As bandas mais novas da cidade

qui

e você – gostou?

Esta semana foi especialmente intensa no quesito “bandas novas” brasileiras, já que pouquíssimas novidades conseguem mexer com tanta gente ao mesmo tempo por aqui.

Enquanto todos os usuários brasileiros viraram os olhinhos e se emocionaram com o clipe bem feitinho da Banda Mais Bonita da Cidade, eu dei uma bocejada e preferi ficar com outra novidade dos últimos dias, a Banda Uó.

Antes de ficarem bravos comigo, explico: não sou fã de MPB no geral. Admiro meia dúzia de pessoas das antigas e gosto de pouquíssimas (ou quase nenhuma) coisas novas do estilo, principalmente porque essa colocação vocal + violãozinho me dão muita preguiça. E não é por ser ruim, até porque não é: a letra é legal e os cantores são afinados. Me dá preguiça porque não é nada original, é simplesmente batido.

Entendo que isso fosse o máximo nos anos 1970, mas não consigo conceber que até hoje alguém acha que vai salvar a música brasileira cantando exatamente da mesma forma, sem mudar absolutamente nada, e ainda com composições que não se comparam as dos antigos festivais.

É claro que talvez a curitibana Banda Mais Bonita da Cidade nem tenha essa pretensão toda, mas vamos supor que eles sonhem grande, já que o clipe já está com mais 2,600 milhões de visualizações e é sim um vídeo bem realizado, fofo, divertido e diferente – algo que falta no geral para nossa cena musical.

Quem  estava em Marte e não viu ainda, veja:


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Exatamente do outro lado vem a Banda Uó – a minha eleita desta semana. Apesar de eu não ser exatamente fã de música brega (risos!), a música deles merece ser ouvida, nem que seja para não gostar ou gongar o visual hipster maniac.

Em “Shake de Amor”, o trio de Goiânia faz uma versão divertidíssima e sem preconceitos de “Whip My Hair” da Willow Smith. Se você também sente falta de um vocal brasileiro na pista de dança, quem sabe a Banda Uó ainda não vai te fazer bater cabelo e se divertir?


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O grupo faz parte do projeto Avalanche Tropical, que pretende dar uma esquentada e tropicalizada nas pistas de dança modernetes usando elementos típicos da música brasileira, e é formado por Davi Sabbag, Mateus Carrilho e Mel Oliveira. A produção é de  dois membros do Bonde do Rolê, Rodrigo Gorky e Pedro D’Eyrot.

Já vi posts sobre o grupo no Move That Jukebox e no Papel Pop e tô aqui dando minha contribuição também, porque amei os moderninhos se jogando sem preconceito. Para ficar bom mesmo, só lançando uma música própria, sem ser versão. Vamos aguardar os próximos capítulos… Vai ser ótimo ouví-los na noite e ver o carão do povo ir por água abaixo! 8)

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ps: não estou comparando as duas bandas, nem de longe. Até porque ambas se apresentam como totalmente despretenciosas, mas a segunda me conquistou mais por ser simplesmente divertida.

ps2: para quem duvida do poder do brega de uma forma bem colocada, deixo um depoimento. Já fui em ene festas memoráveis, mas nunca vou esquecer da edição paulista da I Love Pop. O dj me soltou Daniela Mercury num momento tão absurdo que a galera enlouqueceu e foi até o chão. Se você aí acha absurdo, aguarde: ainda vai acontecer com você!