Feliz dia do beijo!

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Não que eu ache super legal esta data comercial comemorativa, mas a TV UOL fez um super clipe com alguns dos melhores beijos do cinema! Vale o play:

(não está vendo o vídeo? Clique aqui!)

Entre as dezenas de beijos aí, tem “Meu Primeiro Amor”, “Nunca Fui Beijada”, “Matrix”, “Trainspotting”, “Bonequinha de Luxo”, “Crepúsculo”, “De Olhos Bem Fechados”, “Juno”, “Segundas Intenções” e um dos meus favoritos, o beijaço de “Moulin Rouge”.

Now, go out and kiss! 8)

Em busca dos domingos chuvosos

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Scarlett Johansson, “Lost In Translation”

Domingos, sábados ou feriados, mas para ficar perfeito, eles tem de ser chuvosos. Eu não gosto de chuva, pra falar bem a verdade, odeio. Uma chuva é capaz de destruir meu dia, mesmo que eu não me ensope nela. Só que é fato que se eu ganhar um beijo embaixo dela até molhar as meias, vou ganhar o dia. Vai entender.

Dias chuvosos são aqueles dias de filme, em que você se imagina com um short de algodão, uma blusa de malha folgada, bonita e confortável. Trança no cabelo e um chá quentinho na caneca. Um bom livro, uma rede, uma poltrona, um sofá e pensar na vida. Ou então uma folha de canson A3, um ipod recheado e muitos lápis para desenhar, porque em domingos chuvosos todo mundo desenha bem.

Também é dia de comer bolinhos de chuva, de comer pipoca em baixo do edredom, de ficar acordada, acompanhada, sem sair da cama e estar muito feliz por isso. É dia de dar uma olhada em fotos antigas, naquela caixa do guarda-roupa e quem sabe aproveitar pra fazer uma faxina rápida nas gavetas.

Dá pra pegar uma reprise do programa favorito, ver uma pancada de DVDs, assar um bolo que demore horas para ficar pronto, fazer uma sopa deliciosa e nada light ou pedir sushi pelo telefone, porque está chovendo, é claro. É um bom dia pra cuidar da sua hortinha caseira, ou de começar uma. Ou de plantar um pézinho de feijão com o seu melhor amigo menor de dez anos.

Os dias sagrados e chuvosos são quase como feriados, mas que infelizmente terminam em segunda-feira, porque tudo que é bom dura pouco, e o que é muito bom, menos ainda.

Domingos chuvosos, na verdade, podem cair até em dias úteis. Só sei que preciso encontrar os domingos chuvosos nos dias ensolarados mais vezes. Quero essa calmaria de ficar quieta fazendo tudo ou nada, esse primetime. Essa paz.  Tô querendo.

(E se aqui fosse frio o suficiente e só chovesse congelado, eu também faria anjinhos na neve.)

1 ano, 4 meses e 20 dias com (ou sem) a Summer

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Duvidei um pouco desse filme no começo por achar que ele usaria aquela fórmula do “casal moderninho”, mas me enganei. Entrou para os favoritos.

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Joseph Gordon-Levitt, como Tom, e Zooey Deschanel, a Summer, em “500 Dias Com Ela”

Eu não sei vocês, mas eu lembrava do Joseph Gordon-Levitt de “10 Coisas que eu Odeio em Você” e olhe lá, já que no filme ele era o protagonista, mas totalmente eclipsado pelo rebelde sem causa interpretado por Heath Ledger.  O  fato é que o rapaz cresceu, não é mais um adolescente (nem parece) e agora faz o papel de um recém-formado que acredita no amor,  mas não acredita que pode ser feliz.

Fofo e um pouquinho loser, do tipo que perde o momento certo do primeiro beijo, o personagem Tom Hansen abandona a arquitetura, faculdade que cursou, para escrever cartões. Cartões de aniversário, de dia dos namorados, de condolências, de boa sorte e de qualquer outro tipo de coisa que “as pessoas querem falar e preferem que um pedaço de papel fale por elas”.

Um belo dia, seu chefe contrata uma nova assistente que resolveu mudar de cidade por puro tédio. Esta é a heroína Summer, vivida pela também cantora da ótima dupla She & Him, Zooey Deschanel. Ela é uma mocinha pela qual todo e qualquer homem poderia se apaixonar e que por isso mesmo causa alvoroço ao chegar num escritório repleto de senhorinhas, carente de um pouco de ovulação.

É praticamente instantâneo: rapazinho fofo e excêntrico detecta gostos em comum com uma gatinha estilosa e se apaixona. Como sua própria irmã mais nova – e mais experiente nos assuntos do coração que metade dos personagens – diz: “poderia ser ela ou qualquer outra. Vocês só gostam das mesmas coisas”.

Como o trailer anuncia, o filme não é uma história de amor e sim uma história sobre amor. E eu acrescento: sobre amar, ou sobre tentar. (Se você não viu o trailer, clica aqui)

“500 Days With Summer” ou “500 Dias Com Ela” nos conduz ao longo dos dias em que Summer e Tom tentaram ter um relacionamento e ao longo dos dias em que Summer já havia virado a página e apenas Tom ainda estava com ela.  Desde o início, a garota deixa claro que não quer um namorado, que não quer ser “a namorada de alguém”.

Eles vão ao cinema, passeiam por lojas de móveis, fazem compras, comem comidinhas diferentes, tentam inovar no sexo, dão risada, compartilham segredos e, enfim, fazem você que está em frente à tela se apaixonar por eles por menos apaixonada que esteja a tal Summer e por mais triste e mulambento que esteja o Tom, depois de levar o pé na bunda anunciado no próprio trailer.

O espírito livre da mocinha me lembrou Holly em “Bonequinha de Luxo” (1961), que alimentou a paixão em seu Fred e tenta fugir, mas descobre estar apaixonada realmente. Já Summer, não, talvez porque a esta altura já estejamos mais que liberados para contar uma história em que uma “mulher livre” rejeita um homem, e apesar de eu realmente gostar da trama de “Bonequinha…”, talvez se ele fosse rodado hoje o final seria diferente.

Em todo caso, são dramas que não se comparam. Aparentemente baseado em fatos reais, “500 Dias Com ela” discute os relacionamentos modernos de uma forma original e ao mesmo tempo sensível, nada parecida com a fórmula usada por estes últimos filmes à la “Ele Simplemente Não Está Afim de Você”. Desta vez, a questão principal é: o que você tem versus o que você espera.

Se você é uma Summer que tem medo ou não acredita que vai acontecer pra você, ou se você é um Tom que perdeu quem acreditava ser sua soulmate, assista.

Apesar do preconceito que o gênero causa, é uma comédia romântica para meninos e meninas sim!, com bons diálogos embalados por uma trilha sonora excelente (que eu vou comprar!), e uma edição que revira de ponta cabeça e trás pra frente os momentos desses dois que ficam muito bem juntos, mas… A vida estava lá e os separou. Simples assim.

Para quem quer ver o filme, download aqui. Quem quiser a trilha sonora, download aqui.

E se você realmente gostou e ficou querendo mais, assista o curta-metragem musical feito pelo diretor Marc Webb com Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt para divulgar o filme:

Speed Dating Trident Fresh – Imagens (do final) da semana

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Ok, até aconteceram coisas extras… Eu até comprei mais bobagens postáveis…. Mas nada disso importa. O que importa é que eu tive um final de semana incrível – este sim, recheado de imagens! E se você estiver com preguiça, pule direto pro vídeozão lá no final!

SPEED DATING DO TRIDENT FRESH
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speed dating do trident fresh @PoA

eu e minha drunk-pose padrão


minhas cúmplices: lu, lini e sy. eu, caruda, na frente.

Fui convidada junto com mais interneteiros (leia-se Lini, Lu Sabbag, Sy Ferrari – já linkadas! -, Felipe Gomes, Alê Formagio e Pablo), para ir até Porto Alegre conferir e participar do Speed Dating da Trident, uma ação para promover o Trident Fresh preto, super refrescante, e que, como a palavra “dating” já denota, proporciona beijos fresquinhos (e quem sabe outras coisas também…!).

Para quem não sabe o que é Speed Dating, uma explicação rápida: tratam-se de encontros coletivos às cegas, em que homens e mulheres têm pouco tempo para conversarem entre si. O objetivo é que eles conheçam o maior número de pessoas possível num tempo curto e anotem quem mais lhes interessa para continuar o papo mais tarde, aí sem hora pra acabar.

Em filmes ou seriados, é bem comum estes encontros serem realizados em restaurantes e um organizador ficar ali, de olho no relógio, pra bater um sininho avisando que os casais devem ser misturados.
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speed dating do trident fresh @PoA

janela do metrô customizada para o evento
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Numa idéia genial (de verdade!), eles colocaram um montão de meninas no metrô e os meninos iam chavecando uma a uma, tendo apenas o tempo entre uma estação e outra pra mandar o seu recado. Depois, nós tínhamos uma prancheta pra anotar se beijávamos ou pássavamos o chavequeiro em questão.

Ao todo, eram 24 meninos e 24 meninas, entre paulistas, cariocas, gaúchos e de todos os jeitos possíveis. Tinha jogador de futebol, músico, policial, segurança, hippie, ator e até ex-bbb (!!). Tá, isso não é profissão, mas o fato é que Thyrso estava entre nós:
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speed dating do trident fresh @PoA

achei gato, ok?

Depois de bater um papinho com 23 caras diferentes (gordos, magros, bonitos, feiosos) + o Thyrso, seguimos para a o bar Villa, pub de Porto Alegre que foi fechado só pra gente. Dançamos loucamente, o Formagio tomou tequila comigo (pra manter a tradição), e eu saí de lá torta e alegre com as possibilidades que só uma festinha dessas te proporciona.

Não entro em detalhes, não… Mas! Fiz um vídeo engraçadinho especialmente pra vocês, em que dá pra ver como ficaram os vagões do metrô, a entrada do nosso hotel, o pessoal que estava comigo, as dicas da trident para o chaveco funcionar e a tal prancheta do “beija ou passa” em que anotamos os nossos favoritos!

na trilha sonora: Peter Bjorn and John e The Ting Tings

Comecei a fazer videozinhos com a intenção de registrar os piores chavecos, mas na hora H acabou não rolando ficar atazanando a galera com a câmera. Mas, bah, como diriam os gaúchos, isso não importa! O que importa é que foi demais e todo mundo que estava lá amou, não tenho a menor dúvida disso!

Para finalizar, quero dar um grande parabéns a toda organização da ação por tudo – desde o casting variado até a customização incrível do metrô. Arrasaram mesmo! 8)

ps: adivinha aonde tem mais foto? É, no flickr!

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Baba, baby.

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… Porque provavelmente toda mulher/menina/garota já passou ou vai passar por isso.

Todas nós tivemos aquele momento, aquele triste momento na vida pós-infância em que nossas idades se tornaram dezenas com o número um na frente. Número que desencadeia todo um processo de adaptação (insira a metáfora da borboleta aqui) e transforma nossos próximos 4 anos num inferno. Ou cinco, se você não tiver sorte. Ou muito mais, mas aí eu não tenho know-how pra te ajudar.

Uma pausa: se você era maravilhosa no comecinho da adolescência, desencane de ler. Ou ria de nós pobres mortais. Ou vá até o espelho conferir se você ainda está com tudo em cima. Aliás, já repararam como as bonitonas jovenzinhas sempre pioram??? Não dá pra saber se elas pioram porque pioraram mesmo ou se pioram porque chegaram ao ápice muito cedo e já não são tão bonitas.

Enfim. Eu tinha acabado de fazer 11 anos. Uma criança, pero no mucho, porque meu primeiro namoradinho veio aos doze. Era BV e observava minhas amiguinhas devidamente desvirginando suas bocas nas festinhas. Eu, ao primeiro forte sinal de que chegara minha vez, tinha desabado a chorar porque “não estava preparada”.

Algum tempo depois, eu estava bastante preparada. Furiosamente e curiosamente preparada. Como eu sempre fui nerd uma garota conectada, estava no icq papeando com a galera à tarde e eis que de repente um garoto me achou pelo “finder” e veio conversar. Papo vai, papo vem, descobri que ele era praticamente meu vizinho, acelerando todo o processo de encontro.

Dois dias depois da primeira conversa online e de outra conversa por telefone, marcamos dele passar no meu prédio. A desculpa dele, jovem garoto de 13 anos, seria levar o cachorro pra passear. A minha, nenhuma. Eu só tinha que pegar o elevador e cuidar pra não morrer ou gaguejar, já que até onde eu sabia ele era alto, tinha olhos azuis e tal.

Com uns cinco minutos de conversa com aquele menino gigante e gatinho, eu percebi que não estava agradando. Mas tudo bem, não era um encontro feito pra durar, afinal ninguém passeia com um yorkshire por três horas, né? Pobre inocência, a minha! Se interessasse, ele passearia por cinco horas. Qualquer homem passearia por doze horas, se interessasse. E coitado do cachorro, é claro.

Depois de alguns dias, notei que ele não ficava mais online. Estranho. Telefonei um dia, ele não estava. Aí conversamos secamente no icq outro dia. Estranho, né? Até que um dia ele ligou. Ligou pra falar que não era nada comigo, não, mas que “tá ruim pra gente conversar, eu vou começar a ajudar meu pai (???) e…“. Depois do “e…” não lembro e nem quero, mas fiz alguma pergunta intrigante. Como resposta, ouvi: “VOCÊ É FEIA”.

….

Eu, que já não era das mais auto-confiantes, afundei. Fiquei triste. Chorei por 3 dias e 3 noites.

Qualquer garotinha ficaria assim no meu lugar. Imaginei como seria minha vida virgem e solteira pra sempre. Imaginei que talvez ele estivesse certo (!!). Imaginei todo o tipo de absurdo. Tá, de fato eu estava na fase do patinho feio, mas que tipo de ser humano é tão cruel??? O tipo entitulado por aí de menino. Odiei os rapazinhos e atrasei a minha entrada no mundo das bocas desvirginadas.

Os meses se passaram e eu observei a magia da borboleta acontecendo em mim. As espinhas e cravos estavam lá, o cabelo marromenos estava lá, mas ganhei centímetros rapidamente e hum, até que não fica tão mal colocar esse jeans sem esse agasalho na cintura hein?? 8)

Com doze anos veio meu primeiro beijo e meu primeiro namorado. Um ano e meio depois, o segundo beijo e o segundo namorado. O segundo, mais bonito e mais briguento. Durou 3 meses. Com 14 anos eu estava finalmente solteirinha e tinha o icq free for chat para garotinhos interessantes.

O jovem garoto de 13 anos agora tinha 16 e estava mais bonito. Incrível, ele se achava muito adulto, porque tinha aprendido a dirigir com o papai e passou aqui de carro para tomarmos sorvete. Saímos na ilegalidade e conversamos muito tempo, muito tempo, e dessa vez eu vi que estava agradando. Ele elogiou meu cabelo, me fez rir, algo bem mais saudável. Mas não aconteceu. Nada.

Foi o primeiro ponto de interrogação de toda a minha vida. Jurei que esse cara seria um idiota para todo o sempre. Mas acabei considerando toda a linhagem dele idiota quando soube que ele tinha contado para uns amigos em comum (morar perto tem isso!) que tinha ficado comigo. Pô! Desde quando é justo levar a fama e nem aproveitar a cerejinha do bolo?!

O tempo passou, o icq passou, minha fase patinho feio passou. Ele até me adicionou no msn, mas nunca retribuí contato. Um belo dia, eu estava fuçando num site chamado ORKUT e, para a minha surpresa, não é que ele estava lá? Com foto de book, modelete, gatinho, arrasando com as menininhas na época em que os scraps não eram bloqueáveis, todo mundo aceitava todo mundo e usava aquilo com segundas intenções para se conhecer melhor.

As espinhas diminuíram, os cravos se foram, alguns kg também. O cabelo melhorou, o formato do rosto foi levemente ajustado e, como num passe de mágica, como com um toque de varinha de condão, eis que estou em minha melhor forma. Contente, feliz em saber que finalmente os anos das dezenas passaram.

Sentindo o cheiro dessa vibe Sandy-eu cresci agora sou mulher…”, ano passado o jovem de 22 anos deu o ar de sua graça falando que eu estava linda. Começou a aparecer para comentar em algumas fotos. Comentou em fotos de Paris. Comentou em fotos aleatórias.

Comentou bastante. Scrapeou. Eu não scrapeei de volta.

E só vou comentar uma coisa: agora baba, baby. 8)

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