Uma viagem transformadora: um ano caminhando pela China, sem fazer barba nem bigode

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Quem tem vontade de fazer uma viagem “roots” tem que conhecer a história desse rapaz..

Christoph Rehage vivia em Pequim, na China, e tomou a decisão de fazer uma viagem maluca no final de 2006.  Durante um ano,  planejou a maior caminhada de sua vida: andar da capital chinesa até a capital alemã, Berlim. Christoph acertou tudo e partiu dia 9 de Novembro de 2007, caminhando por mais de 4600 km do território chinês.

O mochileiro não chegou a cumprir seu roteiro original, mas se considera satisfeito por ter conseguido andar de Pequim até Ürümqi, praticamente no outro extremo da China. Fez amigos, viu coisas novas, comeu comidas diferentes e, vez ou outra, deu uma pausa nas caminhadas por longos desertos cheios de nada para voar no conforto de um avião por trajetos curtos.

Chris interrompeu a viagem em 13 de Novembro de 2008 e aí sim se deu conta do quanto mudou esteticamente durante sua jornada. Pensando nisso, ele fez um vídeo com as fotos que tirou de si mesmo por todos esses meses, tentando mostrar também situações inusitadas acontecendo no plano de fundo:

“The Longest Way 1.0 – one year walk/beard grow time lapse”, Christoph Rehage on Vimeo.

Eu não sei se teria coragem suficiente para uma coisa dessas e admiro profundamente a bravura deste homem. Esse cara deixa os mochileiros de Machu Picchu no chinelo e ainda se questiona no final do vídeo, ao rever sua primeira foto de quando saiu de casa: “who was this person? Was it really me?” (Quem era essa pessoa? Era mesmo eu?).

Rehage com certeza se transformou com a experiência e, apesar do esforço individual, dedica o vídeo ao professor chinês Xie, que se tornou andarilho ainda nos anos 1980 e lhe serviu de inspiração.

E vocês? Já pensaram o quanto mudariam se largassem suas vidas e partissem numa jornada sem freios, sem preconceitos, sem bagagens e com muito o que aprender? Já pensaram no quanto seriam diferentes se vivessem uma outra vida num outro lugar? Será que você seria você?

Às vezes precisamos olhar para fora para olhar pra dentro. Fica pra pensar.