional, não? Já passaram por isso? 8)
Achei que, nessa hora, o roteiro ganhou do livro. Afinal, quem disse que nós só esperamos ligações hoje em dia? Uma ligação, aliás, é o que a gente menos espera, se você for ver. Hoje um scrap fofo vale. Um sms. Um e-mailzinho. Adicionar no msn. Ou melhor, até uma direct no twitter é melhor que nada!

Enfim, eu acho a Drew uma excelente atriz e temos de ficar felizes que ela finalmente abandonou a fórmula de maluquinha usada em Como se fosse a primeira vez (2004) e repetida em Letra e Música (2007). Gosto muito dos dois filmes, mas a semelhança destas personagens dela é gritante – e, ainda bem, ela foi menos preguiçosa em Ele não está tão afim de você.

Voltado ao filme. Ao longo da história, é óbvio que algumas liçõezinhas do Greg se perdem, mas o essencial está de fato ali, como a máxima do livro “se ele não te liga, ele não está afim”, e outras, como: “se ele te quer, ele fará acontecer” ou “se ele não quer sexo…” - enfim, acho que vocês são capazes de completar essa frase, certo?

O filme tem um quêzinho de Sex And The City (2008) e de Como perder um homem em dez dias (2003), já que as três personagens centrais trabalham juntas, e também porque o filme adocica e suaviza toda a verdade cruel que o livro traz de bandeja para as mocinhas feitas de besta, aí pela vida.
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Gigi com as amigas: Jeniffer Aniston, a noiva eterna, e Jeniffer Conelly, a casada em crise

No livro, Greg diz que inventar desculpas para um cara não te ligar, tipo: “o cachorro dele teve diarréia no hall do prédio e ele passou a noite limpando tudo” é um grande erro. E é mais errado ainda se você pensar que “bem, o grande amor da vida da minha prima de segundo grau de fato passou uma noite limpando cocô do cachorro e hoje eles estão juntos e felizes”. Ou seja? A regra é a regra: não fique sentada na cadeira pensando que você é uma grande exceção. Todos nós sabemos que você é ótima, mas isso não faz de você uma exceção. Ou seja? Desculpas = “ele não está afim de você”.

Aí, no filme, no filme doce, suave, que até deu dicas boas e aproveitou dúvidas do próprio livro, adivinhem o que acontece? A principal história não passa de uma boa, bela, velha e estapafúrdia exceção!

Se o longa não tivesse roubado o título do livro, não teria problemas. Eu nem ia me importar. Seria mais uma comédia romântica fofa. Eu nem ia me tocar dessa história de exceção. Vejam bem: tem Ben Affleck, tem a Jeniffer Aniston e a Conelly sendo ótimas, tem cenas picantes com Scarlett Johansson (e ela realmente está *bem* nelas!), mas… poxa! Por que raios cagar a premissa do livro na história central?
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Isso eu não digo apenas como alguém que curtiu o livro, mas como alguém que sabe o trabalho que dá adaptar um texto para as telonas. Não tinha sentido mandar a base do livro para o espaço, sabem? Vou confessar que eu saí do cinema pensativa e sentimentalzinha (shame on me), mas eu, como discípula de Greg Berehndt, achei esse filme uma heresia à bíblia best-seller…

QUEIMA!

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ps: só reforçando: se você não leu o livro e curte uma boa comédia romântica, vá assistir! Inclusive os meninos, vão! Vão pelas cenas hot com a Scalett! Porém, quem leu o livro, vai entender essa minha revoltinha final. 8)

Postado por loverox

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Tudo o que eu vi, o que você já sabe e o que ainda não te contaram. 100 fatos divididos pelas 9 cidades que visitei e um top 10 geral para não faltar nadinha.

Esta é a segunda parte dos 5 posts que farei contando tudinho. Se você perdeu as primeiras partes, veja aqui: primeira parte (Lisboa e Madri) e segunda parte (Paris e Amsterdam).

Demorei pra continuar, mas agora vamos! Com vocês, Berlim e Frankfurt.


BERLIM

Berlim

Não vi o muro, mas vi o Knut!

41. Passei menos tempo do que pretendia por lá. Tudo começou porque não conseguimos o trem que queríamos de Paris pra Amsterdam, aí perdemos um dia na terra da Heineken. Nosso próximo destino seria Berlim, que acabou ficando prejudicada com a confusão. Ficamos num hotel bacana, com um café da manhã digno, que me fez suportar pela última vez andar por aí com um mochilão com mais de 13kg nas costas.

42. Quando você pensa em Berlim, você pensa em muro e história mundial recente. Ahan. Pois saibam que não se encontra tão facilmente o que restou do “muro de Berlim” construído depois da Segunda Guerra e destruído no final dos anos 1980. Vocês já devem saber de toda essa história, mas ainda assim recomendo assistir o excelente“Adeus, Lênin!”, que trata da situação da queda do muro de uma forma asbolutamente poética.

Bom, alguns livros turísticos indicam pontos da cidade com ruínas do muro, mas pela nossa falta de tempo e pela nossa cabeça avoada que nos fez esquecer os DOIS guias no hotel, acabamos ficando sem muro. É, fui pra Berlim e não vi o muro. Shame on me e lição para você que vai pra lá: dê prioridade a isso e consulte exatamente onde estão as ruínas que você quer ver. Não posso dar essa dica, porque, só de raiva, eu nem quis mais olhar onde elas estavam.

43. Mas, nem tudo está perdido! Eu vi, eu vi, eu vi a antiga catedral de Berlim que foi destruída na guerra. Atualmente, somente um lado da igreja está restaurado e o local funciona como uma espécie de museu em homenagem ao esplendor da catedral antes de ser destruída. Ao lado, uma igreja católica moderníssima foi construída, com direito a um órgão gigante e ao Jesus Cristo mais moderno que eu já vi, feito por um artista plástico alemão. O curioso é que no museu da catedral, um dos painéis informativos diz o seguinte:

Berlim

Traduzindo, simplificando: “Políticas insanas levaram à Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945. Bombas foram atiradas sem perdão em Berlim. Durante a noite de 23 de novembro de 1943, a igreja foi atingida pela primeira vez e danificada tão severamente que teve de encerrar suas atividades. Mais tarde, ataques diretos e brigas de rua nos dias finais de hostilidade transformaram a antes esplêndida casa de Deus numa ruína triste.”

Políticas insanas? Ou políticas nazistas insanas apoiadas pelo povo alemão? … Enfim, o que importa é que a Alemanha me deixou com uma impressão bem clara: a população de mente sã repudia o que foi o nazismo. Pelo menos.

44. Outra prova clara de que os alemães repudiam essa época de terror, é que em todo o centímetro da cidade disponível para propaganda eu tive que aturar a cara do Tom Cruise nos cartazes de “Operação Valquíria”. Não vi o filme ainda, quero ver, acho o Tom um gato  e tudo mais, mas tanta publicidade me deixou desconfiada. Soou como obrigação ter de divulgar um filme que conta a história de um atentado contra Hitler.

45. Mudando de assunto, Berlim é a terra de uma das fofurinhas mais bem divulgadas dessa internet de Deus: o Knut. Knut é um ursinho polar que nasceu dentro do Zoológico (gigante) de Berlim. Rodamos horas (eu disse horas!) para encontrar o urso-pop-star e valeu a pena!

Zoo - Berlim

Ele é lindo, anda de um lado para o outro pra galera fotografar e tem uma carinha adolescente que não deixa você confundí-lo com os ursos mais velhos! Cresceu rápido e já tá todo posudo! Awn! <3

46. Berlim é barata. Quer comprar roupa? BERLIM. Comprei a jaqueta mais quente de toda a minha vida lá por 9 €. Vocês não estão entendendo. É uma jaqueta absurda de quente, toda forrada, com porta-ipod por dentro, com gorro e fofa, fofa, fofa. Tão fofa e tão quente que eu cheguei inclusive a suar usando a dita cuja. Ou seja? Quando eu quiser usá-la aqui em São Paulo, colocarei apenas um biquini por baixo. 8) hehe

47. O choque: os alemães são grandes. Nunca vi tanto homem grande em toda minha vida. E não necessariamente grande num sentido bom, mas eu com a minha altura média-ok (mais de 1,65 menos de 1,70m) me senti uma anã constantemente e tive medo de guardas do trem que não eram gordos, mas tinham que andar de lado no corredor para conseguir passar. Imaginem a cena.

48.
Sim, alguns são bonitos, mas não tanto quanto eu esperava. Decepção! E eu estudei um ano de alemão achando que ia encontrar um loiro aguado pra me amar e pff! Acabou que “loiro” não integra minha lista de preferências num homem (que dirá os com o adjetivo “aguado”) e eles não são lá tão gatos quanto eu imaginava.

49. O básico do alemão ajuda. E me ajudou. Se você não manja absolutamente nada, vale a pena ter um guiazinho de bolso com aquelas palavrinhas chaves do lugar, nem que seja pra você entender que ausgang é saída. Lá as placas do metrô não são traduzidas e obviamente você vai precisar delas.

50. Um elogio à cidade e à educação: o metrô de lá não tem catracas. Sem barreiras. Sem cobranças. Isso só pode significar que a população é tão bem educada  e com um nível tão bom que compram as passagens porque acham justo pagar pelo transporte público. Não é admirável? Sim, é.

Vou confessar que nós pegamos o metrô sem pagar por engano, porque não entendemos como funcionava! Depois é que vimos a lógica da coisa e fomos boas turistas. Seja você também. Além de ser o mínimo, o básico e o obrigatório, esse é um jeito de manter uma imagem mais simpática de nosso país lá fora, porque, acreditem, o que tem de turista brasileiro metido a bonzão, não tá no gibi! Uma pena.


FRANKFURT

Frankfurt

Eu e o pôr-do-sol da ponte do Rio Main (ou Meno)

51. Mais um café da manhã memorável, desta vez by Holiday Inn. Foi o segundo melhor de toda a viagem e só perdeu pro café da manhã de Salzburg porque lá tinha ovos mexidos todos os dias. E, sim, eu sou trash pra c$#%#$% e adoro um bom café da manhã internacional com ovos e etc., principalmente quando já sei que vou almoçar só depois das 16h. hehe

52. As pessoas perguntaram: vai fazer o que em Frankfurt? E eu lá sei, pessoal? Conhecer, mas é claro. Acho que é o mesmo tipo de pergunta besta que se faz para alguém que vem para São Paulo, já que aparentemente aqui não é uma “cidade turística”. Há controvérsias, não??

53. A “Skyline” de Frankfurt. Esta é aparentemente a grande atração da cidade, segundo o vendedor da loja de bichos de pelúcia, com quem conversamos sobre futebol e sobre o Kaká, lógico. Apesar de termos visto vários prédios, deixou a desejar e pareceu uma piada pronta. A skyline mais impressionante que eu vi foi certamente a de Paris, com seu “centrinho comercial”, o La Defense. Arrasam com Frankfurt. Perderam, arianos.

54. Abrindo o guia, descobrimos que Frankfurt abriga um museu de arte contemporânea recheado de arte pop. Lari e eu corremos de manhã cedinho direto pro museu, chegamos lá babando de ansiedade e demos com a cara na porta. Uma bela placa de CLOSED em amarelo avisava os inocentes turistas que o local estava fechado para desmontar uma exposição xis do Japão. A raiva foi grande, já que vi obra de tudo quanto é gente e voltei para os trópicos sem apreciar um Lichtenstein de perto. ¬¬

Frankfurt

Eu e um ursão gigante (óbvio, não? hehe)


55.
Frankfurt é a capital mundial do bicho de pelúcia. Ursos, avestruzes, elefantes e até ornitorrincos ganham versões fofas nas lojas de pelúcias artesanais. Se você não quer morrer enfartando de fofura ou com uma facada de euros no peito, fique longe. Eu ainda não compreendo como consegui resistir a um chaveiro de urso que custava 10 €. Acho que foi por isso. Por causa dos 10 €.

56. Para atenuar a dor de não ter entrado no museu de arte contemporânea, comprei um livro de pop art absurdo de maravilhoso pela bagatela de 10 € – o preço que eu pagaria no chaveiro de urso. Acho que fiz uma boa troca, não? Agora só tenho de voltar pra aula de alemão, porque por enquanto só consigo “ler” as figuras. 8)

57. Abandonei o mochilão. Em Frankfurt minha “Trilhas & Rumos” se tornou insustentável e eu aproveitei pra adquirir uma Samsonite vermelha com um formatinho versátil e tamanho bom, que pode ser usada tanto como carrinho como mala de mão. Foi caro, mas necessário e essas malas duram a vida toda. Recomendo!

58. Entrei num lugar mais alemão do que toda a Alemanha. Sério. Almoçamos num restaurante que parecia uma taberna germânica feudal, cheia de alemães velhinhos tomando cerveja, com direito a vitrais coloridos para iluminar a cena toda. Tudo bem que, quando os velhinhos adentraram o recinto em fila indiana, a gente tremeu em nossas cadeiras e achou que eles fossem uma espécie de máfia da terceira idade ou um grupo de poker de veteranos do exército, mas eles eram inofensivos e nos renderam bons comentários em português.

Para completar, eu, que adoro comida alemã, me deliciei com carne de porco assada e apflstrüdel com sorvete de sobremesa. Certamente foi uma das refeições mais inesquecíveis de toda a viagem!  Sim, eu ainda juro de pés juntos que emagreci mochilando.
(esse tópico me deu fome!)

59. O pôr do sol mais lindo que vimos. O céu de “Francoforte do Meno”, como diriam os portugueses, é absurdamente azul, mesmo com a poluição visível, já que todo predinho tem uma chaminé. Este céu azul nos proporcionou o mais belo sunset na Europa. Fiquei meio abobalhada em cima da ponte e perdi um tempinho olhando a paisagem de uma cidade que alguns consideram “cinza e sem atrativos”. Definitivamente, a beleza está nos olhos de quem vê.

60. Da próxima vez, irei a Münich. A Lari e eu não tínhamos nos atraído pela cidade ao escolher os destinos do nosso mochilão, mas quando o trem a caminho de Salzburg fez parada em Munique, sentimos até uma dor no coração: tinha GELO em todo lugar… Como vocês já sabem, eu não peguei neve. Ou seja? Revoltante.

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Aguardem cenas do próximo capítulo: Salzburg e Veneza.
Salzburg, a cidade austríaca onde tínhamos certeza que veríamos neve, e Veneza, um lugar muito mais encantado do que eu imaginava (e muito mais frio também).

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Sobre a autora: Fernanda Pineda Vicente, também conhecida como @loverox, 23 anos, São Paulo. Produtora e atriz, formada em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero em 2009 e pelo Teatro Escola Macunaíma em 2008. Apaixonada por cinema, música, moda, nerdices e gatos, adora postar por aqui achados e descobertas na web e na vida real.Veja o perfil
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